terça-feira, 9 de março de 2021

A história do cartão de crédito, aprecie com moderação

 Gazeta da Torre

Em 1949, o advogado Frank MacNamara estava reunido com alguns executivos financeiros em um restaurante na cidade de Nova York e se deu conta que não estava com dinheiro e muito menos com o seu talão de cheque para pagar a conta. Ele não teve dúvidas, pegou o seu cartão de visita, assinou e se comprometeu a pagar no dia seguinte o valor que estava em aberto naquela noite. E daquele cartão de visita que abriu a possibilidade do crédito para o pagamento posterior, foi estruturado o Diners Club, já num perfil diferente do cartão de crédito que tinha surgido em 1920, em que era concedido apenas para os clientes mais fiéis de determinados estabelecimentos, com os quais se tinha uma relação confiável, uma vez que os mesmos reconhecidamente pagavam suas contas em dia.

O Diners Club fundado por MacNamara, por sua vez, era aceito em 27 restaurantes, e naquela época era usado apenas por pessoas consideradas importantes, cerca de 200 amigos do fundador. Em 1958, veio o American Express e em 1966 o cartão BankAmericard se tornou um sucesso, pois era aceito em mais de 12 milhões de estabelecimentos e, pouco tempo depois, passou a se chamar Visa. Naquele mesmo ano, foi criado o MasterCard, bandeira de cartão bastante sólida e também conhecida mundialmente.

Temos cinco marcas bastante conhecidas pelo brasileiro, consolidadas pelo tempo de mercado: Visa, MasterCard, Amex, Diners e o Hipercard, que é um caso de sucesso pela forma que surgiu, avançou e se consolidou, e mais recente, a bandeira Elo tem crescido e conquistado seu espaço.

E o brasileiro não ficaria por aí. Assim como inventou o famoso cheque pré-datado, que surgiu na década de 80, que, caso você não saiba, era uma modalidade diferente do uso padrão, pois no pré-datado o cheque ficava guardado por quem o recebeu, para que fosse creditado apenas na data combinada entre as partes, ou seja, adiante acontecia a efetivação do pagamento. Inventou também as compras parceladas no cartão de crédito, que surgiram com força e de forma pioneira por aqui e representa mais da metade do faturamento do segmento de cartões de crédito no país, o que é bastante representativo.

E aí vem a questão de educação financeira, claro, eu não podia deixar de contextualizar. O crédito é perigoso para o brasileiro, infelizmente, mas essa é a realidade. De modo geral, as pessoas não fazem uso adequado do cartão de crédito, parcelam de forma exagerada, trazendo descontrole para o orçamento.

Tanto que, normalmente, quando me deparo com algum aluno ou cliente endividado, tem ali no meio um cartão de crédito mal utilizado, o que me dá a certeza que para muitos não é uma ferramenta, mas uma arma que aterroriza a vida financeira de uma quantidade absurda de pessoas.

A oferta está cada vez maior e mais incisiva, muitas pessoas passam não só a ter, como usar mais de um cartão no dia a dia, isso aumenta a possibilidade de descontrole, de endividamento e inadimplência, tal como de assumir mais despesas com anuidade.

E os cartões com cobrança de anuidade, são vantajosos para poucos na prática, pois maior parte das pessoas não gasta o suficiente para realizar o sonho de juntar milhas para uma boa viagem. Termina que precisa aguardar mais tempo para juntar mais milhas, que logo começam a expirar, de forma que o objetivo da viagem termina indo por água abaixo.

E a cautela vai além da análise de se beneficiar com as milhas, que, diga-se de passagem, muitos gastam no cartão para juntar milhas, mas sequer sabem quando elas vencem, desconhecem a relação de milhas por dólar gasto do cartão. Pois é, assim que maior parte deles funciona: você junta milhas de acordo com o valor de sua fatura em dólar. E como vinha dizendo, a cautela vai além, precisa ser redobrada em relação às compras parceladas, que se forem feitas em grande quantidade, somam valores que muitos desconfiam.

Há uma significativa falta de organização e percepção, doce ilusão que faz acreditar que ao passar o cartão a conta está paga, mas absolutamente não está, ao digitar os 4 ou 6 dígitos, você apenas “assinou” uma promissória a pagar. Olho vivo, não faça dessa poderosa ferramenta de crédito uma extensão do seu salário, quando bem utilizado o cartão é realmente incrível, quando mal aproveitado costuma ser bem desastroso.

 https://www.instagram.com/personalfinanceiro/?hl=en

Grande abraço e até breve!

A LIBERAÇÃO MIOFASCIAL

 Gabriela Fradique, Fisioterapeuta

Quem nunca sentiu uma dor após uma atividade física intensa, estresse ou horas de trabalho?

Essas dores podem ser comuns e persistentes causadas pela alteração da fáscia ou pontos gatilhos. A Liberação Miofascial é uma técnica de terapia manual que aplica pressão em alguns pontos do corpo e ajuda a relaxar e alongar os músculos, para que haja maior liberdade entre o músculo e a fáscia. A liberação diminui a tensão na fáscia e dá fim aos sintomas.                       

BENEFÍCIOS:

-Diminui a sobrecarga e tensão músculo articular;

-Aumenta a mobilidade articular;

- Previne lesões;

- Prepara a musculatura que vai ser trabalhada;

- Melhora a circulação e a respiração;                                                     

- Ajuda na liberação do ácido lático;

- Promove mudanças progressivas nos níveis físico e emocional;

- Aumenta a consciência corporal. Relaxa a musculatura;

- Proporciona bem-estar.

Fonte: Studio Gabriela Fradique @studiogabriela.fradique (81) 98133.0505;

Rua José Bonifácio, 543, sala 10, Torre, Recife/PE. 

Gabriela Fradique – CREFITO nº170001-F

OSTEOPATIA – PILATES – FISIOTERAPIA ORTOPÉDICA – DRENAGEM LINFÁTICA – MASSAGEM.

segunda-feira, 8 de março de 2021

No pós-quarentena, uma nova relação com a beleza - As mulheres estão mais conscientes nos cuidados com cabelos, pele e corpo

 Gazeta da Torre

Controlar as emoções e manter a mente em equilíbrio foi um enorme desafio para a grande maioria dos brasileiros. A saúde mental se tornou foco com a pandemia da Covid-19.

O autocuidado foi uma das recomendações da Organização Mundial de Saúde para buscar enfrentar da melhor maneira este momento tão cheio de incertezas. De março a maio de 2020, as vendas de as vendas de antidepressivos subiram 21% em relação ao ano passado. Saúde mental e bem-estar continuam sendo tema importantíssimo agora na segunda fase da pandemia. Com a reabertura e a flexibilização do isolamento social, as mulheres, especialmente, puderam retomar os cuidados com a beleza com seus profissionais favoritos, mais que nunca, aliados fundamentais em relação à autoestima e ao bem-estar.  

