Rua Manoel Bezerra, 326
Madalena, Recife.
Mais informações e reservas:
☎ (81)
98600-9795 ou 98775-3760
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Gazeta da Torre
Escassez de meios naturais de drenagem afeta o combate a
enchentes e ilhas de calor, segundo Alejandro Dorado, pesquisador do Centro de
Síntese Cidades Globais do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP
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| Recife, área urbana, em dia de chuvas fortes |
Essa situação reforça a falta de investimento em meios
sustentáveis de resolução de problemas ambientais e humanos, como as enchentes.
Alejandro Dorado, pesquisador do Centro de Síntese Cidades Globais do Instituto
de Estudos Avançados (IEA) da USP, conta sobre os tipos de drenagem sustentável
existentes hoje. “A drenagem urbana sustentável é um conjunto de soluções que
buscam imitar o ciclo natural da água. Os principais tipos atualmente são os
pavimentos permeáveis, por exemplo, pisos que permitem infiltração de água,
como um concreto poroso. Também existe a implementação de telhados verdes, que
são coberturas colocadas na parte de cima dos edifícios, com vegetação que
retém e filtra a água da chuva. Além dos conhecidos wetlands” ou áreas verdes,
áreas úmidas e artificiais com plantas aquáticas, que podem tratar a água
pluvial ou esgoto de uma forma natural.”
Atraso evidente
A drenagem sustentável difere dos meios tradicionais pelo
seu objetivo final. Enquanto meios naturais buscam reter, tratar e filtrar a
água localmente, em sua maioria, vias mais antiquadas e ultrapassadas tendem a
escoar rapidamente a água da chuva para longe, para rios ou lagos. De acordo
com o pesquisador, por mais que resolvam a questão em um curto período de
tempo, métodos tradicionais causam grandes problemas a longo prazo, como
poluição, impermeabilização do solo e degradação ambiental. Assim, os baixos
índices de adesão dos municípios brasileiros em vias sustentáveis demonstra o
atraso nacional na questão.
No País, segundo a pesquisa, os meios naturais de
drenagem que predominaram foram as valas de infiltração (40,8%), seguidas pelos
parques urbanos (35,3%). A drenagem se divide em dois tipos: micro e
macrodrenagem. A primeira disciplina a água das chuvas na área urbana através
dos pavimentos das ruas, guias e sarjetas, bocas de lobo, poços de visita,
entre outros. Já a segunda diz respeito aos canais que recebem as águas da
microdrenagem e são responsáveis pelo escoamento final das águas através dos
canais naturais ou artificiais.
As políticas públicas
Tendo em vista os problemas ambientais e urbanos sofridos
por grande parte das cidades brasileiras, como as enchentes e ilhas de calor, é
imprescindível investimentos em drenagem sustentável. “Ampliar o uso de
mecanismos naturais é fundamental, por várias razões: para a redução de
enchentes, para a melhoria da qualidade da água, aumento da resiliência
climática, a valorização ambiental e social, a redução de custos a longo prazo
e, finalmente, a conservação da biodiversidade”, afirma Dorado.
Iniciativas nacionais, como a Política Nacional de
Saneamento Básico, têm estimulado as cidades brasileiras a adotarem meios
naturais para drenar as águas, advindas da chuva ou não. Contudo, para o
pesquisador, as políticas públicas ainda são muito incipientes e desiguais ao
redor do País. “Eu diria que os métodos naturais de drenagem são instrumentos
de cuidado social, adaptação climática e saneamento ambiental integrado e que
precisam de políticas públicas mais robustas e integração entre urbanismo, meio
ambiente e saneamento para poder expandi-los.”
Fonte: Jornal da USP
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Gazeta da Torre
Eduardo Rocha dá dicas de como proteger os olhos nos
meses mais frios, como julho e agosto, propensos às doenças oculares
As estações do ano não são mais as mesmas. Em alguns
locais, o inverno é extremamente rigoroso, enquanto em outros a estação do frio
passa praticamente despercebida. Mas independentemente dessa nova realidade, no
período mais frio do ano algumas doenças relacionadas aos olhos, principalmente
à superfície ocular, são mais frequentes. Eduardo Rocha, oftalmologista,
professor da USP de Ribeirão Preto e colunista da Rádio USP, explica que isso
acontece porque “há uma queda da umidade do ar, diminuição da temperatura e um
aumento das partículas suspensas. Isso não acontece simplesmente na mudança do
calendário”. As alterações ambientais vão acontecendo ao longo das semanas e
meses, algumas estações de frio são mais severas do que outras, fazendo com
que, principalmente nos meses mais tardios do inverno, junho, julho e agosto,
esses sintomas apareçam. As crianças costumam apresentar mais quadros
alérgicos, já os adultos e idosos estão propensos a problemas relacionados ao
ressecamento, explica o professor.
