quinta-feira, 28 de maio de 2026

"O Bolsa Família se tornou um marco global no combate à pobreza extrema”, afirmou economista vencedora do Prêmio Nobel de Economia

 Gazeta da Torre

Em entrevista à revista Exame, os economistas vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2019, defenderam que o debate sobre transferência de renda precisa sair da lógica simplista entre “ser contra ou a favor” e passar a focar em novos modelos de proteção social.

Em vez de perguntar se é bom ou ruim, dado que é tão relevante politicamente e que, segundo todas as evidências disponíveis, tem bons impactos, seria muito mais útil começar a pensar no que seria o Bolsa Família 2, 3 ou 4”, afirmou Abhijit Banerjee.

Na entrevista, Esther Duflo afirmou que o Bolsa Família se tornou um marco global no combate à pobreza extrema e ajudou a inspirar programas semelhantes em outros países.

“O Bolsa Família foi um enorme sucesso no Brasil em termos de seu objetivo imediato, que era reduzir a pobreza extrema”, disse a economista.

Ela lembrou que o programa brasileiro, mesmo sem ter sido originalmente desenhado como experimento acadêmico, acumulou evidências suficientes para demonstrar resultados concretos.

Segundo Duflo, estudos semelhantes realizados no México, em conjunto com avaliações brasileiras, ajudaram a convencer governos ao redor do mundo a adotar modelos de transferência de renda condicionada.

Ao mesmo tempo, os economistas afirmam que justamente por ter sido bem-sucedido o programa precisa evoluir.

Fonte:Exame

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O Recife Junino 2026 tá chegando!

 Gazeta da Torre







São 19 dias de festa, 14 polos, mais de 1,2 mil apresentações e muito arrasta-pé pela cidade.

Artistas: Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Jorge de Altinho, Assisão, Lia de Itamaracá, Joyce Alane, além dos homenageados Caju e Castanha, e muitos outros nomes já confirmados na programação.

Fonte: PCR

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SAÚDE - Alerta da ONU

 Gazeta da Torre

A circulação do sarampo voltou a acender um alerta nas Américas às vésperas da Copa do Mundo de 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

A queda na cobertura vacinal em vários países tem permitido o retorno de uma doença altamente contagiosa um único caso pode infectar até 18 pessoas.

Com o aumento da circulação internacional, especialmente durante grandes eventos como a #Copa, cresce o risco de entrada de casos importados e de surtos locais.

Países como Canadá, Estados Unidos e México já enfrentam transmissão em curso, elevando a preocupação das autoridades de saúde.

Para conter o avanço do vírus, a recomendação é clara: atingir pelo menos 95% de cobertura vacinal de forma homogênea em todo o território.

Sem essa proteção, o fluxo de milhões de visitantes pode facilitar a disseminação do sarampo entre viajantes e populações não imunizadas.

A Gopspaho reforça que vacinação em dia e vigilância epidemiológica ativa são essenciais para evitar surtos e proteger a população.

Acesse a matéria completa e acompanhe a cobertura da ONU News em português em news.un.org/pt

Foto: UNICEF/Nahom Tesfaye.

Por ONU Brasil

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Brasileira eleita uma das personalidades mais influentes do mundo em 2026

 Gazeta da Torre

Natural da cidade de São Paulo e criada no interior do estado, em Itapetinga, a pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria foi eleita uma das personalidades mais influentes do mundo em 2026 por renomada publicação norte-americana TIME. Seu nome figurou na categoria Pioneiros graças às suas pesquisas na área de insumos biológicos dentro da agricultura.

O foco da pesquisa de Mariangela é justamente a substituição total ou parcial de fertilizantes químicos por micro-organismos portadores de propriedades como a fixação biológica de nitrogênio, a síntese de fitormônios e a solubilização de fosfatos e rochas potássicas.

“O reconhecimento é a percepção de que o mundo considera isso importante. Ter alimentos mais saudáveis, promover a saúde do solo, com menos resíduos químicos, no conceito de saúde única. Esse reconhecimento não é só a alegria por ter sido reconhecida, como também pode ajudar a divulgar ainda mais essa nossa bandeira, da qual o Brasil é líder mundial e que eu quero que seja cada vez mais”, apontou a pesquisadora, formada pela USP e com doutorado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, além de ter passagens pelas Universidades de Cornell e da Califórnia.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias; CARAS Brasil;

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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Dia do Trabalhador - Há, de fato, o que comemorar?

 Gazeta da Torre

“As últimas décadas foram de retrocesso quando se fala em condições de trabalho”, segundo professora Vera Lucia Navarro, da USP, os efeitos do retrocesso nas condições do trabalho já são evidentes. “O adoecimento psíquico relacionado ao trabalho está em expansão no País, tomando proporções epidêmicas.” A docente acrescenta que transtornos mentais e comportamentais figuram entre as principais causas de afastamento laboral, com sucessivos recordes de licenças médicas.