Pode parecer apenas uma questão de vaidade, mas não. Este reencontro seja com cabeleireiro, manicure, dermatologista, terapeuta capilar, entre outros, está tendo um efeito importante de resgate da autoestima e de manutenção do bem estar, pilares fundamentais para a saúde mental. Segundo a psicóloga Mariana Dias, cuidar do corpo e da saúde reduz a probabilidade do desenvolvimento de doenças mentais como ansiedade, depressão e alterações no humor. “Cuidar da aparência, da alimentação, do sono faz como que a pessoa se conecte com ela mesma, e isso tem impacto direto na regulação emocional e na redução do estresse. Então, neste momento, procurar por estes tratamentos depois de tantos meses em casa simboliza também autocuidado e afeto consigo mesmo, uma autovalidação”, explica a psicóloga.

Os cuidados com a beleza no Brasil são assunto sério. As mulheres, mais que em muitos países, aderem desde cedo a tratamentos com cabelos, unhas e pele. Não à toa, estamos no quarto lugar no ranking mundial de consumo de produtos de higiene e beleza. Por ser um hábito cultural super enraizado, cuidar-se muda a percepção sobre si e confere uma sensação de bem-estar. Mas, com a quarentena, as mulheres puderam experimentar uma nova relação com a beleza. Muitas deixaram os fios brancos aparentes a contragosto enquanto outras descobriram que não se importam tanto. Muitas ficaram sem fazer as unhas e tudo bem enquanto outras estavam morrendo de saudade de uma mão bem tratada. Os padrões irreais e a perfeição deram lugar a uma aceitação e a um olhar mais complacente sobre si mesma. “Durante a pandemia não houve espaço para a vaidade,  mas a autoestima esteve preservada. Isso trouxe um novo olhar. Então as mulheres se acostumaram em se ver com cabelos brancos, unhas curtas, menos maquiagem”, observa a psicóloga. 

Por Daniela Alvarenga, médica, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

domingo, 7 de março de 2021

DIA INTERNACIONAL DA MULHER com várias atividades pela internet

 Gazeta da Torre

Para refletir sobre questões relacionadas à mulher e à luta pela igualdade de gêneros, várias unidades da USP programaram atividades especiais on-line ao longo do mês de março em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, reconhecido mundialmente como o dia 8 de março.

Dia 8 de março, das 9h às 13h - Lideranças femininas falam sobre seus desafios no simpósio Mulheres, Poder e Sociedade.

O encontro on-line promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP irá debater o papel das mulheres na sociedade contemporânea e suas contribuições sociais, políticas, econômicas, científicas, tecnológicas e culturais. Entre as convidadas estão Luiza Trajano, Mayana Zatz, Erika Hilton, Regina Silveira, Esmeralda Ribeiro, Gal Martins, Vanderlan Bolzan e Soraya Chung Saura.

O evento é gratuito e aberto a todos os interessados, mas para receber o atestado de participação é necessário fazer uma inscrição prévia na página  https://prceu.usp.br/noticia/simposiomulheres/

Confira a programação neste link https://jornal.usp.br/universidade/liderancas-femininas-falam-sobre-seus-desafios-no-simposio-mulheres-poder-e-sociedade/

Transmissão neste link:https://www.youtube.com/watch?v=3II71wPIsUg

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Dia 8 de março, das 8h30 às 20h - Trajetória das mulheres na ciência: evento destaca pesquisadoras da USP.

A Pró-Reitoria de Pesquisa e o Escritório de Carreiras (ECar) promovem a jornada Mulheres na Ciência, evento dedicado a discutir a carreira das mulheres na ciência e homenagear as pesquisadoras da USP. Além de contar com a participação do reitor Vahan Agopyan e outros dirigentes da Universidade, a jornada tem uma programação com oficinas e debates, que serão realizados virtualmente e transmitidos pelo YouTube.

Também haverá a entrega do Prêmio Mulheres na Ciência – Destaques 2020, para as dez pesquisadoras da USP que se destacaram no ano passado com trabalhos relacionados ao combate da pandemia da covid-19.

A transmissão das oficinas será pelo Canal do Ecar no Youtube, neste link https://www.youtube.com/channel/UCfsDsbQ03UuuvSA532sXb7A. Os debates e a premiação podem ser acompanhadas ao vivo pelo Canal USP no YouTube, neste link https://www.youtube.com/channel/UCN1ihdoKXeixzYi7Hyp4WwQ

Confira a programação aqui.https://jornal.usp.br/universidade/trajetoria-das-mulheres-na-ciencia-evento-destaca-pesquisadoras-da-usp/

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De 8 a 19 de março, em vários horários - Desafios de gênero e capacitação.

Ao longo do mês de março, a Escola Politécnica da USP e organizações ligadas a alunos e ex-alunos da Poli promoverão uma série de atividades para marcar o Dia Internacional da Mulher. São palestras, workshops, cursos especificamente pensados para mulheres, abrangendo como enfrentar os desafios de gênero por meio da capacitação das futuras engenheiras, além de debates e reflexões sobre o assunto.

O Painel de Abertura contará com a participação da diretora da Poli, Liedi Bernucci, e das professoras Maria Eugenia Gimenez Boscov e Roseli de Deus Lopes, ambas professoras da Poli. O encerramento será realizado com a professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Eva Blay.

A programação completa será divulgada no site da Poli neste link.https://www.poli.usp.br/evento/mes-da-mulher-na-poli-usp

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Dia 8 de março, às 19 horas - Um encontro sobre mulheres nas ciências exatas.

O evento virtual Minervona será realizado pelo Clube Minerva como comemoração do Dia Internacional da Mulher e do aniversário de 1 ano do Clube que se dedica a incentivar o interesse para formação de mulheres em carreiras STEM (áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática). Haverá a apresentação do Clube e de iniciativas parceiras, além de um bate-papo com professoras da Escola Politécnica da USP.

As inscrições podem ser feitas aqui até o dia 7 de março mas não são obrigatórias, elas servem para mapear o perfil do público. Qualquer pessoa pode ter acesso ao evento pelo canal do Youtube https://www.youtube.com/channel/UCrgf95w09M0EDtvh5yR8Ksw

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Dia 8 de março, às 16 horas - Bate-papo com mulheres inovadoras.

Para mostrar mulheres que fazem a diferença quando o assunto é inovação, o Supera Parque de Inovação e Tecnologia, ligado à USP de Ribeirão Preto, vai realizar um bate-papo com Cris Miura (da Pontue Redação Inteligente) e Rebeka Cunha (da People Health e CIAware).

O evento será transmitido pelo Canal do Youtube do Supera Parque neste link https://www.youtube.com/channel/UCROOn2LEkYCtiKjHB0Eihyw

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Dia 12 de março, a partir das 17h - Depoimentos que empoderam.

