sábado, 28 de março de 2026

Estudo brasileiro fala sobre a invisibilidade dos cuidadores de pessoas com demência

Você sabia que quase 2 milhões de brasileiros cuidam diariamente de alguém com demência — e, em sua maioria, sem preparo, apoio ou qualquer remuneração?  Uma nova pesquisa da Unifesp, publicada na revista Alzheimer’s & Dementia, mostrou que 93,6% dos cuidadores são mulheres, com cerca de 49 anos. Quase todas cuidam sem receber nada por isso. Metade teve que abandonar o trabalho para se dedicar ao cuidado — uma realidade de sobrecarga e invisibilidade.

 O que mais chamou atenção em relação a quem cuida de uma pessoa com demência?

• 85% dos cuidadores relataram exaustão emocional

• 87% disseram precisar de mais ajuda de outras pessoas

• 46% se sentem despreparados para cuidar

• 62% afirmam precisar de apoio emocional urgente

• “Ajuda”, “orientação” e “falta de tempo” foram as palavras mais citadas nas respostas espontâneas.

• Cuidar de alguém com demência é uma tarefa complexa, solitária e cheia de desafios — especialmente quando feita sem rede de apoio, sem políticas públicas efetivas e sem reconhecimento social.

Por isso, os pesquisadores reforçam a urgência de mudanças:

• Programas de capacitação sobre demência

• Apoio financeiro e benefícios sociais

• Criação de redes formais de cuidado

• Políticas públicas que realmente saiam do papel!

Cuidar de quem cuida é fundamental

O autocuidado é uma ferramenta essencial para cuidadores de pessoas com demências, porém, não faz parte da realidade de grande parte da população que assume esse papel. Dados do Relatório Nacional sobre a Demência no Brasil (RENADE), apontam que 45% dos cuidadores de pessoas com demência apresentam sintomas psiquiátricos de ansiedade e depressão. Além disso, o estudo demonstra que a falta de uma rede de suporte sólida gera sobrecarga, sendo que 71,4% apresentam esses sinais.

Segundo “A cartilha de autocuidado e qualidade de vida”, realizada pelo Instituto Federal do Espírito Santo, o autocuidado é definido como o tempo que a pessoa dedica para si mesmo, sendo essencial para uma boa qualidade de vida. Assim, ações como buscar hábitos saudáveis e um estilo de vida ativo, gera o aumento da autoestima e melhora a produtividade.

O autocuidado pode ser impactado diretamente pela presença de suporte ao cuidador, visto que o tempo em média do cuidado prestado é de 19,8 horas por dia. Assim, o suporte ao cuidado pode ser realizado de diferentes formas, como: intervenções psicoeducacionais, intervenções psicossociais, intervenções psicoterapêuticas e rede de apoios informais, como amigos e familiares.

A seguir, veja algumas dicas de como realizar o autocuidado em diferentes aspectos de sua vida:

Autocuidado Emocional

Crie um diário e anote os seus sentimentos de forma honesta, colocando no papel o que está sentindo.

Autocuidado Físico

Pratique atividades físicas que gerem bem-estar, por exemplo: Natação, yoga, pilates.

Autocuidado Intelectual

Realize atividades que mantenham um bom funcionamento cognitivo, como: ler um livro, conhecer novos lugares e aprender um novo idioma.

Autocuidado Espiritual

Realize atividades, como meditação, para se reconectar com você mesmo.

Autocuidado Social

Mantenha contato com sua rede de amigos e familiares, que lhe trazem boas recordações.

Referência do texto: Estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo e publicado na revista Alzheimers and Dementia,

Biografia dos autores

Joana Brás Losa, Gerontóloga pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESE-IPVC), Portugal.

 Yasmin dos Santos Rodrigues, graduanda em Gerontologia pela EACH-USP

Profa. Dra. Thais Bento Lima da Silva – Gerontóloga formada pela USP. Mestra e Doutora em Ciências com ênfase em Neurologia Cognitiva e do Comportamento, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

É parceira científica do Método Supera com a condução de ensaios clínicos. Coordenadora do Grupo de Estudos em Treino Cognitivo da Universidade de São Paulo.

Para reflexão:

Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre. Charles Chapin

Você sabia que:

Quando você não dorme o suficiente, fica sujeito à perda de memória, raiva, alucinações, perda de foco, fala arrastada e até à danos cerebrais.

Reposta do desafio de Maio:

Um casal tem 4 filhos, cada menino tem uma irmã. Quantas pessoas há na família?

Resposta: 7 pessoas = 2 pais, 4 meninos e 1 irmã.

Desafio de Junho:

Uma mãe tem 30 reais para dividir entre suas duas filhas. Que horas são?

a) 13:45      b) 14:45      c) 14:30      d) 15:45

Resposta na próxima edição:

Serviço:

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)

Unidade Madalena

Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.