Os principais sintomas das alergias são: lacrimejamento,
vermelhidão e, muitas vezes, vontade de coçar os olhos. Nos adultos, o
ressecamento também ocasiona vermelhidão e muitas vezes predomina a sensação de
areia, olhos raspando, olhos pesados no lugar da coceira. O professor Rocha
destaca que ao invés de tratar o melhor é prevenir: “Evitar lugares fechados há
muito tempo, evitar vento direto sobre os olhos, excessiva exposição
ultravioleta, por exemplo, no sol, que acaba sendo mais tolerado porque o tempo
está frio, mas por outras vezes acaba excedendo no tempo de exposição”. Para o
conforto dos olhos, ele recomenda a compressa fria, chamada também de boa e
velha receita da vovó, enxaguá-los com água limpa e, em algumas situações, o
uso de lubrificantes oculares ou colírios de lágrima artificial pode resolver
grande parte dos casos de irritabilidade. No entanto, a persistência do
desconforto por um ou mais dias, com diminuição da visão e embaçamento
persistente, faz com que o caso precise ser examinado por um especialista.
Mais sensíveis ao frio
O frio torna os olhos mais sensíveis, o que faz com que
haja lacrimejamento para promover aquecimento da superfície. De acordo com
Rocha, há pessoas mais ou menos sensíveis ao frio e isso não necessariamente
significa uma doença, mas mais uma variação como tantas outras existentes entre
as pessoas.
Os óculos podem servir como uma proteção aos olhos em
várias situações, destaca o oftalmologista. “Ele pode servir de proteção ao
excesso de ultravioleta, para ventos que
carregam poeira excessiva e acabam ressecando a superfície. Lentes de contato
precisam ser usadas com mais cautela, porque, num período de ressecamento, os
olhos são propensos a terem mais intolerância às lentes. Doenças bacterianas,
que são uma grande preocupação da população, são infrequentes. As virais, às
vezes por aumento do confinamento das pessoas em lugares fechados, mais tempo
juntas, por causa do frio, faz com que elas sejam propagadas, assim como
resfriados, infecções de vias aéreas. Mas para isso cuidados e repouso tornam
esses problemas rapidamente reversíveis.”
Fonte: Jornal da USP
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Não lembra onde colocou as chaves, esquece datas e compromissos importantes, sensação de cansaço mental, irritabilidade e dificuldades para dormir. Esses sinais cada vez mais comuns na vida das pessoas são sintomas de um mal dos nossos tempos: o chamado brain rot (ou apodrecimento cerebral em livre tradução).
“A rotina muito
agitada, o excesso de informação, a falta de tempo para o autocuidado, o mau
gerenciamento do estresse e a falta de estímulo cognitivo sobrecarrega o
cérebro, que passa a economizar energia, daí o cansaço mental”, explica
Patrícia Lessa, diretora pedagógica do Supera.
O brain rot está diretamente relacionado ao estilo de
vida contemporâneo, com excesso de telas, uso indevido da tecnologia, pouco
tempo de descanso efetivo, sedentarismo e alimentação deficitária. “Conteúdos
como vídeos curtos, memes, textos rasos não desafiam o cérebro e ele precisa de
desafios para funcionar como tem que ser”, avalia Patrícia.
7 dicas para evitar o brain rot
Entre as alternativas possíveis para eliminar essa
sensação de apodrecimento do cérebro você pode:
• Oferecer novos estímulos ao cérebro: atividades que
priorizem foco, atenção off-line são fundamentais para manter o cérebro ativo;
• Limitar o tempo de tela: os aplicativos e smartphones
já possuem recursos para ajudar nessa missão;
• Praticar o consumo consciente de notícias: é possível
escolher boas fontes de informação para evitar falácias e bolhas de
desinformação;
• Desconectar digitalmente: escolher um ou mais dias na
semana para ficar longe do celular, do tablet, do computador e das redes
sociais;
• Pausar: fazer pausas regulares ao longo do dia (de
preferência em contato com a natureza) ajuda o cérebro a descansar;
• Praticar exercício físico: movimentar o corpo ajuda a
liberar endorfina, que alivia o estresse e regula o humor;
• Interagir socialmente: encontrar amigos e familiares para um bate-papo descontraído, para partilhar bons momentos é fundamental para garantir qualidade de vida e um cérebro saudável. O AFETO CURA.
O que é o Supera?
O Supera é uma empresa de estimulação cognitiva fundamentada na neurociência e com comprovação científica. Possui um método dinâmico e inovador que promove o desenvolvimento contínuo e transformador. É essencial para pessoas de todas as idades, que buscam melhor desempenho, qualidade de vida e longevidade, mantendo o cérebro ativo e saudável.
Para reflexão:
Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro
promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio
interior.
“DALAI LAMA”
Você sabia que:
O cérebro não tem receptores de dor, é por isso que neurocirurgias podem ser feitas enquanto o paciente está acordado.
Reposta do desafio de Abril:
Qual é a palavra que só tem 3 letras e acaba com tudo?
Resposta: FIM
Desafio de Maio:
Um casal tem 4 filhos, cada menino tem uma irmã. Quantas
pessoas há na família?
Resposta na próxima edição.
Serviço:
Método Supera - Ginástica para o Cérebro
Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP
02-4270)
Unidade Madalena
Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.