O professor José Pastore, especialista em relações do trabalho e mercado de trabalho no Brasil, aponta que o Congresso, apesar da péssima qualidade atual dos parlamentares, precisa enfrentar a precarização, destacando a necessidade de debate sobre o fim da escala 6x1. Pesquisas indicam que jornadas excessivas e a falta de tempo de descanso afetam a qualidade de vida e a saúde dos trabalhadores.

*Vera Lúcia Navarro é professora associada doutora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP). Especialista em sociologia do trabalho, ela pesquisa temas como precarização do trabalho, saúde do trabalhador e transformações no mundo do trabalho.

*José Pastore, sociólogo renomado e professor titular da FEA-USP, especialista em relações do trabalho e mercado de trabalho no Brasil. Com Ph.D. pela University of Wisconsin, é autor de diversos livros, membro da Academia Paulista de Letras e articulista no jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Jornal da USP

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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Brasil: um país com alto índice de insônia

 

A insônia e outros distúrbios do sono têm se consolidado como um importante problema de saúde pública no Brasil. Segundo dados divulgados pelo ministério da saúde, cerca de 72% dos brasileiros apresentam algum tipo de alteração no sono (BRASIL,2023). Esses números revelam um cenário preocupante, evidenciando uma condição amplamente disseminada na população brasileira.

Nesse contexto, entende-se a insônia como a dificuldade persistente para dormir ou manter um sono reparador, mesmo quando existem condições adequadas para isso. Quando ocorre de forma frequente — ao menos três vezes por semana por um período superior a três meses — passa a ser considerada crônica. Esse quadro não afeta apenas o descanso noturno, mas compromete a saúde física, mental e emocional, interferindo no funcionamento diário e na qualidade de vida. A privação de sono também pode estar associada a transtornos de ansiedade, depressão e ao agravamento de doenças já existentes, reforçando seu reconhecimento como um problema de saúde (BRASIL,2023).

Evidências científicas recentes indicam que a insônia crônica está associada a alterações neurobiológicas importantes, como aumento de processos inflamatórios, desequilíbrios hormonais e comprometimento da consolidação da memória. Estudos longitudinais demonstram que a privação de sono pode contribuir para o acúmulo de proteínas neurotóxicas no cérebro, como a beta-amiloide, fator diretamente relacionado ao desenvolvimento de demências, incluindo a Doença de Alzheimer (MUSIEK. et al, 2016). Dessa forma, a má qualidade do sono ao longo da vida tem sido reconhecida como um fator de risco modificável para o declínio cognitivo e para síndromes demenciais.

Segundo o estudo de Oliveira et al. (2022), os problemas de sono apresentam desigualdades importantes, com maior ocorrência de queixas entre mulheres, pessoas idosas e indivíduos com menor nível de escolaridade. O estudo também aponta que indivíduos com pior autoavaliação de saúde apresentam maior prevalência de distúrbios do sono, reforçando a influência de determinantes sociais na qualidade do sono da população brasileira.

Diante desse cenário, torna-se essencial investir em ações de prevenção e cuidado contínuo com o sono. Entre as principais orientações estão (BRASIL,2022):

  Manter horários regulares para dormir e acordar;

  Evitar o uso de telas eletrônicas antes de dormir;

  Reduzir o consumo de cafeína, álcool e nicotina no período noturno;

  Garantir um ambiente adequado para o descanso, com pouco ruído, iluminação reduzida e temperatura confortável;

  Não normalizar a insônia: dificuldades persistentes para dormir devem ser avaliadas por profissionais de saúde, especialmente quando impactam o bem-estar e o funcionamento diário.

Insônia e cuidados necessários na população idosa

A insônia apresenta prevalência ainda maior entre pessoas idosas, exigindo atenção específica. Um estudo nacional realizado com brasileiros com 60 anos ou mais, a partir dos dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) identificou que 58,6% dos idosos relataram algum tipo de insônia, incluindo dificuldade para iniciar o sono, manter o sono ou acordar precocemente. Esses dados evidenciam que mais da metade da população idosa convive com alterações significativas no padrão de sono.

O mesmo estudo aponta que a insônia na pessoa idosa está associada:

  Presença de duas ou mais doenças crônicas;

  Pior percepção da própria saúde;

  Fatores relacionados ao estilo de vida.

Além disso, alterações no sono nessa fase da vida podem contribuir para:

  Sonolência diurna excessiva;

  Prejuízos cognitivos;

  Alterações de humor;

  Maior risco de quedas;

  Redução da autonomia.

