quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

DELÍRIO DE FEVEREIRO - Quando a cidade inteira pulsa no mesmo ritmo

 Gazeta da Torre

O Carnaval de Olinda e Recife é uma das manifestações culturais mais autênticas e vibrantes do Brasil, reconhecido mundialmente como patrimônio imaterial que preserva tradições seculares enquanto se reinventa a cada ano. Para compreender a grandeza desta festa, é necessário mergulhar em suas raízes históricas, que remontam ao período colonial brasileiro.

As primeiras manifestações carnavalescas em Pernambuco surgiram ainda no século XVII, quando trabalhadores se reuniam para a Festa de Reis, formando cortejos e improvisando cantigas em ritmos que prenunciavam o que viria a ser o frevo. No entanto, foi o entrudo português, introduzido pelos colonizadores, que marcou de forma mais contundente os primórdios da folia local. O entrudo era uma brincadeira popular em que as pessoas jogavam umas nas outras farinha, água, ovos e outros elementos, em uma celebração descontraída que antecedia a Quaresma.

Com o passar dos séculos, essas manifestações foram se transformando e ganhando características próprias. No final do século XIX, o Carnaval pernambucano começou a se estruturar com o surgimento dos primeiros clubes de frevo, agremiações formadas por trabalhadores assalariados, pequenos comerciantes, capoeiras, vendedores ambulantes e outros representantes das classes populares. Clubes como Vassourinhas (fundado em 1889), Caiadores, Canna Verde e Clube das Pás de Carvão evidenciavam como as camadas menos privilegiadas da sociedade se apropriavam do Carnaval, transformando-o em uma festa genuinamente popular.

Em Olinda, as festividades carnavalescas ganharam força no início do século XX, com o surgimento de clubes carnavalescos tradicionais, tais como o Cariri Olindense (1921) e o  Homem da meia noite (1931), o bloco que se tornaria símbolo máximo do Carnaval olindense.

De lá para cá o Carnaval de Olinda e Recife consolidou-se como uma festa de rua, democrática e acessível, onde a cultura popular se expressa de forma livre e criativa. A partir da década de 1970, com a fundação do Bloco da Saudade em 1974, surgiram os blocos líricos ou blocos de pau e corda, que resgataram a poesia e a nostalgia dos antigos carnavais. Em 1978, nasceu o Galo da Madrugada, que viria a se tornar o maior bloco de carnaval do mundo, reconhecido pelo Guinness Book em 1994.

Bloco Galo da Madrugada, Recife

O Carnaval de Olinda e Recife acontece sob o sol escaldante do verão pernambucano, em um clima tropical que convida à festa ao ar livre. As ladeiras estreitas e coloridas de Olinda, com suas casas coloniais e igrejas barrocas, criam um cenário único, onde a história se mistura à folia. O Centro Histórico de Olinda, tombado como Patrimônio Mundial pela UNESCO, transforma-se em um grande palco a céu aberto, onde mais de um milhão de pessoas se espremem para acompanhar os blocos e troças.

No Recife, as ruas do bairro de São José e do Recife Antigo fervilham com a passagem de dezenas de agremiações. O calor intenso, a cerveja gelada, a alegria contagiante e a música incessante criam uma atmosfera de êxtase coletivo. É um carnaval que acontece de dia, sob o sol inclemente, onde o suor se mistura ao brilho das fantasias e ao colorido dos confetes e serpentinas.

Recife Antigo

Mas é na música que reside a verdadeira alma do Carnaval pernambucano. O frevo, ritmo nascido no Recife no final do século XIX, é a trilha sonora desta festa. A palavra “frevo” vem de “ferver”, uma referência ao modo como a dança fervilha nas ruas, com seus passos acrobáticos e sua energia contagiante. O frevo mistura elementos da marcha, do maxixe e da capoeira, criando um ritmo acelerado e vibrante que é executado por orquestras de sopro e metais.

Frevo

Os blocos líricos que surgiram no Recife no início dos anos 1920 foram inspirados nos pastoris e nas folias de reis. Sua característica principal é a orquestra de pau e corda acompanhada por um coral feminino, que canta marchas e canções líricas com arranjos sofisticados. A partir de 1974, com a fundação do Bloco da Saudade, esses blocos passaram a ser conhecidos como Blocos Independentes ou Blocos Líricos, e se multiplicaram pela cidade.

Blocos Líricos

Além do frevo, o Carnaval pernambucano também celebra outros ritmos tradicionais, como o maracatu, o manguebeat, a ciranda, o coco e os caboclinhos, evidenciando a riqueza e a diversidade da cultura popular de Pernambuco. O Maracatu Nação, com seus tambores pesados e seu cortejo majestoso, é uma homenagem às raízes africanas da cultura pernambucana, enquanto o manguebeat, movimento musical surgido nos anos 1990, trouxe uma renovação ao Carnaval, misturando ritmos tradicionais com rock, hip-hop e música eletrônica.

