sábado, 8 de março de 2025

A violência contra a mulher é um sintoma trágico em uma sociedade em vias de destruir a democracia

 Gazeta da Torre

Herdamos, no Brasil, um passado banhado de sangue. Por quase 500 anos prevaleceu o direito de matar impunemente homens e mulheres negros que ousavam se rebelar contra maus tratos de seus “proprietários”. Aos rebelados, a pena de morte. Não é de estranhar a cruel violência patriarcal herdada que prevalece até o presente e que se expandiu por todas as camadas da população.

O aumento extraordinário de feminicídios e estupros de mulheres e meninas são noticiados nas redes sociais, nos jornais e exibidos na tv em programas que podem ser vistos em qualquer horário do dia ou da noite. O tema, dramatizado em cenas cruas, quase não espanta mais. E, pior ainda, é banalizado por profissionais que os deveriam punir (veja-se o caso Mariana Ferrer entre outros).

Desde o século 19, jornalistas, escritoras, intelectuais, militantes políticas, feministas denunciam a subordinação das mulheres cujas liberdades são constrangidas pela tutela do pai, do marido e até do irmão. O comportamento da dominação patriarcal reproduziu-se entre chefes, mestres de fábrica, empregadores, e foi incorporado até mesmo por companheiros de partidos políticos.

Foram décadas de lutas dos movimentos feministas para superarem obstáculos e conquistarem a cidadania – desde o direito ao voto, a eleição de mulheres para as Câmeras, o direito ao próprio corpo. Mesmo e sobretudo durante as ditaduras de Getúlio ou de 1964-1985, os movimentos feministas não deixaram de enfrentar opositores armados, buscando implantar os direitos humanos para todos e especialmente para as mulheres. A militância ensinou às mulheres que o poder estava na mão do Estado do qual estavam excluídas. Em resposta, os movimentos feministas elaboraram estratégias para participar das instituições estatais e elaboraram uma instituição original, o Conselho Estadual da Condição Feminina (em São Paulo, 1992, e logo a seguir em Minas, e depois em quase todos os estados).

Em meio a múltiplas demandas, ações contra a violência, o machismo, o assassinato de mulheres eram prioritárias. No imaginário social, havia um único caminho para as camadas populares e médias: recorrer às delegacias de polícia. Buscar um advogado era serviço aventado apenas pelas camadas ricas. Quando uma mulher era fortemente agredida por seu companheiro ou marido, a delegacia de polícia era, em última instância, a autoridade máxima. Desnecessário relatar que em geral, naquela instituição, as mulheres eram desconsideradas, os casos minimizados e elas eram e são ainda, por vezes, aconselhadas pelas “autoridades” a voltarem para casa e ficarem quietinhas. Ao criar a Delegacia da Mulher (1985), a expectativa era que fossem recebidas como pessoas com direitos, o que de fato ocorreu após muitos treinamentos. As profissionais destas delegacias, por sua vez, e por serem mulheres, tiveram múltiplas dificuldades para terem suas carreiras reconhecidas.

A partir da década de 1990, o Brasil assinou vários acordos internacionais que reconheciam os direitos humanos das mulheres, ampliando o campo da não violência. A lei Maria da Penha insere-se na articulação entre o movimento feminista brasileiro e o campo internacional, pois, lembremos, o agressor de Maria da Penha foi por duas vezes absolvido, até que o caso foi levado à Comissão Latino-Americana dos Direitos Humanos. Justiça seja feita a um grande grupo de feministas que se empenhou para que afinal Maria da Penha tivesse seu caso revisto. A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006, portanto, há 18 anos, mas durante esse período centenas de brasileiras foram assassinadas e meninas estupradas e mortas.

Atualmente, quando ameaçada de morte por companheiro, marido, ou outros homens com quem mantém relações afetivas, a mulher já não suporta mais e pressente o pior, ela recorre a um juiz para obter uma “medida protetiva”. Esse instrumento de proteção foi altamente procurado e encontrou apoio no Judiciário.

É claro que essas medidas protetivas são importantes, mas não bastam para eliminar o feminicídio. Visando aperfeiçoar o atendimento, o serviço policial desenvolveu a Patrulha Maria da Penha, para prevenir ataques às mulheres com medidas protetivas e outras ameaças. Esse programa começou em 2012 em Porto Alegre, em 2019 no Rio de Janeiro e, em 2020 em São Paulo. Finalmente o programa foi apresentado e aprovado no Senado para vigorar no País todo em 2021, há quatro anos! Não foi implantado ainda. Embora a Patrulha Maria da Penha seja importante e tenha resultados positivos, é irreal supor que ela venha se estender ao País todo. Outra medida eficiente e factível é o telefone 180 para atender mulheres em perigo ou que precisam de orientação. Há ainda outra linha telefônica, o 190, que se liga diretamente à polícia quando o caso é extremo e tem evitado feminicídios no Brasil e no exterior.

O sucinto retrospecto sobre medidas para evitar violências contra a mulher e a menina aqui feito destacou medidas para defender e fortalecer as mulheres. Essa avaliação permite apontar uma importante lacuna: nesse quadro, onde estão os homens? E os meninos? Se queremos criar uma sociedade igualitária, que respeite os direitos humanos de todos, é necessário completar o planejamento com políticas e programas para os homens. Há no Brasil um tímido movimento de educação masculina, “grupos reflexivos”, e há juízas e juízes que encaminham homens “em situação de violência” para esses programas. Em 2020, havia 312 grupos reflexivos voltados para encaminhar homens autores de violência contra mulheres no Brasil. Os resultados apontam que após frequentarem as reuniões por algumas semanas, os participantes desenvolvem novos comportamentos em suas relações sociais e familiares.

Se quisermos tornar os comportamentos masculinos não violentos, não agressivos, não se pode esperar que cheguem à idade adulta. A orientação sobre igualdade de gênero deve se iniciar desde a primeira infância para meninos e meninas: educar e socializar com programas que destaquem a igualdade nas relações sociais de gênero, com respeito às diferenças – de classe, gênero, cor, etnia.