Telefone: (81) 30487906 – 982992551 WhatsApp
Gazeta da Torre
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| Hotel Central |
A relação afetiva com o Hotel Central, no Recife, levou a
cozinheira Rosa Maria do Nascimento, 60 anos, a evitar que o estabelecimento
encerrasse as atividades em um momento crítico. Os antigos donos haviam
decidido que o local pararia de funcionar em 1º de junho de 2020, durante a
pandemia da covid-19.
Diante da iminência de o tradicional empreendimento
fechar as portas, Dona Rosa – como é mais conhecida – tomou uma decisão:
assumiu a administração do primeiro hotel de luxo da capital pernambucana.
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| Dona Rosa, atual administradora |
Hoje, o Hotel Central tem 23 funcionários. “A grande
diferença é a história que ele adquiriu ao longo do tempo. O valor que teve
para Pernambuco e, principalmente, para o Recife por gerar renda, emprego e
contribuir com imposto para o Estado”, afirma.
O hotel foi o primeiro emprego de Dona Rosa com carteira
assinada, aos 18 anos, como auxiliar de cozinha. “Comecei muito cedo fazendo
pequenos trabalhos e ganhava bem pouquinho só para ajudar a criar minhas
filhas, pois fui mãe muito cedo, aos 14 anos”, disse.
A empresária seguiu os passos da mãe, que era camareira
do hotel. Suas duas irmãs também exerceram a profissão.
O estabelecimento fica na avenida Manoel Borba, 209, Boa
Vista, área central do Recife. Foi fundado pelo empresário greco-suíço
Constantin Aristide Sfezzo em 31 de outubro de 1928.
A arquitetura Art Nouveau e a altura de 35,7 metros
fizeram o primeiro edifício arranha-céu da cidade despontar como um
diferencial.
Celebridades
Várias personalidades já se hospedaram no Hotel Central
durante a passagem pelo Recife. Estão entre os nomes:
• Getúlio Vargas – presidente do Brasil de 1930 a 1945 e
de 1951 a 1954;
• Carmen Miranda – cantora, dançarina e atriz luso-brasileira;
• Roberto Carlos – cantor e compositor brasileiro.
Tombamento
Em novembro de 2017, o Conselho Estadual de Preservação
do Patrimônio Cultural aprovou o tombamento do Hotel Central.
Por Houldine
Nascimento - Do Poder360
Gazeta da Torre
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| Um momento histórico para nosso FREVO |
O longa disputa a Palma de Ouro, principal prêmio da
mostra e é o único representante latino-americano na competição.
Estreia de 'O Agente Secreto' do cineasta pernambucano
Kléber Mendonça Filho leva Pernambuco e frevo ao tapete vermelho de Cannes.
Diretamente do Festival de Cannes, o arrastão do frevo
tomou conta do tapete vermelho, o cortejo contou com orquestra e passistas do
grupo Guerreiros do Passo, que desfilaram e dançaram com o elenco da obra.
Estampado com o nome do filme, o estandarte levado
durante o desfile teve a reprodução dos vitrais do Cinema São Luiz, cinema de
rua histórico e tradicional do Recife.
Em entrevista ao G1, Kléber Mendonça destaca que a
performance do grupo foi uma das coisas mais lindas que aconteceu em sua vida
nos últimos anos.
"É uma real transposição de música e de energia para
uma outra cultura, que é a da França. A gente fazer isso em Cannes fala muito
da força da música, da dança e do cinema".
O longa disputa a Palma de Ouro, principal prêmio da
mostra e é o único representante latino-americano na competição.
Estrelado por Wagner Moura, a trama se passa no Recife de
1977, onde um homem tenta recomeçar a vida enquanto é vigiado pelos vizinhos.
Após sua exibição, o filme foi aplaudido por 13 minutos.
A participação pernambucana integra o projeto Pernambuco
celebra França, promovido pelo Governo do Estado no contexto do Ano Cultural
Brasil-França.
A secretária de Cultura, Cacau de Paula, acompanha a
programação na França, que inclui ainda a estreia do Brasil na Bienal de
Artesanato Révélations, em Paris, com a presença de artistas de Pernambuco,
Paraíba e Ceará.
Fonte:CBN
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Gazeta da Torre
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| Ely Madureira em seu Espaço Cultural Foto: Gazeta da Torre |
Neste mês de maio, nosso compositor Ely Madureira deu
adeus. O sepultamento aconteceu hoje (16) no cemitério de Santo Amaro - Recife.
Sua amizade e suas canções foram um
presente que nós sempre vamos valorizar e lembrar. O famoso e premiado compositor
Ely Madureira, nasceu em Recife, bairro da Madalena. Desde jovem começou a
gostar de música e fazer versos, daí surgiram as primeiras composições. Autor
do hino da troça carnavalesca ‘Mista Cabeça de Touro’ e do ‘Bloco Lírico
Bonde’. Participou de várias Recifrevo, foi premiado com os frevos ‘PIQUE
TOTAL’ e ‘SONHO DOURADO’. Foi participante ativo do Bloco Cordas e Retalhos,
presenteando o Bloco com os frevos: ‘RETALHOS PELO CHÃO’, ‘ALINHAVANDO SONHOS’
e ‘FLOR DA MADRUGADA’.