A Comissão de Direitos Humanos do Instituto de Ciências Biomédicas promoverá duas atividades no dia 12/03 (sexta-feira), a partir das 17h. Na primeira atividade, Empoderamento, convidadas apresentarão vídeos de até 10 minutos sobre as suas áreas de atuação e os desafios que enfrentam diariamente como mulheres. As participantes terão de 5 a 10 minutos para responder perguntas.

Para a segunda parte do evento, mulheres serão convidadas a gravar vídeos de até 5 minutos sobre seus trabalhos em áreas artísticas, como dança, pintura, música, literatura e afins. Também são bem-vindos vídeos em homenagem às mulheres, enviados por terceiros.

Os vídeos serão apresentados no evento e divulgados nas redes sociais da CDH. Interessadas devem enviar os vídeos em formato mp4 para o e-mail cdh.icb@gmail.com até o dia 08/03. O evento é aberto a todos e será transmitido pelo Youtube neste link https://www.youtube.com/channel/UCOZIt2zIO6d9kyLeqq31Unw

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Dia 11 de março, às 14 horas / Durante o mês nas redes sociais - Feminismos na academia.

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, palestras, mesas e oficinas foram organizadas na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) para debater os desafios contemporâneos e as contribuições das mulheres na ciência:

Feminismos na Academia: militância e pesquisa é um encontro dos grupos de pesquisa e coletivos feministas da FFLCH que acontecerá dia 8, segunda-feira, às 19 horas. A transmissão será pelo Canal da FFLCH no Youtube neste link https://www.youtube.com/watch?v=wS8liKkBzAA

Elas no PPGF é um evento do Programa de Pós-Graduação em Geografia Física da FFLCH que conta com palestras e uma mesa redonda que abordam relacionadas à participação feminina nessa área de estudo. O encontro acontece no dia 11 de março, às 14 horas, com transmissão pelo Youtube, neste link https://www.youtube.com/watch?v=qZCWhjMAQt4

O Facebook do Programa também traz uma série de depoimentos com pesquisadoras da área de geografia física, veja aqui https://www.facebook.com/ProgramaDePosGraduacaoEmGeografiaFisicaDaUsp/

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Dia 8 de março, das 18h às 19h / Durante o mês nas redes sociais - Narrativas de protagonistas em museus.

O Museu Republicano de Itu (MRI) vai realizar uma série de encontros virtuais na série “Mulheres, acervos e Museus em Itu/SP”. É necessário fazer inscrição neste link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfl-MLdqtUb2rrPfCAi7yUyrMnPBSpZP0VSbmTeXjdRL9s51g/closedform e as vagas são limitadas aos 100 primeiros inscritos. A transmissão será pela plataforma Google Meet e os links dos encontros serão enviados pelo e-mail cadastrado na inscrição. Confira a programação:

8 de março, das 18h às 19h – “Narrativas das mulheres negras ituanas: apontamentos de uma pesquisa”, com a Claudete de Sousa Nogueira.

14 de março, das 10h às 12h  – “Dona Ignácia Joaquina Correa Pacheco e Anna Escobar de Moraes Lima: duas mulheres nos museus ituanos”, com Fernanda Cristina de Morais e Luís Roberto da Rocha de Francisco.

15 de março, das 18h às 19h – “Nicolina Vaz de Assis: a escultura como profissão”, com Ana Paula Simioni Cavalcanti.

22 de março, das 18h às 19h – “O espartilho e a história das mulheres no Brasil: um caso de opressão”, com Priscila Nina Fernandes, e “A indumentária masculina no guarda-roupa feminino, Brasil (1851-1911)”, com Guilherme Domingues Gonçales.

25 de março, das 18h às 19h –  “Justiça e Mulheres em Itu no século XIX: acervos do Museu Republicano Convenção de Itu/MP/USP”, com Aline Antunes Zanatta.

29 de março, das 18h às 19h – “Gênero e Profissão Farmacêutica em São Paulo: a trajetória de duas farmacêuticas ituanas (1895 -1917)”, com Isabella Bonaventura de Oliveira.

O MRI também está fazendo durante todo o mês de março uma série de postagens sobre as mulheres protagonistas na história do Museu Republicano. Confira no Facebook do Museu: www.facebook.com/museurepublicano.

Fonte:Jornal da USP

Mulheres não podem perder conquistas do mercado de trabalho no pós-pandemia

 Gazeta da Torre

A pandemia continua dificultando a vida e o sustento das pessoas no mundo todo, mas é evidente que a COVID-19 e a recessão econômica afetam muito mais as mulheres.

De acordo com um relatório da empresa de consultoria em gestão McKinsey & Company e o grupo de defesa das mulheres LeanIn.Org, os trabalhos exercidos por mulheres são 1,8 vez mais vulneráveis a essa crise do que os exercidos por homens. Embora ocupem 39% do mercado de trabalho global, as mulheres representam 54% das demissões gerais por conta do coronavírus.

“As mulheres, especialmente negras e pardas, correm mais riscos de serem demitidas ou afastadas durante a crise da COVID-19, o que pode estagnar suas carreiras e afetar negativamente a segurança financeira”, afirma o relatório.

A pandemia intensificou os desafios que as mulheres já enfrentavam. Mães que trabalham fora tiveram que se virar com trabalho, filhos e tarefas domésticas, sem o suporte que tornava essa vida possível, como creches e escolas. Muitas tentam cumprir o horário de trabalho integral de casa e cuidar das crianças ao mesmo tempo.

Pesquisadores do Instituto de Estudos Fiscais e do Instituto de Educação da UCL entrevistaram 3.500 famílias de pais de gêneros opostos e concluíram que as mães cuidam das crianças, em média, durante 10,3 horas por dia — 2,3 horas a mais que os pais. Além disso, as mulheres cuidam da casa por 1,7 hora a mais que os homens.

Uma em cada quatro mulheres pensa em fazer uma pausa na carreira ou abandonar completamente o mercado de trabalho devido ao impacto da COVID-19. Com isso em mente, é mais importante do que nunca que as empresas ofereçam o suporte adequado para garantir que a equidade de gênero no ambiente de trabalho não seja um ideal ainda mais distante.

“As empresas devem apoiar as mulheres para garantir que o equilíbrio entre os gêneros não seja prejudicado para sempre”, afirma Caroline Whaley, cofundadora da Shine for Women, uma agência de consultoria para mulheres e empresas voltada para a promoção da equidade de gênero.

Desenvolver e adotar um novo estilo de liderança centrado na inclusão pode ajudar a compensar o impacto negativo da COVID-19 sobre as mulheres. "Para isso acontecer, é preciso oferecer modelos de trabalho flexíveis para que as funcionárias com compromissos familiares não desistam, seguir as metas e divulgar dados sobre diversidade e salário", explica Whaley.