Uma das características mais marcantes do Carnaval de Olinda e Recife é a espontaneidade e a participação popular. Diferentemente de outros grandes carnavais do Brasil, onde a festa é organizada em torno de desfiles de escolas de samba ou blocos fechados com cordões de isolamento, a folia pernambucana acontece na rua, de forma democrática, descentralizada e acessível a todos.

O folião não é um mero espectador, mas o protagonista do espetáculo. A festa é gratuita, aberta e sem barreiras. Não há cordas separando os brincantes dos observadores. Todos são convidados a participar, a dançar, a cantar, a se fantasiar e a se entregar à alegria coletiva. Como descreveu o escritor Paulo Montezuma, “O Galo da Madrugada invade o centro da cidade de tal maneira que não se sabe mais quem é o Galo, quem olha para o Galo, quem não é o Galo, onde está o Galo. O galo é o povo. São as pessoas que sonham, cantam, brincam, sem preconceitos e sem cordas de isolamento, sob o sol ou a chuva, com dinheiro ou sem dinheiro.”

Nas ladeiras de Olinda, a multidão se espreme para seguir as troças e blocos, cantando e dançando em uma comunhão contagiante. A criatividade se manifesta nas fantasias, muitas vezes improvisadas, que vão do humor à crítica política e social. É comum ver foliões fantasiados de personagens históricos, super-heróis, animais, figuras do folclore ou simplesmente vestidos com roupas coloridas e extravagantes. Os bonecos gigantes, com mais de dois metros de altura, são um dos símbolos máximos do Carnaval olindense, e dezenas deles desfilam pelas ruas, representando personalidades, personagens de ficção ou figuras criadas pela imaginação popular.

Bonecos gigantes de Olinda

Olinda no dia de carnaval

No Recife, o Galo da Madrugada é a expressão máxima dessa espontaneidade. Fundado em 1978 por um grupo de amigos que queria resgatar o Carnaval de rua da cidade, o Galo começou com apenas 75 pessoas fantasiadas de almas penadas, acompanhadas por uma pequena orquestra de frevo. Hoje, o bloco arrasta cerca de 2 milhões de foliões no Sábado de Zé Pereira, em um desfile que dura mais de nove horas e conta com 30 trios elétricos, 30 bandas de frevo, 6 carros alegóricos e milhares de pessoas de apoio.

Essa espontaneidade é a alma do Carnaval de Olinda e Recife. É a liberdade de ser quem se quer ser, de se juntar a um bloco desconhecido, de dançar frevo até o sol raiar, de se emocionar com a passagem de um bloco lírico, de rir com as fantasias criativas, de se perder nas ladeiras de Olinda e se encontrar na multidão. É uma festa que se reinventa a cada ano, mantendo vivas suas tradições ao mesmo tempo em que abre espaço para o novo, para a crítica, para a experimentação e para a celebração da vida.

O Carnaval de Olinda e Recife é muito mais do que uma festa. É uma manifestação cultural complexa e multifacetada, que expressa a identidade, a criatividade e a resistência do povo pernambucano. Desde suas origens no entrudo colonial até a consolidação como uma das maiores festas populares do mundo, o Carnaval pernambucano soube preservar suas tradições ao mesmo tempo em que se renova e se adapta aos novos tempos.

O lirismo do frevo de bloco, a energia contagiante do frevo de rua, a espontaneidade dos foliões, a democratização da festa, a criatividade das fantasias, a grandiosidade dos bonecos gigantes, a diversidade de ritmos e manifestações culturais – tudo isso faz do Carnaval de Olinda e Recife uma experiência única e inesquecível.

É uma festa que celebra a vida, a arte, a música, a dança, a poesia, a crítica social, a diversidade e a liberdade. É um carnaval que acontece na rua, sem cordas, sem barreiras, sem preconceitos. É o povo que se transforma em artista, que se apropria do espaço público, que cria e recria a cada ano a maior folia popular do Brasil.

A Irreverência dos Blocos de Bairro: O Caso do Mercado da Madalena

Além das grandes e tradicionais agremiações, o Carnaval de Recife é marcado pela efervescência de centenas de blocos de bairro, que representam a alma mais irreverente e espontânea da folia. O Mercado da Madalena, um dos mais tradicionais da cidade, é um polo de criatividade carnavalesca, onde surgem blocos com nomes humorísticos e de duplo sentido, uma característica marcante do espírito pernambucano.