Ely Madureira foi integrante do CEMCAP (Centro da Música
Carnavalesca de Pernambuco), onde gravou vários frevos, entre eles ‘CADÊ MARIO
MELO’ com o coral Levino Ferreira, ‘RECORDANDO’ com o coral Edgard Moraes e
‘ALEGRE REGRESSO’ com o coral Stallo. No carnaval de 2009, foi homenageado no
Aurora dos Carnavais, pela participação no progressivo sucesso nos 10 anos de
Lirismo. Já no carnaval 2012, participou dos acertos de marchas carnavalescas
do Bloco da Saudade no Clube Náutico Capibaribe com o frevo ‘SAUDADE VAI
PASSAR’. Foi sempre participativo, com suas belas composições para o nosso
querido carnaval recifense.
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| Amigos da música: (esq.p/ dir.) Humberto Vieira, Charuto, Ely Madureira e Walmir Chagas (o Véio Mangaba). Foto:Gazeta da Torre |
O compositor sempre recebeu em seu Espaço Cultural no
Mercado da Madalena vários compositores da nata do Frevo, como Bráulio de
Castro, Humberto Vieira, Rogério Carneiro, Luiz Moneta entre outros. No espaço,
acontecia um bate-papo ao som do frevo. As visitas dos seus amigos compositores
em seu espaço forneciam inspiração à criação de composições que enriqueceram
ainda mais o nosso carnaval e que sempre serão lembradas.
Gazeta da Torre
Gazeta da Torre
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| Centro do Recife |
Todo ano é a mesma coisa: chega o verão e a cidade sofre
com as chuvas e as inundações, com as consequentes perdas de vida e prejuízos
materiais. O professor Paulo Saldiva (USP) vê como um dos principais motivos de
tanto estrago o erro histórico da ocupação das calhas dos rios para a
construção de avenidas. “Nós não respeitamos as várzeas dos rios, que
normalmente foram feitas para para acomodar esses períodos de inundação.” Um
outro problema é o da formação de ilhas de calor, que acabam levando as chuvas
para as regiões mais impermeabilizadas da cidade.
Para a solução dos problemas trazidos pelas chuvas,
Saldiva aponta medidas como a elaboração de um projeto de longo prazo de
drenagem urbana, de desimpermeabilização do solo e recuperação das áreas
verdes. Claro que tais medidas dependem de políticas de médio e de longo prazo.
“Políticas de médio e de longo prazo são artigo em falta nas prateleiras dos
nossos políticos, porque eles gostam de fazer coisas possíveis de serem
inauguradas no seu mandato, para favorecer a sua reeleição”, sentencia Saldiva.
*Paulo Saldiva - Diretor do Instituto de Estudos
Avançados da USP e professor visitante na Faculdade de Saúde Pública de Harvard
Fonte: Jornal da USP
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Gazeta da Torre
Neste domingo, 11/05, em seus apelos após rezar o Regina Caeli,
o Pontífice pediu uma solução justa e duradoura para a Ucrânia, o fim dos
combates em Gaza e um acordo estável entre Índia e Paquistão. Ao saudar os
inúmeros fiéis na Praça São Pedro, homenageou as mães: “Uma oração também por
aquelas que estão no céu”.
Após a oração mariana do Regina Caeli, neste domingo, 11
de maio, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos aproximadamente 100 mil fiéis reunidos
na Praça São Pedro com palavras de solidariedade e súplica, clamando pela paz
nas regiões dilaceradas por guerras e violências. Em seu apelo, recordou os
horrores da Segunda Guerra Mundial e pediu um compromisso renovado dos líderes
mundiais em favor da paz:
“A imensa tragédia da Segunda Guerra Mundial terminou há
80 anos, em 8 de maio, depois de causar 60 milhões de vítimas. No atual cenário
dramático de uma terceira guerra mundial em pedaços, como tantas vezes afirmou
o Papa Francisco, também eu me dirijo aos poderosos do mundo, repetindo o apelo
sempre atual: 'Nunca mais a guerra!'”
Com coração pastoral, o Papa manifestou proximidade
especial a alguns territórios particularmente marcados por conflitos:
“Trago em meu coração os sofrimentos do amado povo
ucraniano. Que se faça todo o possível para se alcançar, o quanto antes, uma
paz autêntica, justa e duradoura. Que todos os prisioneiros sejam libertos e
que as crianças possam retornar às suas famílias.”
Em seguida, referindo-se à grave situação humanitária no
Oriente Médio, o Santo Padre fez um pedido: “Dói-me profundamente o que
acontece na Faixa de Gaza. Cesse imediatamente o fogo! Que seja prestado
socorro humanitário à população civil exausta e que todos os reféns sejam
libertos”.
Em contraste com as regiões ainda em conflito, Leao XIV
manifestou esperança diante de recentes avanços diplomáticos no sul da Ásia:
“Recebi com satisfação o anúncio do cessar-fogo entre Índia e Paquistão e
espero que, por meio das próximas negociações, se possa em breve chegar a um
acordo duradouro”. O Papa concluiu sua exortação confiando seus apelos à
intercessão de Maria:
Quantos outros conflitos existem no mundo! Confio à
Rainha da Paz este apelo comovido, para que seja Ela a apresentá-lo ao Senhor
Jesus, a fim de obtermos o milagre da paz.”