A COVID-19 forçou empresas do mundo inteiro a se adaptar e investir no home office — pelo menos no curto prazo. Embora essa transição para o trabalho remoto tenha sido muito rápida em muitas organizações, muitas outras afirmaram que planejam manter essa modalidade após a pandemia, como o Facebook (FB). Com essa flexibilidade, seja trabalhando em casa ou ajustando os horários de trabalho para conciliar com a criação dos filhos, as mulheres têm a chance de continuar trabalhando sem deixar de lado outras responsabilidades com a família.

Também é importante criar redes de apoio para as funcionárias, como sessões de coaching ou acesso a ferramentas de desenvolvimento pessoal on-line.

“Com esses recursos, as funcionárias podem dedicar tempo para aperfeiçoar uma competência e ganhar confiança. Em uma pesquisa recente, perguntamos às mulheres como elas viam a situação atual, o que elas almejavam para a vida pessoal e profissional depois do lockdown e o que pensavam sobre carreira e desenvolvimento pessoal”, contou Whaley.

“Os resultados revelaram que mais de 64% das mulheres que trabalham em período integral querem adquirir novos conhecimentos e investir em desenvolvimento pessoal para se preparar para o futuro em um mercado de trabalho cheio de incertezas”, completa ela.

Além disso, investir em jovens talentos é fundamental após os efeitos da COVID-19. Em outubro de 2020, um estudo da London School of Economics apontou que os jovens do Reino Unido têm o dobro de probabilidade de perder o emprego em comparação com profissionais mais velhos. Mais de uma em cada 10 pessoas entre 16 e 25 anos de idade perderam o emprego, enquanto apenas seis em cada 10 passaram a ganhar menos desde o início da pandemia.

“Os jovens, principalmente as mulheres, correm o risco de perder a confiança, e isso pode afetar o futuro de uma empresa em longo prazo. No trabalho remoto não há capacitação presencial, e as chances de um jovem aprender e se inspirar em colegas mais experientes são menores. Este é o momento para as organizações assumirem o controle e se prepararem para desenvolver os funcionários e não desperdiçar talentos”, analisa Whaley.

Fonte:Yahoo Finanças

Por que precisamos de mais mulheres nas ciências exatas?

 Gazeta da Torre

Com o Clube Minerva, engenheiras formadas na USP e estudantes buscam atrair mais mulheres para as carreiras de ciência, tecnologia, engenharia e matemática

Engenheiras formadas na Escola Politécnica (Poli) da USP têm, em comum, o desejo de ajudar a mudar uma realidade que vivenciam em locais de trabalho e salas de aula: aumentar a presença de mulheres nas ciências exatas. Elas convidam não só mulheres, como também os homens para participar do Clube Minerva. O projeto usa as redes sociais para incentivar e atrair mais garotas para carreiras nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática – que têm como sigla em inglês STEM.

Os números trazem uma ideia da situação. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), as mulheres representam, nas universidades, apenas 35% dos estudantes matriculados em STEM. O porcentual é ainda menor nas engenharias de produção, civil e industrial, e em tecnologia: não chega a 28% do total. No mundo corporativo os dados são piores.

Uma pesquisa divulgada em 2019 pela consultoria Talenses e o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) revelou que apenas 13% das empresas brasileiras têm CEOs mulheres. Elas representam 26% das pessoas em posição de diretoria, chegam a 23% das posições de vice-presidente e ocupam 16% dos cargos de conselhos. A Forbes divulgou em 2018 uma pesquisa de mercado feita pela Ipsos MORI. Com abrangência de 27 países, o estudo revelou que as lideranças das 500 maiores empresas do mundo eram formadas por apenas 3% de executivas mulheres.

O Clube Minerva começou seu trabalho algumas semanas antes do início da quarentena causada pela covid-19 no ano passado. A equipe procurou focar iniciativas que pudessem ser acompanhadas durante o isolamento social em qualquer dispositivo e a qualquer hora.

O Instagram é a plataforma que mais oferece retorno ao Minerva, prova disso é que o perfil dessa rede cresceu mais do que o das outras. Lá foram criadas sessões de publicações periódicas e divulgação dos eventos.

“Os conteúdos escolhidos, curados e divulgados pelo Clube Minerva têm a intenção de trabalhar a autoestima das mulheres apresentando e reforçando referências femininas nas carreiras STEM”, conta Adriana Kazan, coordenadora do projeto.

Ela contextualiza essa luta com a história da Poli, predominantemente masculina, que foi inaugurada em 1894. Na época, havia duas alunas ouvintes. A primeira mulher a receber o título de engenheira foi Anna Frida Hoffman, em 1928. Posteriormente, ela trabalhou no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Desde 2018, pela primeira vez na história, a cadeira da direção da Escola Politécnica é ocupada por uma mulher, a professora Liedi Bernucci.

A participação de mulheres na Poli cresceu, mas, atualmente, chega a 19% na graduação e atinge pouco mais de 13,5% no corpo docente. Na pós-graduação, o porcentual é um pouco maior, ao redor de 27%. “São ainda porcentuais baixos”, lamenta Adriana.

A proposta do projeto é despertar o interesse de meninas por aprender e descobrir todas as possibilidades do mundo das exatas. “Temos publicações que apresentam cientistas mulheres e suas conquistas do passado, colegas politécnicas que deixam mensagens inspiradoras, esclarecimentos de temas relacionados à equidade de gêneros e divulgação de iniciativas que tenham valores parecidos com os nossos”, complementa Adriana.

O clube está desenvolvendo uma parceria com o Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP, que participa de um projeto europeu chamado GENDER-STI sobre engajamento de mulheres nos acordos internacionais em ciência e tecnologia.

Também há desejo de aprofundar as parcerias em eventos como o Woman in Data Science (WiDS) e o Woman in Energy (Win), além de procurar ainda mais parcerias abrangendo outras áreas de exatas, como computação, energia, mineração, elétrica, petróleo, mecânica, ambiental, civil, naval, metalurgia e materiais.

Site: https://www.politecnicos.org.br/clube-minerva/

E-mail: clubeminerva@politecnicos.org.br

Facebook: https://www.facebook.com/clubeminerva

Instagram: https://www.instagram.com/clubeminerva/

Fonte:Jornal da USP

OAB-Mulher vai além da defesa da mulher advogada

 Gazeta da Torre

A atuante advogada Daniela Teixeira

Elas compõem mais da metade da Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB nacional; investem em suas formações profissionais e assumem cargos de alta responsabilidade em instituições públicas e privadas do país. Porém, ainda precisam existir Comissões da Mulher dentro da Ordem e de suas representações estaduais, mostrando que a causa da mulher ainda dá muito trabalho aos defensores do Direito no âmbito do seu exercício, refletindo o que acontece na nossa sociedade.

