sexta-feira, 31 de julho de 2026

Alimentação e saúde do cérebro: dietas que fortalecem a memória

 

Você gosta de tomar um bom café para começar bem o dia? Saiba que existe um ótimo motivo científico para manter esse hábito! Alguns alimentos do dia a dia, incluindo o café, podem ajudar a proteger a memória e cuidar da saúde do cérebro ao longo do tempo.

A alimentação saudável é uma grande aliada quando falamos em bem-estar mental e cognitivo. Consumir alimentos nutritivos e de boa qualidade pode contribuir para fortalecer a memória, além de ajudar na prevenção de doenças como demência, Alzheimer e outras condições que afetam o cérebro. Por isso, conhecer esses alimentos e incluí-los na rotina pode fazer toda a diferença, especialmente com o passar dos anos.

O café, por exemplo, possui substâncias que fazem bem ao organismo (como polifenóis e alcalóides), que têm ação protetora para o cérebro. Além disso, ele pode ajudar a melhorar a atenção, a memória e o desempenho cognitivo. Outro nutriente importante é a vitamina E, que tem ação antioxidante e anti-inflamatória, ajudando a proteger as células do organismo. Ela pode ser encontrada em alimentos como abacate, sementes (de abóbora e de girassol) e oleaginosas, como nozes e castanhas.

Além dos alimentos isolados, também é importante destacar o papel de padrões alimentares completos. Um exemplo é a dieta MIND (sigla em inglês para Mediterranean-DASH Intervention for Neurodegenerative Delay). Ela combina características de duas dietas já bastante conhecidas: a Dieta Mediterrânea e a Dieta DASH (voltada para o controle da pressão arterial). A dieta MIND foi desenvolvida com um objetivo específico: ajudar a proteger o cérebro e reduzir o risco de doenças como o Alzheimer. E o mais interessante é que, mesmo quando seguida parcialmente, ela já pode trazer benefícios para a saúde.

Na prática, essa dieta incentiva o consumo de alimentos que favorecem o bom funcionamento do cérebro, como vegetais verdes (couve, espinafre, rúcula), outras verduras e legumes, frutas especialmente as vermelhas, oleaginosas (como castanhas e nozes), leguminosas (como feijão, lentilha e grão-de-bico), peixes (pelo menos uma vez por semana), aves, grãos integrais e azeite de oliva como principal fonte de gordura. O consumo de vinho é opcional e deve ser sempre moderado. Por outro lado, recomenda-se reduzir o consumo de alimentos como carnes vermelhas, manteiga, margarina, queijos em excesso, doces, açúcar, frituras e alimentos ultraprocessados, como fast-food.

Em resumo, manter uma alimentação equilibrada, rica em verduras, legumes e frutas, é essencial para a saúde do cérebro e do corpo como um todo. Esse cuidado pode ajudar na prevenção de doenças como hipertensão, diabetes e problemas cognitivos, contribuindo para um envelhecimento mais saudável e com mais qualidade de vida.

Assinam este texto as gerontólogas:

Júlia Maria Borro

Emanuelle Faria Barbosa

Profa. Dra. Thais Bento Lima da Silva

Para reflexão:

O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." Guimarães Rosa

Você sabia que:

Não existe explicação para os sonhos

Quase todo o mundo sonha com algo todas as noites, mesmo que não se lembre no dia seguinte. No entanto, embora seja um acontecimento universal, ainda não existe uma explicação cientifica para o fenômeno.

Resposta do desafio de Junho:

Alguns meses têm 30 dias, outros têm 31. Quantos meses têm 28 dias?

Resposta: Todos os meses do ano têm 28 dias, logo são 12 meses.

Desafio de Julho:

Complete o próximo número da sequência.

2, 10, 16, 17, 18, 19, ......

Resposta na próxima edição

Serviço:

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)

Unidade Recife Madalena

Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.

Telefone: (81) 30487906 – 999000603 (WhatsApp)

REGISTRO – Participação da Delícias da Prazeres na FIPAN

 Gazeta da Torre

A FIPAN, a maior Feira de Panificação e Confeitaria da América Latina, aconteceu entre os dias 21 e 24 de julho no Expo Center Norte, São Paulo - SP. A Feira reuniu cerca de 450 expositores, 1.500 marcas e movimentou o setor de panificação, confeitaria e food servisse. Registrou cerca de 58 mil visitantes, R$ 1,7 bilhão em negócios e mais de 400 expositores em sua última edição.

A empresa Delícias da Prazeres (Recife) esteve presente na Feira em busca de novidades, tendências e inovações para levar o melhor aos seus clientes. O evento contorno com diversas aulas-show, arenas temáticas e projeções práticas.