Fonte: Vaticano News
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Gazeta da Torre
Ao mesmo tempo em que proporciona alegria, para muitas
pessoas a concretização de um sonho, a maternidade pode vir acompanhada de
medos, dúvidas, carências e dificuldades, principalmente na primeira gestação.
Não são raros os casos de depressão pós-parto, por exemplo, quando esses
sentimentos deixam de ser administrados. Afinal, tudo é novidade.
Muitas são as transformações no corpo e na mente da
mulher, que se juntam às preocupações com a criança e o emprego. Embora ninguém
esteja pronto para ser mãe até que aconteça, existem orientações que podem ser
úteis na fase gestacional à primeira infância, mas é preciso coragem para pedir
ajuda.
Hoje são tantas atribuições, cobranças e julgamentos que
as mães costumam enlouquecer tentando dar conta de tudo com êxito. A área
profissional é questionada. “Será que volto ao trabalho ou empreendo para ficar
mais perto das crianças?”.
As que se diziam amigas, companheiras de balada, se
distanciam, e não são poucas as situações em que a mulher se vê sozinha, sem
qualquer tipo de apoio para criar e educar os seus filhos. Em meio a esse
turbilhão de emoções, ela precisa, ainda, aceitar o seu novo corpo e se
preparar para receber o bebê em todos os aspectos. No silêncio da maternidade,
fica essa mistura de felicidade e busca por respostas.
Estamos na era da informação, mas por que as mães não
procuram entender o que se passa por dentro? É necessário aprender a lidar com
os sentimentos, ter inteligência emocional, para se entregar à maternidade na
sua plenitude e aproveitar essa nova experiência. A mulher deve estar em
harmonia consigo e com todos os seus papéis, seja de mãe, esposa, filha, amiga,
irmã e profissional, acolhendo o neném com confiança. Mesmo após o nascimento
surgem outros questionamentos: “Como será daqui em diante? De que forma vou
educar o meu filho?”, principalmente no tempo em que vivemos e frente às novas
tecnologias.
O que tenho observado é um uso desenfreado de smartphones
por crianças e adolescentes, sem equilíbrio e monitoramento. Mas o que está por
trás disso? Uma mãe cansada, sem rede de apoio, com funções diversas, que
geralmente passa o dia trabalhando para suprir as necessidades físicas da sua
família. Quase não há mais brincadeiras espontâneas, diálogo e refeições sem
celular. Daí vemos jogos terríveis influenciando os
nossos meninos e as nossas meninas. Tenho dito e repito: Faça de tudo para
estabelecer um momento de ouro com o seu filho. Toque, abrace, ame, beije,
converse, procure saber sobre o seu dia e os seus amigos, eduque, nem que seja
por alguns minutos da sua rotina. Vai valer a pena.
Feliz Dia das Mães!
* Jéssica Costa é orientadora educacional. Certificada pelas Universidades Cambridge e Michigan.
- divulgação -
Gazeta da Torre
Aquelas com mais idade, escolaridade e renda mostraram
algum conhecimento sobre os impactos dessa fase na vida dos filhos.
Superproteção, menor busca por informações e descontrole no uso de eletrônicos
pelas crianças foram mais presentes nas mães de primeira viagem e nas mais
jovens
O ambiente em que uma criança vive, desde a concepção até
os seis anos de vida (primeira infância), afeta diretamente na saúde, na
aprendizagem, no comportamento e até na longevidade delas. Uma pesquisa
realizada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP mostrou que
as mães, principalmente as de primeira viagem, não compreendem a relevância dos
cuidados necessários nessa fase para o futuro das crianças. Essas mulheres não
só desconhecem que as circunstâncias do ambiente doméstico afetam o
desenvolvimento humano, como não buscam por informações sobre cuidados
infantis, diz a enfermeira Ellen Cristina Gondim, responsável pelo estudo, que
acompanhou 144 gestantes do último trimestre da gravidez até o primeiro ano de
vida de seus filhos.
Participaram da pesquisa mães jovens adultas, entre 18 e
35 anos, casadas ou em união estável, com ensino médio completo e cadastradas
em uma das 12 unidades com estratégia de saúde da família do distrito oeste de
Ribeirão Preto, em São Paulo. “Entendendo os primeiros anos de vida como
essenciais para todo o processo de desenvolvimento humano, procuramos saber o
que ela sabia e o que efetivamente promoveu de cuidados para a criança”, conta
a pesquisadora.
As mães foram avaliadas através de visitas domiciliares e
respostas de questionários para conhecer realidades sociodemográficas,
econômicas e obstétricas, além dos saberes quanto ao desenvolvimento saudável
da criança. Como resultado, Ellen observou que apenas aquelas com mais idade,
escolaridade e melhor renda tinham algum conhecimento sobre os fatores que
impactam na vida da criança a longo prazo. Já as mais jovens e mães pela
primeira vez se mostraram mais propensas à superproteção e falta de controle no
uso de aparelhos eletrônicos pelas crianças, com menor probabilidade de buscar
informações sobre os cuidados infantis.