Há enorme e forte reação a esse tipo de projeto. Uma parcela da população, politicamente de direita, cria obstáculos tanto práticos como ideológicos. No Legislativo, apresentaram pelo menos dois projetos: Educação em Casa e Educação Militar. O primeiro pretende restringir experiências extradomiciliares e implica no fortalecimento de um controle patriarcal, conservador, impedindo diversidade religiosa e sexual. O segundo, ainda acrescenta apagar a educação crítica e impõe comportamentos autoritários.

Recompondo todo o longo esforço para reduzir o feminicídio e face ao seu crescimento, vale pensar que a violência contra a mulher e a menina é um trágico sintoma de uma sociedade que caminha para destruir a democracia.

Ainda é tempo de refletirmos.

Por Eva Alterman Blay, professora titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Uma das pioneiras em pesquisas sobre as questões da mulher e as relações sociais de gênero, como participação política. Publicou livros e artigos sobre questões urbanas, habitação operaria, participação política da mulher, Violência contra a mulher, Feminismo e masculinidades e Imigração Judaica. É membro de várias associações cientificas internacionais e nacionais. Consultora do grupo de investigação MCCLA ( Mulheres, Cultura, Ciência, Letras e Artes) da Cátedra Convidada Infante Don Henrique pra Estudos Insulares, Atlânticos e a Globalização.

Fonte: Jornal da USP

Não há espaço para estereótipos que criem obstáculos para as mulheres na área acadêmica

 Gazeta da Torre

A professora Adriana Alves destaca que, se as ações forem concretizadas na USP, servirão de modelo para outras instituições adotarem as mesmas medidas e daí criarem uma onda de equidade de gênero.

Adriana Alves, coordenadora do Escritório USP Mulheres, em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, discutiu ações para a equidade de gênero dentro e fora da Universidade, visando à promoção de maior acesso, permanência e progressão de mulheres na USP, tanto em termos acadêmicos quanto administrativos. Ela destacou que existem diferentes obstáculos, dependendo da área. “Para as exatas, precisamos ainda focar bastante no acesso. Para as humanas e biológicas, já temos um cenário um pouquinho melhor”, mas, ainda assim, as contratações privilegiam homens.

Adriana aponta que essa diferença de acesso entre exatas, humanas e biológicas ocorre devido a estereótipos. “Precisamos também desfazer todo um estereótipo de criação de homens e mulheres. Eu cresci ouvindo que mulheres eram melhores na escrita e homens melhores no pensamento lógico. Então, precisamos criar as nossas meninas para que elas vejam um futuro nas carreiras das ciências exatas.”

Sendo assim, é necessário sensibilizar os gestores das universidades, para que haja políticas de incentivo à entrada e permanência de mulheres. “Isso é um problema que é mundial. Não é só da USP”, ressalta a professora.

Fonte: Jornal da USP

Mulheres ainda enfrentam desigualdades no mercado de trabalho

 Gazeta da Torre

Em pleno século 21, classe feminina ainda luta contra diferenças salariais e dupla jornada de trabalho.

O Dia Internacional da Mulher, comemorado 8 de março, começou com um objetivo: lutar por igualdade de salário e de direitos civis. Cinquenta anos já se passaram desde a sua oficialização pela Organização das Nações Unidas (ONU) e “muita coisa ainda precisa mudar”, segundo Vera Lúcia Navarro, socióloga do trabalho e professora do Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2019, indicam que as mulheres enfrentam desigualdade salarial de 15% em relação aos homens que desempenham a mesma função. Para aquelas que possuem ensino superior completo a discrepância pode chegar a 35%.

A professora Vera conta que essas diferenças encontradas no mercado de trabalho muitas vezes começam dentro de casa. “A responsabilidade pela criação dos filhos, o cuidado com a casa e com a saúde da família ainda continuam sendo da mulher. O homem ainda se apresenta como aquele que ajuda e não como o que divide tudo”, afirma.

Fato que se comprovou no relatório Outras Formas de Trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Penad) do IBGE, em 2018. Segundo o levantamento, as mulheres gastaram em média mais de 21 horas, por semana, com afazeres domésticos e cuidado de pessoas, quase o dobro do que os homens gastaram com as mesmas tarefas.

Para Vera, os dados revelam um lento progresso que percorreu toda a história da luta de movimentos feministas e de trabalhadores, porém ainda há pouco a ser comemorado. “Essa é uma data que remete à luta das mulheres por mais direitos, condições de vida e de trabalho e nessa conjuntura em que estamos vivendo, de tantos retrocessos e tantos atrasos, o que temos a comemorar? Penso que esse é muito mais um dia de luta e de protestos do que de comemorações”.

Fonte: Jornal da USP

quinta-feira, 6 de março de 2025

Culturas e tradições afro-brasileiras encontram no Carnaval um mecanismo de preservação e transmissão de conhecimentos pouco valorizados pelo ensino formal

 Gazeta da Torre

Sambas sobre culturas, saberes e religiosidade da África e dos afrodescendentes transformam a avenida em sala de aula quando chega o Carnaval. Especialistas destacam o papel das agremiações em preservar as memórias da população negra e as narrativas afrocentradas. Ainda pouco valorizadas no ensino formal, elas se entrelaçam com as origens das próprias escolas de samba.

No Carnaval de 2025, o Anhembi e a Marquês de Sapucaí tiveram muitas oportunidades para aprender com esses professores do samba. Três quartos das agremiações do Grupo Especial do Rio de Janeiro desfilaram cantando sambas-enredo sobre tradições e religiosidades africanas e afro-brasileiras.

Em São Paulo, ainda que em número menor (apenas quatro, em comparação às nove cariocas), as escolas com propostas afrocentradas são símbolos de representatividade. Neste ano, por exemplo, a Gaviões da Fiel levaram pela primeira vez um samba sobre temática africana à passarela.

Para o jornalista Aydano André Motta, especialista na cobertura do carnaval, a escolha pelos temas reflete um ganho de consciência da comunidade carnavalesca em falar sobre si e sobre as histórias de seus fundadores. “Ainda existe um racismo muito forte no Brasil. Existe lei que obriga o ensino de cultura africana, mas nem todo mundo cumpre. Nesta sociedade em disputa, as escolas escolhem propor temas de muito questionamento político e de exaltação às tradições afro-brasileiras e indígenas. Elas vão para a avenida apresentar histórias pouco contadas na literatura e na educação”, avalia.

