sábado, 20 de março de 2021

Prefeitura do Recife anuncia início da vacinação contra covid-19 para idosos com 69 anos ou mais

 Gazeta da Torre

A partir deste sábado (20), idosos moradores do Recife a partir de 69 anos poderão receber a vacina contra covid-19. O anúncio foi feito pelo prefeito João Campos, na manhã da sexta-feira (19), em suas redes sociais, que informou ainda que o agendamento será aberto hoje ao meio-dia, no Conecta Recife. A ampliação foi possível porque o município recebeu, esta semana, 43.880 novas doses da vacina CoronaVac, enviadas pelo Ministério da Saúde.

O agendamento deve ser realizado, a partir do meio dia desta sexta (19), através do site www.conectarecife.recife.pe.gov.br ou do app Conecta Recife, disponível gratuitamente na PlayStore, para Android, e AppStore, para quem utiliza o sistema iOS. No ato da marcação, é preciso anexar comprovante de residência e o documento da identificação oficial. Esses mesmos documentos devem ser levados no dia da vacinação. Caso a pessoa seja acamada, é possível sinalizar a condição marcando a opção disponível durante o cadastro para, dessa forma, receber a visita domiciliar de uma das equipes volantes da Secretaria de Saúde.

Fonte;Prefeitura da Cidade do Recife

O que o usuário deve saber sobre a nova regulamentação do WhatsApp que passa a ser válida no dia 15 de maio

 Gazeta da Torre

Na nova política de privacidade do aplicativo, o consentimento é informado, mas não é livre, o que viola o artigo 5º, inciso 12 da Lei Geral de Proteção de Dados

O WhatsApp é um aplicativo de conversas muito usado pelos brasileiros e, como qualquer outro aplicativo, passa por constantes atualizações. A nova atualização da plataforma vai trazer a regulamentação aprovada em 2018, mas que passa a ser válida no dia 15 de maio deste ano. Entre as mudanças está a obrigatoriedade de aceitação do termo de uso do aplicativo: quem não aceitar não poderá usar o aplicativo. Professores e pesquisadores em direito digital e da área de computação da USP alertam para os cuidados que os usuários devem ter com essas mudanças.

Segundo a professora Cristina Godoy Bernardo de Oliveira, da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP, a obrigatoriedade de aceitação do termo de uso do aplicativo vai contra o artigo 5º, inciso 12 da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece que esse consentimento é uma manifestação livre. A professora lembra que existem outros aplicativos de conversa como alternativa para os usuários, como: Telegram, Viber e Signal. “O WhatsApp deve ser usado para fins comerciais ou políticos”, orienta a professora. Ainda segundo Cristina, os usuários devem ter uma maior preocupação com seus dados para que as plataformas comecem a ter mais responsabilidade com essas informações.

Interface com o Facebook

A nova regulamentação permite que o WhatsApp compartilhe com o Facebook dados pessoais do usuário, os chamados metadados, como o número de telefone, a fotografia e o número de identificação digital do aparelho, com dados de localização do celular ou outro dispositivo. As conversas e ligações continuam criptografadas, portanto, não são armazenadas no servidor do aplicativo e continuam em sigilo.

O professor Evandro Eduardo Seron Ruiz, do Departamento de Computação e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, explica que essa alteração se dá pela integração que o Facebook tem feito com os aplicativos dos quais é dono (Instagram, WhatsApp e o Facebook Messenger). “O Procon de São Paulo intimou o WhastApp para prestar esclarecimentos sobre a nova regulamentação e o usuário deve ficar atento às políticas de privacidade dos aplicativos que usa”, alerta o professor.

Fonte: Rádio USP

quinta-feira, 18 de março de 2021

Mudou o ministro, mas é preciso mudar a política, dizem especialistas

 Gazeta da Torre

Enquanto governo não adotar postura baseada na Ciência, com incentivo ao uso de máscaras, e distanciamento social – além de um programa de vacinação em massa –, a pandemia no Brasil continuará em ritmo desenfreado

A política, mais uma vez, se embaralhou com a ciência e produziu um novo episódio com sérios reflexos no combate à pandemia, cuja vítimas crescem em velocidade assustadora por todo o País.

Pressionado pelo avanço dos óbitos, pela exaustão da capacidade de atendimento do sistema de saúde, pelo desespero dos governadores, pela pressão parlamentar, até por parte do a ele simpático, mas voraz, Centrão, por sua queda de popularidade nas pesquisas e mesmo pelo retorno à cena de seu antípoda, Lula, o presidente Jair Bolsonaro resolveu substituir o ministro Pazzuelo, da Saúde, apontado como o nó cego que possibilitava a disparada da pandemia. Nó cego, que, como ele próprio admitiu, cumpria ordens emanadas do Palácio do Planalto. Assim, armou-se o seu desmanche, em nome de um suposto combate mais eficiente, necessário e urgente, à pandemia.

Num primeiro movimento, o presidente Bolsonaro, convidou para conversar a médica Ludhmila Hajja, contumaz crítica do modus operandi do Ministério da Saúde em relação à pandemia, nome incensado por importantes parlamentares como o presidente da Câmara Artur Lira e outros parlamentares, e que até tratara do ministro Pazuello quando acometido pela covid. Como era possível prever, prevaleceram na troca de ideias as visões diferentes que as partes têm para o combate à pandemia e a conversa não prosperou, deixando claro, pela enésima vez, que o Palácio do Planalto não abre mão de impor a sua visão ao ocupante do Ministério da Saúde.

Seguiram-se e prosperam ainda mil versões díspares sobre as motivações dos atores dessas conversas e dos acontecimentos que a rodearam, tanto do lado do presidente como da dra. Ludhmila, mas que já fazem parte do atualmente conturbado universo de fatos, interpretações e versões que marcam a política e o jornalismo nos dias atuais.

No lance seguinte, mexendo numa pedra cantada, o presidente Bolsonaro convidou para o cargo o dr. Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, seu apoiador desde algum tempo, a quem já nomeara para a Agência Nacional de Saúde, mas ainda não fora sabatinado pelo Senado Federal. O cargo de ministro da Saúde volta assim a ser ocupado por um civil e um médico, como recomenda a tradição.

A questão que se coloca, de agora em diante, é saber quanto poder o novo ministro terá diante das ideias fixas do Palácio do Planalto a respeito do combate à pandemia. A necessidade de acelerar a vacinação, recuperando o atraso provocado pelas equivocadas decisões anteriores, parece ser um ponto pacificado, mas enfrenta desafios para implementação. E há muitas outras, como estímulo a medidas de isolamento, até mesmo lockdowns, campanhas pelo uso de máscaras, entre outras, e a adequação do discurso do próprio presidente Bolsonaro ao país.

O que ocorrerá?