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A relação entre Cássia Eller e Nando Reis

 Gazeta da Torre

"Estranho seria se eu não me apaixonasse por você..." de suas entrevistas históricas à TV Brasil, Cássia Eller revelou que um de seus "filósofos" era o disco Relicário e destacou a importância fundamental de Nando Reis na concepção desse álbum tão marcante.

Mais do que uma parceria musical, a relação entre Cássia e Nando era de profunda troca e amor. Ele a ensinou a dosar sua intensidade natural, eficientemente como um verdadeiro guia para sua voz inesquecível.

Ela, por sua vez, transformou as letras dele em hinos absolutos. Que a história deles nos lembre da importância de nos cercarmos de pessoas que nos desafiam, nos compreendemos e nos ajudamos a extrair a nossa melhor versão.

Às vezes, a inspiração que precisamos vem de uma grande parceria na arte e na vida!

Fonte: TV Brasil

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terça-feira, 28 de julho de 2026

Participação da Delícias da Prazeres na FIPAN, a maior Feira de Panificação e Confeitaria da América Latina

 Gazeta da Torre

A FIPAN aconteceu entre os dias 21 e 24 de julho no Expo Center Norte, São Paulo - SP. A Feira reuniu cerca de 450 expositores, 1.500 marcas e movimentou o setor de panificação, confeitaria e food servisse. Registrou cerca de 58 mil visitantes, R$ 1,7 bilhão em negócios e mais de 400 expositores em sua última edição.

A empresa Delícias da Prazeres (Recife) esteve presente na feira em busca de novidades, tendências e inovações para trazer sempre o melhor aos seus clientes. O evento contou com diversas aulas-show, arenas temáticas e projeções práticas.


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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Contagem regressiva para começar a Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027 TM

 Gazeta da Torre

A Copa do Mundo FIFA masculina acabou, mas o Recife já está em contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027 TM, que acontece no próximo ano. E a gente é cidade sede!

O Recife é uma das cidades-sede oficiais da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027 TM. Os jogos da capital pernambucana serão realizados na Arena de Pernambuco em um torneio que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.

A capital pernambucana está confirmada ao lado de outras sete cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

As "brabas" da Seleção Brasileira de Futebol Feminino representam raça, superação e orgulho nacional. Rumo ao topo com as nossas meninas!

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Nossa Senhora do Carmo, a santa padroeira do Recife

Gazeta da Torre

Nossa Senhora do Carmo (ou Monte Carmelo) é um título da Virgem Maria ligado à Ordem dos Carmelitas. Sua devoção é celebrada em 16 de julho, data em que a tradição católica comemora a entrega do Escapulário a São Simão Stock em 1251, um símbolo de proteção e consagração.

A devoção é marcada por uma série de tradições espirituais, históricas e culturais:Histórico:

A origem remonta ao Monte Carmelo, em Israel, local Associado ao profeta Elias na Bíblia. Monges e eremitas se reuniram no local para viver em oração e contemplação sob a proteção de Maria.

O Escapulário: É o maior símbolo dessa devoção. A tradição relata que Maria entregou o escapulário a São Simão Stock prometendo proteção. Ele é considerado um sacramental que registra o compromisso com a vivência da fé e da caridade.

Celebrações no Brasil: A santa é padroeira de diversas localidades importantes, como o Recife (PE), onde a data é feriado municipal e atrai milhares de fiéis para a tradicional Basílica de Nossa Senhora do Carmo.

Fonte: Vatican News

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Um momento dedicado apenas para colocar a leitura em dia!

 Gazeta da Torre

A @bienalpe e a @assessorialavanda se reuniram para montar uma tarde onde estar presente é o mais importante! Separe seu livro - ou seus livros - sua canga, chame seus amigos e curta uma tarde inteira dedicada a leitura e com momentos especiais.

Sorteios entre os participantes e outras surpresinhas!

Creators! Fiquem de olho nos stories! A partir das 18H! Seleção de 8 creators para serem os parceiros oficiais do evento!

* Creators (ou criadores de conteúdo) são profissionais que produzem, publicam e reúnem materiais originais nas plataformas digitais, como vídeos, fotos, podcasts, textos ou gráficos.

Anota na sua agenda, no seu planner ou deixa o alerta no seu google calendar: Domingo, dia 2 de Agosto, parque da Jaqueira! Em breve mais detalhes para vocês!

Bienal de Pernambuco

BienalPE

Off Bienal PE

Eventos GRATUITOS da Bienal de Pernambuco

Assessoria Lavanda

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As férias de julho ficaram ainda mais divertidas no Jardim Botânico do Recife!