Dois exemplos notáveis dessa veia cômica são os blocos de Socorro e Marília (*Por questões de conformidade com as políticas editoriais, não podemos apresentar os nomes). Os nomes, que à primeira vista podem parecer chocantes ou absurdos, são na verdade uma expressão do humor popular, da capacidade de rir de si mesmo e de subverter a linguagem cotidiana.

O bloco de Socorro, fundado em 2011, se autodenomina um “Bloco Etílico Hortifruti Rock Tropical Pop Psicodélico de Balcão”. A agremiação, que se apresenta no Mercado da Madalena, mistura em seu repertório pop, rock e orquestra de frevo, criando uma sonoridade única e eclética.

Bloco de Socorro

Já o bloco de Marília, embora não tenha registros oficiais de sua atuação no Mercado da Madalena (havendo blocos homônimos em outras cidades), representa perfeitamente o espírito dos blocos de bairro. O nome, de duplo sentido evidente, brinca com a ideia de exaustão após a folia, ao mesmo tempo em que utiliza uma gíria popular para criar um efeito humorístico. A existência (ou a lenda) de um bloco com esse nome demonstra a liberdade criativa e a ausência de pudores que caracterizam o carnaval de rua do Recife.

Bloco de Marília

Esses blocos, com seus nomes inusitados e sua proposta descontraída, são a prova de que o Carnaval pernambucano vai muito além dos grandes desfiles. Eles representam a festa em sua forma mais pura e democrática: a celebração da vida, do humor e da criatividade popular, que floresce em cada esquina, em cada bar, em cada mercado da cidade.

Essa é a essência do Carnaval de Olinda e Recife: uma festa do povo, pelo povo e para o povo, que celebra a cultura pernambucana em toda a sua riqueza, diversidade e beleza.

 

Márcio Nilo

FEV/2026

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O Rei e a Rainha do Carnaval 2026 do Recife

 Gazeta da Torre

Entre passos, suor e emoção, Amanda Lira @amandinhaliraa e Walber Ferreira @walberferreira_1 foram eleitos Rainha e Rei Momo do Carnaval do Recife 2026. Mais do que as coroas, as majestades agora têm a missão de salvaguardar nossa cultura, desfilando nossas tradições.

A Rainha do Carnaval 2026 do Recife

Eles venceram o concurso no Pátio de São Pedro na sexta-feira (30), destacando-se pelo frevo, simpatia e desenvoltura, recebendo cada um R$ 30 mil. A Rainha Amanda Lira, 29 anos, é passista do bairro do Pina, com 20 anos de cultura popular. O Rei Momo Walber Ferreira, 43 anos, é dançarino de arte popular.

Vídeo: Olívia Leite/PCR

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Aluna da rede estadual de ensino, de 18 anos, desenvolveu um detergente biodegradável a partir da casca da PINHA

 Gazeta da Torre

A professora Mirian Carvalho
e aluna Beatriz Rodrigues

Conhecida como a capital mundial da pinha, a cidade de Presidente Dutra, no semiárido baiano, produz, conforme dados da Secretaria de Agricultura, cerca de 20.000 toneladas da fruta por safra anual. Responsável pela maior parte da geração de emprego e renda local, a cadeia produtiva é motivo de orgulho para a população, tendo, inclusive, no mês de abril, a tradicional Festa da Pinha. Como forma de valorizar essa cultura, a professora Mirian Carvalho, do Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito Gonçalves, propôs um desafio à estudante Beatriz Rodrigues, de criar um produto inovador que tivesse a pinha como matéria-prima.

As pesquisas da jovem cientista mostraram que a Annona squamosa, nome científico da pinha, contém saponinas, substâncias naturais com propriedades de limpeza e formação de espuma. Foi a partir desta descoberta, que a estudante desenvolveu um detergente biodegradável à base da casca da pinha. “Além do detergente em sua versão líquida tradicional, foi desenvolvida, em um segundo momento, a versão pastosa do produto. Essa variação utiliza basicamente os mesmos ingredientes, com alterações nas proporções, permitindo a criação de um novo formato sem a necessidade de mudança da matéria-prima”, conta Beatriz.

A equipe garante que o produto é exclusivo e inovador. “Em comparação aos detergentes convencionais utilizados no dia a dia, trata-se de um produto totalmente biodegradável, sendo utilizado também sabão neutro biodegradável em sua composição. As próximas etapas envolvem o aperfeiçoamento da fórmula do detergente, a partir de novos testes, buscando melhorar a eficiência, a consistência e a durabilidade do produto. Também está prevista a avaliação do impacto ambiental, reforçando o caráter sustentável da proposta”, ressalta Beatriz.