Ao chegar, na terça-feira, 16/3, no Ministério da Saúde, Queiroga declarou à imprensa: “A política é do governo Bolsonaro, não é do ministro da saúde. O ministro da Saúde executa a política do governo”.

Vale lembrar que o novo ministro já se pronunciou anteriormente em defesa do isolamento social, do uso de máscaras e reconheceu que a cloroquina não tem eficiência científica comprovada, afirmando, porém, que médicos têm autonomia para prescrever. E vale lembrar que a não ser na questão da autonomia dos médicos, o presidente Bolsonaro não concorda com nenhuma das outras posições manifestadas pelo ministro.

“A estratégia precisa mudar”

Em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª edição, na Rádio USP, a professora Deisy Ventura, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, editora do boletim Direitos na Pandemia, lembrou que o governo federal não tem política voltada para evitar o espraiamento do coronavírus e o consequente aumento do número de infectados e mortos. “Não adianta o novo ministro ser um nome bom ou ruim se a estratégia não mudar. Se a estratégia do governo federal persistir, o nome do ministro é indiferente”, afirmou.

A professora Deisy aponta que, em um cenário de colapso no sistema de saúde e de recorde de número diário de mortes, os desafios do novo ministro da Saúde não são poucos. Lembra que, nesta gestão que se encerra, o papel dos técnicos do Ministério foi relegado a segundo plano. “É evidente que a primeira grande questão para um ministro da Saúde é organizar o Plano Nacional de Imunização contra a covid-19. O Brasil até hoje não tem Plano Nacional de Imunização”, apontou a professora.

Ela lembra que é necessária coordenação do combate à pandemia a partir do nível federal. Com o próximo passo sendo a vacinação, o governo deve evitar que esse ônus recaia sobre os governadores, o que abriria margem para o agravamento de desigualdades regionais. “É inaceitável que o Brasil, que é referência internacional em programas de imunização, não tenha organizado até hoje o seu programa de imunização”.

Receita conhecida: máscaras e distanciamento

Enquanto as vacinas não chegam em quantidade suficiente, o distanciamento social e o uso de máscaras continuam sendo as medidas mais importantes de enfrentamento da pandemia; e é imprescindível que o Ministério da Saúde estimule a adesão da população a essas medidas — até mesmo de forma compulsória, se necessário —, segundo especialistas ouvidos pelo Jornal da USP.

“Evitar aglomerações e promover o uso das máscaras são as medidas mais urgentes para controlar a pandemia nesse momento”, diz o médico Marcos Boulos, da Faculdade de Medicina da USP, especialista em doenças infecciosas e parasitárias. Se as políticas do governo continuarem as mesmas e o comportamento das pessoas não mudar, ele prevê que o número de mortes por covid no Brasil poderá chegar a 500 mil até o mês de agosto. “Muita gente ainda vai morrer se não houver uma consciência das pessoas para evitar aglomerações”, alerta o médico.

A postura negacionista do Ministério da Saúde e do governo federal — com o presidente e seus ministros constantemente se recusando a usar máscaras, promovendo aglomerações e negando a gravidade da pandemia — é diretamente responsável pela baixa adesão da população às medidas de proteção sanitária, e também pelo caos que se instalou no País durante a pandemia, avalia Boulos.

O presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM), Rubens Belfort, também critica a atuação do governo e torce para que o novo ministro adote uma postura mais responsável perante a opinião pública. “Não adianta só dizer que é a favor de alguma coisa: tem que mostrar”, afirma Belfort. “A falta de bons exemplos por parte das autoridades é extremamente negativo.”

O fato de o novo ministro ser médico aumenta ainda mais a sua responsabilidade de seguir as orientações da Ciência, diz Belfort. “Espero que ele consiga conquistar um mínimo da credibilidade que o governo perdeu”, diz. “A longo prazo sou otimista; mas a curto prazo as perspectivas ainda são muito ruins”, completa o médico. “Infelizmente, está evidente que o ministro não terá nenhuma autonomia.”

O epidemiologista Paulo Lotufo, da Faculdade de Medicina da USP, concorda que a medida mais emergencial a ser tomada é a restrição da circulação de pessoas, para reduzir as taxas de propagação do vírus na população e, consequentemente, aliviar a pressão sobre os sistemas de saúde. Ele defende, inclusive, a restrição de voos e outros meios de transporte intermunicipais e interestaduais. “A comunicação entre cidades deve ser restringida o máximo possível”, afirma Lotufo.

Paralelamente a isso, diz ele, é preciso organizar urgentemente a vacinação no País (com metas e prioridades claras); expandir o número de leitos de UTI para tratamento da covid e “encerrar de uma vez por todas essa fábula do tratamento precoce” com hidroxicloroquina, ivermectina e outros medicamentos comprovadamente ineficazes contra a doença. “O Ministério da Saúde tem plenas condições de fazer tudo isso”, ressalta Lotufo. Assim como seus colegas, porém, ele tem poucas esperanças de que haverá alguma mudança significativa na postura do governo com relação à pandemia. As primeiras declarações do novo ministro, segundo ele, “sinalizam que tudo continuará igual”.

“O ponto principal é que o ministro tem que ter autonomia para decidir com base em critérios técnicos e evidências científicas”, diz o pesquisador Dario Zamboni, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (uma das cidades mais impactadas pela pandemia no Estado de São Paulo) da USP e secretário geral da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI). Além de tomar as decisões certas e dar os exemplos corretos, diz ele, é preciso que o ministério “atue energicamente” contra a propagação de notícias falsas e outras formas de desinformação da população — por exemplo, em relação ao chamado “tratamento precoce” da covid-19. Segundo Zamboni, é equivocado dizer que “não há consenso” na comunidade científica sobre a ineficácia desses tratamentos. “Já está muito claro, demonstrado por vários estudos, que eles não funcionam.”

Uma tarefa nacional

Para o cardiologista do Instituto Dante Pazzanese e professor da Sanar José Nunes de Alencar Neto, a mudança no Ministério da Saúde tem um impacto simbólico imediato de maior confiança entre os profissionais. “A escolha do Queiroga me parece apontar exatamente nesta direção: um profissional da saúde que tem um nome a zelar entre os pares, mas que deve ser político para acalmar a parte da população que alimenta isso de ‘autonomia médica’”, comenta o cardiologista. “Espero que, pelo menos no que diz respeito à vacinação, tenhamos um avanço, mas não espero que a farsa do tratamento precoce seja finalizada porque essa me parece ser uma das principais bandeiras eleitorais de Bolsonaro.”

