sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Um “Soldado Reciclador” na Torre?

Redação Gazeta da Torre

Cada brasileiro produz, em média, 1 kg de lixo por dia, uma quantidade pequena se comparada com aos 3 kg de cada americano. Mas, somando o descarte de todos os cidadãos, o monturo diário no Brasil chega a 170.000 toneladas. Dessa montanha de sujeira, o país reaproveita apenas 11% - cinco vezes menos do que os países desenvolvidos. A maior porção desses detritos é matéria orgânica, que pode ser convertida em adubo. O que resta é composto, majoritariamente, por vidros, plásticos, papéis e metais, os materiais recicláveis por excelência.

Os índices brasileiros de reciclagem desses produtos variam muito. O Brasil é campeão mundial no reaproveitamento de garrafas PET e latas de alumínio, mas, por outro lado, despeja a maior parte dos plásticos e latas de aço nos "lixões" a céu aberto. Atualmente, apenas 327 municípios dispõem de algum sistema público de coleta seletiva. Dar um destino adequado ao lixo é um dos grandes desafios da administração pública em todo o planeta. Atualmente, compram-se muito mais produtos industrializados do que na década passada, incluindo alimentos e bebidas.

Rafael Batista: "No lixo acho de tudo, só não acho dinheiro."
Muitas pessoas, porém, já descobriram como transformar objetos sem valor num grande negócio. É o caso de Rafael Batista, morador de uma comunidade na Madalena. Para quem o encontra nas ruas de nosso bairro, Rafael está mais para um “Mercenário Reciclador” que um “Soldado Reciclador”, observando pelo ângulo de sua aparência e objetivo.

Sabe aquelas velharias que estão acumulando progressivamente na sua casa? Saiba que, às vezes elas podem ser a fonte de dinheiro e, por incrível que pareça, Rafael descobriu isso. Não tem hora e dia para ele ir à caça, nos sacos de lixo, de alguma coisa que,depois de encontrada, lhe renda dinheiro em sua comercialização. “No lixo acho de tudo, só não acho dinheiro”, diz sorrindo.

Existem programas de televisão, como Mestre da Restauração, Os Caçadores de Relíquias, Trato Feito (Todos da The HistoryChannel- Canal de televisão por assinatura), que, basicamente, contam a história de pessoas que guardam velharias por anos e depois as vendem por preços surpreendentes altos. Há pessoas que restauram todo tipo de coisas velhas e as deixa impecáveis, utilizando por exemplo em decoração de pontos comerciais e residências. Outras procuram por coisas valiosas na região e as coloca à venda para colecionadores. Alguns possuem loja de penhores e recebem coisas antigas de várias pessoas e depois as revendem para colecionadores.

Vocês sabiam que alguns livros antigos podem chegar ao valor de R$100 mil reais? Ou ainda que brinquedinhos de criança, bem conservados,podem ser vendidos por quase mil dólares? É tudo uma questão de saber quais produtos se têm em mãos e o quanto eles valem em uma boa negociação. Um simples autógrafo ou assinatura de alguém famoso em um livro pode valorizar ainda mais sua venda. E também valorizar a preservação do meio ambiente.

E falando do meio ambiente, a partir da década de 70,passou a ser uma das grandes preocupações mundiais. Preocupação que se voltou, principalmente, para o aumento da produção de lixo, alavancado pela proliferação das embalagens e produtos descartáveis. A palavra reciclagem ganhou, na ocasião, sua acepção ecológica. E de lá para cá, passou a designar o conjunto de técnicas que busca reprocessar substâncias jogadas no lixo para que elas se tornem novamente úteis e possam ser reinseridas no mercado. Ela é um dos fins - certamente o mais lucrativo e ecológico - que os resíduos podem ter. Mas nem todo material pode ser reciclado. E para cada um daqueles que podem ser reaproveitados existe uma forma adequada de reciclagem. Nesse processo, a coleta seletiva é fundamental e consiste, basicamente, na separação e no recolhimento do lixo.

Se o processo de reciclagem for muito caro, ninguém irá fazê-lo, muito menos a iniciativa privada, que hoje é responsável por grande parte do processamento de substâncias para serem reutilizadas. Ou seja, até existem técnicas de reciclagem para alguns materiais que não são reaproveitados, mas os procedimentos consomem muita energia ou exigem equipamentos caros. O desafio é desenvolver processos que tragam retorno financeiro, ou que pelo menos compensem o investimento.

No Brasil, a reciclagem de pilhas ainda não é feita em escala industrial justamente pelo alto custo do processo. O desmonte das peças, sempre compostas por muitos elementos, alguns deles tóxicos, é muito trabalhoso. Outro problema a ser superado é o lixo poluído. É preciso garantir que os resíduos cheguem à fábrica de reciclagem em bom estado. Isso significa que o lixo seco não pode entrar em contato com os restos orgânicos. Um copo de café jogado numa lata de lixo pode comprometer a reciclagem de todo o papel ali contido. Vale lembrar que é inútil separar o lixo seco por tipo de material - as empresas e cooperativas sempre fazem uma nova triagem. Amassar latas e garrafas PET ou desmontar as embalagens longa-vida também são medidas que não encurtam em nada o processo de reciclagem.