A professora orientadora, Mirian Carvalho, acredita que a educação científica e empreendedora, que tem permitido que centenas de estudantes da rede estadual de ensino possam fazer ciência na prática, é responsável por “reacender a esperança da juventude”. “Esses projetos não são apenas sobre ciência ou negócios, mas sobre devolver sonhos, fortalecer a autoestima e fazer com que cada jovem perceba que, mesmo vivendo no interior, eles podem transformar sua própria realidade e construir um futuro melhor”, afirma.

Destaque no Encontro Estudantil que reuniu cerca de 10 mil estudantes na Arena Fonte Nova, o projeto tem apoio da professora Indira Neiva, diretora do colégio, que ofereceu suporte e incentivo ao desenvolvimento do produto. Os parceiros incluem produtores de pinha e donos de depósitos da cidade de Presidente Dutra, que colaboraram doando a matéria-prima, o que possibilitou a realização dos testes e a produção do detergente. “Essa parceria reforçou a importância da colaboração entre escola e comunidade, mostrando como recursos locais podem ser aproveitados de forma sustentável e empreendedora”, conclui Mirian.

Vídeo: Irecê Trends

Fonte: Governo da Bahia

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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Entre Orelhas: o cachorro, o banqueiro e o Brasil

 Gazeta da Torre

*imagem: “O Cão”. Pintura de Francisco Goya, 1823. Fonte: Museu do Prado. O Cão é uma das “Pinturas Sombrias” de Goya, um conjunto de catorze imagens que ele criou enquanto vivia numa casa chamada Quinta del Sordo, que se traduz como a Villa dos Surdos. Na fase final da sua vida, Goya sofria de transtornos mentais e físicos, toda essa dor e agonia é visivel nas pinturas em questão.

Orelha não devia bilhões a ninguém. Seu único "crime" foi existir no lugar errado, na hora errada, cruzando o caminho de jovens para quem a violência se tornou uma forma de entretenimento, uma performance a ser transmitida ao vivo pelo Discord

O Brasil, este vasto palco de contradições, encena diariamente um drama que oscila entre a tragédia e a farsa. De um lado, a frieza dos números, os bilhões que evaporam em esquemas financeiros complexos, protegidos por um labirinto de liminares e sigilos. Do outro, a brutalidade visceral, o som de ossos se partindo sob o peso de uma violência gratuita, filmada e compartilhada como troféu. Em ambos os cenários, um mesmo espectro assombra a nação: a impunidade, essa entidade onipresente que garante que, no fim das contas, a balança da justiça penderá sempre para o lado do privilégio.

Em um canto do ringue, temos Daniel Vorcaro, o arquiteto do que o próprio Ministro da Fazenda descreveu como a “maior fraude bancária” do país (eu diria banqueira, bancária é trabalhadora, não herdeira). Com o Banco Master, tudo indica que Vorcaro orquestrou um esquema que fez desaparecer algo entre 12 e 23 bilhões de reais, através da mágica contábil de vender carteiras de crédito que, na prática, não passavam de fumaça. É o tipo de crime que não suja as mãos de sangue, mas corrói as fundações da confiança pública (ou deveria) e drena recursos que poderiam construir hospitais, escolas ou, quem sabe, abrigos para os incontáveis “Orelhas” que perambulam pelas ruas.

E por falar em Orelha, no outro canto do ringue, temos sua história. Um cão comunitário, um vira-lata de dez anos que conhecia a Praia Brava, em Florianópolis, como a palma de sua pata. Sua rotina de afagos e restos de comida foi interrompida por uma sessão de tortura perpetrada por quatro adolescentes de classe média-alta. Orelha não devia bilhões a ninguém. Seu único “crime” foi existir no lugar “errado”, na “hora errada”, cruzando o caminho de jovens para quem a violência se tornou uma forma de entretenimento, uma performance a ser transmitida ao vivo pelo Discord (aplicativo usado por gamers).

À primeira vista, os dois casos parecem pertencer a universos distintos. O que a alta finança, com seus ternos bem cortados e jargões impenetráveis, tem a ver com a crueldade suburbana de jovens entediados? Tudo. Ambos são manifestações da mesma doença social, a certeza de que certas vidas e certas ações estão acima da lei. Vorcaro, com suas alegadas conexões políticas que se estendem de Ciro Nogueira a Ibaneis Rocha, move-se em um tabuleiro onde a “facilitação política” é apenas mais uma peça no jogo. Seus advogados tecem defesas, seus aliados nos altíssimos escalões da República garantem o sigilo do processo, e a opinião pública assiste, perplexa, à transformação de um rombo bilionário em uma nota de rodapé nos jornais.