á para Marcio Bittencourt, médico e epidemiologista do Centro de Pesquisas Clínicas da USP, o novo ministro tem perfil mais político do que médico na visão de seus pares. “Mas, considerando a média dos ministros políticos, ele tem algum background técnico sim”, comenta. “Acho que ele vai se virar para se adequar muito ao governo. Se conseguir dobrar o Bolsonaro em algo além de acelerar a vacinação, me surpreenderá.”

Se a relação do novo ministro com o presidente da República representará a continuidade das ações do general Pazuello ou alguma mudança de rumo ainda é uma questão incerta, mas que não suscita muitas esperanças entre os especialistas ouvidos pelo Jornal da USP. Mas Bruno Caramelli, professor da Faculdade de Medicina da USP, tem uma visão ainda mais pessimista da situação. Para ele, Bolsonaro não vai deixar nenhum ministro tomar uma atitude que tenha implicações políticas e eleitorais. “Podemos trocar quantos ministros quisermos, não vai mudar absolutamente nada. Tem gente no Brasil para implantar uma estratégia que una a vacina ao lockdown? Aos montes! Vivemos num País onde tem gente muito boa, tem sanitarista bom, pesquisador bom, tem o SUS, estrutura para vacinar… Não precisa reinventar a roda.”

Na verdade, o enfrentamento eficiente da pandemia vai além da adoção de medidas técnicas da área do Ministério da Saúde que combatam sua expansão, acompanhadas por uma política coerente e nacional de vacinação, que ainda não existe.

Também é necessário casá-las com um amplo programa de apoio financeiro às atividades econômicas sejam individuais, familiares, de empresas, especialmente pequenas e médias, para que possam atravessar este momento de paralisação ou diminuição do nível de atividades produtivas. A fragilidade fiscal do governo retarda e limita o espaço para essas decisões.

Trata-se de um esforço que aponta para a necessidade de atuação conjunta de todos os poderes constituídos, governo central, governadores, prefeitos, o Congresso Nacional. É uma tarefa nacional.

Fonte:Rádio USP

terça-feira, 16 de março de 2021

A Pandemia e os Novos Desafios da Educação

Ensino a Distância (EAD)

Em 2019, muita gente fez projetos e idealizou sonhos que não pôde realizar em 2020. O mundo não estava preparado para tão urgente necessidade de mudanças. Era difícil de acreditar, muito menos vivenciar, um período de tantas restrições e adequações de hábitos, costumes, enfim, nova maneira de viver.

O fato é que não tivemos tempo para digerir, satisfatoriamente, as transformações que aconteceram. Fomos levados por uma onda que ainda não passou, mas que certamente já está mexendo com as pessoas.

Se, de um lado, a pandemia do novo coronavírus levou à falência empregos formais e deixou muitos trabalhadores informais à deriva, por outro lado, ela está sendo o mais forte instrumento de saída da zona de conforto.

Falo de milhares de brasileiros que se reinventaram, enxergando a grande ameaça como uma excelente oportunidade para empreender. Muitos conseguiram, finalmente, abrir a mente e visualizar o poderoso potencial da Internet.

Saber que a internet é a estrada mais trafegada do mundo todos sabem, e já há algum tempo. No entanto, a pandemia deu margem a um sem-número de maneiras de utilização da grande rede de computadores, ainda que por provocação. Foi assim que o mundo inteiro descobriu formas interessantes de interagir, inovar, empreender e ampliar seus conhecimentos.

Nesse sentido, a revista The Economist elencou 20 pontos que tentam traduzir o que está por vir agora, em 2021. Vejamos alguns deles:

1. Os humanos querem se socializar novamente, mas o trabalho remoto basicamente permanecerá o mesmo. Vamos continuar a trabalhar online a partir de nossas casas, cada vez mais adaptadas e com reuniões em lugares diferentes todos os meses para socializar e conectar.

2. As casas tornam-se mais tecnológicas e adaptadas ao trabalho diário. Muitas empresas se dedicarão a resolver as necessidades de trabalhar em casa. Hoje você pode morar fora de uma cidade grande, trabalhar da mesma forma e gerar o mesmo valor.

3. A produtividade não depende mais de um chefe que te vê, agora é por meio de plataformas que te ajudam a medir resultados e tempos eficientes. A forma de contratação de pessoal é repensada. Contratar os melhores do mundo hoje é mais fácil, barato e eficiente. Não haverá diferença entre contratar pessoal local e estrangeiro. Hoje somos todos globais.

4. Empresas que não investem pelo menos 10% em novas tecnologias irão desaparecer. A empresa tradicional chegou ao fim em 2020. Resta esperar sua morte final. Uma empresa de tecnologia, fresca e nova hoje, pode substituir outra que tem feito o mesmo nos últimos 50 anos.

5. A educação nunca mais será igual. Cada um pode estudar o que precisar. Estudar offline e online será normal. Escolas e universidades serão transformadas em um esquema híbrido para sempre. Serão aceitos candidatos sem formação universitária para cargos de menor importância, que tenham a experiência necessária.

Ver a matéria completa do guia anual The World in 2021, da revista The Economist.

https://diariodoturismo.com.br/o-que-esta-por-vir-no-futuro-em-20-pontos-da-revista-the-economist/

Diante desse cenário, nada mais racional do que se preparar. A Educação segue como desafio para os dispostos a abandonarem a zona de conforto, transformando-se em opção viável e, ao mesmo tempo, urgente.

Cursos online são excelentes oportunidades para o desenvolvimento de habilidades, sem infringir qualquer protocolo de convivência com a Covid-19.

O Ensino a Distância (EAD) é um caminho sem volta para pessoas focadas no sucesso profissional e pessoal, tornando-se uma realidade em todas as áreas do conhecimento.

Se quiser fazer parte de um time de guerreiros prontos para as batalhas do mercado de trabalho, acesse o Portal EAD Smart https://eadsmart.com.br/ e veja as formações disponíveis. Aproveite os preços promocionais. Os cursos são reconhecidos pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura) e o aluno recebe certificado.

"Oceano em Casa" reúne conteúdos para navegar no mar pela internet

 Gazeta da Torre

Página do Instituto de Oceanografia da USP dá dicas de documentários, reportagens e materiais didáticos numa iniciativa de integrar esforços para conscientização sobre a Década do Oceano, proposta pela ONU.

Navegar em casa, sem sair do sofá. Mas nesse caso, não se trata somente de navegar na internet. O Instituto de Oceanografia (IO) da USP acaba de lançar uma plataforma para divulgar conteúdos selecionados sobre o mar. 

A página Oceano em Casa reúne uma série de links de fácil acesso, divididos em categorias: vídeos, áudios, reportagens (escritas), cartilhas e livros, conteúdos didáticos e culturais, sites e blogs. O material selecionado conta com a participação de docentes, funcionários e alunos do Instituto.