Dessa maneira, o sono deve ser sempre parte da avaliação integral da saúde da pessoa idosa.

As estratégias de prevenção e cuidado incluem:

  Acompanhamento regular das condições de saúde;

  Revisão do uso de medicamentos;

  Estímulo a uma rotina diária estruturada;

  Exposição à luz natural durante o dia;

  Prática de atividades físicas adequadas e atenção aos aspectos emocionais e sociais.

Cuidadores, familiares e profissionais de saúde desempenham um papel fundamental na identificação precoce dos problemas de sono, contribuindo para intervenções que promovam qualidade de vida, funcionalidade e envelhecimento saudável.

Reconhecer a insônia como um problema frequente, multifatorial e com impactos relevantes ao longo de todo o curso da vida é um passo essencial para fortalecer ações de promoção da saúde e cuidado integral da população brasileira.

Assinam este texto:

Beatriz Bagli Moreira, Larissa Januário de Oliveira e Vanessa Di Gregório Morais – Graduandas do curso de Bacharelado em Gerontologia na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP).

Profa. Dra. Thais Bento Lima da Silva – Gerontóloga pela Universidade de São Paulo (USP). Mestra e Doutora em Neurologia Cognitiva e do Comportamento pela Faculdade de Medicina da USP. Vice-diretora científica da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG). É parceira científica do Método Supera. Coordenadora do Grupo de Estudos em Treino Cognitivo da Universidade de São Paulo.

Para reflexão:

De que me adianta temer o que já aconteceu? O tempo do medo já aconteceu, agora, começa o tempo da esperança. “Paulo Coelho”

Você sabia que:

A privação de sono também aumenta a temperatura cerebral.

Reposta do desafio de Março:

Lógica da Páscoa:

Nos Estados Unido você não pode tirar foto de um coelho com um ovo de Páscoa.

Por quê?

Resposta: Porque foto se tira com uma câmera ou um celular

Desafio de Abril:

No Caminho do Trabalho.

Quando Eduardo foi trabalhar, ele viu no caminho 3 supermercados do lado direito e 2 supermercados do lado esquerdo; na volta, ele viu 3 supermercados do lado esquerdo e 3 do lado direito.

Como isso é possível?

Resposta na próxima edição:

Serviço:

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)

Unidade Recife Madalena

Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.

Telefone: (81) 30487906 – 999000603 (WhatsApp)


Clubes de leitura crescem no Brasil

 Gazeta da Torre

Cerca de 47% da população brasileira se considera leitora, o que equivale a mais de 93 milhões de pessoas. Há alguns anos, o fenômeno dos clubes de leitura vêm crescendo no país, conquistando cada vez mais novos leitores e contribuindo, gradativamente, para que essa porcentagem aumente.

Para colaborar ainda mais, neste mês, em que comemoramos o Dia Mundial do Livro (23/04), foi lançado, pelo Ministério da Educação, a plataforma MEC Livros, que funciona como uma biblioteca digital gratuita e oferece milhares de títulos de livros nacionais e internacionais. Seja sozinho, com amigos, na internet, com livro físico ou com e-books, as iniciativas visam tornar o hábito de leitura mais acessível e mais prazeroso.

A plataforma é aberta ao público em geral, como uma política de acesso à leitura e à educação. Qualquer pessoa pode acessar o MEC Livros. Não é necessário estar matriculado em escola, faculdade ou curso técnico.

Todo o conteúdo disponível no MEC Livros é gratuito. Não há cobrança de mensalidade e taxas nem necessidade de compra de livros. O acesso é público e livre e a leitura das obras ocorre em plataforma própria via login gov.br.

A plataforma reúne obras literárias contemporâneas, clássicos da literatura brasileira e mundial e outros conteúdos voltados à formação cultural e cidadã. O acervo é pensado para atender diferentes perfis de leitores e trajetórias de leitura.

O acervo não é estático: a plataforma é atualizada periodicamente com novas obras que estão em domínio público ou que tiveram autorização de divulgação. Isso amplia o repertório de leitura disponível e fortalece o acesso à leitura literária.

Caso o leitor queira relatar desconforto, erro de informação ou sugerir contextualizações adicionais, o MEC Livros disponibiliza canais de contato para diálogo e aprimoramento contínuo da plataforma.

*Mais informações:

https://www.gov.br/mec/pt-br

Vídeo: TV Brasil

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Copa do Mundo FIFA 2026 - A Arena Nº1 que acontecerá em Recife

 Gazetya da Torre

foto ilustração

O anúncio oficial, realizado no início de março de 2026, confirma a capital pernambucana no circuito nacional desse projeto, que é considerado a maior watch party (festa de transmissão) da Copa no Brasil, substituindo o modelo oficial do Fan Fest da FIFA.