 Gazeta da Torre

Até 31 de julho, a programação especial Ecoférias convida crianças e adolescentes de 5 a 15 anos para viver experiências de aprendizado, diversão e contato com a natureza.

Ao longo do período, o público poderá participar de caminhadas ecológicas, oficinas de plantio, microscopia vegetal, teatro, atividades sobre polinização, resíduos sólidos, plantas medicinais, Land Art, estufa aberta, jogos educativos e muitas outras vivências ambientais.

As atividades são gratuitas e as inscrições acontecem na recepção do Jardim, por demanda espontânea, conforme a disponibilidade de vagas.

Confira a programação da semana e viva essas férias em meio à natureza!


O Jardim Botânico do Recife fica localizado na BR-232,Km 7,5 - bairro do Curado, Recife. 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Frutas nativas brasileiras mostram potencial na prevenção de doenças do envelhecimento celular

 Compostos bioativos da jabuticaba, açaí, cambuci e guaraná aparecem como promissores contra doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas; autores de estudo ressaltam necessidade de mais ensaios clínicos

Jabuticaba

Jabuticaba, açaí, cambuci, guaraná, marolo e outras frutas nativas brasileiras podem contribuir na prevenção de doenças crônicas associadas à inflamação e ao estresse oxidativo. É o que sugere uma revisão científica que reuniu estudos publicados nas últimas décadas e identificou evidências de que compostos bioativos presentes nesses frutos ajudam a proteger as células contra danos relacionados ao envelhecimento e ao desenvolvimento de enfermidades cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas.

Conduzido por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, o estudo integrou o doutorado da nutricionista Maria Carolina Zsigovics Alfino, orientado pela professora Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, em colaboração com pesquisadores da Universidad Autónoma do Chile. A pesquisa faz parte de uma linha de investigação do grupo Alimentos, Nutrição e Saúde Mental da FSP, que estuda o potencial de compostos bioativos presentes na biodiversidade brasileira para a prevenção e o controle de doenças crônicas não transmissíveis.

Segundo a professora Elizabeth Torres, o trabalho dá mais um passo no caminho de transformar evidências científicas em informações que possam subsidiar recomendações alimentares e estratégias de promoção à saúde pública. “Doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, estão entre as principais causas de adoecimento e mortalidade no mundo. Identificar alimentos acessíveis e ricos em compostos bioativos capazes de auxiliar na prevenção dessas doenças tem impacto direto na promoção da saúde pública”, afirma.

Apesar dos resultados promissores, a professora ressalta a necessidade de novos estudos — a principal limitação da revisão foi que a maior parte das evidências analisadas veio de pesquisas realizadas em modelos celulares ou animais. “Ensaios clínicos com seres humanos ainda são escassos”, relata.

Inflamação

Segundo a nutricionista Maria Carolina Alfino, os estudos indicam que os compostos bioativos presentes nas frutas nativas brasileiras atuam diretamente no controle da inflamação e do estresse oxidativo. Substâncias como flavonoides, antocianinas, carotenoides e ácidos fenólicos ajudam a neutralizar radicais livres e a reforçar os mecanismos naturais de defesa antioxidante do organismo.

Além disso, reduzem a produção de moléculas inflamatórias e regulam processos celulares associados ao desenvolvimento de doenças. “Ao controlar o estresse oxidativo e a inflamação crônica, dois mecanismos associados ao envelhecimento e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas, as substâncias contribuem para a manutenção da saúde e para a prevenção de doenças crônicas”,  diz.

Elizabeth Torres destaca ainda que os benefícios observados na pesquisa não se restringem à polpa dos frutos. “Cascas, sementes e outros subprodutos geralmente descartados também apresentaram potencial biológico, ampliando as possibilidades de aproveitamento sustentável desses alimentos”, relata.

Jabuticaba lidera número de estudos

Entre as frutas analisadas, a jabuticaba foi a que reuniu o maior volume de estudos. Pesquisas realizadas com extratos da casca, da polpa e até dos galhos da planta apontaram elevada atividade antioxidante e capacidade de reduzir marcadores inflamatórios associados à obesidade, resistência à insulina, inflamações intestinais e alterações cardiovasculares. Os efeitos são atribuídos, principalmente, às antocianinas, aos flavonoides e ao ácido elágico presentes no fruto. De acordo com Maria Carolina Alfino, esses compostos atuam neutralizando radicais livres, reduzindo danos celulares e modulando processos inflamatórios envolvidos no desenvolvimento de doenças crônicas.