Página Oceano em Casa

(http://www.io.usp.br/index.php/extensao/servicos-a-comunidade/oceano-em-casa.html)

No período que vai de 2021 a 2030, a ONU estimula ações que visem gerar e divulgar conhecimento relacionado ao oceano. Além de depender do oceano para sua sobrevivência, a ação do homem sobre os mares também os influenciam. Exemplos disso são a produção de oxigênio; regulação do clima e armazenamento de carbono; além da degradação, que afeta a biodiversidade e os benefícios que o Oceano traz para a humanidade.

Fonte:Jornal da USP.

A SEMANA MUNDIAL DO CÉREBRO

A SEMANA MUNDIAL DO CÉREBRO está chegando e nós temos um convite especial para você. Com o objetivo de divulgar os avanços do estudo do cérebro pela neurociência, a Dana Foundation criou a Brain Awareness Week (Semana Mundial do Cérebro) e o Método SUPERA é um dos principais parceiros para realizar este evento no Brasil.

Neste ano, o tema da nossa live 100% gratuita será “A SAÚDE DO CÉREBRO E AS SEQUELAS DA COVID-19”. O evento contará com a presença dos especialistas Dr. Adalberto Studart Neto, que atua com Neurologia Cognitiva e do Comportamento e é médico assistente no Hospital das Clínicas da FMUSP; e Dra. Monica Sanches Yassuda, pesquisadora e professora na área de Psicologia do Envelhecimento, que atua na EACH USP.

Anota aí! O evento será no dia 17 de março, às 19h30 (horário de Brasília), e você poderá acompanhar o evento pelo Facebook e Youtube do Método SUPERA.

Acesse o link:  

segunda-feira, 15 de março de 2021

Aulas de BALLET na Torre

Sandra Pernambuco Maison Ballet - mais nova unidade do Ballet Sandra Pernambuco. Matricule sua filha(o) em um ballet de formação com professores qualificados onde ela(e) terá toda a atenção necessária e ensinamentos para seguir uma bela carreira na dança!!!

Endereço: Prala Professor Barreto Campelo, 1174, Torre, Recife/PE. Fone: (81) 3228-5331.  

https://www.instagram.com/sandrapernambucoballet/?hl=en

domingo, 14 de março de 2021

Brasil é um país que ainda carece de identidade

Gazeta da Torre

A designer Ana Couto

O Brasil é um país cujos principais símbolos – futebol, samba e carnaval – foram “construídos em cima de problemas muitos sérios”, como a desigualdade e a corrupção, e com uma sociedade que nunca se entendeu sobre os próprios valores. Não à toa, as empresas, ainda que bem-sucedidas em vendas, têm dificuldades em evoluir “na construção de valor”, avalia a designer especialista em branding, Ana Couto.

Em entrevista ao UM Brasil, plataforma multimídia composta por entrevistas, debates e documentários com grandes nomes do meio acadêmico, intelectual e empresarial, Ana Couto define o branding como um “instrumental de gestão” que, além da estratégia de marca, trabalha com o foco de enaltecer os propósitos e os valores da empresa. “Entender qual é o seu papel é muito importante hoje em dia. Ninguém quer mais só um tênis ou um chocolate. É preciso entender por que se faz algo diferenciado e com impacto positivo em todo o seu ecossistema”, salienta.

Fundadora da agência que leva o seu próprio nome e da plataforma de inovação LAJE, Ana destaca que o Brasil, apesar de possuir marcas notórias nos setores financeiro e de commodites, não tem nenhuma empresa entre as 200 mais valiosas do mundo.

“Temos um gap [lacuna] enorme deste valor intangível, tão importante para a economia. Com certeza, os gestores brasileiros precisam olhar isso de outra forma, como um instrumental de negócios”, ressalta.

Ela comenta que o mundo corporativo deve entender que o “branding é um verbo contínuo”, pois o objetivo não é mais vencer empresas rivais, mas se manter no mercado, como se estivesse em uma disputa sem fim. “Hoje, o jogo é infinito. Você não acaba a partida, o jogo não tem regras claras, não sabemos mais quem vai ganhar e quem vai perder. Não sabemos mais quem são os nossos competidores”, observa.

Com participação ativa em premiações nacionais e internacionais de design e publicidade, Ana aponta que o mundo ainda vê o Brasil tratar os seus valores de forma “muito errática”. “Temos de olhar no espelho os detratores do Brasil. Não conseguimos sair deles. Nós os penteamos, vamos sempre com eles e não resolvemos os problemas do País. Temos questões de desigualdade e de educação que são grandes detratores. Temos uma sociedade que não acorda valores. Nós não temos um valor identificado como único. Temos um país que não tem identidade própria”, frisa.

Diversidade nas organizações

A designer também indica que “o valor da empresa, hoje, é gerido por todos os públicos de interesse dela”. Neste sentido, reforça que “todo mundo deve trabalhar diversidade”, pois é um tema cobrado pela sociedade. “Os gestores já sabem que, se não estiverem endereçando estas questões, vão perder. Hoje, todo mundo está atento de que se tem que atender a isso”, pontua Ana.

Ela também comenta sobre a participação feminina em posições de destaque nas empresas. “A relação [entre] mulher e homem ainda precisa ser equalizada. Para a mulher ter sucesso profissional, ela precisa equalizar as funções dela na casa com o seu companheiro. (…) Precisamos ter um contrato mais bem dividido com toda a sociedade – e com as empresas também”, afirma.

Fonte:UM Brasil

sábado, 13 de março de 2021

Recife inicia vacinação contra covid-19 de idosos acima de 70 anos

 Gazeta da Torre

Idosos a partir de 70 anos, moradores do Recife, começaram ser vacinados contra covid-19 no sábado (13). A Prefeitura da Cidade do Recife destacou que o agendamento do novo grupo já pode ser feito.. Também foi anunciado a abertura de 10 novos leitos de UTI da rede da Prefeitura do Recife.

O agendamento deve ser realizado através do site 

www.conectarecife.recife.pe.gov.br 

ou do app Conecta Recife, disponível gratuitamente na PlayStore, para Android, e AppStore, para quem utiliza o sistema iOS. No ato da marcação, é preciso anexar comprovante de residência e o documento da identificação oficial. Esses mesmos documentos devem ser levados no dia da vacinação. Caso a pessoa seja acamada, é possível sinalizar a condição marcando a opção disponível durante o cadastro para, dessa forma, receber a visita domiciliar de uma das equipes volantes da Secretaria de Saúde.

Fonte:Prefeitura da Cidade do Recife

quinta-feira, 11 de março de 2021

Delivery transformou tendência em necessidade e continua em crescimento

 Gazeta da Torre

Segundo estudo, vários brasileiros mudaram seus hábitos alimentares durante a pandemia e começaram a comprar por delivery, sobretudo alimentos .