A Arena Nº1 acontecerá em Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Goiânia (GO). O evento promete telões gigantes para transmissão dos jogos da seleção brasileira, shows com grandes atrações musicais e ativações de marca. Mais do que apenas uma tela, as arenas serão projetadas como centros de entretenimento completos, com apresentações musicais antes e depois das partidas, além de diversas ativações de marca. A Ambev estima que o público acumulado nas cinco cidades pode chegar a 600 mil pessoas ao longo do torneio.

A iniciativa representa uma expansão significativa de um conceito que a Brahma testou na Copa de 2022, quando montou pontos de exibição na Praia de Copacabana, no Rio, e no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Os locais exatos dentro das capitais escolhidas ainda estão sendo definidos, mas a primeira operação está confirmada para a estreia do Brasil contra o Marrocos, no dia 13 de junho.

O projeto é liderado pela marca Brahma, com o objetivo de criar um hub central de experiências e entretenimento para os torcedores durante o mundial de 2026. Leandro Mendonça, diretor de eventos e experiências da Ambev, reforçou que o objetivo é consolidar a Arena Nº1 como o principal ponto de encontro da torcida. Curiosamente, embora a controladora da Ambev, a AB InBev, seja patrocinadora global da Copa, a operação brasileira optou por não aderir ao modelo oficial de “fan fest” da FIFA.

A empresa não revelou quanto vai investir no projeto, mas garantiu que o valor está à altura da experiência que quer entregar. “O que posso dizer é que está alinhado com a experiência que queremos entregar. Não estamos medindo esforços para garantir que seja a principal festa em cada uma dessas cidades”, finaliza Mendonça.

Fonte: Live MKT News

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Brasil - A descoberta foi acidental ou não?

 Gazeta da Torre

*Foto do filme ‘O Descobrimento do Brasil’, primeira grande produção de Humberto Mauro como funcionário do INCE (Instituto Nacional de Cinema Educativo), criado em 1936 pelo Ministério da Educação e Cultura do governo Getúlio Vargas

Qualquer um que tenha passado pelos bancos escolares brasileiros até meados dos anos 1980 certamente aprendeu uma floreada história sobre o episódio chamado de descobrimento do Brasil, o dia em que o navegador português Pedro Álvares Cabral (1467-1520) e sua comitiva avistaram as terras que depois se tornariam a maior colônia lusitana, em 22 de abril de 1500.

Trata-se de uma narrativa épica, em que Cabral e seus comandados enfrentavam a fúria do Atlântico para consolidar a então nova rota comercial que ligava a Europa à Índia, contornando o continente africano e dobrando o Cabo da Boa Esperança.

Mas então, nervosas que estavam as águas do oceano e sob intensa tempestade com forte ventania, as embarcações acabaram sendo obrigadas a ajustar a rota, “abrindo” cada vez mais para o oeste e distanciando-se da costa da África. Até que, acidentalmente, chegaram às tais novas terras, “descobrindo” o Brasil e tomando posse do território, com direito a celebração de missa e troca de presentes com os nativos.

E assim, apregoavam os professores de história do ensino primário de antigamente, havia nascido o Brasil.

Historiadores contemporâneos, contudo, colocam em xeque esta narrativa. Não há um consenso por que os documentos conhecidos são poucos e não explicam com clareza. Mas o que a grande maioria concorda é que Cabral ao menos sabia que encontraria alguma coisa indo por ali — não necessariamente um território tão grande.

E que parte de sua missão, além de consolidar a nova rota para a Índia, selando o sucesso empreendido anteriormente por Vasco da Gama (1469-1524), era estabelecer a conquista daquilo que havia sido garantido à coroa portuguesa pelo Tratado de Tordesilhas, firmado seis anos antes com a Espanha.

Contexto e posse

Para a historiadora Clarissa Sanfelice Rahmeier, professora na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), “toda a história do descobrimento ou achamento do Brasil deve ser entendida à luz de, no mínimo, dois elementos que caracterizavam o contexto em que se deu a vinda dos europeus para cá”. São eles os tratados de limites estabelecidos entre Portugal e Espanha “e a situação socioeconômica vivenciada pelos países ibéricos à época da chegada de Cabral”.

“A narrativa que apresenta a versão da chegada por acaso deriva do primeiro elemento, referente à disputa, por Portugal e Espanha, das terras achadas ou por achar no processo de expansão marítima impulsionado pelos dois países”, pontua ela.

Isso porque, como a linha estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas não era precisa, tanto o planejamento quanto a comunicação das viagens exploratórias eram impactados. “Havia várias interpretações a seu respeito e a falta de uma exata localização, bem como o desconhecimento do que seria encontrado nas terras do além-mar”, afirma Rahmeier.