Enquanto isso, os agressores de Orelha, após o ato, embarcam para uma viagem “pré-programada” à Disney, o templo máximo do consumo e da fantasia, como se a brutalidade que deixaram para trás fosse apenas um pesadelo a ser esquecido entre montanhas-russas e personagens sorridentes. Parece que o Mickey não tem cessado de vencer. Lembremos que a juíza Vanessa Cavalieri, que estuda a radicalização de jovens, alerta que o que aconteceu com Orelha não é um ponto fora da curva, mas um evento diário nas profundezas da internet, onde a tortura animal virou commodity, com uma média de 30 cães e gatos mortos por noite em transmissões ao vivo. O mundo é sombrio, brava gente que lê.

O privilégio, em ambos os casos, opera como um solvente universal da responsabilidade. Para Vorcaro, é o privilégio do capital, a capacidade de comprar influência, de contratar os melhores advogados, de navegar pelos corredores do poder com uma desenvoltura que o cidadão comum jamais sonharia. Ele nega a fraude, claro, e chega a ironizar, dizendo que, se tivesse tanto poder, não estaria sendo investigado. É a clássica inversão de narrativa: a vítima, agora, é o bilionário acuado pela justiça. O privilégio se ressignifica como perseguição.

Para os adolescentes, o privilégio é o da classe social e da idade. A certeza de que o sobrenome, a escola cara e a viagem internacional funcionam como um passaporte para a impunidade. A violência que praticam é dessensibilizada, um produto de horas a fio consumindo conteúdo extremo online, um fenômeno que transforma a empatia em fraqueza e a crueldade em status. O privilégio, aqui, se ressignifica como uma “fase”, um “desvio de conduta” de “bons meninos” que “não tinham a intenção”.

Essa história de impunidade não é nova. Ela é a argamassa que une os tijolos da história brasileira. É a mesma impunidade que permitiu que, em 1997, jovens de Brasília queimassem vivo o indígena pataxó Galdino Jesus dos Santos e, mais tarde, tivessem suas penas reduzidas a quase nada. É a mesma lógica que garante que crimes de colarinho branco – Collor e PC Farias que o digam – raramente resultem em algo além de uma tornozeleira eletrônica e uma biografia de superação. A mensagem é clara e consistente: no Brasil, o tamanho do crime e a severidade da punição são inversamente proporcionais ao status social do criminoso.

Vorcaro e os agressores de Orelha são, portanto, dois lados da mesma moeda farsesca. Um representa a violência fria e sistêmica, que opera nas sombras dos balanços e dos gabinetes. Os outros representam a violência quente e explícita, que se manifesta na ponta de um porrete contra um corpo indefeso. Mas a origem de ambos é a mesma: uma sociedade que normalizou a desigualdade a tal ponto que a própria noção de justiça se tornou relativa. Uma justiça para os que podem pagar por ela, e outra para o resto – incluindo os Orelhas, humanos ou não, que têm a má sorte de cruzar o caminho dos privilegiados.

A crônica do Brasil é, assim, a crônica de uma impunidade que se reinventa. Ela troca o terno pela bermuda de marca, o jatinho particular pela viagem à Disney, a fraude contábil pela transmissão no Discord. Mas sua essência permanece intacta, um lembrete constante de que, nesta terra – de palmeiras, sabiás e corpos torturados – alguns são mais iguais que outros. E enquanto os bilhões de Vorcaro se perdem em um abismo fiscal e os ossos de Orelha se decompõem sob a terra, a pergunta que fica, ecoando no silêncio da nossa indignação seletiva, é: até quando?

Por Lindener Pareto, Professor, Historiador, Comunicador. Mestre e Doutor pela USP

Nova troça ‘A Jiboia da Beira Rio’

No sábado (31), a troça ‘A Jiboia da Beira Rio’ desfilou pelas ruas do bairro da Madalena, Recife. Com muita alegria, valorizando nosso Frevo e nossa cultura. A concentração ocorreu na praça Eça de Queiroz (Praça do D'Ávila) com participação do Boneco Gigante do Comunicador Circo Bezerra. Uma festa bonita no bairro da Madalena!

Vídeo:Pernambuco Você É Meu

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Boicote à Copa do Mundo de 2026?

 Gazeta da Torre

"É uma incoerência absoluta a Rússia ser boicotada no esporte enquanto EUA e Israel não são", aponta o renomado jornalista esportivo brasileiro Juca Kfouri no ICL Notícias (Instituto Conhecimento Liberta - portal e canal de jornalismo independente brasileiro).

Um movimento de boicote à Copa do Mundo de 2026, sediada nos EUA, Canadá e México, ganha força na Europa, liderado por políticos e personalidades em protesto contra o governo de Donald Trump. Motivadas por políticas migratórias rígidas e tensões diplomáticas (como a Groenlândia), petições na Holanda e debates na Alemanha questionam a participação, embora nenhum boicote oficial por seleções tenha sido confirmado. Apesar do forte debate político, o impacto prático sobre a presença das seleções no torneio ainda é incerto, com a FIFA mantendo a organização conjunta nos três países da América do Norte.