Cláudia Alexandre, pós-doutoranda em Antropologia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, corrobora a análise, apontando que as agremiações têm um papel educativo: “A escola de samba é uma escola. Quando ela propõe o enredo, ela precisa explicar essa história, desde a comissão de frente até a última ala. Nenhuma escola vai para a avenida para que o seu enredo não seja entendido. Isso é até quesito de julgamento. Quando dizem que ‘ninguém entende’, quem não entende? Quando os jurados dão nota 10 para um enredo, eles não entenderam? Quando o público canta e bate palma para a escola passar, eles não estão entendendo?”.

Memória e resistência

Felipe Gabriel Oliveira, doutorando em Antropologia Social pela FFLCH, salienta que os enredos afro são uma maneira de colocar os temas plurais em debate no ambiente público, abordando problemas como racismo e intolerância religiosa. Nesse sentido, o Carnaval é uma data muito significativa para a valorização da cultura afro-brasileira devido a sua projeção nacional. Em entrevista a diferentes veículos de imprensa, às vésperas do carnaval, declarações polêmicas do carnavalesco Paulo Barros enfatizaram ainda mais a necessidade da discussão.

“Por mais que o ciclo carnavalesco dure o ano inteiro, você tem praticamente um ou dois meses de intensa cobertura jornalística. O fato de uma população marginalizada e perseguida ter um momento de palco em que ela é aplaudida, canta o seu samba com muito orgulho e mostra a sua identidade com maior brilho, é uma forma de demarcar uma posição. É uma valorização de identidades, costumes, ideologias e religiões que não encontram muito espaço em outros períodos do ano”, diz Oliveira.

Cláudia afirma que é impossível separar o samba e o Carnaval das reverências aos ancestrais e aos orixás. “Há muita representação do terreiro na existência e na presença de uma escola de samba no Carnaval. Cada vez que se reverencia, mantém-se viva a lembrança de onde vieram e do processo histórico de luta e resistência pelo qual os negros passaram para hoje estarem livres, aberta e democraticamente reverenciando os seus [iguais e deuses]”.

Samba para quem o criou

Doutora em Ciência da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Cláudia explica que as escolas de samba são uma criação da população negra submetida ao trabalho escravo no Brasil. Forçados a atravessar o Atlântico, os negros foram separados de suas comunidades, destituídos de suas posses e obrigados a trocar de nome. Reduzidos a corpos, trouxeram consigo apenas bens imateriais: suas crenças e tradições.

Ao longo de todo o processo de escravidão, eles encontraram na tradição oral e nas artes corporais, como o canto, a dança e o batuque, uma maneira de manter vivas a fé e as ligações com os antepassados. “Os batuques foram se tornando samba, os cantos e lamentos de reza foram se tornando música e as formas de dançar nos terreiros foram sendo reproduzidas nas procissões”, aponta a pesquisadora.

Sem incentivos governamentais de integração social após a libertação, a comunidade negra fundou mecanismos de socialização. “Com a urbanização do Rio de Janeiro, principalmente, e a disputa por espaço, cidadania e identidade, as escolas de samba vão sendo constituídas como uma forma de organização da sociabilidade desses territórios negros. A articulação da festa refaz esses laços comunitários que foram massacrados durante o período da escravidão. Isso é uma tecnologia política”, analisa Oliveira. 

Disputas e contradições

Segundo o pesquisador Felipe Oliveira, a escolha dos temas a serem cantados pelas escolas nos sambas é um reflexo do tempo e da sociedade em que são elaborados. Ele acrescenta que as escolas de samba também existem em suas contradições e disputas sociais, relembrando enredos como os da Beija-Flor, nos anos 1970, que exaltavam feitos da ditadura militar.

“Do final da década de 2010 para cá, as temáticas religiosas passaram a ser de fato a temática de maior visibilidade, ao invés de ficarem só de uma maneira cifrada nos sambas. Então, o enredo fala, por exemplo, sobre a história ou mito de orixá. Talvez isso tenha sido influenciado por um cenário político em que você tem a defesa de pautas antirracistas e uma valorização cada vez maior das religiões de matriz africana”, analisa Oliveira.

Aydano Motta menciona como exemplos a necessidade de dinheiro e a midiatização do Carnaval como tensões muito presentes nas discussões sobre a celebração. Neste ano, a Grande Rio recebeu o maior patrocínio da história do Carnaval: R$ 15 milhões para elaborar um enredo sobre o estado do Pará.

“Antigamente, como seria? Iam exaltar as riquezas culturais do Pará e, no fim, trazer alguma obra do governador Helder Barbalho. Hoje, os carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad exigiram que pudessem escolher o tema. Eles foram ao Pará, pesquisaram e montaram o enredo: a lenda sobre três princesas turcas, Jarina, Erundina e Mariana, que se encantaram na floresta amazônica e viraram entidades da floresta. Para mim, é o samba mais bonito do Carnaval”, opina.

Fonte: Jornal da USP

Imagens: @reginetebispo

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quarta-feira, 5 de março de 2025

Orquestra de FREVO fecha mais um ciclo do CARNAVAL do RECIFE

 Gazeta da Torre

No Marco Zero, a Orquestra de FREVO fechou mais um ciclo do CARNAVAL do RECIFE! Em uma bela apresentação com muita disposição!

Orquestra de Frevo finaliza a grande festa

Ficam as saudades da alegria, histórias e personagens de quem viveu a maior festa de rua do planeta.

Viva a cultura! Viva o CARNAVAL do RECIFE!

Vídeo: PCR

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segunda-feira, 3 de março de 2025

Filme brasileiro ganha Oscar com torcida pé-quente e animada

 Gazeta da Torre

Filme de Valter Salles protagonizado por
Fernanda Torres levou o troféu da categoria

No vídeo abaixo, o momento em que o filme brasileiro ‘Ainda Estou Aqui’ é anunciado (Marco Zero - Recife) como vencedor do Oscar de ‘Melhor Filme Internacional’. O melhor carnaval de rua em linha reta também tem a torcida mais pé-quente e animada!

O legado do filme ‘Ainda Estou Aqui’ vai muito além da consagração com o Oscar histórico para o Brasil de Melhor Filme Internacional, da retomada da confiança no cinema nacional e do entusiasmo de ouvir falar o nome do país mundo afora.