No caso dos Metais e Papéis, a primeira etapa da reciclagem, a coleta seletiva, costuma ser feita por catadores. São eles que recolhem os restos nas ruas e vendem o material, já compactado e limpo, às empresas recicladoras. O processo de reaproveitamento do alumínio, o metal mais reciclado, consiste na retirada de impurezas (como areia, terra e metais ferrosos), na remoção das tintas e vernizes e, por fim, na fundição do metal. Num forno especial, ele se torna líquido, para ser, então, laminado - o combustível queimado nesta etapa pode provir do gás gerado nas fases anteriores. São essas chapas que são transformadas em novas latas.

Já no Papel, assim que chega à indústria da reciclagem, é cortado em tiras e colocado num tanque de água quente, onde é mexido até que forme uma pasta de celulose. Na fase seguinte, drena-se a água e retiram-se as impurezas. O preparado é, então, despejado sobre uma tela de arame. A água passa e restam as fibras. O material é seco e prensado por pesados cilindros a vapor e alisado por rolos de ferro. Está, então, pronto para ser enrolado em bobinas e ser papel de novo.

No Plástico, a reciclagem pode ser feita de duas maneiras: com ou sem a separação das resinas. O primeiro processo é mais caro para os brasileiros, uma vez que requer equipamentos que não são fabricados no país. O resultado desta técnica é a chamada madeira plástica, usada na fabricação de bancos de jardim, tábuas e sarrafos. O outro processo, mais comum, inicia-se pela separação dos plásticos conforme sua densidade. Depois, são triturados até virarem flocos do tamanho de um grão de milho. Já lavados e secos, os flocos são vendidos às fábricas que confeccionam artefatos de plástico.
No Vidro, a primeira etapa do processo de reciclagem é separá-lo conforme a cor - o incolor é o de melhor qualidade. Em seguida, o material é lavado e ocorre a retirada de impurezas, como restos de metais e plástico. Um triturador, então, transforma o vidro em cacos de tamanho homogêneo. Antes de serem fundidos, os pedaços são misturados com areia e pedra calcária. Sem que resfriem, recebem um jato de ar quente para tornarem-se mais resistentes. Estão, enfim, prontos para serem utilizados mais uma vez.

Na Matéria Orgânica, as sobras de comidas, legumes, verduras e frutas estragadas, cereais, sementes, casca de ovos, pão embolorado, aparas de lápis apontado, saquinhos de chá, guardanapos de papel, podas de jardim, galhos, serragem, pó de café etc. - corresponde a 65% de todo o lixo que se produz no Brasil. A reciclagem deste tipo de material chama-se compostagem. Seu papel é acelerar o processo natural de decomposição da matéria orgânica e transformá-la em adubo. O método mais comum resume-se ao revolvimento da porção de terra onde foram despejados os resíduos. Mas existem também procedimentos mais avançados. Num deles, o lixo é vertido em células de concreto, um tipo de concreto produzido através da mistura de cimentocal e areia (componentes comuns da argamassa) com pó de alumínio (agente expansor), que se expande formando células de ar. O resultado é um material de construção leve que pode ser usado em vedações verticais, como alternativa para reduzir a geração de entulho e o desperdício de material em geral e para um desempenho melhor com relação a conforto acústico e conforto térmico

Para se ter uma ideia, a reciclagem de uma única latinha de alumínio propicia economia de energia suficiente para manter uma geladeira ligada por quase dez horas; cada kg de vidro reutilizado evita a extração de 6,6 kg de areia; cada tonelada de papel poupada preserva vinte eucaliptos. Poupam-se a natureza e os gastos. No Brasil, estima-se que uma tonelada de lixo reciclado economize 435 dólares. Em 2006, com a reciclagem de 30.000 toneladas de papel, o país deixou de derrubar 600.000 arvores. A indústria também pode se beneficiar. A versão reciclada dos plásticos, por exemplo, consome apenas 10% do petróleo exigido na produção do plástico virgem - economia que vem a calhar com a escalada vertiginosa do preço do barril verificada nas últimas décadas. As vantagens também podem ser obtidas pela reciclagem do aço, cuja tonelada reaproveitada preserva 110.000 toneladas de minério de ferro.


Mas enfim, é inacreditável o que achamos e o que podemos tirar vantagens em determinados lixos. Como foi dito, o desafio é desenvolver processos que tragam retorno financeiro, ou que pelo menos compensem o investimento. No caso de Rafael, ainda não há nenhum uso da tecnologia no seu processo de reciclagem, mas ele já tem a noção do que é lixo e o que é luxo. Sabe, que em algum saco de lixo, ele vai se dar bem. 


Coluna O LIMIAR DA EDUCAÇÃO - Agosto/2014 - Evalda Carvalho


Nas margens de uma sociedade cada vez mais exigente, está o amplo contrassenso da falta iniciativa para solucionar algumas questões de ordem prática. Claro que existem exceções e, graças a elas, é possível acreditar no potencial das pessoas, na capacidade de aprender e de contribuir para mudanças salutares em todas as camadas sociais.

O comum é esperar que o outro planeje, execute e avalie; reúna, delibere e compartilhe; racionalize os recursos, faça cronogramas e cumpra devidamente as metas. Mas, finalmente, qual o limite do nosso alcance, sob o ponto de vista colaborativo? Até onde vai minha área de atuação e a partir de que marco começa a responsabilidade do meu colega?

Muitas vezes nos deparamos com esse dilema no campo profissional, mas o foco aqui é abrangente, com o pretexto de incentivar a reflexão sobre uma proposta que, diga-se de passagem, não é nova, mas pode agregar valor aos desempenhos individual e coletivo. 