O açaí e o guaraná também figuraram entre as espécies mais investigadas. No caso do guaraná, os estudos apontam potencial neuroprotetor relacionado à ação conjunta da cafeína e das catequinas. As substâncias demonstraram capacidade de reduzir danos provocados pelo estresse oxidativo e pela inflamação, fatores associados à degeneração celular e a doenças que afetam o sistema nervoso.

Já o açaí tem despertado interesse não apenas pela polpa, mas também por seus subprodutos, especialmente as sementes. Estudos experimentais mostram que essas estruturas concentram elevadas quantidades de procianidinas, compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Os resultados sugerem potencial para reduzir processos inflamatórios relacionados a distúrbios metabólicos, assim como de complicações cardiovasculares e renais.

Saúde do cérebro

A revisão também identificou evidências de que os compostos bioativos das frutas nativas podem contribuir para a proteção do sistema nervoso. Substâncias presentes principalmente no guaraná podem ajudar a reduzir a neuroinflamação, processo associado a doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, e a alguns transtornos psiquiátricos.

“As propriedades bioativas encontradas no guaraná atuam em mecanismos de redução da ativação excessiva de células inflamatórias do cérebro e na diminuição da produção de citocinas pró-inflamatórias, moléculas que participam da resposta inflamatória do organismo”, afirma Maria Carolina Alfino.

Outro aspecto destacado no artigo é o possível impacto positivo das propriedades bioativas dessas frutas sobre a microbiota intestinal, ou seja, favorecer o crescimento de bactérias benéficas e reduzir processos inflamatórios sistêmicos, fortalecendo a chamada conexão intestino-cérebro. Nesse contexto, o guaraná se destacou pelos efeitos neuroprotetores, enquanto a jabuticaba apresentou resultados promissores no controle da inflamação intestinal e na proteção das células contra danos oxidativos.

Para Maria Carolina Alfino, os resultados reforçam a importância de valorizar espécies nativas ainda pouco presentes na alimentação dos brasileiros. Segundo ela, a influência da globalização dos hábitos alimentares contribuiu para a concentração do consumo em frutas como maçã, banana e laranja, enquanto muitas espécies brasileiras com elevado valor nutricional permanecem pouco conhecidas pela população.

Fonte: Jornal da USP

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Toda geração tem seus craques e suas memórias afetivas também, venha entender

Há memórias que não chegam em silêncio. Elas acendem. Às vezes é uma música, o cheiro de uma comida ou o nome de um craque que marcou uma época. De repente, aquilo que parecia distante volta com força: o rádio ligado na sala, a família reunida diante da televisão, o gol comemorado na rua, a camisa do time guardada com cuidado. Mais do que recordar partidas, recordar o futebol é revisitar momentos de vida (SCHNEIDER; IRIGARAY, 2008).

Toda geração tem seu craque. Uns cresceram acompanhando Pelé, outros vibraram com o Zico, Sócrates, Romário ou Ronaldo Fenômeno. Cada nome carrega muito mais do que estatísticas: guarda histórias, afetos, encontros e experiências compartilhadas. Assim, o futebol ultrapassa o campo e transforma-se em um espaço simbólico onde memória, identidade e pertencimento se encontram.

Estudos iniciais voltados ao envelhecimento mostram que lembranças associadas ao futebol possuem forte valor emocional e tendem a permanecer preservadas por mais tempo, inclusive em pessoas com demência. Segundo o Instituto de Longevidade (2024), memórias relacionadas ao esporte geralmente estão ligadas a experiências marcantes e emoções profundas, o que favorece sua preservação mesmo diante do avanço da Doença de Alzheimer. Nesse contexto, o futebol pode atuar como um importante estímulo para resgatar recordações, fortalecer vínculos e promover participação social (INSTITUTO DE LONGEVIDADE, 2024).

Nem todas as lembranças permanecem conosco da mesma forma. Algumas desaparecem com o tempo, enquanto outras continuam vivas mesmo após muitos anos. Isso acontece porque determinadas vivências carregam um forte componente emocional, dando origem ao que chamamos de memória afetiva (OLIVEIRA; PASIAN; JACQUEMIN, 2001).

A memória afetiva refere-se às lembranças associadas às emoções e situações importantes vividas ao longo da vida. Diferentemente de informações armazenadas de forma mecânica, essas recordações permanecem ligadas aos sentimentos despertados no momento vivido, tornando-se mais marcantes e duradouros (SUPERA, 2023). Dessa forma, acontecimentos acompanhados de alegria, pertencimento e vínculo emocional tendem a ser lembrados com maior facilidade.

No futebol, isso se torna evidente. Muitas pessoas não recordam apenas o resultado de uma partida, mas o significado que aquele momento teve em suas vidas. O time acompanhado durante a juventude, o jogador admirado ou uma conquista marcante podem permanecer vivos na memória por estarem associados a sentimentos, a relações e a fases da trajetória pessoal.