Para os integrantes da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e Comissão de Anistia do Brasil, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), a principal contribuição de ‘Ainda Estou Aqui’ é, sobretudo, para o fortalecimento da DEMOCRACIA e das INSTITUIÇÕES. Princípios que devem ser zelados e que permitem, por exemplo, assegurar que situações semelhantes não ocorram novamente.

O Brasil, pela sétima arte, deixou de ser lembrado apenas pelo futebol e samba e passou a ser reconhecido também por saber fazer cinema e ter uma história política de dor, que não pode nem deve ser ignorada. Um legado a ser mantido, jamais abandonado, porque a história não se repete, quando muito, há episódios que se assemelham a outros já ocorridos, mas como o mundo e as pessoas são outras, as circunstâncias não são iguais. O que vale é que ‘Ainda Estou Aqui’ serve como alerta para o presente e o futuro: o passado deve ensinar, por isso, não deve ser esquecido.

Um feito grandioso pra nossa arte, nossa história e toda a equipe do filme! Esse reconhecimento mundial prova a força do nosso cinema e a importância de relembrar o passado para construir o futuro.

Parabéns a Walter Salles, Fernanda Torres, Selton Mello e toda a equipe por essa vitória inesquecível!

Vídeo:PCR

Fontes: Agência Brasil; Correio Braziliense;

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sábado, 1 de março de 2025

Recife se prepara para um Carnaval histórico com novidades e forte impacto econômico

 Gazeta da Torre

Cidade espera receber milhões de foliões e investe em estrutura para oferecer uma experiência inesquecível

O Recife está pronto para mais um Carnaval memorável, consolidando-se como o maior e melhor Carnaval de rua do mundo. Maior expressão cultural da cidade, o Carnaval é um marco também na movimentação turística e econômica. A festa, que atrai turistas de diversas partes do Brasil e do exterior, promete movimentar a economia local e reforçar o compromisso da cidade com a cultura e a hospitalidade. Para 2025, a expectativa é de um impacto ainda maior, com previsão de R$ 2,7 bilhões movimentados em diversos setores da economia e uma ocupação hoteleira estimada em 97%.

Para garantir uma experiência inesquecível aos foliões, a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer, preparou uma série de novidades e melhorias na infraestrutura da festa. Entre os destaques estão a Central do Carnaval, com serviços essenciais e uma arena gastronômica diversificada, e o lançamento da Rota da Folia, que oferecerá transporte gratuito para turistas hospedados na cidade. Serão ainda diversas iniciativas culturais, pesquisas de satisfação, além da prestação de assistência ao viajante com os centros de atendimento ao turista.

Os hotéis também contarão com a tradicional Blitz do Carnaval, que invade o espaço do café da manhã convidando todos para a folia. No ano passado, foram mais de 32 mil turistas alcançados. As ações devem acontecer em cerca de 30 hotéis da cidade.

A economia local também superou as expectativas em 2024, gerando R$ 2,4 bilhões de movimentação na economia. No ano passado, a festa atraiu 3,5 milhões de foliões para a capital pernambucana, 20% a mais do que em 2023, e criou mais de 50 mil postos de trabalho temporários.

ROTA DA FOLIA - A Secretaria de Turismo e Lazer do Recife traz uma novidade para o Carnaval de 2025: o projeto piloto "Rota da Folia". A iniciativa oferecerá suporte aos turistas hospedados na rede hoteleira da cidade, garantindo transporte gratuito até o bairro do Recife, principal polo da festa.

MOVIMENTAÇÃO TURÍSTICA - Durante o período de Carnaval, a movimentação de passageiros no Recife deve aumentar consideravelmente. No Aeroporto Internacional do Recife, a expectativa é de um crescimento de 20% no fluxo em relação ao ano passado. Para atender à demanda, a expectativa é de que mais de 200 voos extras sejam disponibilizados, sendo 32 deles operados pela Azul. Já no Terminal Rodoviário do Recife, a previsão é que mais de 39 mil passageiros circulem entre os dias 26 de fevereiro e 4 de março, refletindo a alta procura por viagens durante a festividade.

Até o momento, o Aeroporto Internacional do Recife está conectado a 44 rotas aéreas, sendo 36 nacionais e 8 internacionais, além de uma conexão sazonal para Assunção durante a alta temporada.

CENTRAL DO CARNAVAL E ARENA GASTRONÔMICA - A Central do Carnaval e a Arena Gastronômica prometem oferecer serviços essenciais e experiências gastronômicas diversificadas aos foliões do Recife. Instaladas no entorno da Praça do Arsenal, essas iniciativas da Prefeitura do Recife em parceria com a ABRASEL-PE funcionarão entre os dias de momo, das 16h às 2h.

Na Central do Carnaval, os foliões contarão com uma ampla gama de serviços essenciais, incluindo farmácias, caixas eletrônicos 24h, lojas de customização, Espaço Recentro, Procon Recife, um ponto de achados e perdidos, assistência à saúde e um espaço de beleza. Além disso, haverá uma central de informações ao folião, um posto de atendimento aos Direitos Humanos e um fraldário gratuito para maior comodidade das famílias.

A Arena Gastronômica será um dos grandes destaques do evento, reunindo 13 restaurantes que oferecerão menus variados para atender ao público. Em 2024, a parceria com a ABRASEL-PE resultou em um faturamento recorde de R$ 1.000.000,00, um crescimento de 36,8% em relação ao ano anterior, com um público estimado de 56.000 foliões atendidos.

O impacto econômico e social da Central do Carnaval também se destaca. Mais de 3.341 empregos diretos e indiretos foram gerados na montagem e desmontagem das estruturas, além da contratação de atendentes, seguranças, colaboradores dos restaurantes e equipes de limpeza. Somando todos os serviços oferecidos, incluindo a Central de Serviços, Central do Artesanato, Espaço Beleza, Espaço Massagem Express e Prodarte Comida, o faturamento total alcançou mais de R$ 3.200.000,00.

Com uma estrutura reforçada e um número crescente de serviços e comodidades, a Central do Carnaval e a Arena Gastronômica seguem consolidando-se como referências no Carnaval do Recife, proporcionando aos foliões uma experiência mais segura, confortável e saborosa.