Telefone: (81) 30487906 – 982992551 WhatsApp

sexta-feira, 27 de março de 2026

O principal efeito das novas tecnologias nas crianças é a redução da capacidade de criação de ideias, comenta especialista

 Gazeta da Torre

A contação de histórias é um hábito fundamental para os seres humanos. O ato é responsável por criar memórias coletivas e instigar a imaginação e criatividade de cada indivíduo. Na infância, a contação de histórias é ainda mais importante, responsável por estimular a formação de senso crítico e criação de memórias nas crianças. Entretanto, a entrada de novas tecnologias precocemente na população jovem mundial tem impactado essa dinâmica, causando consequências significativas na sociedade.

Ísis Madi, doutoranda na Faculdade de Educação da USP, comenta que o principal efeito das novas tecnologias nas crianças é a redução da capacidade de criação de ideias. “Todo conflito, hoje, é substituído por uma tela. É como se fosse uma chupeta. As crianças não têm um tempo dedicado a se ouvir, a refletir, existe uma falta de resiliência para lidar com o tédio. As crianças estão com dificuldade de lidar com essas questões”.

Já Sabrina da Paixão, professora da Faculdade de Educação da USP, afirma que a narração é uma característica que define os indivíduos enquanto seres humanos. “Toda vez que a gente começa a falar de contação de histórias, a gente vai remontar às cavernas, às fogueiras, a um modo como a gente se desenvolve enquanto ser humano. É essencial que nós desenvolvamos isso enquanto comunidade, a gente desenvolva essa formação estritamente nossa”. Para minimizar os impactos causados pela tecnologia, de acordo com a professora, uma atitude fundamental é a manutenção e expansão das bibliotecas escolares e outros espaços de leitura no País.

Fonte: Jornal da USP

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De quem é a culpa?

 Gazeta da Torre

Estudo recente do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), divulgado em março de 2026, indicou que a rede de proteção municipal à mulher é falha, inexistente ou insuficiente em quase todas as cidades do estado de Pernambuco

Principais achados do levantamento do TCE-PE (2026):

Falta de Protocolo: Cerca de 99% das cidades pernambucanas não possuem protocolo de atendimento para mulheres vítimas de violência.

Fragilidade Generalizada: O relatório aponta que a rede de proteção é fraca em todo o estado, dificultando o rompimento do ciclo de violência.

Inexistência/Insuficiência: A rede de proteção é considerada inexistente ou insuficiente na grande maioria dos municípios.

Consequências: Essas falhas resultam em subnotificação dos casos, desconfiança no sistema e perpetuação do risco para as mulheres.

O estudo destaca uma situação alarmante de desproteção, com falhas estruturais que comprometem o suporte básico necessário às mulheres em situação de violência.

Uma situação muito ruim e desumana para as mulheres. E pensar que temos uma mulher governando o estado de Pernambuco.

Fonte: Tribunal da Contas do Estado de Pernambuco

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segunda-feira, 23 de março de 2026

Padre Romeu se despede de seus fieis aos 96 anos

 Gazeta da Torre

O Monsenhor Romeu Gusmão da Fonte, de 96 anos, pároco da igreja de Nossa Senhora do Rosário e Santa Luzia, no bairro da Torre (Recife), faleceu neste domingo, 22 de março de 2026, às 16h20. Ele era o sacerdote mais antigo em atividade na Arquidiocese de Olinda e Recife.

Uma vida destinada a fazer o bem seguindo os ensinamentos de Deus. Numa sociedade tão conturbada, com valores trocados e cada vez mais distante do cristianismo, ainda existem pessoas que remam contra a maré e que lutam por uma vida com amor. “Se o mundo se aproximar de Deus já vai melhorar”, explicou em uma entrevista à Gazeta da Torre, ao completar 90 anos, um grande exemplo de amor, o Monsenhor Romeu da Fonte, mais conhecido por Padre Romeu, líder da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário e Santa Luzia.

Com mais de meio século dedicados à Igreja na Torre e o sacerdócio. Desde os 11 anos decidiu entrar para o ceminário e aos 25 se tornou padre. Nascido no Recife, membro de uma família católica, teve 15 irmãos e sempre soube o caminho que queria seguir. “Já menino fiz a escolha do bem”, lembra. O Bispo João Carlos Coelho foi um dos incentivadores e quem também ajudou no caminho da vida cristã.

Desde então, uma trajetória de sucesso e um bom exemplo dessa caminhada é a transformação religiosa sofrida pelo bairro da Torre.

Com as ajudas a Igreja principal também foi melhorada para as missas e outras atividades. “Aumentamos as asas”, brincou o Padre Romeu referindo-se ao tamanho atual da igreja.

O Monsenhor Romeu da Fonte foi um exemplo de pessoa e sacerdote para todo o povo de Deus, querido por muitos, tanto pelos fieis que frequentam sua igreja, como por pessoas de outras paróquias que o conheceram. A Torre até os dias de hoje, rende graças por sua passagem e por sua dedicação no sacerdócio, pelo qual há mais de 50 anos deu sua vida pelas ovelhas como o Bom Pastor.