Que tal implementarmos no dia a dia uma receita de produtividade que tem como ingredientes: cooperação, motivação, respeito mútuo, solidariedade e otimismo? Na prática, tudo funciona de forma mais harmônica e equilibrada quando combatemos as falhas individuais e buscamos ampliar os valores morais que injetam saúde no coletivo, gerando resultados mais satisfatórios.

Seja no ambiente de trabalho, no lar ou em demais atividades onde haja algum compartilhamento de tarefas, a solicitude é uma virtude bastante proveitosa para aproximar pessoas. Quem já não se deparou em correria contra o tempo, precisando de ajuda para concluir uma atividade? Pois é, o fato é que ninguém é autossuficiente. Precisamos uns dos outros. Sequer nossas poucas habilidades atendem as demandas próprias e ainda nos sentimos, não raras vezes, na condição de humilhar aquele que não tem conhecimento sobre um determinado assunto.

A cooperação alia interesses comuns, equilibra a carga de trabalho e produz resultados mais breves, comparados com aqueles obtidos isoladamente. A motivação é um grande renovador de energias, sendo indispensável em qualquer empreendimento. O respeito mútuo é o que traduz a real importância dos valores de cada um. Quando se trabalha em equipe, a solidariedade deve existir como elemento fundamental, sem o qual fica complicado mensurar razoavelmente o crescimento e definir novas metas. Para abraçar constantes desafios, o otimismo deve gerar insumos de positividade para enfrentamento das dificuldades.

É oportuno observar que os aspectos acima descritos têm tudo a ver com a base educacional da pessoa, pois sempre vinculado a um desempenho particular, deve existir o fruto oriundo do trabalho colaborativo. Até um autodidata não está sozinho; ele obtém conhecimento de outrem. E ninguém sabe de tudo.


Como temos o poder de escolha, urge investir na educação moral, para que sejamos propulsores de progressos intelectual e emocional. Nada de ficar esperando. Façamos nossa parte com qualidade e nisso está também o auxílio que podemos ofertar à criatura que está ao nosso lado. Esse é o dever de todos. Pensem nisso!!! 


domingo, 17 de agosto de 2014

Uma bela HOMENAGEM em nosso bairro



"UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS"

CONFÚCIO filósofo chinês viveu em 470 a.C






Luzes, câmeras,... Homens da Torre e Madalena!

Já foi o tempo em que o guarda-roupa masculino contava apenas com a tradicional calça jeans e a indefectível camisa branca. Numa época distante (década de 50) esses itens representaram rebeldia e modernidade, indo de encontro com a cultura existente, que primava por uma imagem politicamente correta.


O perfil do homem atual anseia por mais. Hoje ele se permite ousar em suas composições, que já exibem cores fortes, peças justas e brilho. Mas essa inovação nem sempre é encontrada nas araras dos grandes magazines, que além de deixar a desejar no quesito exclusividade, não costumam arriscar em produzir roupas consideradas fashion.

No bairro da Torre há lojas especializadas em moda masculina, como a Gentleman, na Rua José Bonifácio, 1099, loja 02. o espaço tem como alvo um público descolado e jovem. Um homem moderno, que aprecia usar o que está na moda de uma maneira particular, com um toque de inovação. As peças se destacam exatamente pelos detalhes, que vão desde uma modelagem específica a estampas e tecidos diferenciados.

O homem contemporâneo não deseja chamar mais atenção que a mulher, ele apenas quer valorizar seus pontes fortes, renovar o visual e cuidar de si mesmo. Aliás, nas primeiras civilizações, a figura masculina era sempre a principal. Era o homem quem deveria estar mais bem vestido e repleto de adornos. Posteriormente, aos poucos, a mulher tornou-se vaidosa e maior alvo do mercado do vestuário.

Por que nossos queridos não podem nos acompanhar no caminho dos flashes? O que nos impede verdadeiramente de dividir com eles os elogios? Talvez nosso próprio preconceito ou medo de um dia deixarmos de ser o centro das atenções

Cecília Falcão – Consultora de Imagem e Designer de Moda em formação.
Visite o blog da Cecília Falcão: www.todasvaocommaria.blogspot.com




quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Gazeta da Torre: Padre Romeu comenta sobre o apelo emocionado do Papa Francisco


Padre Romeu lendo o Gazeta da Torre

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://www.estadao.com.br/noticias/geral,parem-por-favor-diz-papa-francisco-em-apelo-pela-paz,153Durante o Angelus, a oração do meio-dia na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francesco fez um apelo à paz. Recordando a Primeira Guerra Mundial, cujo centenário é assinalado esta segunda-feira, o Papa renovou um apelo de rejeição à guerra, sobretudo no Iraque, Médio Oriente e Ucrânia.

Com a voz embargada, Francisco pediu: "Por favor, parem. Peço-vos com todo o meu coração. É tempo de parar. Parem, por favor!"

O Papa pediu aos fiéis para que se unem a ele nas orações pelo fim dos conflitos: “Peço-vos para continuarem a unir-se à minha oração, para que o Senhor conceda às populações e autoridades daquelas zonas, a sabedoria e a força necessárias para levar a cabo com determinação o caminho da paz, enfrentando todas as dificuldades com a tenacidade do diálogo e da negociação e com a força da reconciliação.”