A historiadora ressalta que foi por conta disso que a coroa portuguesa financiou a viagem do explorador Duarte Pacheco Pereira (1460-1533) em 1498. Muitos acreditam que ele — e não Cabral — tenha sido o primeiro português a pisar nas terras que hoje são o Brasil.

Versão oficializada pelo império

Para o historiador Victor Missiato, não há dúvidas de que quem consolidou essa ideia de “descobrimento por acaso” foi o império brasileiro, no contexto da pós-independência. É do período a construção do imaginário a respeito do episódio da chegada dos portugueses. “Se a gente pegar aquela obra do [pintor Victor] Meirelles [(1832-1903)], ‘Primeira Missa no Brasil’ [feita entre 1869 e 1861], há toda uma referência de um destino manifesto por parte da Igreja e de Portugal, no sentido de trazer a palavra, a verdade, o sentido de colonização para essas terras”, comenta ele.

Foram assim erguidas as bases da narrativa. Segundo Missiato, “o descobrimento de um povo que vai construir sua história a partir das ideias do catolicismo e do nacionalismo”.

“Essa versão [da descoberta ‘sem querer’] durou muito tempo porque primeiro ela se constituiu como uma história oficial no século 19 e essa ideia de história oficial que se utiliza apenas de fontes oficiais, durante muito tempo, foi considerada a história científica da modernidade”, aponta Missiato.

Durante décadas, “toda a sociedade brasileira foi formada a partir dessa ideia oficial de descobrimento do Brasil”, ressalta o pesquisador. A partir dos anos 1930, ideias diferentes começaram a surgir no âmbito acadêmico. Mas ainda levaria muito tempo para serem adotadas essas versões pelos livros e apostilas escolares.

“Havia interesses claros no sentido de perpetuar uma perspectiva redentora, salvadora e ao mesmo tempo uma perspectiva centralizadora da história do Brasil”, comenta ele. Afinal, uma chegada por acaso tira o peso da “conquista planejada”, que pode ser interpretada como nociva e dominadora. Uma descoberta acidental, fortuita, parece evocar um capricho do destino, facilitando a conexão mítica com ideias de salvação e redenção.

Fonte: BBC News Brasil

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terça-feira, 21 de abril de 2026

Tiradentes - O homem símbolo da Inconfidência Mineira

 Gazeta da Torre

*Imagem idealizada pelo artista Oscar Pereira da Silva de como teria sido Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, em quadro pintado em 1922. Atualmente a obra original se encontra no Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP).

Morto enforcado no dia 21 de abril de 1792, Joaquim José da Silva Xavier, conhecido popularmente na época como Tiradentes, é celebrado como mártir e herói brasileiro até os dias de hoje, mais de 200 anos depois. Ele tem, inclusive, um feriado próprio no dia de sua morte.

Porém, a sua verdadeira história nem sempre foi retratada fielmente em filmes, séries e livros didáticos. Quem foi o homem chamado Tiradentes? Sabe-se que ele foi um dos líderes da Inconfidência Mineira — um movimento contra os altos impostos cobrados por Portugal e que durou de 1789 a 1792 e que também visava a independência do Brasil.

Porém, por que ele foi o único a ser morto? Ele trabalhava realmente como dentista? Quais os objetivos do movimento? A National Geographic traz cinco fatos reais para conhecer melhor esse famoso personagem histórico brasileiro e desmistifica alguns dados que rondam a sua figura até os tempos atuais.

1. Tiradentes foi mesmo um dentista?

Joaquim José da Silva Xavier nasceu na Fazenda do Pombal, localizada no atual município de Ritápolis, em Minas Gerais. De acordo com um artigo do historiador André Figueiredo Rodrigues da Universidade Estadual Paulista (Unesp) publicado no site da Universidade Federal Fluminense (UFF), a data de seu nascimento não é exata, somente há registro de seu batizado em 12 de novembro de 1746.

O professor André Figueiredo Rodrigues é também autor do livro “Em Busca de Um Rosto: a República e a Representação de Tiradentes”. Ele conta no artigo que, ao longo da vida, Tiradentes exerceu diversas profissões. Com 20 anos, já trabalhava como tropeiro entre a Bahia e o Rio de Janeiro. Durante esse período, se especula que Joaquim teria começado a atuar como dentista, alguém que, na época, apenas retirava os dentes com problemas – e teria aprendido o ofício com seu tio, Sebastião Ferreira Leitão, este sim um cirurgião dentista.