A produção e o consumo de alimentos se modificam ao longo do tempo. Se, no passado, a terra era o único fator de produção, hoje, a tecnologia coloca na mesa quantidade e diversidade de alimentos. Na esteira desse avanço, surge o delivery que, com a pandemia e o isolamento social, ganhou protagonismo no abastecimento de alimentos.

De diferencial, o mercado de delivery se tornou necessidade com a chegada da pandemia em 2020, estimulando o consumo e influenciando hábitos da população, seja pelo aumento de pedidos de um mesmo usuário, seja pela adesão de novos às plataformas de entrega de comida. Dados do setor mostram salto de 155% no número de usuários de março a abril do ano passado, quando o estimado para o período era de 30%. O crescimento de pedidos também acompanhou o crescimento de usuários, atingindo expressivos 975% de aumento.

Levantamento da Statista – empresa especializada em dados de mercado e consumidores –  mostra o Brasil como destaque no segmento de delivery na América Latina em 2020. O País foi responsável por quase metade dos números do delivery, 48,77%. Em seguida estão México e Argentina, com 27,07% e 11,85%, respectivamente. As previsões para 2021 são de mais crescimento e estimam um movimento de aproximadamente US$ 6,3 trilhões do delivery em todo o mundo até dezembro.

Mudanças de hábitos na pandemia

Vários brasileiros mudaram seus hábitos alimentares durante a pandemia e começaram a comprar por delivery; essa análise é de um dos maiores estudos de alimentação e saúde do País, feito pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), ligado à Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), que mostrou aumento generalizado na frequência de pedidos por frutas, hortaliças e feijão (de 40,2% para 44,6%), durante a pandemia de covid-19.

No entanto, o estudo também evidenciou, nas regiões Norte e Nordeste do País, maior consumo de alimentos ultraprocessados e produtos industrializados – com adição de ingredientes como açúcares, sais, adoçantes, corantes, aromatizantes e conservantes – entre as as pessoas com baixa escolaridade em 2020.

Exemplo de usuária que aderiu ao delivery de alimentos por conta da quarentena, a jornalista Ana Letícia Carlucci conta que utiliza esses serviços de uma a duas vezes por semana, principalmente nos finais de semana. Diz que adquiriu o hábito de comprar por delivery no início do isolamento social para proteger seus pais do novo coronavírus. A jornalista considera gastar moderadamente com o delivery e que fica feliz em saber que a comida, as compras ou outros produtos vão até sua casa sem que precise se deslocar.

Para a professora do Departamento de Ciências da Saúde e coordenadora do Laboratório de Práticas e Comportamentos Alimentares da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Rosa Wanda Diez Garcia, o consumo de alimentos é influenciado por fatores como a economia, a acessibilidade e a cultura. Diz que a condição social, a informação e os gostos podem estar atrelados à cultura e à publicidade, que têm um peso destacado nos desejos dos consumidores.

Com relação ao mercado de delivery, a professora destaca dois aspectos que julga importantes serem considerados quanto às tendências de consumo de alimentos para 2021. São eles a insegurança alimentar e o aumento da obesidade. Rosa Wanda alerta para o aumento do delivery de alimentos de baixa qualidade, como os fast-foods.

O futuro da alimentação

O professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, Edgard Monforte Merlo, acredita que o sistema de delivery é uma tendência não só no Brasil, mas no mundo, e que deve continuar. Segundo ele, esse sistema deve se desenvolver mais com a pandemia, “porque a volta ao ‘normal’ ainda está longe de acontecer”.

Merlo destaca ainda a inovação como a palavra que deve definir o setor de alimentos daqui para frente. Empresários e gestores, afirma o professor, devem ficar atentos para atender com rapidez e até antecipar as novas demandas dos consumidores. Assim, para se manterem competitivas no mercado, as empresas precisam atentar para as tendências do setor de alimentação e aos desafios gerados pelas mudanças.

Beneficiado pelo delivery, o empresário Adriano Loutz diz que seu restaurante triplicou as vendas por delivery com o início da pandemia. O faturamento, segundo o empresário, é menor que o funcionamento normal em loja física, mas que “sem o delivery teria fechado o restaurante”. Mas, mesmo voltando ao atendimento presencial, Loutz acredita que o sistema de delivery deve permanecer em um patamar de destaque, já que muitos clientes passaram a conhecer esse serviço.

Fonte:Rádio USP

terça-feira, 9 de março de 2021

A história do cartão de crédito, aprecie com moderação

 Gazeta da Torre

Em 1949, o advogado Frank MacNamara estava reunido com alguns executivos financeiros em um restaurante na cidade de Nova York e se deu conta que não estava com dinheiro e muito menos com o seu talão de cheque para pagar a conta. Ele não teve dúvidas, pegou o seu cartão de visita, assinou e se comprometeu a pagar no dia seguinte o valor que estava em aberto naquela noite. E daquele cartão de visita que abriu a possibilidade do crédito para o pagamento posterior, foi estruturado o Diners Club, já num perfil diferente do cartão de crédito que tinha surgido em 1920, em que era concedido apenas para os clientes mais fiéis de determinados estabelecimentos, com os quais se tinha uma relação confiável, uma vez que os mesmos reconhecidamente pagavam suas contas em dia.

O Diners Club fundado por MacNamara, por sua vez, era aceito em 27 restaurantes, e naquela época era usado apenas por pessoas consideradas importantes, cerca de 200 amigos do fundador. Em 1958, veio o American Express e em 1966 o cartão BankAmericard se tornou um sucesso, pois era aceito em mais de 12 milhões de estabelecimentos e, pouco tempo depois, passou a se chamar Visa. Naquele mesmo ano, foi criado o MasterCard, bandeira de cartão bastante sólida e também conhecida mundialmente.

Temos cinco marcas bastante conhecidas pelo brasileiro, consolidadas pelo tempo de mercado: Visa, MasterCard, Amex, Diners e o Hipercard, que é um caso de sucesso pela forma que surgiu, avançou e se consolidou, e mais recente, a bandeira Elo tem crescido e conquistado seu espaço.

E o brasileiro não ficaria por aí. Assim como inventou o famoso cheque pré-datado, que surgiu na década de 80, que, caso você não saiba, era uma modalidade diferente do uso padrão, pois no pré-datado o cheque ficava guardado por quem o recebeu, para que fosse creditado apenas na data combinada entre as partes, ou seja, adiante acontecia a efetivação do pagamento. Inventou também as compras parceladas no cartão de crédito, que surgiram com força e de forma pioneira por aqui e representa mais da metade do faturamento do segmento de cartões de crédito no país, o que é bastante representativo.