Manuella Gomes, jornalista

Gazeta da Torre

segunda-feira, 16 de março de 2026

Independente dos resultados do Oscar 2026, ‘O Agente Secreto’ fez história e colocou o Brasil entre os melhores do cinema!

 Gazeta da Torre

Além das quatro indicações da Academia: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção de Elenco (com Gabriel Domingues) e Melhor Ator (com Wagner Moura), o longa coleciona 85 prêmios e outras 159 indicações.

Kleber Mendonça Filho vai poder se orgulhar do recorde de indicações do Brasil no Oscar: quatro, ao lado de Cidade de Deus.

Além disso, a produção conquistou duas vitórias no Globo de Ouro (Melhor Filme Internacional e Melhor Ator em Filme de Drama) e outras duas no Festival de Cannes (Melhor Ator e Melhor Direção).

Fonte:Terra

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quarta-feira, 4 de março de 2026

Moda pode ser fator de diferenciação, segundo contextos políticos, culturais e econômicos

 Gazeta da Torre

A moda segue tanto um desejo de diferenciação quanto um desejo de sinalizar um pertencimento, mas sempre como um movimento social que expressa algum valor

As tendências da moda são cíclicas e afetadas de acordo com a realidade da sociedade em cada momento, com influência do contexto social, político e econômico. No atual cenário, em que a moda parece estar em constante transformação, o protagonismo das redes sociais intensifica a dinamização da vida e evidencia a criação e o fim de tendências, além de suas diferentes origens.

Tendências e as classes sociais

Maria Clotilde Perez Rodrigues, professora do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo e diretora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, afirma que a tendência pode ser entendida como um movimento social que expressa algum valor: elas nascem de um contexto e geram manifestações, como a moda. Ou seja, tensões do ambiente político, econômico, social, educacional, tecnológico interferem nessas tendências e, assim, também alteram as manifestações.

Clotilde explica, também, a relação entre a criação das tendências e as classes sociais. A professora conta que, historicamente, as classes privilegiadas ditavam a moda, influenciando as outras camadas da sociedade, mas que também buscavam se diferenciar. Hoje, contudo, é possível observar esse movimento acontecendo em outras direções: “Acontecem também movimentos de baixo para cima, que a gente chama de bubble up. Por exemplo, um movimento como o funk começa nas classes menos favorecidas, principalmente dos grandes centros, e eles vão para cima. Elas sobem em direção a camadas que estão numa condição mais privilegiada, como a gente pode constatar que não tem hoje um grande evento ou um casamento de uma classe social mais abastada que não termina em funk. Então esse também é um movimento de baixo para cima”.

Padrão de consumo e pertencimento social

Por outro lado, as conjunturas histórica, econômica e política também moldam a forma de expressão das pessoas. O professor André Vereta Nahoum, do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, comenta que essas mudanças têm a ver com o acesso a recursos. “Quando os tecidos eram naturais, mas mesmo agora tecidos sintéticos estão ligados a petróleo, acesso a petróleo, à transformação do petróleo. Socialmente também. Porque, na verdade, você tem, historicamente, uma mudança muito grande do padrão de consumo. Se consome mais e mais rápido do que se consumia no passado. Se comprava pouca roupa, a roupa precisava durar muito tempo. Hoje em dia é uma roupa feita para muito menos.”

Momentos da história de profundas disputas políticas foram marcados pela moda e consumo: “Tem o caso célebre do Gandhi, que falou, ‘olha, a luta contra o império, a luta contra a metrópole, tem que ser uma luta para usar os nossos tecidos e não os tecidos que vêm do Reino Unido'”.

Além disso, Vereta aponta que a moda é sobre inovar em qualquer forma de expressão em que um grupo busque mostrar que é inovador. “A gente adere a um estilo de se vestir, a um estilo de música, à expressão artística, o que quer que seja, porque essa adesão opera como um símbolo de que a gente está junto ou quer ser visto pelos outros como pertencendo a um grupo social que também se veste daquela maneira, também ouve aquele tipo de música, também frequenta aqueles espaços. No geral, hoje em dia, a gente acha que é uma combinação de ambos. Quer dizer, tem tanto um desejo de diferenciação quanto um desejo de sinalizar um pertencimento”, explica.

O professor comenta como a sociedade hoje é centrada no consumo e que, por isso, o jogo da moda é aderido por todas as classes sociais. Ele destaca, também, a participação de celebridades e influencers promovendo nas redes sociais esses símbolos de novas formas. “Mas a moda é um espaço muito bom para a gente ver também como indivíduos se apropriam disso de modo criativo o tempo todo e fazem combinações, recombinações e bagunçam um pouco o tempo todo esse jogo. É um jogo dinâmico. Então, sem dúvida, recursos importam, mas a gente vê o tempo todo pessoas fazendo o que podem com os recursos que têm para bagunçar um pouco o que poderia parecer mais determinado, e não é tão determinado assim.”

Fonte: Jornal da USP

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