Gazeta da Torre
Crianças são agitadas por natureza. Seja pela faixa
etária e incapacidade de comunicação verbal nos primeiros anos de vida ou, em
casos específicos, por diagnósticos. Até os 10 anos de idade todo ser humano
responde aos estímulos do ambiente de forma muito particular.
Para os pais de crianças nesta faixa etária – que se
aventuram todos os dias na educação de seus filhos –, há, no entanto, uma
dúvida: até que ponto meu filho é saudável ou agitado demais para a idade.
1. Nem toda
“agitação” é diagnóstico
Lívia Ciacci, neurocientista do SUPERA – Ginástica para o
cérebro, explica que à medida que a linguagem verbal se estabelece, a
frequência de agitações corporais tende a diminuir, mas a criança ainda não
entende diversos motivos de ser contrariada e ainda não aprendeu a ter
autocontrole. Nessa fase a agitação fica mais em torno do excesso de perguntas,
mudanças de humor e respostas intensas às situações que provocam sentimentos
ainda desconhecidos. “Sempre precisamos nos lembrar que vivemos numa cultura
agitada, em bairros e ruas agitadas, frequentando espaços de lazer em shoppings
agitados, com tecnologia e meios de comunicação que estimulam a agitação, e
todo esse contexto ambiental também conta!”, detalhou
2. Deixe o
diagnóstico para um especialista
A especialista explica ainda que o termo “agitação” é
amplo e pode ser interpretado a partir de referências diferentes “Por exemplo,
uma criança muito agitada é muitas vezes rotulada como ‘agitada’ por seus pais
e pode não ser agitada aos olhos de um médico ou psicólogo. Chamamos de agitada
uma criança porque ela está brincando e explorando o dia todo ou chamamos de
agitada porque ela bate nos coleguinhas e destrói objetos?”, alertou a
especialista do SUPERA – Ginástica para o cérebro.
Para termos uma ideia do quão complexo são alguns
diagnósticos ainda na infância, podemos tomar como exemplo o TDAH (Transtorno
de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Nestes casos a criança ou adolescente
deve apresentar ao menos seis sintomas de desatenção e/ou seis sintomas de
hiperatividade-impulsividade, descritos em uma lista. De acordo com a
associação americana de psiquiatria, tal lista inclui condutas como: frequentemente
não prestar atenção, dificuldade em manter a atenção na realização de
atividades escolares, perder materiais frequentemente, parecer não escutar
quando alguém lhe dirige a palavra, frequentemente remexer mãos ou pés,
levantar da cadeira quando deveria permanecer sentado, falar demais (APA,
2014).
“Os sinais também devem estar presentes em pelo menos
dois ambientes (na escola e em casa) e deve haver clareza ao observar os
sintomas interferindo no desenvolvimento social e escolar. Nesse momento são
importantes o diagnóstico e a intervenção”, detalhou a especialista.
3. Cada fase
tem sua característica
Quem lida com o desenvolvimento na infância é unânime
nesta afirmação: os pais devem se informar e entender as características de
agitação de cada fase infantil, e apenas acender o sinal de alerta quando
houver diferenças significativas nesses comportamentos.
Podemos entender este contexto observando a faixa etária
entre 6 e 12 anos. Nesta idade a criança já se torna sociável e participa de
diferentes grupos, ampliando as relações sociais. Já possui um pensamento mais
lógico e tem facilidade em lidar com regras dos jogos em grupo que exigem
cooperação. “Se nessa fase a criança ainda não melhorou seu autocontrole em
momentos sociais e ainda responde de forma inadequadamente ‘agitada’, aí sim,
deve-se procurar apoio profissional”, aconselhou.
4. A
abordagem pode ser multidisciplinar
Quem lida diariamente com desenvolvimento infantil,
garante: nem toda “agitação” é sinônimo de diagnóstico. Os problemas existem
quando a fase de agitação e irritabilidade persiste além do esperado para a
idade, impactando nas relações sociais e no desempenho escolar. Embora o SUPERA
– Ginástica para o cérebro não seja voltado para crianças com diagnóstico e
atenda situações pontuais neste contexto, uma vez definido o diagnóstico, a
literatura médica e psiquiátrica aponta para abordagens que enfatizam o tratamento
personalizado e focado nas necessidades específicas de cada caso, com o uso de
medicamentos (ou não) e o acompanhamento com diferentes profissionais de saúde
- incluindo psicoterapia, psicopedagogia e orientação aos pais e professores.
“Somente após definida a abordagem e verificados bons
resultados com a equipe multidisciplinar de saúde, os pais devem buscar
atividades extracurriculares variadas que podem somar neste processo para que a
criança se sinta melhor com ela mesma e tenha um desenvolvimento pleno e
feliz”, disse
5. A
importância da rotina neste contexto
Uma vez que a criança muito agitada tem alguma
dificuldade de relacionamento, a família deve criar e manter uma rotina
estável, com horários e “combinados” que sempre se repetem da mesma forma. Esse
ritual da rotina deixa a criança mais tranquila, transmitindo¬ a sensação de
normalidade e segurança.
6. Ouça
sempre!
Já quando vai chegando a fase de ensinar os
comportamentos adequados, fazer a criança entender o que sente é essencial para
ajudá-la a manter a calma. “Por exemplo, uma criança pequena que tem um
brinquedo nas mãos, mas deseja o outro que está com o amiguinho pode ter a
primeira reação de chorar e espernear. Um adulto pode ensiná-la que ela pode
propor à troca ao coleguinha. Da próxima vez que ela estiver nessa situação,
ela vai propor a troca antes de ter comportamentos de ‘agitação’”, lembrou.
7. Invista
em autoconhecimento
Ensinar crianças e adolescentes a se autoconhecer e agir
de forma socialmente adequada é a principal missão da família. Quando essas
crianças e adolescentes chegam a fase escolar, continuar o desenvolvimento das
habilidades cognitivas de atenção, controle inibitório e aprendizagem com
prazer o que vai contribuir para que esta criança seja um adulto equilibrado e
feliz.
A ginástica para o cérebro neste contexto
A prática de ginástica para o cérebro tem contribuição
ímpar para crianças agitadas e com dificuldade de realizar uma mesma tarefa. A
metodologia da ginástica para o cérebro age com estímulos ambientais que vão
criar experiências e desafios focados em reorganizar sistemas neuronais para
aperfeiçoar uma série de habilidades. “Por meio de seis ferramentas, o método
de ginástica para o cérebro contempla, além de todas as habilidades das funções
executivas, um ambiente rico em interações sociais e reflexões temáticas de
qualidade, criando o cenário ideal para o pensamento metacognitivo.”, concluiu
a neurocientista do SUPERA, Livia Ciacci.
Para reflexão:
“Sempre parece impossível até que seja feito.” Nelson
Mandela
Você sabia:
Que o cérebro possui 160.000 quilômetros de veias
sanguíneas. Isso é suficiente para dar a volta na Terra quatro vezes.
Resposta do desafio de Maio Junho:
Qual o meio de transporte que não faz curva?
Reposta: Elevador
Desafio de Julho:
O que é algo e ao mesmo tempo nada?
Reposta do desafio na próxima edição.
Serviço:
Método Supera - Ginástica para o Cérebro
Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP
02-4270)
Unidade Madalena
Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.
Telefone: (81) 3236-2907
Unidade Boa Viagem
Telefone: (81) 30331695