Francisco não fez qualquer referência ao conflito de Gaza que, depois das tréguas revelaram que o número de palestinianos mortos, a maioria civis, ultrapassa os 1000, mas falou das crianças. "Irmãos e irmãs, guerra nunca, guerra nunca! Estou a pensar sobretudo nas crianças a quem se tira a esperança de uma vida digna e de um futuro: crianças mortas, crianças feridas, crianças mutiladas, crianças órfãs, crianças que têm como brinquedos resíduos bélicos, crianças que não sabem sorrir… Parem, por favor! Peço-vos com todo o coração, está na hora de parar! Parem, por favor”, disse em tom visivelmente emocionado.

 "Acho magnífico. Papa da humildade manifestada pelo seu próprio nome - Francisco de Assis o marco da pobreza e Francisco Xavier o marco da evangelização interna.

Quando o Espírito Santo escolhe só pode ser magnífico.

Que continue com sua missão em todos os aspectos missionários - evangelizando os pobres, missão que Cristo deu a todos os Sacerdotes e povo de Deus", comentou Padre Romeu sobre o apelo emocionado do Papa Francisco.




domingo, 3 de agosto de 2014

Mercado da Madalena: 25 anos sem Luiz Gonzaga

Praça Solange Pinto Melo (ao lado do Mercado da Madalena) - Madalena

Há exatos 25 anos morria o Rei do Baião. Para celebrar a data, a Fundação de Cultura Cidade do Recife realiza exposição e cantoria sobre uma das mais completas e inventivas figuras da música popular brasileira. No sábado (2), o Mercado da Madalena recebeu exposição e cantoria com poetas e forrozeiros.
 
Neste dia também foi celebrado o aniversário de seis anos do Memorial Luiz Gonzaga, localizado no Pátio de São Pedro, Centro do Recife. O espaço é responsável por preservar e difundir o legado de Gonzagão. 

A comemoração teve início às 10h, na área externa do Mercado da Madalena. Na ocasião foram lançados o livro Porque o Rei é imortal, de José Nobre e Antônio Francisco Costa, o cordel Luiz: Luar do Sertão, de Chico Pedrosa, e CD de forró pé de serra de artistas que integram a Sociedade de Forrozeiros Pé de Serra e Ai, que homenageia o Rei do Baião.

Ao som de forrozeiros como Terezinha do Acordeon, Benil, Nádia Maia, Rogério Rangel, Liv Moraes, Andrezza Formiga, Dudu do Acordeon e Walkiria Mendes, o público apreciou uma exposição com síntese da vida e obra de Luiz Gonzaga, através de painéis com fotos, quadros, biografia e a exibição de vídeos através de um telão.


Fonte:NE 10/Notícias



Vários forrozeiros se apresentaram 

Dudu do Acordeon

Rogério Rangel

Terezinha do Acordeon

A cantora Andrezza Formiga e Mauricio Dias do Gazeta da Torre

O palco ficou ao lado da Praça da Alimentação do Mercado da Madalena

Muitas obras de artistas regionais estiveram em exposição



 A presença de Yane Marques, pentatleta brasileira, única detentora de
medalha olímpica no pentatlo moderno na América Latina e
no Hemisfério Sul
, e Mauricio Dias.


(direita) Presença do Poeta e Cordelista, José Evangelista (Obras:
A discussão de Robertos Carlos e Lampião, O adeus ao grande
mestre Ariano Suassuna, entre outras grandes obras.),
Mauricio Dias (Gazeta da Torre)  e
Nino (O homem mais bonito do mundo, seu personagem).

Centenas de pessoas comparecerama ao evento





Nosso Mercado da Madalena: Aqui, as coisas acontecem.





quinta-feira, 24 de julho de 2014

Ariano Suassuna - As luzes se apagam. Permanece a memória


O escritor paraibano Ariano Suassuna morreu às 17h28m no dia 23 de Julho/2014, aos 87 anos, vítima de uma parada cardíaca. Defensor da cultura popular brasileira, era um dos maiores dramaturgos do país, além de autor de romances e poemas.

Nascido em 16 de junho de 1927 em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, Ariano Vilar Suassuna era filho de João Suassuna, então governador de seu estado natal. Com o fim do mandato, um ano depois, toda a família se mudou para o interior.

O velho contador de histórias do sertão tinha apenas 3 anos quando um fato trágico marcou sua infância. No desenrolar da Revolução de 1930, um pistoleiro de aluguel assassinou seu pai com um tiro pelas costas, numa rua do Rio de Janeiro.

O assassinato foi motivado por boatos que apontavam o patriarca da família Suassuna como mandante da morte de João Pessoa, seu sucessor no governo, fato que serviu de estopim para a revolução. Um ambiente assim, com dívidas de sangue e rivalidade entre famílias, cobrava dos órfãos a vingança. Mas, um dia antes de ser assassinado, João Suassuna deixou uma carta aos nove filhos pedindo que eles não se tornassem assassinos por sua causa.

Ariano Suassuna obedeceu. Em vez disso, dizia estar perto de perdoar os criminosos que mataram seu pai. A mãe e viúva também ajudou, ao dizer que o pistoleiro responsável pelo crime já havia morrido (era mentira). Com a tragédia, a família mudou-se para a pequena cidade de Taperoá, no interior da Paraíba. E Ariano herdou a biblioteca do pai, onde encontrou livros importantes para sua formação. Um dos mais importantes, sem dúvida, foi “Os sertões”, de Euclides da Cunha. A obra lhe apresentou um dos personagens que mais marcaram sua vida: Antônio Conselheiro, profeta e líder de Canudos.