E aí vem a questão de educação financeira, claro, eu não podia deixar de contextualizar. O crédito é perigoso para o brasileiro, infelizmente, mas essa é a realidade. De modo geral, as pessoas não fazem uso adequado do cartão de crédito, parcelam de forma exagerada, trazendo descontrole para o orçamento.

Tanto que, normalmente, quando me deparo com algum aluno ou cliente endividado, tem ali no meio um cartão de crédito mal utilizado, o que me dá a certeza que para muitos não é uma ferramenta, mas uma arma que aterroriza a vida financeira de uma quantidade absurda de pessoas.

A oferta está cada vez maior e mais incisiva, muitas pessoas passam não só a ter, como usar mais de um cartão no dia a dia, isso aumenta a possibilidade de descontrole, de endividamento e inadimplência, tal como de assumir mais despesas com anuidade.

E os cartões com cobrança de anuidade, são vantajosos para poucos na prática, pois maior parte das pessoas não gasta o suficiente para realizar o sonho de juntar milhas para uma boa viagem. Termina que precisa aguardar mais tempo para juntar mais milhas, que logo começam a expirar, de forma que o objetivo da viagem termina indo por água abaixo.

E a cautela vai além da análise de se beneficiar com as milhas, que, diga-se de passagem, muitos gastam no cartão para juntar milhas, mas sequer sabem quando elas vencem, desconhecem a relação de milhas por dólar gasto do cartão. Pois é, assim que maior parte deles funciona: você junta milhas de acordo com o valor de sua fatura em dólar. E como vinha dizendo, a cautela vai além, precisa ser redobrada em relação às compras parceladas, que se forem feitas em grande quantidade, somam valores que muitos desconfiam.

Há uma significativa falta de organização e percepção, doce ilusão que faz acreditar que ao passar o cartão a conta está paga, mas absolutamente não está, ao digitar os 4 ou 6 dígitos, você apenas “assinou” uma promissória a pagar. Olho vivo, não faça dessa poderosa ferramenta de crédito uma extensão do seu salário, quando bem utilizado o cartão é realmente incrível, quando mal aproveitado costuma ser bem desastroso.

 https://www.instagram.com/personalfinanceiro/?hl=en

Grande abraço e até breve!

A LIBERAÇÃO MIOFASCIAL

 Gabriela Fradique, Fisioterapeuta

Quem nunca sentiu uma dor após uma atividade física intensa, estresse ou horas de trabalho?

Essas dores podem ser comuns e persistentes causadas pela alteração da fáscia ou pontos gatilhos. A Liberação Miofascial é uma técnica de terapia manual que aplica pressão em alguns pontos do corpo e ajuda a relaxar e alongar os músculos, para que haja maior liberdade entre o músculo e a fáscia. A liberação diminui a tensão na fáscia e dá fim aos sintomas.                       

BENEFÍCIOS:

-Diminui a sobrecarga e tensão músculo articular;

-Aumenta a mobilidade articular;

- Previne lesões;

- Prepara a musculatura que vai ser trabalhada;

- Melhora a circulação e a respiração;                                                     

- Ajuda na liberação do ácido lático;

- Promove mudanças progressivas nos níveis físico e emocional;

- Aumenta a consciência corporal. Relaxa a musculatura;

- Proporciona bem-estar.

Fonte: Studio Gabriela Fradique @studiogabriela.fradique (81) 98133.0505;

Rua José Bonifácio, 543, sala 10, Torre, Recife/PE. 

Gabriela Fradique – CREFITO nº170001-F

OSTEOPATIA – PILATES – FISIOTERAPIA ORTOPÉDICA – DRENAGEM LINFÁTICA – MASSAGEM.

segunda-feira, 8 de março de 2021

No pós-quarentena, uma nova relação com a beleza - As mulheres estão mais conscientes nos cuidados com cabelos, pele e corpo

 Gazeta da Torre

Controlar as emoções e manter a mente em equilíbrio foi um enorme desafio para a grande maioria dos brasileiros. A saúde mental se tornou foco com a pandemia da Covid-19.

O autocuidado foi uma das recomendações da Organização Mundial de Saúde para buscar enfrentar da melhor maneira este momento tão cheio de incertezas. De março a maio de 2020, as vendas de as vendas de antidepressivos subiram 21% em relação ao ano passado. Saúde mental e bem-estar continuam sendo tema importantíssimo agora na segunda fase da pandemia. Com a reabertura e a flexibilização do isolamento social, as mulheres, especialmente, puderam retomar os cuidados com a beleza com seus profissionais favoritos, mais que nunca, aliados fundamentais em relação à autoestima e ao bem-estar.  

Pode parecer apenas uma questão de vaidade, mas não. Este reencontro seja com cabeleireiro, manicure, dermatologista, terapeuta capilar, entre outros, está tendo um efeito importante de resgate da autoestima e de manutenção do bem estar, pilares fundamentais para a saúde mental. Segundo a psicóloga Mariana Dias, cuidar do corpo e da saúde reduz a probabilidade do desenvolvimento de doenças mentais como ansiedade, depressão e alterações no humor. “Cuidar da aparência, da alimentação, do sono faz como que a pessoa se conecte com ela mesma, e isso tem impacto direto na regulação emocional e na redução do estresse. Então, neste momento, procurar por estes tratamentos depois de tantos meses em casa simboliza também autocuidado e afeto consigo mesmo, uma autovalidação”, explica a psicóloga.

Os cuidados com a beleza no Brasil são assunto sério. As mulheres, mais que em muitos países, aderem desde cedo a tratamentos com cabelos, unhas e pele. Não à toa, estamos no quarto lugar no ranking mundial de consumo de produtos de higiene e beleza. Por ser um hábito cultural super enraizado, cuidar-se muda a percepção sobre si e confere uma sensação de bem-estar. Mas, com a quarentena, as mulheres puderam experimentar uma nova relação com a beleza. Muitas deixaram os fios brancos aparentes a contragosto enquanto outras descobriram que não se importam tanto. Muitas ficaram sem fazer as unhas e tudo bem enquanto outras estavam morrendo de saudade de uma mão bem tratada. Os padrões irreais e a perfeição deram lugar a uma aceitação e a um olhar mais complacente sobre si mesma. “Durante a pandemia não houve espaço para a vaidade,  mas a autoestima esteve preservada. Isso trouxe um novo olhar. Então as mulheres se acostumaram em se ver com cabelos brancos, unhas curtas, menos maquiagem”, observa a psicóloga. 

Por Daniela Alvarenga, médica, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

domingo, 7 de março de 2021

DIA INTERNACIONAL DA MULHER com várias atividades pela internet

 Gazeta da Torre

Para refletir sobre questões relacionadas à mulher e à luta pela igualdade de gêneros, várias unidades da USP programaram atividades especiais on-line ao longo do mês de março em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, reconhecido mundialmente como o dia 8 de março.