*O jornalista Juca Kfouri é reconhecido por sua trajetória marcante na revista Placar, Folha de S. Paulo, UOL e canais como ESPN e TV Cultura. Conhecido pela ética, combate à corrupção no esporte e por integrar política e futebol, é uma das vozes mais influentes da imprensa esportiva nacional.

Vídeo: ICL Notícias

domingo, 25 de janeiro de 2026

REGISTRO Gazeta da Torre!

 Gazeta da Torre

Registro realizado em outubro/2025 no Mercado da Madalena, um dos lugares bem visitados por artistas da região. Como Joselito Nunes (camisa de xadrez na foto), conhecido como Zelito Nunes, escritor, poeta e cordelista paraibano radicado em Pernambuco.

Em 31 de janeiro/2026, no Restaurante João da Carne de Sol, a partir das 12h, será lançado o livro ‘A Vida Cheia de Graça do Cantador de Viola’ é uma obra voltada para a valorização da cultura popular nordestina e da cantoria de repente. A obra é uma antologia que reúne poesias cômicas e rimas de repentistas renomados, bem como de improvisadores anônimos, focando no humor e na graça da cantoria.

O livro foi organizado pelos poetas e pesquisadores Joselito Nunes, Ésio Rafael e Marcos Passos. A publicação ressalta a presença e a importância dos cantadores de viola na cultura popular brasileira.

https://www.instagram.com/gazetadatorreoficial/?hl=pt

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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

O tema do podcast ‘O Veneno Mora ao Lado e uso excessivo dos agrotóxicos no Brasil’

Giovanna Nader

No vídeo, Giovanna Nader, uma das principais vozes do ativismo ambiental no Brasil, fala no Programa Sem Censura da TV Brasil - EBC sobre o tema do podcast ‘O Veneno Mora ao Lado e uso excessivo dos agrotóxicos no Brasil’.

‘Colonialismo químico’, mencionado no programa, é o conceito de Larissa Bombardi, professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, vive na Europa e desenvolve pesquisas no Institut de recherche pour le développement (IRD), em Paris, França, sob o Programme national d'accueil en urgence des scientifiques et des artistes en exil (Pause).  

Ela denuncia como países ricos do Norte Global produzem e exportam agrotóxicos e substâncias químicas perigosas, proibidos em seus territórios, para países do Sul Global, como o Brasil, gerando um padrão desigual de envenenamento, exploração econômica e dependência química, perpetuando uma dinâmica colonial.

Empresas químicas no Norte Global produzem substâncias tóxicas, mas as proíbem para uso interno devido a legislações mais rigorosas, como na União Europeia. Isso cria uma geografia do abismo, onde o Sul Global se torna um "lixão químico" e um mercado para produtos que o Norte não quer, afetando a saúde humana (especialmente de mulheres e comunidades rurais) e o meio ambiente, enquanto o Norte lucra.

Fonte: Unicamp

*A Fundação Heinrich Böll Brasil é uma organização que promove democracia, direitos humanos, justiça social e sustentabilidade, atuando com foco em temas como direitos das mulheres, povos tradicionais, agroecologia e cidades sustentáveis, apoiando a sociedade civil e o diálogo político.

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Formalizado o pedido de impeachment contra a governadora de Pernambuco Raquel Lyra

 

Ao formalizar o pedido de impeachment contra a governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), ontem (19), o deputado Romero Albuquerque (UB) criou um fato político. Mesmo sabendo da dificuldade de o processo prosperar na Casa, porque a governadora tem a maioria dos parlamentares como aliados, o pedido gera desgaste para Raquel, sobretudo em um ano eleitoral.

Para aprovar um impeachment, é preciso que haja quórum, o que hoje a oposição não tem, mesmo havendo materialidade na denúncia contra a governadora no episódio da falta de fiscalização da empresa Logo Caruaruense por parte do Estado. A empresa pertence ao pai de Raquel Lyra, o ex-governador João Lyra Neto, e opera de forma irregular em Pernambuco desde que Raquel assumiu a gestão, há três anos, segundo investigação do portal Metrópoles.

No entanto, além do desgaste externo, com o episódio da Logo Caruaruense sendo lembrado na memória da população toda vez que houver algo novo sobre o pedido de impeachment, Romero Albuquerque acabou valorizando internamente, nos corredores do Palácio do Campo das Princesas e também na Alepe, a fidelidade dos deputados da base governista, porque agora virou uma missão ainda maior para Raquel e sua Casa Civil agradar aos governistas, principalmente os mais distantes.