Em 1942, Suassuna foi para Recife concluir o ensino básico. Anos depois, na faculdade de Direito, ajudou a fundar o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, encenou sua primeira peça: “Uma mulher vestida de sol”. Nove anos depois, levaria aos palcos seu texto mais conhecido, “Auto da Compadecida”, que ganharia adaptações na TV e no cinema.

Por causa do teatro, deixou o Direito de lado seis anos após ter se formado. O romance surgiu mais tarde em sua vida. Em 1971, Ariano Suassuna lançou seu “Romance d’a pedra do reino e o príncipe do sangue vai-e-volta”, com nome comprido como seus cordéis tão adorados e pensado para ser uma trilogia. Com o livro, o escritor avança em relação à literatura regionalista dos anos 1930, representada por João Guimarães Rosa e José Lins do Rego. Mais tarde, Ariano Suassuna diria que “A pedra do reino” era, de certa forma, uma tentativa de trazer seu pai de volta à vida.


Havia quem acusasse o escritor de lutar contra moinhos de vento: o escritor se apresentava como um defensor da cultura popular brasileira, contra a invasão da indústria cultural norte-americana. Falava mal de Madonna e Michael Jackson. Não à toa, quando foi secretário de Cultura do governo Miguel Arraes, nos anos 1990, tornou-se um ferrenho opositor do maracatu eletrônico e do manguebeat. Ele se recusava, por exemplo, a chamar Chico Science, o vocalista da Nação Zumbi, pelo nome artístico. Dizia “Chico Ciência”.

 A defesa da cultura nacional, que muitas vezes lhe rendeu o rótulo de xenófobo, já vinha no sangue e no nome da família. Na onda nacionalista depois da Independência, em 1822, vários brasileiros adotaram nomes indígenas. Seu bisavô Raimundo Sales Cavalcanti de Albuquerque escolheu Suassuna, de origem tupi, e nome de um riacho da região onde a família vivia. Nos anos 1970, fazendo jus ao nacionalismo da linhagem, Ariano fundou o Movimento Armorial, que defendia a criação de uma cultura erudita com bases na cultura popular — e toda a sua obra orbita em torno desse ideal. 

Em 1989, o sertanejo foi eleito para a cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono era Araújo Porto-Alegre. Sexto ocupante da cadeira, Suassuna nunca foi um imortal de frequentar os eventos da instituição. Era uma espécie de filho pródigo da ABL.

Para além de sua obra, o escritor paraibano ficou famoso também por dar aulas em que dissecava a cultura brasileira, as suas origens ibéricas, a tradição dos violeiros, dos cantadores, das rabecas, dos cordéis. Eram aulas-espetáculo. E a última foi na sexta-feira passada, no 24º Festival de Inverno de Garanhuns, a 230 quilômetros de Recife. O Teatro Luiz Souto Dourado ficou lotado, como sempre acontecia nesses eventos. Um dos motivos de tanto sucesso era o bom humor do escritor, uma de suas marcas. Não que tenha sido sempre assim. Suassuna atribuía o aparecimento do humor em sua vida ao encontro com Zélia, sua mulher há mais de 50 anos. Para Suassuna, ela havia “desatado alguma coisa” dentro dele. “O riso a cavalo e o galope do sonho são as duas armas de que disponho para enfrentar a dura tarefa de viver”, escreveu em “A pedra do reino”.

Em 2007, ele assumiu a secretaria de Cultura de Pernambuco a convite do governador Eduardo Campos, e chegou a ocupar outros cargos até deixar o governo recentemente, em abril de 2014.


O ano de 2007 também foi marcado pela celebração dos 80 anos do escritor em todo o Brasil. As homenagens o levaram a viajar de Norte a Sul do país. Uma epopeia para um homem que, além de apreciar o sossego, detestava avião. Mesmo assim, o apaixonado e muitas vezes polêmico defensor da cultura popular brasileira seguia adiante. Mas brincava: se soubesse que chegar aos 80 anos daria tanto trabalho, teria ficado nos 79.

Não troco meu "OXENTE" pelo "OK" de ninguém. (Mestre Ariano Suassuna)

Fonte: O GLOBO




segunda-feira, 21 de julho de 2014

Coluna O LIMIAR DA EDUCAÇÃO - Julho/2014 - Evalda Carvalho


É esperado que a trajetória acadêmica de um indivíduo dê bons frutos, sobretudo no campo profissional. Aquela perguntinha famosa “o que você vai ser quando crescer?”, tão ingênua e muitas vezes simpática para os primeiros anos de vida, revela a carga de responsabilidade que compete aos educadores, desde a tenra idade dos seus educandos. A soma das vivências, sob o influxo das corretas orientações, que sejam elas no âmbito doméstico, na escola e nos demais grupos sociais, vai mostrar, de um lado, o quanto teve êxito a tarefa de educar. De um lado, parabéns aos pais ou responsáveis, pela missão cumprida, muitas vezes com sacrifício. Por outro lado, também digno de nota, está a escolha do educando, ao apresentar boa conduta moral.

Se o cenário acima descortinado fosse constatado na predominância, certamente não haveria tantas queixas entre pais, filhos, vizinhos, colegas etc., que resultam em desrespeito, desavença e falta de moralidade. Mas, afinal, quem pode responder pelo alto índice de desordem?