CENTROS DE ATENDIMENTO AO TURISTA - O Centro de Atendimento ao Turista (CAT) é um serviço essencial para quem deseja aproveitar ao máximo o Maior e Melhor Carnaval de rua do Brasil. Durante os dias de festa, o CAT estará disponível em diferentes locais para oferecer orientação e dicas aos foliões.

Haverá um CAT na Central do Carnaval e o CAT Móvel, que será instalado em local estratégico.

Além disso, a população poderá contar com os CATs que estão localizados em pontos estratégicos da cidade, como o Segundo Jardim de Boa Viagem, Pracinha de Boa Viagem, Aeroporto, TIP e Praça do Arsenal, funcionando todos os dias de folia, das 10h às 18h.

Esses centros são uma ótima oportunidade para os turistas e moradores obterem informações sobre a programação do Carnaval, dicas de segurança e sugestões de locais para aproveitar a festa.

BLITZ DO CARNAVAL - Entre os dias de folia, serão realizadas intervenções artísticas nos shoppings Recife e Tacaruna para animar o público visitante. A ação acontecerá também durante o café da manhã de cerca de 30 hotéis do Recife, apresentando o Carnaval do Recife 2025: É Gente.

Em 2024, as Blitze do Carnaval alcançaram mais de 32.000 pessoas, entre cidadãos e turistas, e a expectativa para este ano é de um aumento desse alcance.

A ação contará com a participação de arte-educadores que representarão ícones da cultura local, garantindo uma recepção calorosa e festiva aos turistas. Dessa forma, o Recife reforça seu título de capital do frevo e da folia, criando momentos inesquecíveis para quem escolhe a cidade como destino.

POLO INFANTIL - A Secretaria de Turismo e Lazer traz uma novidade para o Carnaval de 2025 com a criação do Polo Infantil, que acontecerá no 2º Jardim de Boa Viagem no dia 02 de março, das 16h às 20h. O espaço será dedicado à folia dos pequenos e contará com três atrações: Banda Lelê, Ludicanto e Patrulha Kids. A proposta é proporcionar um ambiente seguro e divertido para as crianças curtirem a festa em família.

PESQUISA DE SATISFAÇÃO - Para entender melhor o resultado da festa, a Secretaria de Turismo e Lazer vai ainda continuar investindo em pesquisa de satisfação. Os números contabilizados são importantes porque destacam o gosto do público. Em 2024, por exemplo, a pesquisa realizada apontou que dos entrevistados, 98% afirmaram que pretendem voltar para brincar o Carnaval do Recife; 98% informaram que recomendam a festa e cerca de 84% disseram que a festa recifense superou e/ou atendeu às expectativas.

OLHA! RECIFE - Nos preparativos para o Carnaval, a população pode aproveitar passeios turísticos gratuitos oferecidos pelo Olha! Recife, uma iniciativa da Secretaria de Turismo e Lazer da cidade. Os roteiros são guiados e tematizados especialmente para celebrar a festa de Momo. Para participar, basta se inscrever pelo site www.olharecife.com.br, sempre às quintas-feiras que antecedem os passeios.

Fonte:PCR

Identidade visual do Carnaval do Recife 2025 reverencia foliões, o Recife e suas gentes

 Gazeta da Torre

Com assinatura da artista visual Andréa Tom e do fotógrafo Chico Barros, cidade inova na roupagem da folia com intervenções artísticas sobre fotografias de brincantes reais do reinado de Momo

“Carnaval do Recife. É gente”. Com base nesta premissa temática que rege o Carnaval do Recife 2025, que é “feito por gente e para muitas e variadas gentes, daqui e de acolá”, coube à artista visual Andrea Tom e ao fotógrafo Chico Barros abraçar a missão de traduzir a temática da festa sob a perspectiva visual e promover um deleite aos olhos dos passantes e brincantes. O resultado da fusão atômica da dupla gerou imagens únicas, produzidas a partir de uma técnica inédita na história da identidade visual da maior festa da cidade: intervenções gráficas e artísticas sobre fotografias de gente real, que vivencia e perpetua as tradições carnavalescas do maior e melhor Carnaval do Brasil.

Com a temática do Carnaval 2025 como horizonte de criação, Andrea Tom – cujas raízes carnavalescas familiares remontam à educação lúdica e festiva herdada desde seu avô – desenvolveu quatro eixos para traduzir a concepção das obras: Gente é feita para florescer; Gente é feita para brilhar; Gente é feita para amar; Gente é feita para ser livre. Conceitos mais do que intrínsecos ao período momesco, quando todos se confraternizam, ao som das manifestações populares precedidas por flutuantes estandartes.

A este universo, foram reverenciados os verdadeiros fazedores e brincantes da folia, responsáveis por perpetuar os brinquedos de um Carnaval cuja principal característica é a preservação de suas matrizes de cultura popular. Assim, a Chico Barros coube a missão de eternizar esses brincantes e fazedores de cultura em cliques dentro de suas personagens: Dona Zenaide Bezerra em seu indefectível traje de passista, mestre Teté empunhando o apito com o qual rege o Maracatu Nação Almirante do Forte e muitos outros, como o cantor e compositor Marron Brasileiro, Aelson da Hora (Mestre do Boi Faceiro), Tiago Ferreira (diretor do Bacnaré), Mestre Anderson (Caboclinho Carijós) e Cristina Andrade (Urso Cangaçá).

Também se juntaram a esse time Aparecida Figueiredo (Bloco da Saudade), Pedro Salustiano (Maracatu Piaba de Ouro), Briê Silva (Dançarina de passinho e twerk), Dona Marivalda (Maracatu Estrela Brilhante), Marise Félix (diretora da Gigante do Samba), Pinho Fidélis (Professor da Escola de Frevo), Mestra Joana (Encanto do Pina) e brincantes como Porta-Estandartes, Rainha de Bateria e passistas.

Em estúdio, Chico Barros capturou a essência da folia em cliques mais do que espontâneos e os reproduziu em grandes proporções. “(Fiquei) imensamente honrado com esse convite para retratar as pessoas que fazem o Carnaval da Cidade do Recife. Patrimônios vivos, que constroem nossa cultura. Esses personagens precisam ser conhecidos e  reverenciados pelos foliões. O meu desejo  foi retratar a essência de cada um dos personagens, interferindo o mínimo possível. Minha relação com o carnaval vem da infância. É de afeto. Preservo no imaginário as imagens dessa época”, revelou Barros.