Na prática, as mulheres advogadas ainda têm muitas dificuldades nos seus ambientes de trabalho, escritórios e fóruns, e só recentemente conquistaram direitos em relação às prerrogativas profissionais na advocacia, com a Lei 13.363/2016, de 25 de novembro de 2016. A chamada Lei Júlia Matos deve seu nome à menina que foi vítima da falta de sensibilidade na interpretação da lei no sentido humano, antes de nascer. Júlia Matos é a filha da advogada Daniela Teixeira, uma ativista dos direitos da mulher, atuante na OAB do Distrito Federal que, grávida de oito meses, pediu prioridade na sustentação oral que faria em defesa do seu cliente no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O então presidente do STJ, ministro Joaquim Barbosa, negou a prioridade, afirmando que não havia previsão legal para deferir o pedido. A advogada ficou o dia inteiro à disposição do ministro, sem horário previsto para fazer a sustentação oral, porque não poderia abandonar o cliente. Teve que esperar sem sequer fazer uma refeição completa ou ir ao toalete. Saiu do CNJ direto para o hospital e deu à luz, num parto prematuro. A criança ficou dois meses na Unidade de Terapia Intensiva com graves complicações.

A história, contada pela presidente da Comissão da Mulher da OAB-PE, a advogada Ana Luiza Mousinho, felizmente resultou numa importante mudança. Daniela Teixeira reuniu várias colegas e, juntas, mobilizaram a OAB Nacional num movimento de conscientização por uma lei que garantisse as prerrogativas da mulher advogada. “Elas precisam ir além das prerrogativas dos homens porque a mulher é lactante, fica grávida, tem uma constituição física diferente. E a Lei Júlia Matos trouxe esse reconhecimento. As mulheres conquistaram uma série de direitos que não tinham antes da lei, como a prioridade quando estão grávidas ou são lactantes e o adiamento de audiências em razão do parto”, explica a presidente.

Em Pernambuco, as mulheres respondem por 46% do quadro de integrantes da seccional da OAB e, segundo Ana Luiza, contam com amplo apoio do presidente Ronnie Duarte, e dos presidentes da Escola Superior de Advocacia (ESA), Carlos Neves, e da Caixa de Assistência dos Advogados (Caape), Bruno Batista, no movimento de valorização da mulher advogada em todas as atividades. “Ronnie Duarte tem um olhar de gênero e, junto com Carlos Neves e Bruno Batista, é um grande incentivador da Comissão da Mulher, sempre procurando colocar mulheres nas mesas e painéis de discussões importantes para a categoria”, afirma a advogada.

Testemunha do descrédito nas instituições públicas vivido pela sociedade que procura o suporte da OAB na defesa da cidadania e do Estado Democrático de Direito –  uma das suas atribuições –, ela diz que a atuação da Comissão ultrapassa as causas da advocacia e abraça a causa da mulher como um todo. Um exemplo é a atuação em casos de feminicídio de mulheres não advogadas, atendendo a familiares que pedem ajuda na punição ao assassino, aos opressores. “Em muitos casos, a OAB-PE é oficiada pedindo suporte. Como temos uma atribuição social, acompanhamos alguns, por amostragem, para ver como está a atuação do poder público nos processos de feminicídio”, revela Ana Luiza Mousinho, lembrando que estas ações fazem parte de um movimento nacional da Ordem.

Feminismo, o retorno

As ações nacionais mostram que os problemas vividos em Pernambuco pelas mulheres são recorrentes em todo o Brasil.  De acordo com a presidente da Comissão da Mulher da OAB-PE, as taxas de feminicídio aumentaram muito, seguidas de uma institucionalização da violência contra a mulher, não só física, mas também verbal. Um exemplo é o caso do advogado pernambucano Diego Jatobá que, na Copa do Mundo na Rússia, em junho passado, envolveu-se num caso explícito, exposto em todo o mundo, de assédio contra uma mulher estrangeira.

A Comissão da Mulher deu entrada numa representação contra ele, embora não possa dar detalhes, por se tratar de um processo sigiloso. “Diego Jatobá tentou passar a ideia de supostas piadas de mau gosto, mas o que aconteceu foi um assédio, uma violência verbal”, afirma Ana Luiza Mousinho, acrescentando que hoje existe um movimento de pouca tolerância contra atitudes como essas, que eram tidas como brincadeiras de mau gosto mas que, na verdade, por lei, são atos de violência contra a mulher. “Talvez o movimento feminista esteja sendo reacendido porque as mulheres começaram a perceber que vinha se institucionalizando uma violência, principalmente em redes sociais, o que amplia o dano. As redes sociais têm um papel muito positivo, que é a reorganização do movimento feminista, que conecta pessoas no mundo todo, em tempo real”, completa.

Este tipo de comportamento, persistente em nossa sociedade, vem acompanhado da diminuição da participação da mulher na política, decorrente de um período pós-feminismo, onde muitas barreiras e preconceitos foram superados. “No momento em que houve um esquecimento da luta que travamos por décadas, baixamos a guarda e houve um retrocesso muito grande”, analisa a presidente da Comissão da Mulher da OAB-PE.

Ela lembra que na política já existia uma cota garantida às mulheres, mas os partidos fingiam que cumpriam com candidatas laranjas – algumas sequer sabiam que eram candidatas, embora o nome delas estivesse nas chapas. Foi preciso levantar a guarda outra vez. “Acredito que começamos a  perceber que mais mulheres estavam morrendo pela violência doméstica, mais mulheres estavam querendo entrar na política e encontrando dificuldades e entendemos que todos os ganhos, como o voto da mulher, a participação em cargos diretivos das empresas, todas aquelas conquistas começaram a retroceder frente às dificuldades que a mulher voltou a enfrentar”, reforça.

Mas as reações vêm surtindo efeitos legais. Uma alteração legislativa na Lei Maria da Penha, que vem sendo a principal defesa da violência contra as mulheres, fez constar como crime o descumprimento das medidas protetivas. “Hoje, o homem que está sendo processado com base na Lei Maria da Penha pode responder por crime, em um outro processo, e ser preso se descumprir a determinação da Justiça”, explica a advogada, esclarecendo que esta é uma lei interdisciplinar porque envolve Direito Civil e Penal e, no seu Artigo 2º, consolida a ilegalidade de qualquer discriminação ou violência: “Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social”.

Fonte:Negócios PE

sábado, 6 de março de 2021

Recife abre vacinação contra covid-19 para idosos de 73 e 74 anos

 Gazeta da Torre

A Prefeitura do Recife avança em mais uma etapa do Plano Recife Vacina e amplia a faixa etária de idosos que podem receber a proteção contra a covid-19. Pessoas com 73 e 74 anos podem agendar através do Conecta Recife o dia, hora e local para tomar a vacina. A imunização dessa nova faixa etária já começa neste sábado (6).

O agendamento deve ser realizado através do site  https://www.conectarecife  ou do app Conecta Recife, disponível gratuitamente na PlayStore, para Android, e AppStore, para quem utiliza o sistema iOS. No ato da marcação, é preciso anexar comprovante de residência e o documento da identificação oficial. Esses mesmos documentos devem ser levados no dia da vacinação. Caso a pessoa seja acamada, é possível sinalizar a condição marcando a opção disponível durante o cadastro para, dessa forma, receber a visita domiciliar de uma das equipes volantes da Secretaria de Saúde.