 Joaquim José também se arriscou como minerador em Minas Novas. Mas sem a perspectiva de um futuro próspero nessas atividades, decidiu ingressar na carreira militar aos 29 anos de idade. Joaquim se alistou como alferes da Cavalaria. De acordo com documentos encontrados, sua vida militar foi marcada por dedicação e coragem.

2. Como foi a participação de Tiradentes na Inconfidência Mineira?

Segundo o artigo do professor André Figueiredo para o site da UFF, ao longo da vida militar Tiradentes ia frequentemente ao Rio de Janeiro, e lá conheceu o naturalista José Álvares Maciel, recém-chegado da Europa e com ideias iluministas. Eles conversavam muito sobre sobre a política econômica exploratória implantada pela Coroa Portuguesa em Minas Gerais, assim como o desejo de independência.

Aos poucos, Tiradentes foi se aproximando de outros profissionais e intelectuais que tinham o mesmo ideal e interesses que ele. Segundo o professor Rodrigo Monteferrante Ricupero, do Departamento de História da Universidade de São Paulo no site da USP, “a chamada Inconfidência Mineira foi o primeiro movimento com o objetivo de independência frente a Portugal”.

A ideia inicial do movimento era assassinar o governador de Minas Gerais e declarar a independência da capitania do poder português e Tiradentes tinha um papel de liderança no grupo. Participaram religiosos, militares, comerciantes, e até poetas, como Cláudio Manuel da Costa, Antonio Tomas Gonzaga e Inácio José de Alvarenga Peixoto – de acordo com o texto da USP.

Porém, o movimento não chegou a ser colocado em prática: antes de qualquer ação, “eles foram denunciados por um membro do grupo, o coronel Joaquim Silvério dos Reis”, afirma o professor Ricupero no site da USP. Muitos envolvidos foram presos e condenados, mas apenas Tiradentes foi executado por enforcamento.

3. Quais os possíveis motivos para só Tiradentes ter sido morto por conta da Inconfidência?

Conforme o livro biográfico “O Tiradentes”, do jornalista Lucas Figueiredo, no movimento mineiro ele foi um homem de ação, com participação decisiva e de grande liderança militar. Aliciou muitas pessoas para participar da revolta e se dedicou à proposta de independência de Minas Gerais.

Ele foi preso em 10 de maio de 1789, no centro do Rio de Janeiro. Na prisão, Tiradentes prestou 11 depoimentos, sendo o mais importante o quarto deles já em 18 de janeiro de 1790, quando confessou toda a responsabilidade pela revolta em Minas. Assim, ele assumiu sozinho a culpa, isentando os demais participantes, conforme o texto da UFF. Este ato o elevou ao patamar de herói até os dias atuais.

Por ter assumido toda a gestão do movimento, Tiradentes foi o único a ser morto por enforcamento em 21 de abril de 1972, sendo depois decapitado e tendo seu corpo esquartejado.

A punição tinha como objetivo fazer com que os súditos da Coroa nunca se esquecessem da lição e, para reforçar essa ideia, a cabeça de Tiradentes foi encravada numa estaca e exposta em praça pública na antiga Vila Rica (hoje a cidade de Ouro Preto), e seus membros, espalhados pela estrada que levava ao Rio de Janeiro.

4. Por que deram um “rosto” semelhante à Jesus para representar Tiradentes?

Mais de 230 anos depois da morte de Tiradentes, ainda há incertezas sobre como era a aparência real de Joaquim José da Silva Xavier. “Não sabemos como ele era. Sabemos que era um homem oficialmente branco, de pai e mãe declarados como brancos, que aos 40 anos de idade já tinha cabelos brancos. E ponto final. O que mais se disser sobre a figura, o biótipo, será chute, porque isso não está em lugar nenhum”, comentou o biógrafo de Tiradentes, Lucas Figueiredo, em uma entrevista para o jornal “Estado de Minas” sobre seu livro.

Não há pinturas da época que retratam como Tiradentes era de verdade. Assim, sua representação física foi criada cerca de 100 anos mais tarde, como conta o  professor André Figueiredo em seu livro “Em Busca de Um Rosto: a República e a Representação de Tiradentes”.

Desta forma, foi criado um ideal de um herói e mártir: “um personagem que morreu por ter sido traído por um amigo, o Silvério dos Reis, à semelhança da trágica história de Jesus Cristo", aponta o historiador em uma entrevista à BBC Brasil sobre sua obra biográfica.

E justamente, a imagem criada 100 anos depois, na época da República, para representar Tiradentes é muito semelhante à imagem mais recorrente e famosa de Jesus Cristo. Trata-se, portanto, de um homem de olhos claros e traços europeus, cabelos longos e claros, barba e rosto simétrico.