Atualmente, convivem diariamente cinco gerações diferentes, e cada uma delas possui memórias marcadas pelo futebol e pela Copa do Mundo. Os Baby Boomers viveram a era de Pelé; a Geração X acompanhou nomes como Romário e Bebeto; os Millennials cresceram assistindo Ronaldinho Gaúcho; a Geração Z vivencia o futebol de Lionel Messi, Neymar e Kylian Mbappé; enquanto a Geração Alpha, fortemente marcada pela tecnologia e pela velocidade da internet, consome o esporte de forma mais dinâmica, acompanhando fenômenos como a Kings League e conteúdos digitais em tempo real.

Dessa maneira, cada geração possui uma memória afetiva marcada pelo futebol. Ao refletir sobre as conquistas do Brasil na Copa do Mundo, percebe-se que a última vitória ocorreu em 2002, fazendo com que as pessoas nascidas naquele período tenham atualmente cerca de 24 anos. Nesse sentido, estudos apontam a importância da intergeracionalidade. Uma pesquisa realizada com 12 idosos e 21 crianças e adolescentes, durante um período de oito meses, concluiu que “a convivência intergeracional promove benefícios mútuos, pois permite que as pessoas idosas revivem lembranças importantes de suas trajetórias, enquanto os mais jovens ampliam sua compreensão sobre a velhice e aprendem a valorizar as experiências das pessoas idosas” (MASSI et al., 2016, p. 406).

Além disso, segundo o G1 (2014), cerca de 700 milhões de pessoas assistiram à abertura da Copa do Mundo, realizada no Brasil em 2014. Esse dado permite refletir sobre quantas gerações estavam reunidas compartilhando emoções, experiências, comemorando gols, vestindo a mesma camisa, colecionando álbuns de figurinhas e criando lembranças que permaneceriam vivas por muitos anos.

O impacto dessa convivência geracional promovida pelo futebol vai muito além do simples entretenimento, fortalecendo-se como um terreno fértil  para troca de experiências e memórias. Quando diferentes idades se encontram para falar de futebol, o jovem não apenas ouve sobre o gol do passado, mas passa a compreender o contexto histórico e social da época, impulsionando uma rica transmissão cultural e ressignificando o papel da pessoa idosa na sociedade. Esse diálogo constante atua diretamente no fortalecimento de vínculos familiares e sociais, tornando o jantar ou a arquibancada em espaços de cumplicidade entre gerações compartilhando a mesma vibração. Nesse cenário, o esporte se estabelece como uma poderosa ferramenta de conexão emocional, capaz de traduzir sentimentos complexos em uma linguagem universal. Sob a ótica da saúde pública e do bem-estar, essa inserção social e o estímulo cognitivo proporcionados pelas lembranças e interações futebolísticas funcionam como pilares para um envelhecimento mais ativo e integrado (NERI, 2021). Ao se manterem conectados afetivamente com suas comunidades e estimulados por meio de suas paixões, as pessoas idosas encontram no esporte um canal para preservar sua identidade, exercitar funções cognitivas, combater o isolamento e exercer sua cidadania plenamente (BOREM et al., 2019).

Em conclusão, fica evidente que cada geração tem o seu próprio craque, formado pelos ídolos e pelas mídias de seu tempo, seja na era de ouro de Pelé acompanhada pela rádio, ou na dinamicidade digital da nova Geração Alpha. No entanto, independente de quem veste a camisa 10 da vez, todas as gerações compartilham o mesmo amor genuíno pelo futebol. As estatísticas e os resultados dos jogos podem se perder nos registros do tempo, mas a memória afetiva gerada ao redor do campo une muito mais do que separa, demonstrando que o sentimento de pertencimento sobrevive aos anos. O futebol, portanto, funciona como uma verdadeira ponte entre tempos e pessoas, um patrimônio cultural e emocional intangível que conecta o passado ao presente e garante que as futuras gerações continuem celebrando a vida, o afeto e as conexões humanas a cada novo apito inicial.

Assinam este texto as gerontólogas:

Beatriz Bagli Moreira

Betsabe Aparecida Jorge Ylla

Nathália Kubo Barboza

Profa. Dra. Thais Bento Lima da Silva

Para reflexão:

Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar. Cora Coralina

Você sabia que:

Narina Invertida

Aproximadamente 85% das pessoas respiram por uma narina de cada vez e trocam a cada cerca de quatro horas, tempo que varia de pessoa para pessoa. É o cérebro quem faz a troca. A narina usada será sempre a inversa ao lado do cérebro que estiver mais ativo

Resposta do desafio de Maio:

Zezinho tem 24 bolas. Dá 4 para Luizinho e ambos ficam com quantidade igual.