Desde que voltou ao Recife por opção - sendo originário do Agreste Sul pernambucano e após ter tido passagens pelo Ceará e Estados Unidos - Chico possui relação intrínseca com o Carnaval e seus personagens. Além de trabalhos autorais e de coberturas de fotojornalismo por mais de uma década dos festejos da cidade, ele também se dedica a cliques afetivos e familiares desde sempre durante a sua trajetória momesca. É o caso das fotografias que faz de José, seu filho de 16 anos, que é registrado desde seu primeiro Carnaval e continua eternizado pelas lentes do pai a cada festa mágica. É com esse repertório sentimental, lúdico, e profissional que ele registrou 28 brincantes das mais diversas tendências dentro de 23 temas do Carnaval do Recife.

De posse das imagens que captam o real que incendeia e comanda as ruas no período de Momo, Andrea Tom fez intervenções utilizando técnicas de recorte e montagem com papel e cola sem ácidos, em um processo totalmente manual. O PH neutro garante a durabilidade das obras que, após a reinterpretação lúdica, voltaram ao estúdio para um novo clique e, deste processo, deu-se a finalização das peças, que estarão estampadas por toda a cidade.

“Eu trabalho com recorte e colagem em papel e também dobraduras, mas que não são origamis. A paleta de tons é vibrante, colorida e carnavalesca, que remete à fantasia, ao período em que a cidade se torna incrivelmente bela com seus estandartes e adereços”, adianta Andrea Tom, que revelou ainda que a potência de tons neons e dourados também se faz presente nas ‘telas’ de grandes proporções que irão tomar conta dos espaços de folia. Gente é pra brilhar, amar, ser livre e florescer e, assim, as intervenções ganham contornos de estrelas, sóis, corações selvagens, e até camarões-borboleta.

No Carnaval do Recife 2025, o brincante é convidado a voar com as asas de sua imaginação e as borboletas-camarão ganham tons de metáfora libertária em uma festa lírica e quase subversiva, na qual a normalização da transmutação de identidades e fantasias é uma possibilidade franqueada a todos. Sejam camarões, borboletas ou borboletas-camarões.

E o Camarão-Borboleta? A alegoria vem de uma historieta de quase ninar contada pelo avô de Andrea Tom, seu Armindo, na qual ele a mostrava singelas borboletas amarelas do campo na vida real e dizia que elas estavam indo de encontro ao mar, onde se transformavam em camarões. A fantasia, garante a artista, era assunto sério na casa dela. Assim como a folia. “Eu sou uma pessoa do Carnaval”, diz Andrea Tom. Ela conta que, quando criança, seu pai fazia parte de diretorias de bloco e ela investia horas a fio assistindo à folia pela TV. Até que ganhou as ruas da festa pelas mãos de sua mãe, para conhecer os folguedos. Para a família inteira, o Carnaval era a festa preferida e o Recife, o epicentro desse afeto.

DECORAÇÃO - Enquanto o extenso calendário de prévias convida a população a se preparar para os festejos de Momo, o Recife vai se enfeitando para a maior festa do calendário brasileiro. No Pátio de São Pedro e na Rua da Moeda, os palcos já estão prontos para receber concursos, ensaios e demais programações dos preparativos carnavalescos.

Também já está sendo montada a grandiosa estrutura do palco do Marco Zero, principal cenário da festa. O palco terá 70 metros de largura e 26 de profundidade, com moldura toda coberta por painéis de led com volumetria, que trarão imagens, grafismos e elementos decorativos da festa, com efeito 3D.

Exatamente como aconteceu no ano passado, o palco contará com uma passarela estendida, avançando em direção aos galpões do cais, para ganhar quase o dobro da área cênica de que dispunha anteriormente. Além de mais espaço para as apresentações, a estrutura garante mais visibilidade para o público que estiver na Marquês de Olinda, na Alfredo Lisboa e na Rio Branco, democratizando ainda mais a maior festa de rua do país. A estrutura contará mais uma vez com área para os DJs embalarem os intervalos em cima do palco.

Para receber nossas músicas e tradições, o bairro histórico ganhará as cores e temas da festa. As decorações serão espalhadas pela Avenida Rio Branco, Rua do Bom Jesus e Praça do Arsenal, que ganharão iluminação cênica, cordões de led e fitas coloridas, além de banners e elementos decorativos suspensos, como borboletas, pássaros e os camarões alados que protagonizam as artes criadas a partir do encontro dos talentos de Andrea Tom e Chico Barros.

Também serão decoradas com elementos do projeto gráfico assinado pela dupla as três pontes que abrem alas da folia do bairro, conduzindo o público à festa: Limoeiro, Buarque de Macedo e Maurício de Nassau. Cada uma delas será decorada com temas alusivos a um dos três homenageados do Carnaval 2025: a Troça Abanadores do Arruda, Elba Ramalho e Marron Brasileiro, respectivamente.

Este ano, no lugar dos pórticos, as pontes ganharão intervenções nas laterais: elementos decorativos e iluminação cênica. A Limoeiro da Troça Abanadores será enfeitada com um sol e estrelas douradas. Na Maurício de Nassau, Marron e a alegria de sua música, que faz a multidão sair do chão, serão lembrados por pássaros e arcos coloridos. Para celebrar Elba Ramalho, a Buarque de Macedo se encherá de flores e luzes.

Fonte:PCR

‘CARNAVAL DO RECIFE. É GENTE’

 Gazeta da Torre

Com o tema ‘Carnaval do Recife. É gente’, a grandiosa celebração reunirá nomes de peso da música local e nacional, como Raphaela Santos, Glória Groove, Zé Manoel, Menos é Mais, Isadora, BaianaSystem, Martins, Mãeana, Almério, Criolo, Encanto e Poesia, João Gomes, Lula Queiroga, Jota Michiles, Silvério Pessoa, Flaira Ferro, Almir Rouche, Siba, Devotos, Bongar, Ferrugem, Daruê Malungo, Alceu Valença, Kátia de França, a volta do Grande Encontro e o inoxidável Ney Matogrosso, que se apresentará no dia 27, embalando a abertura da festa, no Marco Zero.