Ao que parece, o momento atual é muito propício para esta análise, na tentativa de responder o questionamento que nos alcança com tom de provocação. Só para começar a ampliar o tema, admitamos que temos dois perfis básicos na sociedade: ora estamos aprendendo, tal qual aluno na grande sala de aula da vida; ora desempenhamos atribuições que nos permitem guiar e dar exemplos. Em tais perfis, é forçoso considerar o caminho de duas vias, provando que para cada atitude há inevitavelmente uma resposta, como para todo efeito existe uma causa.

Quem já parou para refletir quantas vezes foi negligente ou imprudente? Nas escolhas individuais, a indiferença e a omissão são tratadas como negligência, haja vista caracterizar que tal ou qual atitude esperada deixou de ser tomada. Já a impulsividade e a precipitação correspondem à imprudência, gerando ações bem diferentes daquelas que seriam aguardadas. Quantas vezes alguém se julgou capaz de fazer algo, mas na prática percebeu que faltou habilidade técnica? Isto se chama imperícia.

É, portanto, de bom alvitre substituirmos a indagação “o que você vai ser quando crescer?” por “de que forma você vai contribuir para que o mundo seja melhor?”. Além de valorizar a formação acadêmica, para que ninguém seja taxado de imperito, a nova pergunta desperta no indivíduo a capacidade de sair da zona de conforto da indiferença, deixando de ser negligente, para de fato agir com ética, respeito mútuo e moralidade, evitando a imprudência.

Esse é o desafio dos educadores atuais. Não pense que está na contramão só porque a maioria tem opinião diversa da sua. É sempre preferível fazer o correto, ainda que não haja apoio ou consentimento de quem quer que seja. Cada um deve fazer a sua parte.

O que é “comum” pode não ser considerado “normal”, muito menos, “natural”, quando se aproxima do “banal”. Então, ao invés de ser mais um na inobservância do dever e na falta de cautela, procure colocar em prática os valores morais, que são a base para um futuro melhor, mais fraterno e humano. 


Leitor(a) do Gazeta da Torre, você sabe o que é Lipocavitação?

Coluna Saúde e Bem-estar do Gazeta da Torre 
Por Dra. Mileny Almeida - Fisioterapeuta da FisioDermatus/Torre

Prepare-se! Chegou o revolucionário método para acabar de vez com a gordura localizada!

O Sonofocus é o mais novo aparelho de Lipocavitação! É um aparelho de Ultrassom Cavitacional Focalizado, sendo o único que possui um transdutor côncavo que estimula a destruição completa do adipócito, através do ponto focal e também trabalha com frequência de 1,8 MHz, modulado em baixa frequência de 31 KHz, o que fornece maior segurança ao paciente, pois atinge somente a camada adiposa.
Entenda abaixo um pouco mais sobre o procedimento de lipocavitação.
A lipocavitação é um tratamento não invasivo para redução de medidas corporais e tratamentos de celulite que apresenta resultados mensuráveis logo nas primeiras sessões.
Este processo age diretamente nas células adiposas, utilizando uma tecnologia baseada em Ultrassom Cavitacional, ou seja, um aparelho que emite ondas com frequência muito baixa.
O ultrassom cavitacional converte uma quantidade pré-determinada de ultrassom em pressão, o que leva a uma destruição mecânica das membranas das células gordurosas, enquanto que tecidos adjacentes, incluindo vasos sanguíneos, nervos e tecidos conectivos permanecem inalterados.
As ondas produzidas desestabilizam as bolhas criadas, processo chamado de cavitação instável, que faz as bolhas expandirem e contraírem conforme o pico de pressão. Esse processo irá romper a membrana celular dos adipócitos e reduzirá seu número.
 Riscos da lipoaspiração  X  Lipocavitação focalizada
Uma das principais formas de tratamento destas adiposidades é a lipoaspiração, um método cirúrgico utilizado para a remoção de tecido adiposo de algumas regiões do corpo através de cânulas que podem estar conectadas a um aspirador, a seringas, a aparelhos de ultrassom ou a um vibrolipoaspirador. As complicações pós-operatórias maiores ou menores e o índice de morbimortalidade são semelhantes a qualquer outro procedimento cirúrgico. As maiores complicações constituem em emergências médicas como liponecrose, necrose cutânea, edema pulmonar agudo, trombose venosa profunda, embolia gordurosa, anafilaxia, perfurações abdominais e torácicas, coma e em alguns casos, morte. As menores são de ordem estética como irregularidades da superfície, assimetrias, flacidez acentuada de pele e equimoses prolongadas com formação de hipercromias, edema persistente, hipoestesia, hiperpigmentação, hematoma ou formação de seroma. Além, é claro, da necessidade de internação e de repouso pós-operatório.
Já a lipocavitação não oferece os riscos acima e você não precisa ficar de repouso. A lipocavitação focalizada é considerada a verdadeira “lipo sem cortes”, pois a resposta lipolítica proveniente do ultrassom focalizado promove a redução da gordura localizada e remodelagem corporal, de forma conservadora, sendo a alternativa de escolha perante os arriscados procedimentos cirúrgicos.
O tratamento pode ser realizado nas regiões corporais: abdome, flancos, glúteos, culote, posterior de coxa, interno de coxa, braços e região subescapular.
Venha conhecer o Sonofocus, a verdadeira lipo sem cirurgia e com aprovação da Anvisa!!
Você está esperando o quê para perder aquela gordurinha que tanto te incomoda? Ligue para a FisioDermatus e agende sua avaliação GRÁTIS (3055-0558)!


terça-feira, 15 de julho de 2014

NOVIDADES!!! Bairro da Madalena

Diante de uma minuciosa pesquisa entre seus clientes, a nova e aconchegante casa MERCEARIA 08 Bar e Restaurante, localizada no bairro da Madalena, Rua Dom João de Souza, 754, próximo à Drogaria Madalena,  está com novo cardápio.