Esses achados preocupam a pesquisadora, que afirma serem
os “saberes parentais relevantes no primeiro ano de vida”. Segundo ela, a
figura materna deve compreender a importância do afeto e interação para o
desenvolvimento humano e, como consequência, “a necessidade de adquirir
conhecimento quanto ao aleitamento materno, à alimentação saudável, às
brincadeiras e estímulos adequados para cada idade”. Cita ainda, como exemplo
importante, a aquisição de conhecimentos que auxiliem a criação de rotina de bons
hábitos de sono e higiene.
A professora Débora Falleiros de Mello, orientadora do
estudo, concorda. Segundo ela, são prejudiciais as lacunas envolvendo os
conhecimentos sobre o que é importante para os filhos, seja pela ausência de
estímulos adequados ou o excesso deles ou ainda os inadequados para cada idade.
A professora alerta para as consequências futuras, traduzidas em “carências que
podem se prolongar e levar a danos para a criança nesse processo da primeira
infância que é tão importante”.
Fonte: Jornal
da USP
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Gazeta da Torre
Metodologia de estimulação cognitiva é ferramenta não
farmacológica de prevenção da doença.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
aprovou um medicamento chamado Kisunla (donanemab), indicado para o tratamento
de comprometimento cognitivo leve ou/e demência leve associados à doença de
Alzheimer, que promete retardar o avanço da Doença em 35% dos casos.
O medicamento já pode ser distribuído e utilizado em
território nacional, dentro das indicações e limites aprovados pela agência.
Trata-se de um importante avanço para o manejo da doença,
embora especialistas alertem para os riscos e cuidados prévios.
O remédio é indicado para pessoas que já apresentam
comprometimento cognitivo leve ou que já esteja em estágio inicial da doença e
precisa da comprovação de que o paciente apresenta o acúmulo da proteína beta –
amiloide, estrutura que impacta
diretamente no funcionamento do cérebro.
As demências, como a Doença de Alzheimer, são causadas
por 14 fatores de riscos que poderiam ser evitados, envolvendo mudanças de
hábitos de vida como alimentação saudável, um sono de qualidade, a prática de
exercícios físicos, e a realização de estimulação cognitiva.
A estimulação cognitiva é um conjunto de atividades que
tem por finalidade manter o cérebro ativo por meio de exercícios específicos
que trabalham funções cognitivas e executivas, além de aspectos
socioemocionais.
De acordo com a gerontóloga Thaís Bento, que é doutora em
Neurologia e especialista em Neurociências, o modelo de estimulação cognitiva
desenvolvido pelo Supera contribui para aumentar as conexões neuronais e a
reserva cognitiva que vai proteger o cérebro durante o processo de
envelhecimento.
“A estimulação cognitiva é um recurso de multicomponentes
que atuará na prevenção de demências ao potencializar mecanismos de
neuroplasticidade e fortalecer a reserva cognitiva, favorecendo a reorganização
sináptica e a adaptação funcional do cérebro frente aos declínios do
envelhecimento ou provocados por neuropatologias”
Treino para o cérebro como prevenção da Doença de
Alzheimer
Algumas atividades simples de serem inseridas no dia a
dia como a leitura, as palavras-cruzadas, os quebra-cabeças e jogos de
tabuleiro são importantes recursos que auxiliam na prevenção da Doença de
Alzheimer.
No entanto, as atividades estruturadas, com variedade,
novidade e desafio crescente como aquelas oferecidas pelo Supera são ainda mais
potentes, explica Thaís.
“Estratégias como exercícios de memória, resolução de
problemas e raciocínio lógico promovem a formação de novas conexões neurais e
podem induzir a formação de novos neurônios no hipocampo, estrutura fundamental
para os processos de memória e aprendizagem. Essas intervenções contribuem para
a manutenção da cognição global, mantendo a pessoa idosa independente e
autônoma durante a longevidade.”, afirma.
Essas atividades são desenvolvidas exclusivamente pela
empresa educacional de estimulação cognitiva e tem roteiros temáticos, livros
de exercícios cognitivos e jogos digitais, que promovem a reflexão e a
interação social com ludicidade e leveza.
Para mais informações, CLIQUE AQUI
https://www.instagram.com/p/DIxK1aLtM_R/
e acesse a uma live
sobre o medicamento, realizada pela ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer).
Para reflexão:
Se seu coração é absoluto e sincero, você naturalmente se
sente satisfeito e confiante, não tem nenhuma razão para sentir medo dos
outros.
“DALAI LAMA”
Você sabia que:
A velha premissa de que "nós só usamos 10% do nosso
cérebro" é um mito, nós usamos perto de 100%.
Reposta do desafio de Março:
O que passa por todas as casas, mas não sai do lugar.
Resposta: A Rua
Desafio de Abril:
Qual é a palavra que só tem 3 letras e acaba com tudo?
Resposta na próxima edição:
Serviço:
Método Supera - Ginástica para o Cérebro
Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP
02-4270)
Unidade Madalena
Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.