A cultura popular também protagonizará os festejos. Além das tradicionais apresentações dos vencedores do Concurso de Agremiações, abrindo todos os dias de programação no Marco Zero, maracatus e caboclinhos, bois e ursos, escolas de samba, blocos de pau e corda, tribos de índios, troças carnavalescas, clubes de frevo e todas as modalidades de brinquedos, que são festa o ano inteiro na cidade que até a Unesco confirma ser criativa e musical, desfilarão uma grande novidade neste Carnaval, que fez sua estreia já nas prévias. Serão ampliados e espalhados pelo calendário e geografia da festa os tradicionais corredores da folia, abrindo alas para o desfile de agremiações antes e durante o reinado de Momo.

“Nada melhor do que a gente mostrar e celebrar quem faz o carnaval de rua acontecer: gente. O carnaval já começou e começou quente com as mais de 40 prévias gratuitas no Recife. Vamos tomar as ruas com muita energia, beleza e paz para brincar o melhor carnaval em linha reta do mundo inteiro”, declarou Milu Megale, secretária de cultura do município.

Os corredores estrearam já durante as prévias, no último dia 7 de fevereiro, com atrações variadas.Confirmando o centro da cidade como palco histórico das brincadeiras populares e nascedouro das mais genuínas manifestações, os desfiles acontecerão toda sexta, sábado e domingo, até o próximo dia 23, engrossando o cordão das prévias e convidando o Recife a celebrar e seguir suas tradições, em animados cortejos pelas ruas da Moeda, Rio Branco e Bom Jesus até a Praça do Arsenal.

“O Carnaval do Recife está cada vez maior, irreverente e democrático, com 50 polos que evidenciam toda a nossa cultura popular e o encontro dos foliões. São mais de três mil contratações para fazer esta grande festa acontecer, com 98% de atrações locais. O Recife abraça todos que chegam para vivenciar o Carnaval, seja brincando ou trabalhando”, garantiu o Presidente da Fundação de Cultura do Recife, Marcelo Canuto.

Em cima dos palcos, mais novidades. Fará sua estreia neste Carnaval 2025 um polo instrumental no Parque das Graças. Celebrando a vocação histórica do Recife para os metais e percussões, que embalam o frevo e tantos outros ritmos nativos ou cativos, como o choro e o pife, a programação do palco será oferecida de domingo a terça, protagonizada por virtuosos da música instrumental, como o percussionista Gilu Amaral, o saxofonista de fôlego e talento ímpares Henrique Albino, o pianista de renome internacional Amaro Freitas, além de Hamilton de Holanda e do maestro Edson Rodrigues, um dos mais celebrados sinônimos de frevo no dicionário musical recifense.

“O Recife está entre os três destinos mais procurados para o Carnaval no Brasil. Vamos lotar nossos hotéis e movimentar muito a nossa economia, com uma expectativa de R$ 2,7 bilhões em movimentação. Uma grande novidade é a Rota da Folia, o transporte gratuito para turista todos os dias”, afirmou Thiago Angelus, secretário de Turismo do Recife.

Também será inaugurado na folia deste ano o polo infantil do Parque da Tamarineira, que irá se somar aos confirmados e consolidados polos montados com vista para o futuro nos parques da Jaqueira, Santana, Macaxeira, Dona Lindu e na Rua da Aurora, além de um polo infantil no Segundo Jardim, que funcionará no dia dois de março. Assim, a cidade bate o seu recorde de polos dedicados aos pequenos foliões.

Programação do Marco Zero celebra todas as músicas que se encontram no Recife

 Com mais de 30 atrações locais e nacionais, programação do maior palco do Carnaval recifense oferece um generoso panorama da produção musical local e nacional, com direito a brega e pop, frevo e samba, música popular brasileira e Manguebeat, além de todos os ritmos, cores, forças e tradições da cultura popular pernambucana

No Marco Zero, maior palco da festa recifense, mais de 30 atrações convidarão o público a celebrar o Carnaval de rua mais eclético, democrático e emblemático do país. Em seis dias de folia, a programação oferecerá uma generosa panorâmica da diversidade e da força da produção musical pernambucana e brasileira, celebrando frevo e brega, samba e pagode, mangue e pop, revelações e tradições, novos e antigos, secos e molhados sucessos de todos os tempos.

Nos seis dias de festa, a programação inicia pelo começo da cultura pernambucana: celebrando as tradições que inauguraram a música, a dança, a alegria e esperança do povo recifense. A primeira atração de todos os dias de festa são os desfiles Recife Matriz da Cultura Popular, reunindo as agremiações vencedoras e vice campeãs do último Concurso de Agremiações, como a Escola Gigante do Samba, os maracatus Cambinda Estrela do Recife e de Nazaré da Mata, o Bloco Flor da Lira, o Boi Maracatu de Arcoverde, o Caboclinho Tupã, o Clube de Boneco O Menino do Pátio de São Pedro, a Tribo Indígena Tabajara, o Clube de Frevo Girassol da Boa Vista, a Troça Batutas de Água Fria e o Urso Branco de Cangaçá.

Recife também anuncia programação de outros polos do Carnaval 2025

Praça do Arsenal, Samba na Moeda, QG do Frevo, Pátio de São Pedro, Graças Instrumental e seis polos de programação infantil terão nomes como Mãeana, Chico Cesar, Amaro Freitas, Otto, Mestre Ambrósio. Pequenos aproveitarão programação com Bloco Bita, Carol Levy, Tio Bruninho, Mini Rock e Mari Bigio, entre outros

Democratizando a festa para todos os públicos recifenses, o maior Carnaval de rua vai espalhar música e alegria para todo lado. Ao todo, mais de 50 polos levarão o Carnaval ao encontro de suas coloridas multidões na cidade entre: 9 centralizados, 12 descentralizados, 1 instrumental, 7 infantis, 5 corredores da folia, 15 comunitários, além dos 2 polos que serão passarela para o tradicional Concurso de Agremiações.

Os pequeninos poderão curtir em seis polos espalhados por toda a cidade: Jaqueira, Macaxeira, Santana, rua da Aurora, Dona Lindu e Tamarineira, parque que já faz sucesso entre a garotada por suas fontes interativas. No total, serão 44 atrações para satisfazer a criançada com o melhor da música e da brincadeira com atrações como Escola Pernambucana de Circo, Grupo de Dança Pulsante, Tio Geraldo, Bandinha Circense do Recife, Mini Joia, Mundo Bita, Bailinho Kids e muito mais.