Quantas bolas tinha Luizinho inicialmente?

a) 18          b) 14          c) 16         d) 12          e) 24

Resposta: letra C.

Explicando: 24 – 4 = 20, se ambos agora ficaram com 20, significa que se Luizinho ganhou 4, antes ele tinha 16 bolas.

Desafio de Junho:

Alguns meses têm 30 dias, outros têm 31. Quantos meses têm 28 dias?

Resposta na próxima edição

Serviço:

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)

Unidade Recife Madalena

Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.

Telefone: (81) 30487906 – 999000603 (WhatsApp)

https://www.instagram.com/superarecifemadalena/?hl=en

Referências Bibliográficas:

 -  BOREM, F. S. et al. O futebol como instrumento de estimulação cognitiva e socialização em idosos institucionalizados. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Rio de Janeiro, v. 22, n. 3, e190045, 2019.

-  INSTITUTO DE LONGEVIDADE. Futebol ajuda idosos com Alzheimer a resgatar memórias. São Paulo, 2024. Disponível em: https://institutodelongevidade.org/longevidade-e-saude/saude-mental/futebol-ajuda-idosos-com-alzheimer.

- MASSI, Giselle et al. Impacto de atividades dialógicas intergeracionais na percepção de crianças, adolescentes e idosos. Revista CEFAC, São Paulo, v. 18, n. 2, p. 399-408, mar./abr. 2016. DOI: 10.1590/1982-0216201618217515.

- NERI, A. L. Envelhecimento ativo e solidariedade intergeracional: reflexões contemporâneas. Campinas: Alínea, 2021.

OLIVEIRA, E. A.; PASIAN, S. R.; JACQUEMIN, A. A vivência afetiva em idosos. Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília, v. 21, n. 1, p. 68–83, 2001. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1414-98932001000100008. Acesso em: 21 maio 2026.

- SCHNEIDER, R. H.; IRIGARAY, T. Q. O envelhecimento na atualidade: aspectos cronológicos, biológicos, psicológicos e sociais. Estudos de Psicologia, Campinas, v. 25, n. 4, p. 585–593, 2008.

- SUPERA. Memória afetiva e emoções: qual a relação? 2023. Disponível em: https://metodosupera.com.br/memoria-afetiva-e-emocoes/

Torcedores se preparam para a abertura da Copa do Mundo. Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/06/torcedores-se-preparam-para-abertura-da-copa-do-mundo.html.

domingo, 31 de maio de 2026

Benefício da estimulação cognitiva é pauta com o Supera no Drauziocast

Bate-papo com Dr. Drauzio Varella

No dia 10 de abril, a vice-presidente do Supera, Bárbara Perpétuo, e a Profa. Dra. Sônia Brucki, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e médica neurologista, participaram de um bate-papo com o Dr. Drauzio Varella, no Drauziocast, para falar sobre o que é, quais são os benefícios da estimulação cognitiva e também sobre o Estudo Supera de Estimulação Cognitiva, pesquisa que evidenciou os benefícios do método em pessoas idosas saudáveis.

Veja, abaixo, os principais destaques apresentados no episódio.

Perda de memória, empobrecimento cognitivo e excesso de telas 

No início da entrevista, Drauzio questiona a Dra. Sônia sobre os motivos da população estar perdendo a memória. De acordo com a neurologista, o excesso de informações que nos bombardeiam diariamente dificulta a divisão da atenção pelo cérebro entre os tantos estímulos simultâneos, o que compromete a retenção das informações e, posteriormente, a recuperação da memória. Segundo ela, isso se aplica a todas as idades.

Além disso, outros dois tópicos abordados foram o brain rot (empobrecimento cognitivo) e o excesso de telas. A professora Sônia explica que, no passado, o aprendizado era mais pautado na leitura, o que favorecia a consolidação das memórias de forma mais concentrada. Já hoje, com o excesso de telas, muitas vezes o consumo de conteúdo ocorre de forma passiva. Ela destaca que a tecnologia não é o problema, mas sim a maneira como lidamos e interagimos com ela.

“O problema é o tipo de estímulo e o uso que você faz dele. Se você discute e pensa (sobre o conteúdo digital), é ótimo.” – Dra. Sônia Brucki.

A Inteligência Artificial pode prejudicar o cérebro?

De acordo com a Profa. Dra. Sônia Brucki a inteligência artificial, de uma forma geral, (IA) pode ser uma aliada no aprendizado, desde que você tenha um conhecimento prévio e seja capaz de discernir o que é bom ou não da resposta que você recebeu. Ou seja, é filtrar as informações que você recebe da IA.