Telefone: (81) 30487906 – 982992551 WhatsApp
Gazeta da Torre
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| Cena da série 'Adolescência' da Netflix |
Brilhante, impactante, disruptiva e paradoxalmente brutal
sem apresentar nenhuma cena explícita de violência… ‘Adolescência’ é a mais
nova série da Netflix que figura no topo da lista das mais vistas nas últimas
semanas e, reconhecidamente, como uma das mais inovadoras, seja na forma como
foi filmada (plano-sequência), assim como na maneira que aborda um assunto que
vem causando um profundo incômodo nas famílias, instituições de ensino e na
sociedade como um todo.
‘Adolescência’ não é uma série de ficção policial que tem
como objetivo descobrir quem matou, mas instigar uma desafiadora reflexão sobre
por que nossos adolescentes vêm cometendo atitudes extremas, sem um “motivo
aparente”. A chamada geração Alfa (nascidos a partir de 2010) traz preocupações
e enfrentamentos diferentes das gerações nascidas nas décadas anteriores. Os
pais dessas gerações temiam os perigos existentes nas ruas – o mal a que
estávamos expostos nesse ambiente. Hoje esse medo ainda é real e pertinente,
mas para os pais da geração Alfa ainda existe um novo temor, explicitado na
série – o acesso a um mundo desconhecido por nós, localizado dentro das redes
sociais e acessado pelos computadores desses adolescentes, de seus quartos. Um
mundo digital cercado por símbolos (emojis), decifrados apenas por quem faz
parte dessa geração e que colocam as gerações anteriores como totais
analfabetos digitais. Insels, redpills, bluepills, teoria do 80/20, política do
cancelamento, cyberbullying e manosfera são algumas das expressões que compõem
o novo dialeto dessa geração que são nativos digitais e que trazem
características e comportamentos muito específicos.
Na geração Alfa, a exposição à tecnologia e a telas é
muito forte. Com muitos estímulos e acostumados a usar meios digitais para se
entreter e buscar informações, requerem uma educação mais dinâmica, ativa,
multiplataforma e personalizada. Essa geração tem como características a
flexibilidade, a autonomia e um potencial maior para inovar e buscar soluções
para problemas de forma colaborativa. Gostam de ser protagonistas, colocar a
mão na massa e aprender com situações concretas.
A geração Alfa não escreve mais cartas, manda mensagens
pelo WhatsApp ou pelas redes sociais. Não faz mais diários, posta vídeos no
TikTok, ou propaga suas ideias via X (antigo Twitter). As pesquisas já não são
mais feitas em enciclopédias, mas sim no “Senhor Google”.
As gerações Baby Boomers e X, que predominam entre os
docentes que atuam no ensino superior, foram educadas a utilizar um equipamento
novo somente depois de terem lido todo o seu manual, com o temor de quebrá-lo
se esta regra não fosse cumprida. Na geração Alfa o raciocínio é completamente
inverso, ou seja, é necessário explorar um equipamento novo, livremente, para
poder aprender como se usa – é a cultura Touch, que exemplifica muito bem a
necessidade desta geração participar ativamente do processo para poder
aprender. O fato é que a geração Alfa precisa ser protagonista do processo para
que haja o seu engajamento. Diante desse cenário de possível conflito de
gerações, o uso das metodologias ativas passa a ser uma possibilidade muito
interessante para aproximar mundos tão distantes e diferentes.
Numa atualidade em que somos desafiados a nos
(re)inventar como docentes e as atividades remotas de ensino passaram a ser uma
nova possibilidade, o uso de metodologias ativas tornou-se uma estratégia muito
interessante, na medida em que busca tornar o processo ensino-aprendizagem mais
atrativo para as novas gerações que buscam o protagonismo dentro do processo
ensino-aprendizagem. Nesse sentido, metodologia ativa é um conceito amplo, que
pode englobar diferentes práticas em sala de aula. Em comum, todas têm o
objetivo de tornar o aluno protagonista dentro do processo, participando ativamente
de sua jornada educativa.
As metodologias ativas de ensino-aprendizagem
compartilham uma preocupação – estimular a participação ativa dos alunos,
tornando-os protagonistas no processo de aprendizagem –, porém, não se pode
afirmar que são uniformes, tanto do ponto de vista dos pressupostos teóricos como
metodológicos; assim, identificam-se diferentes modelos e estratégias para sua
operacionalização, constituindo alternativas para o processo de
ensino-aprendizagem, com diversos benefícios e desafios, nos diferentes níveis
educacionais.
A geração Alfa, com seus símbolos e comportamentos
próprios, escancarados na série Adolescência, atualmente está com seus
representantes mais velhos na casa dos 15 anos e mais dois ou três anos
ocuparão as salas do ensino superior. Será que estaremos preparados para eles? Seremos
capazes de decifrá-los ou seremos devorados?