Dia 8 de março, das 9h às 13h - Lideranças femininas falam sobre seus desafios no simpósio Mulheres, Poder e Sociedade.

O encontro on-line promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP irá debater o papel das mulheres na sociedade contemporânea e suas contribuições sociais, políticas, econômicas, científicas, tecnológicas e culturais. Entre as convidadas estão Luiza Trajano, Mayana Zatz, Erika Hilton, Regina Silveira, Esmeralda Ribeiro, Gal Martins, Vanderlan Bolzan e Soraya Chung Saura.

O evento é gratuito e aberto a todos os interessados, mas para receber o atestado de participação é necessário fazer uma inscrição prévia na página  https://prceu.usp.br/noticia/simposiomulheres/

Confira a programação neste link https://jornal.usp.br/universidade/liderancas-femininas-falam-sobre-seus-desafios-no-simposio-mulheres-poder-e-sociedade/

Transmissão neste link:https://www.youtube.com/watch?v=3II71wPIsUg

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Dia 8 de março, das 8h30 às 20h - Trajetória das mulheres na ciência: evento destaca pesquisadoras da USP.

A Pró-Reitoria de Pesquisa e o Escritório de Carreiras (ECar) promovem a jornada Mulheres na Ciência, evento dedicado a discutir a carreira das mulheres na ciência e homenagear as pesquisadoras da USP. Além de contar com a participação do reitor Vahan Agopyan e outros dirigentes da Universidade, a jornada tem uma programação com oficinas e debates, que serão realizados virtualmente e transmitidos pelo YouTube.

Também haverá a entrega do Prêmio Mulheres na Ciência – Destaques 2020, para as dez pesquisadoras da USP que se destacaram no ano passado com trabalhos relacionados ao combate da pandemia da covid-19.

A transmissão das oficinas será pelo Canal do Ecar no Youtube, neste link https://www.youtube.com/channel/UCfsDsbQ03UuuvSA532sXb7A. Os debates e a premiação podem ser acompanhadas ao vivo pelo Canal USP no YouTube, neste link https://www.youtube.com/channel/UCN1ihdoKXeixzYi7Hyp4WwQ

Confira a programação aqui.https://jornal.usp.br/universidade/trajetoria-das-mulheres-na-ciencia-evento-destaca-pesquisadoras-da-usp/

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De 8 a 19 de março, em vários horários - Desafios de gênero e capacitação.

Ao longo do mês de março, a Escola Politécnica da USP e organizações ligadas a alunos e ex-alunos da Poli promoverão uma série de atividades para marcar o Dia Internacional da Mulher. São palestras, workshops, cursos especificamente pensados para mulheres, abrangendo como enfrentar os desafios de gênero por meio da capacitação das futuras engenheiras, além de debates e reflexões sobre o assunto.

O Painel de Abertura contará com a participação da diretora da Poli, Liedi Bernucci, e das professoras Maria Eugenia Gimenez Boscov e Roseli de Deus Lopes, ambas professoras da Poli. O encerramento será realizado com a professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Eva Blay.

A programação completa será divulgada no site da Poli neste link.https://www.poli.usp.br/evento/mes-da-mulher-na-poli-usp

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Dia 8 de março, às 19 horas - Um encontro sobre mulheres nas ciências exatas.

O evento virtual Minervona será realizado pelo Clube Minerva como comemoração do Dia Internacional da Mulher e do aniversário de 1 ano do Clube que se dedica a incentivar o interesse para formação de mulheres em carreiras STEM (áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática). Haverá a apresentação do Clube e de iniciativas parceiras, além de um bate-papo com professoras da Escola Politécnica da USP.

As inscrições podem ser feitas aqui até o dia 7 de março mas não são obrigatórias, elas servem para mapear o perfil do público. Qualquer pessoa pode ter acesso ao evento pelo canal do Youtube https://www.youtube.com/channel/UCrgf95w09M0EDtvh5yR8Ksw

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Dia 8 de março, às 16 horas - Bate-papo com mulheres inovadoras.

Para mostrar mulheres que fazem a diferença quando o assunto é inovação, o Supera Parque de Inovação e Tecnologia, ligado à USP de Ribeirão Preto, vai realizar um bate-papo com Cris Miura (da Pontue Redação Inteligente) e Rebeka Cunha (da People Health e CIAware).

O evento será transmitido pelo Canal do Youtube do Supera Parque neste link https://www.youtube.com/channel/UCROOn2LEkYCtiKjHB0Eihyw

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Dia 12 de março, a partir das 17h - Depoimentos que empoderam.

A Comissão de Direitos Humanos do Instituto de Ciências Biomédicas promoverá duas atividades no dia 12/03 (sexta-feira), a partir das 17h. Na primeira atividade, Empoderamento, convidadas apresentarão vídeos de até 10 minutos sobre as suas áreas de atuação e os desafios que enfrentam diariamente como mulheres. As participantes terão de 5 a 10 minutos para responder perguntas.

Para a segunda parte do evento, mulheres serão convidadas a gravar vídeos de até 5 minutos sobre seus trabalhos em áreas artísticas, como dança, pintura, música, literatura e afins. Também são bem-vindos vídeos em homenagem às mulheres, enviados por terceiros.

Os vídeos serão apresentados no evento e divulgados nas redes sociais da CDH. Interessadas devem enviar os vídeos em formato mp4 para o e-mail cdh.icb@gmail.com até o dia 08/03. O evento é aberto a todos e será transmitido pelo Youtube neste link https://www.youtube.com/channel/UCOZIt2zIO6d9kyLeqq31Unw

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Dia 11 de março, às 14 horas / Durante o mês nas redes sociais - Feminismos na academia.

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, palestras, mesas e oficinas foram organizadas na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) para debater os desafios contemporâneos e as contribuições das mulheres na ciência:

Feminismos na Academia: militância e pesquisa é um encontro dos grupos de pesquisa e coletivos feministas da FFLCH que acontecerá dia 8, segunda-feira, às 19 horas. A transmissão será pelo Canal da FFLCH no Youtube neste link https://www.youtube.com/watch?v=wS8liKkBzAA

Elas no PPGF é um evento do Programa de Pós-Graduação em Geografia Física da FFLCH que conta com palestras e uma mesa redonda que abordam relacionadas à participação feminina nessa área de estudo. O encontro acontece no dia 11 de março, às 14 horas, com transmissão pelo Youtube, neste link https://www.youtube.com/watch?v=qZCWhjMAQt4

O Facebook do Programa também traz uma série de depoimentos com pesquisadoras da área de geografia física, veja aqui https://www.facebook.com/ProgramaDePosGraduacaoEmGeografiaFisicaDaUsp/

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Dia 8 de março, das 18h às 19h / Durante o mês nas redes sociais - Narrativas de protagonistas em museus.