O que é a estimulação cognitiva?

Na continuação do papo, Drauzio pergunta diretamente à vice-presidente, Bárbara Perpétuo, sobre a estimulação cognitiva. Segundo ela, a estimulação cognitiva é um conjunto de atividades sistematizadas que aprimoram habilidades como memória, funções executivas e a cognição em geral. No caso da metodologia Supera, esse trabalho também envolve o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Com isso, novas sinapses são criadas, tornando o cérebro mais robusto.

Como o Supera utiliza a estimulação cognitiva para trabalhar o cérebro?

Bárbara explica que o método é aplicado de forma prática, com uma aula semanal de duas horas, que inclui atividades com o ábaco para exercitar a memória. Além disso, há livros de desenvolvimento cognitivo, como o Abrindo Horizontes, jogos, neuróbicas, dinâmicas e atividades on-line. Todas essas ferramentas possuem uma intencionalidade voltada ao aprendizado e ao desenvolvimento do cérebro.

O princípio utilizado é o da sistematização, aliado à variedade, à novidade e ao grau crescente de desafio. Todos esses elementos fazem o cérebro sair da zona de conforto, fortalecendo a memória, o raciocínio e o foco, além de contribuir para a melhoria da socialização.

Estudo Supera de Estimulação Cognitiva e as evidências científicas sobre o funcionamento do estímulo neurocognitivo

A Dra. Sônia apontou a existência de evidências sobre o funcionamento e os benefícios da estimulação cognitiva e, juntamente com a vice-presidente do Supera, destacou o Estudo Supera de Estimulação Cognitiva, realizado por pesquisadores da USP, que evidenciou os benefícios do método na vida de pessoas idosas.

Segundo Bárbara, o estudo randomizado, conduzido com o apoio do Supera, apresentou melhorias nas funções executivas, na cognição e na memória, além de reduzir a autopercepção do declínio cognitivo e os níveis de depressão, promovendo maior bem-estar e qualidade de vida entre os participantes. Além disso, ela destaca que, ao estimular o cérebro, é possível resgatar a autoconfiança e a autoestima, melhorando a forma como a pessoa percebe a si mesma.

Quer saber mais sobre a entrevista?

Confira o episódio abaixo:

https://youtu.be/KWl1P4jcrSg?si=DmYsQzxthxIa1Ti2

Para reflexão:

Não desista diante de um obstáculo. Nós somos capazes de vencer todos eles. Basta acreditar. “autor desconhecido”

Você sabia que:

O cérebro possui cerca de 160 quilômetros de veias sanguíneas que o irrigam, o equivalente a quatro voltas completas ao redor da Terra

Resposta do desafio de Abril:

No Caminho do Trabalho.

Quando Eduardo foi trabalhar, ele viu no caminho 3 supermercados do lado direito e 2 supermercados do lado esquerdo; na volta, ele viu 3 supermercados do lado esquerdo e 3 do lado direito.

Como isso é possível?

Resposta: Ele voltou por outro caminho

Desafio de Maio:

Zezinho tem 24 bolas. Dá 4 para Luizinho e ambos ficam com quantidade igual.

Quantas bolas tinha Luizinho inicialmente?

a)18          b)14          c)16         d)12          e) 24

Resposta na próxima edição:

Serviço:

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)

Unidade Recife Madalena

Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.

Telefone: (81) 30487906 – 999000603 (WhatsApp)

quinta-feira, 28 de maio de 2026

"O Bolsa Família se tornou um marco global no combate à pobreza extrema”, afirmou economista vencedora do Prêmio Nobel de Economia

 Gazeta da Torre

Em entrevista à revista Exame, os economistas vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2019, defenderam que o debate sobre transferência de renda precisa sair da lógica simplista entre “ser contra ou a favor” e passar a focar em novos modelos de proteção social.

Em vez de perguntar se é bom ou ruim, dado que é tão relevante politicamente e que, segundo todas as evidências disponíveis, tem bons impactos, seria muito mais útil começar a pensar no que seria o Bolsa Família 2, 3 ou 4”, afirmou Abhijit Banerjee.

Na entrevista, Esther Duflo afirmou que o Bolsa Família se tornou um marco global no combate à pobreza extrema e ajudou a inspirar programas semelhantes em outros países.

“O Bolsa Família foi um enorme sucesso no Brasil em termos de seu objetivo imediato, que era reduzir a pobreza extrema”, disse a economista.

Ela lembrou que o programa brasileiro, mesmo sem ter sido originalmente desenhado como experimento acadêmico, acumulou evidências suficientes para demonstrar resultados concretos.