“Um país católico, com um herói com traços de Jesus, inventados por artistas desde o nascimento da República: Tiradentes, iconograficamente, venceu. Sua escolha não foi aleatória", disse o historiador e professor.

Depois da Proclamação da República, em 1889, ele foi alçado a “herói nacional” pela elite republicana que queria apagar do imaginário o exemplo de ativistas mais recentes para que eles não servissem de inspiração para motins populares. O centenário da morte de Tiradentes serviu para exaltá-lo como um personagem perfeito para ser o herói da República, conta o historiador em seu livro.

* O texto foi feito por Juliane Albuquerque, Editora Assistente de National Geographic Brasil.

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terça-feira, 14 de abril de 2026

O maior cabo eleitoral em um Brasil dividido é o medo, comenta especialista

 Gazeta da Torre

Felipe Nunes, professor da FGV

Em entrevista ao Canal UM BRASIL e à Revista Problemas Brasileiros – ambas realizações da FecomercioSP, o professor na Fundação Getulio Vargas (FGV), Felipe Nunes, comenta o dilema da busca por consensos em uma nação dividida. “Num lugar com identidades tão múltiplas, só há um elemento que pode juntar essa turma toda: o medo do outro lado tomar o poder e, de alguma maneira, te prejudicar. E é isso que os políticos estão fazendo a cada novo ciclo eleitoral”, explica.

O CEO lembra, ainda, que o Brasil de 1994 ou de 2002, que conseguiu alcançar consensos bastante razoáveis, perdeu-se nas décadas seguintes. Ele analisa a origem e a evolução da polarização política no País desde então. Em sua opinião, em 2018, essa divisão assume um novo caráter, atingindo o pior nível às vésperas das eleições de 2022. “É a polarização afetiva. Isto é, quando eu passo a achar que só eu estou certo, que você está errado e que, portanto, não devemos morar no mesmo país”, explica.

*Felipe Nunes é professor na Fundação Getulio Vargas (FGV), CEO da Quaest e autor do livro 'Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros' (Globo Livros). Ph.D. em ciência política e mestre em estatística pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos. Professor de métodos quantitativos, eleições e estratégia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além de ser diretor da Quaest Pesquisa e Consultoria.

Fonte: UM Brasil

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segunda-feira, 13 de abril de 2026

“Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha", Papa Leão XIV durante o voo para Argel

 Gazeta da Torre

Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa da viagem à África, o papa Leão XIV disse que não tem medo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. “Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”.

Leão XIV respondeu às críticas de Trump, feitas na rede Truth Social, de que o papa é fraco em política externa e deve deixar de agradar a esquerda radical.

“Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou fazendo exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.” Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito porque era estadunidense, pensaram que seria a melhor forma de lidar com o republicano, e pediu que ele seja grato.

Leão XIV diz que não vê seu papel como o de um político e que não quer entrar em debate com o presidente dos EUA. “A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra”

Durante a viagem, o papa cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanham: “É uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”. Ele visitará até a próxima quinta-feira (23) a Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

Falar com força contra a guerra

Segundo Leão XIV, a mensagem do Evangelho não deve ser deturpada como alguns estão fazendo. “Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”.

Ele diz que sua mensagem é para todos os líderes do mundo, não apenas para Trump: “Tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação”.

Fonte:CBN Recife

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domingo, 12 de abril de 2026

A OBESIDADE INFANTIL - A Federação Mundial de Obesidade faz um alerta

 Gazeta da Torre

A Federação Mundial de Obesidade alerta que quase 17 milhões de A Federação Mundial de Obesidade alerta que quase 17 milhões de crianças e adolescentes brasileiros, de 5 a 19 anos, têm sobrepeso ou obesidade. As principais causas são o consumo excessivo de produtos ultraprocessados e o sedentarismo, além da exposição às telas.

*Dr. Bruno Halpern é médico endocrinologista e uma das maiores autoridades brasileiras no manejo da obesidade. Doutor em Ciências pela USP, é pesquisador ativo com publicações em periódicos de alto impacto, como o New England Journal of Medicine. É o primeiro autor do posicionamento brasileiro sobre Obesidade Controlada, tendo contribuído decisivamente para a elaboração de diretrizes nacionais e internacionais que norteiam a prática clínica contemporânea.

*Bruna Angelo é nutricionista formada pela Faculdade de Saúde Pública da USP, Especialização em Nutrição Clínica em Pediatria pelo Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas (HC-FMUSP), Formação em Coaching Nutricional Infantil .

Vídeo:TV Brasil. As principais causas são o consumo excessivo de produtos ultraprocessados e o sedentarismo, além da exposição às telas.