O Museu Republicano de Itu (MRI) vai realizar uma série de encontros virtuais na série “Mulheres, acervos e Museus em Itu/SP”. É necessário fazer inscrição neste link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfl-MLdqtUb2rrPfCAi7yUyrMnPBSpZP0VSbmTeXjdRL9s51g/closedform e as vagas são limitadas aos 100 primeiros inscritos. A transmissão será pela plataforma Google Meet e os links dos encontros serão enviados pelo e-mail cadastrado na inscrição. Confira a programação:

8 de março, das 18h às 19h – “Narrativas das mulheres negras ituanas: apontamentos de uma pesquisa”, com a Claudete de Sousa Nogueira.

14 de março, das 10h às 12h  – “Dona Ignácia Joaquina Correa Pacheco e Anna Escobar de Moraes Lima: duas mulheres nos museus ituanos”, com Fernanda Cristina de Morais e Luís Roberto da Rocha de Francisco.

15 de março, das 18h às 19h – “Nicolina Vaz de Assis: a escultura como profissão”, com Ana Paula Simioni Cavalcanti.

22 de março, das 18h às 19h – “O espartilho e a história das mulheres no Brasil: um caso de opressão”, com Priscila Nina Fernandes, e “A indumentária masculina no guarda-roupa feminino, Brasil (1851-1911)”, com Guilherme Domingues Gonçales.

25 de março, das 18h às 19h –  “Justiça e Mulheres em Itu no século XIX: acervos do Museu Republicano Convenção de Itu/MP/USP”, com Aline Antunes Zanatta.

29 de março, das 18h às 19h – “Gênero e Profissão Farmacêutica em São Paulo: a trajetória de duas farmacêuticas ituanas (1895 -1917)”, com Isabella Bonaventura de Oliveira.

O MRI também está fazendo durante todo o mês de março uma série de postagens sobre as mulheres protagonistas na história do Museu Republicano. Confira no Facebook do Museu: www.facebook.com/museurepublicano.

Fonte:Jornal da USP

Mulheres não podem perder conquistas do mercado de trabalho no pós-pandemia

 Gazeta da Torre

A pandemia continua dificultando a vida e o sustento das pessoas no mundo todo, mas é evidente que a COVID-19 e a recessão econômica afetam muito mais as mulheres.

De acordo com um relatório da empresa de consultoria em gestão McKinsey & Company e o grupo de defesa das mulheres LeanIn.Org, os trabalhos exercidos por mulheres são 1,8 vez mais vulneráveis a essa crise do que os exercidos por homens. Embora ocupem 39% do mercado de trabalho global, as mulheres representam 54% das demissões gerais por conta do coronavírus.

“As mulheres, especialmente negras e pardas, correm mais riscos de serem demitidas ou afastadas durante a crise da COVID-19, o que pode estagnar suas carreiras e afetar negativamente a segurança financeira”, afirma o relatório.

A pandemia intensificou os desafios que as mulheres já enfrentavam. Mães que trabalham fora tiveram que se virar com trabalho, filhos e tarefas domésticas, sem o suporte que tornava essa vida possível, como creches e escolas. Muitas tentam cumprir o horário de trabalho integral de casa e cuidar das crianças ao mesmo tempo.

Pesquisadores do Instituto de Estudos Fiscais e do Instituto de Educação da UCL entrevistaram 3.500 famílias de pais de gêneros opostos e concluíram que as mães cuidam das crianças, em média, durante 10,3 horas por dia — 2,3 horas a mais que os pais. Além disso, as mulheres cuidam da casa por 1,7 hora a mais que os homens.

Uma em cada quatro mulheres pensa em fazer uma pausa na carreira ou abandonar completamente o mercado de trabalho devido ao impacto da COVID-19. Com isso em mente, é mais importante do que nunca que as empresas ofereçam o suporte adequado para garantir que a equidade de gênero no ambiente de trabalho não seja um ideal ainda mais distante.

“As empresas devem apoiar as mulheres para garantir que o equilíbrio entre os gêneros não seja prejudicado para sempre”, afirma Caroline Whaley, cofundadora da Shine for Women, uma agência de consultoria para mulheres e empresas voltada para a promoção da equidade de gênero.

Desenvolver e adotar um novo estilo de liderança centrado na inclusão pode ajudar a compensar o impacto negativo da COVID-19 sobre as mulheres. "Para isso acontecer, é preciso oferecer modelos de trabalho flexíveis para que as funcionárias com compromissos familiares não desistam, seguir as metas e divulgar dados sobre diversidade e salário", explica Whaley.

A COVID-19 forçou empresas do mundo inteiro a se adaptar e investir no home office — pelo menos no curto prazo. Embora essa transição para o trabalho remoto tenha sido muito rápida em muitas organizações, muitas outras afirmaram que planejam manter essa modalidade após a pandemia, como o Facebook (FB). Com essa flexibilidade, seja trabalhando em casa ou ajustando os horários de trabalho para conciliar com a criação dos filhos, as mulheres têm a chance de continuar trabalhando sem deixar de lado outras responsabilidades com a família.

Também é importante criar redes de apoio para as funcionárias, como sessões de coaching ou acesso a ferramentas de desenvolvimento pessoal on-line.

“Com esses recursos, as funcionárias podem dedicar tempo para aperfeiçoar uma competência e ganhar confiança. Em uma pesquisa recente, perguntamos às mulheres como elas viam a situação atual, o que elas almejavam para a vida pessoal e profissional depois do lockdown e o que pensavam sobre carreira e desenvolvimento pessoal”, contou Whaley.

“Os resultados revelaram que mais de 64% das mulheres que trabalham em período integral querem adquirir novos conhecimentos e investir em desenvolvimento pessoal para se preparar para o futuro em um mercado de trabalho cheio de incertezas”, completa ela.

Além disso, investir em jovens talentos é fundamental após os efeitos da COVID-19. Em outubro de 2020, um estudo da London School of Economics apontou que os jovens do Reino Unido têm o dobro de probabilidade de perder o emprego em comparação com profissionais mais velhos. Mais de uma em cada 10 pessoas entre 16 e 25 anos de idade perderam o emprego, enquanto apenas seis em cada 10 passaram a ganhar menos desde o início da pandemia.

“Os jovens, principalmente as mulheres, correm o risco de perder a confiança, e isso pode afetar o futuro de uma empresa em longo prazo. No trabalho remoto não há capacitação presencial, e as chances de um jovem aprender e se inspirar em colegas mais experientes são menores. Este é o momento para as organizações assumirem o controle e se prepararem para desenvolver os funcionários e não desperdiçar talentos”, analisa Whaley.

Fonte:Yahoo Finanças