Antes de nos aprofundarmos e encontrarmos a resposta para essa pergunta, precisamos compreender o que é a cognição. A cognição pode ser definida como o processo em que adquirimos conhecimentos, incluindo funções essenciais, como a atenção, pensamento, memória e a linguagem, ou seja, é a partir desse conjunto complexo que entendemos e compreendemos o mundo.
Durante o
processo de envelhecimento, podem ser observados declínios em alguns domínios
cognitivos, como prejuízos na memória e redução da velocidade de aprendizagem.
Essas mudanças podem impactar a qualidade de vida, a autonomia e a
independência da pessoa idosa. A boa notícia é que, por meio de estímulos
adequados, é possível reduzir esses impactos ao exercitar o cérebro e
fortalecer a chamada reserva cognitiva, que auxilia na adaptação às alterações
que ocorrem ao longo do envelhecimento.
Assim como a
cognição necessita de estímulos, a nossa vida prática exige preparo econômico
contínuo. Com o aumento da longevidade, as pessoas idosas deixaram a posição de
dependentes para assumirem o papel de provedoras e consumidoras ativas na
sociedade. No entanto, esse novo protagonismo vem acompanhado de
vulnerabilidades, como a alta exposição a ofertas de crédito consignado e o
forte assédio do mercado, o que eleva o risco de endividamento. Nesse cenário,
a educação financeira atua como uma ferramenta indispensável de proteção,
auxiliando a pessoa idosa a compreender os riscos do mercado e a evitar
armadilhas (SOUZA et al., 2024).
Mais do que
lidar com números, a educação financeira é um poderoso instrumento de
emancipação e empoderamento. Ela capacita a pessoa idosa a planejar o orçamento
doméstico, tomar decisões de consumo mais conscientes e se proteger contra
práticas abusivas. Ao desenvolver essas habilidades, o indivíduo conquista
maior autonomia, diminuindo a dependência financeira de terceiros. Assim, o
controle seguro das próprias finanças garante a independência e a tranquilidade
que são fundamentais para se vivenciar a velhice com dignidade, saúde mental e
plena qualidade de vida.
Além disso, a
educação financeira pode ser compreendida como um importante instrumento no
desenvolvimento cognitivo ao longo da vida, uma vez que as decisões
relacionadas ao dinheiro não se restringem a valores puramente econômicos, mas
também envolvem processos mentais, emocionais e sociais. Nesse sentido, o
dinheiro atua como um estímulo carregado de significados, exigindo do indivíduo
a interpretação de informações, avaliação de riscos e tomada de decisões
(SOUZA, 2026).
A educação
financeira também pode atuar favorecendo decisões mais conscientes e racionais,
ao estimular o reconhecimento de fatores emocionais e padrões de pensamento que
influenciam o comportamento financeiro (BRASIL, 2024). Nesse sentido,
compreender como lidar com as próprias finanças vai além da promoção do
bem-estar econômico, constituindo-se também como uma estratégia relevante para
a proteção da cognição e para a promoção de um envelhecimento ativo e saudável.
Assinam o texto
as gerontólogas:
. Ana Mi Bok
Yoo,
. Kathyn Dolfi,
. Yasmin dos
Santos Rodrigues
. Profa. Dra.
Thais Bento Lima da Silva
Para reflexão:
Não deixe seus
sonhos serem apenas sonhos. “ Autor desconhecido”
Você sabia que:
A comida que
você consome afeta o funcionamento do cérebro. Pessoas que comem alimentos mais
naturais e com menos conservantes geralmente têm um QI maior
Resposta do
desafio de Julho:
Complete o
próximo número da sequência.
2, 10, 16, 17,
18, 19, ......200
Resposta: Todos
os números da sequência começam com a letra D, o próximo número que começa
escrito com a letra D é DUZENTOS
Desafio de
Agosto:
Numa sala há
quatro cantos, em cada canto há um gato, cada gato vê três gatos. Quantos gatos
estão na sala?
Resposta na
próxima edição
Serviço:
Método Supera -
Ginástica para o Cérebro
Responsável
Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)
Unidade Recife
Madalena
Rua Real da
Torre, 1036. Madalena, Recife.
Telefone: (81)
30487906 – 999000603 (WhatsApp)





























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