A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Saúde, disponibiliza ao todo 16 pontos para a vacinação. Os drive-thrus ficam no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na Tamarineira; Parque de Exposição de Animais, no Cordeiro; Fórum Ministro Artur Marinho - Justiça Federal de Pernambuco (Avenida Recife), no Jiquiá; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos; Juizados Especiais do Recife, na Imbiribeira; Parque da Macaxeira, na Macaxeira; Geraldão, na Imbiribeira; Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária; e Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Bairro do Recife.

Além dos pontos onde a pessoa não precisa descer do veículo, a Secretaria de Saúde do Recife oferece salas de vacina em outros pontos: Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos; Parque de Exposição de Animais, no Cordeiro; Upinha Dr. Hélio Mendonça, no Córrego do Jenipapo. Os outros centros continuam funcionando na Unidade de Cuidados Integrais (UCIS) Guilherme Abath, no Hipódromo; Compaz Ariano Suassuna, no Cordeiro; Ginásio Geraldão, na Imbiribeira; e UPA-E Fernando Figueira, no Ibura. Todos os locais funcionam das 7h30 às 18h30, de domingo a domingo.

OUTROS PÚBLICOS – Além dos idosos a partir de 73 anos, o Recife continua vacinando os trabalhadores da saúde, ativos, de qualquer área, a partir de 55 anos; trabalhadores da Atenção Básica do município e os que atuam nas redes pública e privada, em policlínicas, maternidades, UTIs, centros de quimioterapia e de Terapia Renal Substitutiva. Além deles, os trabalhadores da saúde dos setores hospitalares de endoscopia, broncoscopia e imagem; cardiologia, vascular e neurologia. Os que atuam nas Vigilâncias Epidemiológica, Sanitária, Ambiental e no setor de Saúde do Trabalhador também foram incluídos na lista de grupos prioritários.

Fonte:Prefeitura da Cidade do Recife

sexta-feira, 5 de março de 2021

Mercado de flores é aquecido pela busca por tornar a casa mais agradável na pandemia

 Gazeta da Torre

Diferentes estratégias de vendas adotadas pelos produtores, como delivery e e-commerce, e a popularização das flores como decoração, ajudaram para que o setor tivesse alta no final de 2020

A jardinagem se tornou um hobby para muitos brasileiros durante a pandemia. As plantas passaram a preencher os lares e tornar o ambiente aconchegante durante o distanciamento social. O mercado de flores tinha expectativa de queda no início da pandemia por conta da suspensão de eventos, mas, devido a diferentes estratégias de vendas adotadas pelos produtores, como delivery e e-commerce, e a popularização das flores como decoração, o setor registrou alta no final de 2020. Segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), alguns produtores registraram aumento de até 20% nos negócios e a expectativa é que o setor cresça até 5% em 2021.

O professor Paulo Hercílio Viegas Rodrigues, do Departamento de Produção Vegetal da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP e pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, explica que, no início da pandemia, o consumo de flores ficou em segundo plano por ser considerado supérfluo, mas após campanhas intensas dos produtores, o mercado se aqueceu e as pessoas passaram a desejar ter flores em casa, visando a amenizar o dia a dia. “O Ibraflor fez uma campanha muito interessante e acalmou o mercado. Foi quando você notou que as pessoas começaram a consumir novamente as flores. Nós estamos numa situação de pandemia, mas por que não consumir flores? Por que não trazer o verde para casa?”.

De acordo com o professor, apesar do crescimento observado no mercado de flores em 2020, essa não é a realidade de todos os produtos. Ao passo que as flores envasadas e as verdes tiveram incremento nas vendas, o mercado de flores de corte ficou em baixa. “O lado negativo foram as plantas de corte, enquanto o mercado de vasos, como orquídeas, bromélias, crisântemos, todas envasadas com flor, tiveram um incremento, assim como as verdes, os cactos e as suculentas. As de corte, infelizmente, tiveram a restrição de eventos e isso prejudicou.”.

O hobby da jardinagem e a busca por plantas para decoração foram fatores responsáveis pelo crescimento do mercado de flores em 2020. A psicóloga Leila Tardivo, do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da USP, explica que um ambiente agradável é capaz de melhorar o astral, principalmente em um momento tão atípico quanto o da pandemia: “Sem dúvida nenhuma, um ambiente com plantas, bonito, agradável, faz com que a permanência fique melhor. Agora, de repente, tem gente que prefere encher de livros seu escritório, fica feliz com isso e não precisa ter uma planta, ou pode haver um equilíbrio. O ficar em casa fez com que as pessoas quisessem deixar a casa mais arrumada, mais bonita e tornar o ambiente mais agradável. Estar num lugar onde se sente bem é superimportante”.

Fonte:Jornal da USP

quinta-feira, 4 de março de 2021

Negligenciada no Brasil, ciência é defesa e resposta contra a pandemia

 Gazeta da Torre

Dra Lygia da Veiga

O Brasil está vivenciando, nos últimos anos, um desmonte de sua capacidade de realizar pesquisas. Todos os países desenvolvidos enxergam na ciência um motor de desenvolvimento econômico e social, um investimento a longo prazo, pois é isso que trará inovação, novos produtos, e que também irá impulsionar a economia e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Aqui no Brasil, até hoje não temos essa visão e isso vem se acentuando nos últimos anos, critica Lygia da Veiga Pereira, geneticista e líder do projeto DNA  do  Brasil, da Universidade de São Paulo (USP).

“É muito difícil ser competitivo nessa situação, e acho que estamos tendo uma lição disso nesse período de pandemia, pois todos correram para os cientistas para saber que vírus é esse, como nos proteger, como tratar e prevenir, etc. É a ciência que responde.”

Lygia é a cientista que gerou a primeira  linhagem  brasileira de  células-tronco  a partir de embriões humanos.

Em entrevista ao UM BRASIL,plataforma multimídia composta por entrevistas, debates e documentários com grandes nomes do meio acadêmico, intelectual e empresarial, ela explica dois problemas decorrentes da falta de visão da ciência como solução. “Se a Nação não tem essa cultura da ciência, começa a fazer políticas públicas não baseadas em ciência, e isso é um desastre, como temos visto. Além disso, ficamos dependentes de outros países”, reforça. “No geral, essa dependência não é um problema, mas quando estamos em uma situação como a atual, quando o mundo inteiro precisa das mesmas coisas – e nós não temos autonomia para desenvolver os insumos da vacina –, aí nos damos conta do valor da ciência.”

“Certamente, não há como nos comparar aos Estados Unidos [no total de recursos direcionados a pesquisas], mas e à Índia? Eles investiram em uma capacidade produtiva científica e estão exportando vacina para o mundo. Por que não fizemos isso? Temos recursos humanos, mas é uma questão de vontade política”, ela pondera.