Um dia, um amigo que também é docente me disse que “os
alunos nunca envelhecem… nós envelhecemos”. Nunca havia pensado nessa
perspectiva, mas concordei, e por isso acredito que cabe a nós procurar decifrá-los
e, desse modo, termos a chance, por meio de nossas experiências de vida e
profissional, contribuir para a formação de líderes para estas novas gerações
e, assim, prepará-los para um mundo coberto de incertezas…
Ah! Não podemos ainda esquecer que a partir de 2020 temos
uma nova geração, a Beta, nativos da inteligência artificial…
Fonte: Jornal da USP
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Gazeta da Torre
Num país marcado por profundas desigualdades educacionais,
era de se esperar que os gestores públicos tratassem a valorização do
magistério como prioridade absoluta. No entanto, a governadora de Pernambuco,
Raquel Lyra (PSD), tem demonstrado, com ações concretas, um profundo
descompromisso com a educação pública e, mais gravemente, com os professores
contratados, categoria que representa uma parcela significativa da força de trabalho
nas escolas estaduais.
Apesar de a Lei Federal nº 11.738/2008 estabelecer o piso
salarial nacional do magistério da educação básica como direito assegurado a
todos os profissionais da área, independentemente da natureza do vínculo, a
governadora optou por recorrer até as últimas instâncias do Poder Judiciário –
inclusive ao Supremo Tribunal Federal, no Tema 1308 – para subtrair esse
direito dos professores contratados temporariamente.
O mais grave é que essa postura não encontra respaldo nem
na jurisprudência do próprio STF. A Corte já reconheceu, na ADI 4167, a
constitucionalidade do piso nacional e o seu caráter obrigatório. Ao insistir
na tese de que professores contratados não fazem jus ao mesmo tratamento dado
aos efetivos, o Governo do Estado de Pernambuco adota uma postura de clara
discriminação institucional contra profissionais que exercem as mesmas funções,
nas mesmas salas de aula, com a mesma carga de trabalho.
É preciso denunciar, com veemência, esse comportamento
autoritário e tecnocrático, que coloca interesses fiscais acima dos direitos
fundamentais. A governadora não hesitou em recorrer à Procuradoria do Estado,
ao Tribunal de Justiça, ao Superior Tribunal de Justiça e, finalmente, ao
Supremo Tribunal Federal – não para garantir mais verbas para a educação, mas
para negar um direito básico aos professores que já vivem em situação de
precariedade.
Por Rafael Ramos, advogado – Blog do Magno
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Gazeta da Torre
Mudanças climáticas já afetam a saúde de 70% dos
trabalhadores no mundo. Os dados constam de relatório da Organização
Internacional do Trabalho (OIT). O documento afirma que as medidas de segurança
e saúde no trabalho encontram dificuldades para se adequar a essa nova
realidade. O professor Guilherme Guimarães Feliciano, do Departamento de
Direito do Trabalho da Faculdade de Direito (FD) da Universidade São Paulo,
fala sobre as consequências desses novos fenômenos na qualidade de vida dos
trabalhadores.
O professor aponta que houve uma piora no tratamento da
questão nos meios legislativos nos últimos anos. “No governo Bolsonaro, por
exemplo, o Ministério do Trabalho foi extinto. As questões como saúde, higiene
do trabalho e segurança foram todas passadas para a pasta do Ministério da
Economia. Hoje o Ministério foi restabelecido, mas não trata da prevenção dos
problemas, mas sim da remuneração extra em caso de exposição à insalubridade” ,
conta.
O docente explica que, na norma regulamentadora de número
15, anexo 3, o calor é tratado como uma insalubridade e fala que, em caso da
exposição de um trabalhador a uma condição insalubre, a empresa deverá pagar um
acréscimo salarial, a depender do nível de risco das condições de trabalho na
atividade. “Para um grau médio de risco é previsto um adicional de 20% em cima
do salário mínimo, por exemplo”, adiciona. Ele cita ainda que essa lei foi
mudada em 2019, passando a reconhecer apenas o calor proveniente de fontes
artificiais como passíveis de abono do acréscimo de insalubridade.
“Os trabalhadores rurais, por exemplo, são expostos não
apenas ao calor, mas também aos chamados defensivos agrícolas, os agrotóxicos.
Esses estão sobretudo expostos ao calor natural e, no final das contas, a
legislação brasileira acaba sendo uma amarra para a Justiça do Trabalho. Esses
trabalhadores não têm essa proteção nem o direito ao adicional, porque a
alteração passa a conter apenas os casos de calor oriundo de fonte artificial,
essa foi uma mudança muito ruim”, comenta.
Lacunas do futuro
O especialista fala ainda sobre o despreparo das
instituições para os efeitos futuros dessas mudanças. Ele explica que,
especialmente no Hemisfério Norte brasileiro, as mudanças podem ter
consequências graves para as quais a legislação brasileira ainda não se
atentou. “As estações marcadas começam a desaparecer, faz calor praticamente o
ano todo. Combinada com os ambientes úmidos, nós temos proliferação de insetos
muito maior. Com eles vêm doenças e pragas. O que impacta não somente a saúde
do País, mas a economia também. Mais pessoas doentes, mais pessoas utilizando
recursos da Previdência. O caso da dengue hoje é um exemplo disso, a doença
afeta a saúde pública e também a produtividade geral, por afastar os
trabalhadores de suas atividades. Esses efeitos indiretos ainda não estão em
pauta”, finaliza Feliciano.
Fonte: Jornal da USP
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