Fonte:PCR

A importância de propósitos de vida após a aposentadoria

A importância do propósito de vida após a aposentadoria: saiba como encontrar significado e bem-estar na velhice!

A aposentadoria é um marco significativo na vida de muitas pessoas, trazendo liberdade, novas possibilidades e, ao mesmo tempo, alguns desafios. Um dos aspectos mais importantes para que essa fase seja plena é o propósito de vida – aquele “norte” que nos faz acordar com vontade de agir, se envolver e crescer. Em uma pesquisa, Hill e colaboradores (2017) relataram que ter um propósito claro e ativo está diretamente associado ao envelhecimento saudável, contribuindo para a saúde mental e física, para a independência e até para a longevidade. Mas o que isso significa na prática?

O propósito na vida é mais do que apenas definir metas, é sobre encontrar atividades e objetivos que tragam um sentido profundo. No entanto, muitas pessoas tendem a perder parte desse senso de propósito com o avanço da idade, especialmente após se aposentarem (Ryff & Keyes, 1995). Esse é um ponto de atenção, uma vez que, a rotina do trabalho fornecia essa estrutura de objetivos e desafios que dava ritmo e sentido ao cotidiano.

Felizmente, a perda de propósito não é algo que acontece com todos, e é possível manter ou até aumentar o propósito de vida! Em estudos de intervenção, como o Baltimore Experience Corps Trial, pessoas idosas que se engajaram em atividades significativas, como ações de voluntariado, relataram uma elevação no senso de propósito após alguns meses (Gruenewald et al., 2015). Isso mostra que o envolvimento em atividades significativas, mesmo fora do contexto de trabalho, pode continuar a alimentar esse propósito.

Manter um propósito de vida depois da aposentadoria também está ligado a uma melhor autopercepção de saúde (Scheier et al., 2006), menor risco de declínio cognitivo e físico (Mota et al., 2016). A boa notícia é que encontrar esse propósito não depende da idade ou de uma fórmula única. Pessoas com personalidades e estilos de vida diversos podem se beneficiar ao explorar novas paixões, hobbies, laços familiares ou atividades comunitárias, cada uma delas com o potencial de nutrir um propósito renovado para a aposentadoria.

Para aqueles que estão se aposentando, algumas sugestões para alimentar o propósito de vida incluem engajar-se em atividades generativas, como voluntariado, que contribuem para o bem-estar coletivo e trazem o sentimento de fazer parte de algo maior. Além disso, continuar a aprender e desenvolver habilidades também pode reforçar o propósito pessoal, mantendo a mente ativa e o interesse pela vida. Em suma, manter um propósito é vital para um envelhecimento saudável e uma aposentadoria com mais sentido e qualidade.

Assim, não deixe o propósito de vida sair de cena após a aposentadoria – explore novas experiências e mantenha sempre algo que o inspire e motive a cada dia. Afinal, essa é uma fase para reinventar e viver com ainda mais significado!

Assinam este artigo:

Profa. Dra. Thais Bento Lima da Silva. Gerontóloga, Mestra e Doutora em Ciências com ênfase em Neurologia Cognitiva e comportamental (USP)

Maria Antônia Antunes Fernandes – Bacharel em Gerontologia pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP). 

Para reflexão:

Determinação coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. Se estamos poluídos por uma inabalável determinação conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho. “DALAI LAMA”

Você sabia que:

O cérebro possui mais conexões do que o número de estrelas em nossa galáxia.

Reposta do desafio de Janeiro:

O que o cavalo foi fazer no orelhão?

Resposta: Dar um trote

Desafio de Fevereiro:

Pense rápido:

Há uma banheira cheia de água. Você tem uma colher, um copo e um balde. Qual o jeito mais rápido de tirar a água da banheira?

Resposta na próxima edição:

Serviço:

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)

Unidade Madalena

Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.

Telefone: (81) 30487906 – 982992551 WhatsApp

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Por que o Carnaval faz bem para o cérebro? O Carnaval faz bem para o cérebro e o SUPERA pode provar!


A festa mais popular do Brasil é também a que mais leva pessoas as ruas. Seja para quem gosta de muita música e alegria nesta época do ano ou para quem prefere o silencio e descanso, a festa mais popular do planeta é sempre uma ótima pedida.

Além de ser uma festa democrática o Carnaval também marca o início do ano – pelo menos no Brasil, onde, em inúmeras situações compromissos são deixados para depois desta data.

A neurocientista do Supera – Ginástica para o cérebro, Livia Ciacci explica que a expectativa por esse momento de festa deixa as sinapses do cérebro hiperativas o que independe de estar no time dos foliões ou dos que preferem descanso.

“Esta ansiedade por um feriado desta natureza é real e acontece em diferentes contextos. Seja para quem gosta ou não desta festa, não podemos negar que esta é uma data enraizada na cultura do nosso país e que mexe com emoções e muitos sentimentos”, detalhou Livia Ciacci, neurocientista do Supera.

Ela lembra ainda que o Carnaval está no imaginário coletivo, é a festa dos encontros e das grandes aventuras, um momento para viver as histórias que ficarão guardadas na memória para sempre “Quando pensamos em histórias a fantasia é algo muito presente no carnaval, e por isso as lembranças são sempre fortes na memória. Em momentos como este podemos deixar as roupas e a personalidade de lado e nos transformarmos em quem quisermos. Pensando no ponto de vista de cérebro, essa

Liberdade, mesmo que momentânea é uma grande injeção de adrenalina e criatividade. As fantasias são uma forma de expressão muito marcante para o nosso cérebro”, explicou a especialista.

Fonte: Método SUPERA

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

A programação do CARNAVAL 2025 do RECIFE!

 Gazeta da Torre

Homenageando Elba Ramalho, Marron Brasileiro e Troça Abanadores do Arruda, nossa folia terá seis dias, com mais de 3 mil apresentações em mais de 50 polos espalhados pela cidade, sendo 98% das atrações daqui, da nossa terra.

LOCAL: MARCO ZERO









Fonte:PCR

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