O fato político criado por Romero Albuquerque tem grande potencial de gerar dor de cabeça para a chefe do Poder Executivo. Para ser aprovado no plenário, o pedido de impeachment precisa do aval de dois terços dos deputados, ou seja, 33 parlamentares. Na atual conjuntura, a oposição não obtém esses 33 votos, mas nada garante que o cenário se mantenha com o trabalho dos bastidores, o que vai exigir de Raquel mais articulação para preservar a base unida e fiel.

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog do Magno

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sábado, 17 de janeiro de 2026

O valor da simplicidade na MODA e no COMPORTAMENTO

 Gazeta da Torre

“Todo mundo faz um esforço danado para comprar um logo. E esse logo, às vezes, é falso”. Em conversa com a Velvet Brasil (revista digital/impressa), Costanza Pascolato, de 86 anos anos, refletiu sobre o valor da simplicidade na moda e no comportamento. Para ela, apostar em marcas caras e luxuosas não traduz estilo verdadeiro.

A consultora de moda brasileira-italiana explica que elegância é uma estética que agrada justamente por ser simples, coerente e alinhada a uma postura humana. “Uma pessoa que é mal criada, que não olha na cara de ninguém, não dá. Você pode vestir ela direitinho e não vai dar certo mesmo”, afirma. Em tempos de ritmo frenético imposto pelo digital, Costanza defende que bom senso, educação e autenticidade nunca saem de moda.

Costanza Pascolato é uma empresária e consultora de moda ítalo-brasileira, nascida em Siena, Itália, e radicada no Brasil, sendo uma das maiores autoridades e referências em estilo e elegância atemporal no país, conhecida por sua coluna na Vogue e sua visão sobre moda, comportamento e o "bem viver", com uma carreira que abrange desde a indústria têxtil até a autoria de livros sobre o tema,.

Vídeo: Velvet Brasil

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https://www.instagram.com/carlitosburguer.oficial/?hl=pt

“O fracasso da educação pública não acontece por acaso’, Darcy Ribeiro

 Gazeta da Torre

Darcy Ribeiro, reconhecido como um dos principais intelectuais do país, escritor, professor, antropólogo, sociólogo e indigenista, diz que o fracasso da educação pública não acontece por acaso, nem por falta de capacidade técnica ou recursos, mas por interesse político.

Para ele, manter a população com acesso limitado à educação é estratégico para as elites, porque impede o desenvolvimento de uma consciência crítica e, consequentemente, a possibilidade de transformação social.

Neste ponto, se a educação fosse de qualidade e verdadeiramente acessível, haveria mais igualdade, mais questionamento e menos controle social.

Então, o “projeto” é justamente esse: manter o povo desinformado para garantir que o sistema continue funcionando do jeito que está: concentrando poder e riqueza nas mãos de poucos.

Darcy Ribeiro foi eleito para a cadeira número 11 da Academia Brasileira de Letras em outubro de 1992. Faleceu cinco anos depois, aos 74, em decorrência de câncer. Mas suas contribuições continuam sendo referência em diversas áreas. Como um camaleão, circulava com destreza pela antropologia, política e educação, o que desperta especial atenção ao seu legado.

Fonte: Instituto Conhecimento Liberta (ICL)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O ator brasileiro Wagner Moura entrou para a história do Globo de Ouro

 Gazeta da Torre

Wagner Moura entrou para a história do Globo de Ouro na noite do domingo, 11, ao se tornar o primeiro brasileiro a vencer o prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama. A conquista veio pela atuação em ‘O Agente Secreto’, dirigido por Kleber Mendonça Filho, no qual interpreta Marcelo, um pesquisador marcado por conflitos internos e memórias atravessadas por traumas.

Ao subir ao palco, Moura agradeceu a todos que contribuíram com a produção do filme. Ele também agradeceu à equipe e dedicou palavras especiais a Kleber Mendonça Filho, a quem se referiu como "irmão" e "gênio".

Wagner Moura optou por encerrar o discurso em português, se dirigindo diretamente ao público brasileiro. "Viva o Brasil. Viva a cultura brasileira".

Fontes:Terra; Gshow;

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

É bom tomar sol no horário que produz mais vitamina D, porém exige cuidados, apresenta especialista

 Gazeta da Torre

Com a chegada do verão, é fundamental redobrar os cuidados com a pele. No Programa Sem Censura da TV Brasil - EBC, a dermatologista Dra. Regina Schechtman, apresentou dicas para nos protegermos ao pegarmos sol. “Pode usar o protetor solar que não vai deixar de produzir a vitamina D”.