Uma solução ineficaz que coloca a vida em risco

Na entrevista, Lygia também analisa o impacto da recomendação política de um remédio considerado ineficaz contra o covid-19 sobre a saúde pública.

“Os processos da ciência não são coisas que se aplicam apenas aos cientistas, se aplicam para a vida. Políticas públicas devem ser baseadas em ciência. Não adianta querer que um certo remédio funcione para o covid-19. Se a ciência diz que não funciona, pode querer o quanto quiser, mas não vai dar certo, só haverá desperdício de recursos públicos, colocando pessoas em risco”, reitera a geneticista.

Fonte:UM Brasil

quarta-feira, 3 de março de 2021

Profissionais de 11 países lançam rede contra violência psicológica no meio artístico

 Gazeta da Torre

A ação é uma iniciativa da ONG brasileira Respeito em Cena e reúne artistas da América Latina

Um grupo de artistas de cinema, teatro, dança, música e televisão lançou na última segunda-feira (1º), simultaneamente em 11 países da América Latina, a primeira Campanha Latino-Americana contra a Violência Psicológica no Meio Artístico.

A iniciativa teve início com a publicação de um manifesto assinado por artistas, psicólogas, diretores de cena, coereógrafos, professores, cineastas, produtores, críticos de arte, médicas, sociólogos e por profissionais que atuam nos bastidores e na produção de espetáculos.

No mesmo dia, o primeiro vídeo da campanha foi ao ar. A série “Não é ficção”, que trata do abuso emocional e o assédio moral vividos por artistas latinas, está disponível na página da ONG Respeito em Cena.

A ação é uma iniciativa da Respeito em Cena, coordenada pela documentarista, diretora artística e ativista Luciana Sérvulo da Cunha, de São Paulo. Cunha é uma das embaixadoras da campanha, ao lado da atriz, cantora e compositora baiana Mariene de Castro.

Os profissionais do Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Bolívia, Venezuela, Costa Rica, Nicarágua e México integram a iniciativa.

Conheça abaixo a íntegra do manifesto da campanha:

“Basta de violência psicológica”

O abuso emocional é considerado uma das maiores práticas de violência contra artistas na América Latina. Essa é uma violência sutil, velada e naturalizada e por isso torna-se difícil de ser reconhecida, provada e punida. Mesmo que tenhamos diferenças demográficas, culturais e estruturais entre nossos países, a realidade da violência de gênero se faz presente em nosso Continente de forma contundente. Impulsionado pela ONG brasileira “Respeito em Cena”, dezenas de artistas de toda a região põe a violência psicológica sob holofotes a partir da criação de uma Rede Internacional para a criação da primeira Campanha Latino-Americana de Combate à Violência Psicológica no meio artístico.

NÃO É FICÇÃO: É REALIDADE A SER DENUNCIADA

Quando uma ou um artista entra em seu espaço de estudo, ensaio e trabalho, seja na televisão, no teatro, em um picadeiro, no cinema ou em sala de aula, ela ou ele deve se colocar disponível ao processo de criação sem amarras e resistências. É dentro desse cotidiano profissional e de formação que tem sido comum lideranças praticarem abusos contra artistas sejam elas iniciantes ou já estabelecidas em suas carreiras. Uma ou um diretor, preparador ou preparadora de elenco, produtor ou produtora ou qualquer outro chefe não deve ultrapassar limites invadindo o corpo físico e emocional de artistas e de sua intimidade, transformando o processo de criação em um espaço abusivo de imposições e intimidações.

COMO SE COMETE ABUSO

O abuso emocional e o assédio moral têm origem a partir de uma relação desigual e perversa de dominação e mau uso do poder onde muitas vezes as (os) artistas são submetidas (os) a pressões, manipulações, constrangimentos e humilhações, podendo causar confusão mental, medo, insegurança, sentimento de impotência e incapacidade, baixo autoestima, depressão e síndrome de pânico. Além da grande possibilidade de desenvolvimento de sintomas psicossomáticos, como: insônia, pressão alta, alergias, hemorragias e sangramentos.

PERFIL DO(A) AGRESSOR(A)

Um autor ou uma autora de abuso não tem cara de “criminoso” ou “criminosa”, geralmente trabalha, tem família, tem boa reputação e faz caridades. Normalmente é uma pessoa encantadora, inteligente, envolvente e tem carisma. Possui obstinação por controle e age de acordo somente com seus interesses próprios. Se coloca no papel de vítima para justificar seus atos. Não leva em consideração e nem se conecta com o sentimento dos outros. Considera a crítica como um ataque à sua imagem e identidade e é capaz de esmagar emocionalmente os outros com sua franqueza e humor rápido e cortante. Está sempre na defensiva, é pessoa desconfiada e se ofende com facilidade.

COMO SE FAZ O SILÊNCIO DA(O) SUBORDINADA(O)

Medo do descrédito e vergonha da exposição, perfil público conhecido do autor e da autora, vínculo afetivo ou profissional, machismo, misoginia e transfobia. Como consequência dessa cultura misógina, machista, homofóbica e transfóbica, quando uma vítima denuncia um abuso terá sua conduta contestada, seu relato será minimizado e desvalorizado e sua palavra será questionada em todas as instâncias. A vítima então entra em um estado de medo e paralisia, permanecendo sem conseguir falar ou procurar ajuda, com uma devastadora sensação de impotência a consumir toda sua energia e vitalidade, sem forças para reagir e lutar por reparação e justiça. Isso tem que acabar!

COMO SE FAZ A INTERRUPÇÃO E PREVENÇÃO DESSE ABUSO

A violência não é inata do ser humano, portanto, podemos desconstruí-la com informação e educação em todos os níveis sociais. Deste modo, nós, ARTISTAS, trabalhadoras e trabalhadores da cultura damos um pontapé inicial colaborando e nos engajando em uma campanha de prevenção para influenciar as comunidades artísticas de toda a América Latina a combater a violência psicológica e a debater esse tema, botando fim a um ciclo de violências. Nunca mais queremos ver esse filme em nossas vidas no qual o desrespeito e a impunidade são protagonistas. Que os holofotes iluminem novas relações pessoais e de trabalho com mais respeito, amor e liberdade!

(*) Com informações da Campanha Latino-Americana contra a Violência Psicológica no Meio Artístico

Fonte: BdF Rio Grande do Sul

Secretaria de Esportes e CBF firmam projeto que vai beneficiar 240 crianças no Recife

 Gazeta da Torre

Crédito Marcelo Bandeira FPF-PE

O projeto Gol do Brasil, um dos programas inseridos no braço social da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), vai beneficiar 240 crianças de várias regiões do Recife. A assinatura dos termos de compromisso para o programa ocorreu em reunião na terça-feira (2), com presença do presidente da CBF, Rogério Caboclo, do secretário-geral da CBF, Walter Feldman, do secretário de Esportes do Recife, Rodrigo Coutinho, e o executivo de Esportes do Recife, Gabriel Perrusi, do presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, e do presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá. Os termos representam o convênio entre as cidades e a entidade para a realização do programa.