As novidades estão no Ensopado de Caranguejo, Costelinha de Bode, Tábua de Frios, Joelho de Porco Defumado, Queijo Provolone Empanado, Carne de Sol com Macaxeira Frita, entre outros.

A agradável casa, agora, além dos deliciosos petiscos, nas sextas-feiras apresenta MPB, aos Sábados oferece Bossa Nova e aos Domingos, Chorinho. Tudo ao vivo!

Mercearia 08 Bar e Restaurante vem conquistando o gosto dos moradores e frequentadores de nosso bairro pelo novo conceito em comida regional, ambiente aconchegante, com área interna climatizada, estacionamento e um bom atendimento. É só conferir.



Palavra Cruzada do Mercado da Madalena - Julho/2014





segunda-feira, 14 de julho de 2014

Copa 2014: ALEMANHA campeã da COPA DO MUNDO 2014



O fato é que os alemães foram melhores. Ponto. Não há que se discutir isto. Precisamos de uma vez por todas entender que cada um tem a sua dose de responsabilidade dentro de uma equipe. Se algo não deu certo todos são responsáveis. Todos sem exceção. Ficar procurando subterfúgios para se eximir de culpa é covardia.
E por que eles foram melhores? Porque se prepararam melhor em todos os aspectos. Planejaram o que tinham que planejar. Desenvolveram quem tinham que desenvolver. Formaram uma equipe. Um time na acepção da palavra. Não dependiam de um ou outro integrante da equipe de forma isolada. Não dependiam de um “jeitinho” qualquer.
Tragam isto para a vida coorporativa. Não podemos apenas ficar dependendo de um ou outro talento. Temos que formar mais e mais talentos. Líderes e mais líderes. Cada pessoa dentro de uma empresa deveria ter como obrigação primária formar um novo líder. Isto faz uma equipe forte. Uma empresa forte, produtiva e rentável.
Além disso é preciso ter flexibilidade. Não se monta uma equipe apenas com especialistas. Quanto mais flexíveis formos, melhor seremos como profissionais.
Claro que é importante ser inovador. É fundamental, eu diria. Mas é preciso que tenhamos o inovador visionário mas também o inovador experimentador que alia uma característica com a outra, de modo a promover uma mudança eficaz e realmente produtiva. Precisamos do inovador que modifica as coisas que não estão dando certo e busca com determinação aproveitar o que cada um tem de melhor para que o desempenho coletivo seja o mais alto possível.
Não há mais espaço dentro das organizações, sejam elas empresariais, governamentais, comerciais, industriais, do terceiro setor ou seja lá de que tipo forem, para improviso. O improviso pode e deve existir de forma pontual. Para dirimir um problema específico. Não como estratégia para se chegar à excelência.
Muitos dizem que este ou aquele time ou seleção chegaram a obter uma vitória pela participação única de um atleta. Mentira. Não acredito nisto. A participação especial de um “gênio” melhora a efetividade de uma equipe como um todo. Fortalece um grupo. Motiva e dá segurança mas não ganha sozinho.
A Alemanha não ganhou apenas o jogo. Deu-nos uma lição de planejamento, comprometimento, liderança, produtividade, humildade e como se forma uma equipe de trabalho. Podemos aproveitar, entender e assimilar ou dar uma desculpa. A escolha é nossa. Se fosse a sua empresa, o seu time, o que você faria? Neste caso a escolha é sua. Pense bem, faça a escolha certa e vença.

Airton Carlini

domingo, 13 de julho de 2014

Copa 2014: As belas torcedoras brasileiras

Gazeta da Torre

Com a melhor média de gols das últimas décadas, a Copa do Mundo no Brasil está dando um verdadeiro show dentro dos gramados. Nas arquibancadas, porém, o espetáculo não fica atrás, com a presença de lindas mulheres brasileiras.

É coisa do passado dizer que futebol é coisa de homem. As mulheres estão indo cada vez mais aos estádios e entendendo de futebol.

Elas torcem, gritam e até xingam como os homens. Mas a contribuição principal do sexo feminino vai além de torcer para seu time de coração.

Elas esbanjam beleza nos estádio e chamam a atenção. A Copa do Mundo está reunindo as mais belas mulheres do mundo. Confira a seguir as belas torcedoras brasileiras deste mundial que fizeram sua parte, quanto ao futebol da nossa seleção...decepção total.











quinta-feira, 10 de julho de 2014

Copa 2014: Pane geral na Seleção Brasileira???

O técnico Luiz Felipe Scolari continua sem ter explicação para a humilhante derrota da seleção brasileira por 7 a 1 para a Alemanha. Ao ser bombardeado de perguntas admitiu não saber o que se passou. "Se eu pudesse responder com consciência o que aconteceu naqueles seis minutos, eu responderia. Mas também não sei." 