Dra. Regina Schechtman é uma dermatologista renomada, atualmente presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Seção Rio de Janeiro (SBD-RJ), com foco em micologia (doenças fúngicas da pele) e organização de eventos científicos, como o MicologiaRio 2025, destacando-se por sua atuação na área e liderança profissional. Possui Doutorado em Dermatologia pela United Medical And Dental Schools Of Guy's And St Thomas's Hospitals, Universidade de Londres. É uma figura importante e respeitada dentro da dermatologia brasileira, especialmente no Rio de Janeiro, devido ao seu cargo e envolvimento com a educação continuada. Fonte: Acamerj

Vídeo: TV Brasil

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

A nova tendência da Geração Z

 Gazeta da Torre

Nem cerveja, nem vinho: a nova tendência da Geração Z é algo que Steve Jobs já praticava anos atrás.

A Geração Z decidiu que o álcool não é mais necessário para se divertir. Enquanto garrafas de vinho ou cerveja ficavam na geladeira dos pais, os jovens nascidos entre 1995 e 2012 preferem ficar sóbrios. Uma tendência que, curiosamente, nos conecta a um visionário que já tinha isso muito claro muito antes: Steve Jobs.

De acordo com um relatório da World Finance, a Geração Z bebe, em média, 20% menos que a geração Y. Aqueles que já bebiam menos que seus antecessores. Uma pesquisa Gallup de 2023 confirma isso: a porcentagem de adultos com menos de 35 anos que relatam beber caiu dez pontos percentuais em duas décadas, de 72% para 62%. E a tendência continua descendente.

Para entender esse fenômeno, é preciso entrar na cabeça de um típico Geração Z. O que esses jovens têm na cabeça? 86% consideram que sua saúde mental é tão importante quanto sua saúde física ao decidir se devem beber álcool. E não é que eles sejam chatas. Eles simplesmente decidiram priorizar.

Fonte: Vida/Estilo - Terra

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Como tirar seus planos do papel em 2026

Todo ano é a mesma coisa, né?

Metas no papel, mas elas nunca saem de lá!

Vamos mudar isso?

Confira o passo a passo que o Método SUPERA fez para você tirar seus planos do papel!


*Método 𝗦𝗨𝗣𝗘𝗥𝗔 𝗥𝗲𝗰𝗶𝗳𝗲 𝗠𝗮𝗱𝗮𝗹𝗲𝗻𝗮 >

𝗧𝗿𝗶𝗰𝗮𝗺𝗽𝗲ã 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗲𝗺 𝗘𝘅𝗰𝗲𝗹ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗣𝗲𝗱𝗮𝗴ó𝗴𝗶𝗰𝗮

𝗥 𝗥𝗲𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗧𝗼𝗿𝗿𝗲 𝟭𝟬𝟯𝟲 - 𝗠𝗮𝗱𝗮𝗹𝗲𝗻𝗮 𝗥𝗲𝗰𝗶𝗳𝗲 - 𝗣𝗘

𝘄𝗮𝗺𝗲/𝟱𝟱𝟴𝟭𝟴𝟮𝟵𝟵𝟮𝟱𝟱𝟭

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Blog Gazeta da Torre ultrapassa 600.000 visualizações em 2025

 Gazeta da Torre

Ultrapassamos, em nosso blog, 600.000 visualizações em dezembro/2025. Um marco significativo e uma grande conquista! Esse número indica que nosso conteúdo está ressoando bem com o público. Estamos grato a cada um que acessou, assistiu, compartilhou e interagiu com nosso conteúdo.

https://www.instagram.com/gazetadatorreoficial/?hl=pt

Está chegando o dia da virada!

 Gazeta da Torre

Praia do Pina, Recife

Recife prepara espetáculo de fogos e lasers com trilha pernambucana para celebrar a chegada de 2026. Na noite do dia 31 de dezembro, o público acompanhará um show pirotécnico de 10 minutos que combina fogos de artifício e canhões de laser sincronizados com a trilha sonora pernambucana da Virada Recife. A apresentação, denominada “Show de Réveillon Piro Laser Musical”, será realizada a partir de duas balsas posicionadas no Pina e em frente ao edifício Acaiaca.

De acordo com a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer, o espetáculo contará com 15 toneladas de fogos acionados remotamente e de forma sincronizada entre as balsas, a música e os lasers. Em cumprimento à legislação municipal, a queima de fogos será sem estampido, utilizando materiais biodegradáveis e de baixa emissão de poluentes. As balsas ficarão a mais de 400 metros da orla, garantindo a segurança de moradores e turistas.

Além do show principal em Boa Viagem, a programação inclui apresentações pirotécnicas em outros três polos descentralizados da cidade: Morro da Conceição, Píer da Lagoa do Araçá e Escola Municipal Professor Carlos de Souza, no Ibura. A execução do evento também prevê limpeza imediata após o espetáculo e destinação adequada dos resíduos, reforçando o compromisso da gestão municipal com a sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente.

Fonte:CBN

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