O Gol do Brasil vai atender 240 crianças em situação de vulnerabilidade social, em um período de 12 meses, em diversas áreas da cidade. O projeto só será iniciado quando os números da pandemia estiverem em curva decrescente, em acordo com as medidas restritivas do Estado. As inscrições já foram feitas em seleção no início do ano passado, e as aulas ocorrerão nos turnos da manhã e tarde.

Além de jogar futebol, os jovens vão aprender em aulas teóricas valores propagados pelo projeto, como as dez habilidades para a vida, estabelecidas pela ONU: autoconhecimento, resolução de problemas, tomada de decisão, pensamento criativo, relacionamento interpessoal, comunicação eficaz, empatia, lidar com sentimentos, lidar com estresse e pensamento crítico.

A CBF é responsável por qualificar os instrutores com a Licença S da CBF Academy, voltada para projetos sociais, além de realizar todo o acompanhamento anual das atividades desempenhadas pelo Gol do Brasil e também fornecer o material para as aulas. A Secretaria de Esportes disponibiliza o espaço de treinos e profissionais, e a Federação Pernambucana de Futebol a articulação com times locais e nacionais para revelação de talentos.

Fonte:Prefeitura da Cidade do Recife

A natação infantil

 A natação infantil auxilia na melhora da capacidade física e das habilidades da criança, contribuindo para a evolução do equilíbrio, da coordenação dos membros superiores e inferiores e da agilidade.

O aperfeiçoamento da coordenação motora permite que a criança se movimente de forma mais controlada e exercite sua força de forma saudável.

*Conteúdo aprovado em parceria com a médica pediatra Dra. Euzenir Pires Moura Maia - Especialização em Terapia intensiva pediátrica  Coordenadora da Pediatria e UTI Pediátrica do HRU (Hospital Regional Unimed)  Diretora Técnica do HIAS.

DIVULGAÇÃO

NATAÇÃO - MATRÍCULAS ABERTAS!  *Sandra Pernambuco Ballet - Estúdio de Dança. Aulas de Dança, Natação e Pilates – Praça Professor Barreto Campelo, 1174, Torre, Recife/PE.  Nosso contato: (81) 3228-5331.   https://www.instagram.com/sandrapernambucoballet/?hl=en

terça-feira, 2 de março de 2021

Trajetória das mulheres na ciência: evento destaca pesquisadoras da USP

 Gazeta da Torre

Promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e pelo Escritório de Carreiras, o debate Mulheres na Ciência será transmitido pelo Canal USP

No Dia Internacional da Mulher (8 de Março), a Pró-Reitoria de Pesquisa e o Escritório de Carreiras (ECar) promovem um evento dedicado a discutir a carreira das mulheres na ciência e homenagear as pesquisadoras da USP.

Além de contar com a participação do reitor Vahan Agopyan e outros dirigentes da Universidade, a jornada tem uma programação com oficinas e debates, que serão realizados virtualmente e transmitidos pelo YouTube.

Também haverá a entrega do Prêmio Mulheres na Ciência – Destaques 2020, para as dez pesquisadoras da USP que se destacaram no ano passado com trabalhos relacionados ao combate da pandemia da covid-19.

A jornada Mulheres na Ciência acontece no dia 8 de março, com transmissão ao vivo pelo Canal USP no YouTube, neste link  https://www.youtube.com/canalusp.

*Mais informações no site Jornal da USP  https://jornal.usp.br/universidade/trajetoria-das-mulheres-na-ciencia-evento-destaca-pesquisadoras-da-usp/

Fonte: Jornal da USP

segunda-feira, 1 de março de 2021

A febre do BBB e por que vem atraindo a atenção do público

 Gazeta da Torre

Espectadora assídua de programas de televisão como parte de suas pesquisas, Maura Martins, jornalista, mestre e doutora em comunicação, e professora-pesquisadora dos cursos de jornalismo e publicidade e propaganda diz se sentir atraída pelos reality shows devido à imprevisibilidade dos formatos, citando edições recentes do Big Brother Brasil como exemplo.

"Tudo é imponderável: nunca sabemos quais as fórmulas exatas para o sucesso, mesmo quando os programas se desgastam (vide, por exemplo, a edição ruim de BBB 19 e depois a de BBB 20 que parece ter acertado em tudo). Além disso, como a maior parte dos espectadores, sou atraída pela perspectiva de ver o 'real' que emerge da convivência dos indivíduos, mesmo que seja por um breve segundo", conta.

Sobre assistir aos reality shows ser uma forma de "cuidar" da vida dos outros, Martins diz que ao mesmo tempo em que esses programas são sem significado, eles podem ser ainda mais que isso, ressaltando que a matéria-prima destes conteúdos são, sem dúvida, a bisbilhotice alheia. A educadora diz ainda que essa característica é inata do ser humano, que está sempre curioso para ver "como as pessoas vivem, convivem, reagem e qual é a sua essência".

Maura vai mais além: "Lembro, por exemplo, que essa premissa – a de querer ver a vida do outro – é o que fundamenta a estética realista na literatura. E ninguém acharia que obras realistas clássicas, como as de Balzac ou Flaubert, são apenas entretenimento. Por isso, os que acham que se trata de um entretenimento descartável ou inútil estão mais julgando o veículo (a televisão) do que o conteúdo em si dos programas (o cotidiano)", ressalta.

Questionamos Martins sobre o que pode ser absorvido com esses conteúdos, e se os reality shows são mais que uma forma de alienação — falamos aqui sobre a alienação sem ser, necessariamente, algo negativo — ou se é possível retirar informações úteis sobre a vida em sociedade. A profissional respondeu que o BBB, por exemplo, é formado pela convivência entre pessoas que estão em uma sociedade, contando ainda que a edição do ano passado trouxe à tona questões que, nos dias de hoje, vêm sendo bastante debatidas, como o machismo e sexismo. "Cada temporada, ao que me parece, acaba refletindo um pouco os debates do seu tempo – o que, é claro, também é estrategicamente reforçado pela edição do programa", completa Maura.

Neste ano, o BBB 21 trouxe novos debates que também falam muito sobre a nossa sociedade atual: a cultura do cancelamento. Os participantes, mais do que em qualquer outra edição, estão sendo criticados pelo público por atitudes "canceladoras" que extrapolam os limites da humanidade e de um convívio saudável. A pesquisadora finaliza ainda dizendo que ser popular não significa ser algo ruim, e que esses programas que mostram a realidade fazem sucesso por falarem sobre nós, como indivíduos em sociedade. Sendo assim, Maura diz que os debates podem reverberar em outros espaços, como família, trabalho ou até na escola.

Fonte:Natalie Rosa/Canaltech