Segundo Duflo, estudos semelhantes realizados no México, em conjunto com avaliações brasileiras, ajudaram a convencer governos ao redor do mundo a adotar modelos de transferência de renda condicionada.

Ao mesmo tempo, os economistas afirmam que justamente por ter sido bem-sucedido o programa precisa evoluir.

Fonte:Exame

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O Recife Junino 2026 tá chegando!

 Gazeta da Torre







São 19 dias de festa, 14 polos, mais de 1,2 mil apresentações e muito arrasta-pé pela cidade.

Artistas: Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Jorge de Altinho, Assisão, Lia de Itamaracá, Joyce Alane, além dos homenageados Caju e Castanha, e muitos outros nomes já confirmados na programação.

Fonte: PCR

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SAÚDE - Alerta da ONU

 Gazeta da Torre

A circulação do sarampo voltou a acender um alerta nas Américas às vésperas da Copa do Mundo de 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

A queda na cobertura vacinal em vários países tem permitido o retorno de uma doença altamente contagiosa um único caso pode infectar até 18 pessoas.

Com o aumento da circulação internacional, especialmente durante grandes eventos como a #Copa, cresce o risco de entrada de casos importados e de surtos locais.

Países como Canadá, Estados Unidos e México já enfrentam transmissão em curso, elevando a preocupação das autoridades de saúde.

Para conter o avanço do vírus, a recomendação é clara: atingir pelo menos 95% de cobertura vacinal de forma homogênea em todo o território.

Sem essa proteção, o fluxo de milhões de visitantes pode facilitar a disseminação do sarampo entre viajantes e populações não imunizadas.

A Gopspaho reforça que vacinação em dia e vigilância epidemiológica ativa são essenciais para evitar surtos e proteger a população.

Acesse a matéria completa e acompanhe a cobertura da ONU News em português em news.un.org/pt

Foto: UNICEF/Nahom Tesfaye.

Por ONU Brasil

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Brasileira eleita uma das personalidades mais influentes do mundo em 2026

 Gazeta da Torre

Natural da cidade de São Paulo e criada no interior do estado, em Itapetinga, a pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria foi eleita uma das personalidades mais influentes do mundo em 2026 por renomada publicação norte-americana TIME. Seu nome figurou na categoria Pioneiros graças às suas pesquisas na área de insumos biológicos dentro da agricultura.

O foco da pesquisa de Mariangela é justamente a substituição total ou parcial de fertilizantes químicos por micro-organismos portadores de propriedades como a fixação biológica de nitrogênio, a síntese de fitormônios e a solubilização de fosfatos e rochas potássicas.

“O reconhecimento é a percepção de que o mundo considera isso importante. Ter alimentos mais saudáveis, promover a saúde do solo, com menos resíduos químicos, no conceito de saúde única. Esse reconhecimento não é só a alegria por ter sido reconhecida, como também pode ajudar a divulgar ainda mais essa nossa bandeira, da qual o Brasil é líder mundial e que eu quero que seja cada vez mais”, apontou a pesquisadora, formada pela USP e com doutorado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, além de ter passagens pelas Universidades de Cornell e da Califórnia.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias; CARAS Brasil;

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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Dia do Trabalhador - Há, de fato, o que comemorar?

 Gazeta da Torre

“As últimas décadas foram de retrocesso quando se fala em condições de trabalho”, segundo professora Vera Lucia Navarro, da USP, os efeitos do retrocesso nas condições do trabalho já são evidentes. “O adoecimento psíquico relacionado ao trabalho está em expansão no País, tomando proporções epidêmicas.” A docente acrescenta que transtornos mentais e comportamentais figuram entre as principais causas de afastamento laboral, com sucessivos recordes de licenças médicas.

O professor José Pastore, especialista em relações do trabalho e mercado de trabalho no Brasil, aponta que o Congresso, apesar da péssima qualidade atual dos parlamentares, precisa enfrentar a precarização, destacando a necessidade de debate sobre o fim da escala 6x1. Pesquisas indicam que jornadas excessivas e a falta de tempo de descanso afetam a qualidade de vida e a saúde dos trabalhadores.

*Vera Lúcia Navarro é professora associada doutora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP/USP). Especialista em sociologia do trabalho, ela pesquisa temas como precarização do trabalho, saúde do trabalhador e transformações no mundo do trabalho.

*José Pastore, sociólogo renomado e professor titular da FEA-USP, especialista em relações do trabalho e mercado de trabalho no Brasil. Com Ph.D. pela University of Wisconsin, é autor de diversos livros, membro da Academia Paulista de Letras e articulista no jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Jornal da USP

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