*Dr. Bruno Halpern é médico endocrinologista e uma das maiores autoridades brasileiras no manejo da obesidade. Doutor em Ciências pela USP, é pesquisador ativo com publicações em periódicos de alto impacto, como o New England Journal of Medicine. É o primeiro autor do posicionamento brasileiro sobre Obesidade Controlada, tendo contribuído decisivamente para a elaboração de diretrizes nacionais e internacionais que norteiam a prática clínica contemporânea.

*Bruna Angelo é nutricionista formada pela Faculdade de Saúde Pública da USP, Especialização em Nutrição Clínica em Pediatria pelo Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas (HC-FMUSP), Formação em Coaching Nutricional Infantil .

Vídeo:TV Brasil

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terça-feira, 7 de abril de 2026

As construções de prédios e mais prédios, desordenadas, nas grandes metrópoles

 Gazeta da Torre

Urbanização desordenada transforma a paisagem natural, impactando o ciclo da água e o sistema de drenagem

A chuva que atingiu Recife tem causado transtornos para a população, que sofre com alagamentos e congestionamentos. Para André Rocha Ferretti, renomado engenheiro florestal (USP), o fenômeno é resultado da chamada mudança climática junto ao desenvolvimento desordenado que ocorre nas grandes metrópoles.

“Juntamos a mudança climática com esse efeito da ilha de calor, que é causado por essa grande região metropolitana cheia de concreto e cimento. Vemos também todo o problema da canalização dos rios, a ocupação de leitos de rios, de áreas de banhados – que seriam áreas inapropriadas para construção dos prédios, das infraestruturas públicas e privadas. Acabamos invadindo áreas em que naturalmente o excedente de água se concentrava, aí temos essa situação caótica”, disse Ferreti. Essas eram áreas que recebiam o excedente de água e que tinham a capacidade de funcionar quase como uma esponja, no entanto, foram impermeabilizadas com concreto e asfalto.

“Precisamos pensar no nosso município, nosso bairro, de forma a ampliar o poder de absorção desse excedente de água. Precisamos [pensar] nas estruturas cinzas, que são as estruturas de concreto – como os piscinões, as galerias pluviais, todo esse sistema de drenagem – que precisa ser ampliado, porque está vindo mais água do que vinha historicamente e eles não foram dimensionados para esse volume tão grande de água em um período de tempo muito curto, então não dão mais conta de escoar tanta água”, apresenta  Ferretti.

*André Rocha Ferretti é um renomado engenheiro florestal (USP) e mestre em Ciência e Tecnologia de Madeiras, com atuação destacada na conservação da natureza e economia da biodiversidade.

Fontes: Agência Brasil; Veja;

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domingo, 5 de abril de 2026

O Domingo de Páscoa

 Gazeta da Torre

Em sua mensagem Urbi et Orbi, à Cidade de Roma e ao Mundo, proferida da sacada central da Basílica de São Pedro, neste domingo pascal (05/04), o Papa Leão XIV recordou que "a Páscoa é uma vitória: da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio".

"Uma vitória a um preço muito alto", disse ele, pois "Cristo, o Filho do Deus vivo, teve de morrer, e morrer numa cruz, depois de ter sofrido uma condenação injusta, de ter sido ridicularizado e torturado, e de ter derramado todo o seu sangue. Como verdadeiro Cordeiro imolado, tomou sobre si o pecado do mundo e assim nos libertou a todos do domínio do mal, e conosco também a criação".

"Mas como é que Jesus venceu? Com que força derrotou de uma vez para sempre o antigo adversário, o príncipe deste mundo? Com que poder ressuscitou dos mortos, não regressando à vida anterior, mas entrando na vida eterna e abrindo assim, na sua própria carne, a passagem deste mundo para o Pai"? Perguntou o Papa.

"Esta força, este poder é o próprio Deus, Amor que cria e gera, Amor fiel até o fim, Amor que perdoa e resgata. Cristo, o nosso «Rei vitorioso», travou e venceu a sua batalha através do abandono confiante à vontade do Pai, ao seu desígnio de salvação", disse Leão XIV, lembrando que assim, Jesus "percorreu até o fim o caminho do diálogo, não com palavras, mas com obras: para nos encontrar a nós, que estávamos perdidos, fez-se carne; para nos libertar a nós, que éramos escravos, fez-se escravo; para nos dar vida a nós, mortais, deixou-se matar na cruz".

Segundo o Papa, com a sua ressurreição, "o Senhor coloca-nos ainda mais intensamente perante o drama da nossa liberdade. Diante do sepulcro vazio, podemos encher-nos de esperança e admiração, como os discípulos, ou de medo, como os guardas e os fariseus, obrigados a recorrer à mentira e ao subterfúgio para não reconhecerem que aquele que fora condenado tinha realmente ressuscitado"!

Fonte: Vatican News