Felipão continuou batendo na tecla de que o Brasil fazia boa partida, apesar de ter tomado o primeiro gol com apenas 10 minutos, e que a goleada foi desenhada nos tais seis minutos de intervalo entre o segundo e quinto gols dos alemães. "Tomamos um contra-ataque e tomamos o primeiro gol de bola parada em vinte e poucos jogos. Nós sabíamos, estudamos (a jogada de escanteio do adversário), mas tomamos aquele gol. Tomamos o segundo e na saída de bola o terceiro. Aí houve uma pane geral, da comissão técnica, dos jogadores. Ninguém entendia o que estava acontecendo e a equipe da Alemanha aproveitou a oportunidade", afirmou Felipão, que compareceu à entrevista coletiva acompanhado de todos os integrantes da comissão técnica.

O treinador se baseou nos números positivos da seleção desde que assumiu o cargo, um ano e meio atrás, para defender o trabalho. Voltou a agradecer o carinho do torcedor - "foi espetacular" - e disse que o objetivo, agora, é conquistar o terceiro lugar no sábado, em Brasília.

Ele não quis falar sobre seu futuro, sob o argumento de que seu compromisso com CBF se encerra no fim da participação brasileira na Copa do Mundo. "Não vamos discutir isso antes do jogo de sábado. Após isso é que vai se definir alguma coisa e essa definição passa pela direção da CBF, que vai dar uma posição sobre a importância do nosso trabalho."

“Se a gente tivesse que dar notas aos jogadores do Brasil nessa vergonhosa goleada do Mineirão, ninguém poderia escapar da nota zero. Foi a maior humilhação do futebol brasileiro. Antes disso, somente aquele 3×0 para a França, na final de 1998 nos atormentava. Mas 7×1 foi demais. O pior dia de nossas vidas. Chegamos capengando na semifinal, sem nunca conseguir convencer totalmente em nenhuma das vitórias. Mas sempre havia, entre nós, a esperança de que o time conseguisse engrenar. Felipão tinha um punhado de alternativas para recompor a equipe por causa dos desfalques de Neymar e Thiago Silva, mas infelizmente fez as escolhas equivocadas. Ele sabia que o meio de campo era o ponto mais forte e eficiente da Alemanha. Poderia ter povoado melhor aquele setor. Optou por Bernard, um garoto inexperiente que entrou em campo completamente assustado”, comentou Marcondes Brito, jornalista, comentarista da BANDNEWS TV.

No entanto, sabe-se que tanto o presidente José Maria Marin como o vice, e presidente eleito, Marco Polo del Nero, não querem a permanência de Felipão e dos membros mais importantes da comissão técnica.


Por Almir Leite - ESTADÃO

Copa 2014: Desempenho dos centroavantes do Brasil


O Brasil sempre foi terra fértil para 'camisas 9', mas para a disputa da Copa do Mundo teve dois jogadores da posição, Fred e Jô, se apresentando muito abaixo do nível esperado.
O jogador do Fluminense teve apoio incondicional de Felipão, e seguiu no time apesar de ter feito apenas um gol nos três primeiros jogos e de ter recebido série de críticas. Jô, que jogou por 78 minutos no Mundial, não marcou e não acrescentou ao time.
Antes da competição, em entrevista, o técnico da seleção admitiu a predileção por um homem de área, mas disse também que tinha opções para alterar a forma de jogar. Neymar e Hulk poderiam ser os 'falsos 9', mas nenhum atuou como centroavante na Copa.

Copa 2014: Parreira define derrota

Palavras de Parreira, acompanhado de Felipão, mostrando vários papéis aos jornalistas que estavam presentes na coletiva, após o Brasil perder para Alemanha por 7X1 :


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Copa 2014: Brasil é goleado e dá adeus ao hexa


O Brasil viveu uma tragédia na sua história no futebol ao ser goleado por 7 a 1 pela Alemanha, no Mineirão, e disse adeus ao hexacampeonato ao ser eliminado nas semifinais da Copa do Mundo.
O Brasil até pareceu que enfrentaria a Alemanha de igual para igual nos primeiros 10 minutos de jogo, mas uma falha na zaga após cobrança de escanteio permitiu que Müller sozinho fizesse 1x0 para os alemães. Depois disso, o descontrole começou. A Alemanha cresceu no jogo, passava a controlar a partida, enquanto a seleção brasileira não conseguia construir nenhuma jogada.
O domínio então virou massacre. Em apenas seis minutos, a Alemanha fez quatro gols, com Klose, Kroos, duas vezes, e Khedira. Todos os gols foram após trocas de passes dos jogadores alemães sem nenhuma marcação brasileira. Após os 28 minutos, com 5x0 no placar, a Alemanha passou
No segundo tempo, Felipão ainda fez duas alterações. Colocando Paulinho e Ramires no lugar de Fernandinho e Hulk. A seleção brasileira até passou a pressionar, mas não conseguir marcar. Paulinho em duas vezes e Fred desperdiçaram algumas chances, mas foi a Alemanha quem marcou. Schürrle ainda anotou o sexto aos 24 da etapa final e marcou mais um dez minutos depois. A goleada ainda poderia ser maior se não fosse duas defesas de Júlio César. Nos Acréscimos, Oscar fez o gol de honra brasileiro.
O Brasil nunca havia sofrido tantos gols na sua história. O placar mais elástico tinha sido um 6-0 diante do Uruguai, na Copa América de 1920. Também foi a maior goleada sofrida pelo Brasil em Copas do Mundo, superando o 3 a 0 da final de 1998, quando a França se sagrou campeã em casa.
Por Douglas Nunes