quinta-feira, 8 de abril de 2021

3 benefícios da atividade física para o seu cérebro

Praticar atividades físicas é muito importante para manter a saúde do corpo em dia – e não só do corpo, viu? Um corpo são também promove uma mente sadia! É importante ressaltar que existem diversos tipos de atividades físicas disponíveis para as mais diferentes idades e preferências que desejam maior bem-estar e qualidade de vida.

Exercitar seu corpo é muito bom para melhorar a circulação sanguínea, fortalecer o sistema imunológico, manter um bom condicionamento físico, diminuir o risco de doenças cardíacas, além de fortalecer a sua resistência corporal.

3 benefícios da atividade física para o seu cérebro

Hormônios “do bem”

Endorfina e serotonina: a dupla perfeita para garantir mais bem-estar para a sua vida, inibindo o estresse e a ansiedade. Durante a prática de atividades físicas, o corpo produz essas substâncias em maior quantidade, estabilizando seus níveis desses hormônios e proporcionando maior sensação bem-estar para você.

Melhora na memória

Um estudo publicado na Califórnia indica que a prática de atividades físicas fortalece as atividades no hipocampo– que é o centro da memória e do aprendizado no cérebro humano. No estudo em questão, 120 adultos foram analisados e os pesquisadores apontaram que a prática de esportes aumentou o volume do hipocampo em 2%, proporcionando menor perda da capacidade de memória em até dois anos.

Melhora cognitiva

Um estudo publicado no Jornal Americano de Fisiologia, em 2010, indicou que a prática de atividades aeróbicas libera uma proteína que estimula o desenvolvimento de novas células cerebrais relacionadas ao aprendizado.

*Mas atenção: sempre procure orientações de profissionais especializados na hora de decidir qual atividade praticar, qual frequência e intensidade! Assim você poderá desfrutar dos diversos benefícios que a prática de atividades físicas oferece.

Fonte:Método SUPERA

Método SUPERA Unidade Recife Madalena – Rua Real da Torre, 1036, Madalena, Recife/PE. F.:81 3236-2907.

Psicologia evolucionista ajuda a explicar maior êxito das líderes mulheres no combate à pandemia

 Gazeta da Torre

Empatia, aversão ao risco e preocupação com a saúde possivelmente nortearam políticas públicas que resultaram em menores taxas de mortes e contaminação por covid-19

Um trabalho revisional de artigos publicados em periódicos científicos internacionais buscou compreender por que países liderados por mulheres tiveram respostas mais eficazes no combate à pandemia do que os governados por homens. Há evidências de que empatia, aversão ao risco e preocupação com a saúde são algumas das diferenças sexuais em características psicológicas identificadas nas gestoras que, possivelmente, as levaram a ter mais sucesso. O estudo foi conduzido por psicólogos evolucionistas do Instituto de Psicologia (IP) da USP e da University of Auckland, Nova Zelândia.

Na iminência de surtos da doença, gestoras de países como Alemanha, Nova Zelândia, Taiwan e Noruega reagiram rapidamente, implementando medidas restritivas, campanhas de orientação à população e foram mais empáticas em seus pronunciamentos, resultando em menores taxas de casos e mortes por covid-19, relata ao Jornal da USP o psicólogo evolucionista Marco Antonio Corrêa Varella, pós-doutorando do Departamento de Psicologia Experimental do IP. O artigo de revisão foi publicado na Frontiers in Psychology: “Pandemic Leadership: Sex Differences and Their Evolutionary–Developmental Origins”.

A revisão abarcou os primeiros meses da pandemia e teve como base o total de casos e mortes por covid-19 até o dia 19 de maio de 2020. A associação entre o sexo dos líderes políticos e a variação nas respostas no enfrentamento da pandemia foi avaliada em 194 países, sendo 19 com mulheres no comando. Neste período, Bangladesh, Barbados, Bélgica, Bolívia, Dinamarca, Eslováquia, Estônia, Etiópia, Finlândia, Gabão, Alemanha, Grécia, Islândia, Myanmar, Namíbia, Nepal, Nova Zelândia, Noruega, Sérvia, Singapura, San Marin, Suíça, Taiwan e Togo estavam sendo governados por mulheres.

Minimizar sofrimento humano

As pesquisas sobre as primeiras atuações de lideranças no início da pandemia indicaram que líderes femininas estiveram mais focadas em minimizar o sofrimento humano causado pelo vírus sars-cov-2, enquanto líderes masculinos se preocuparam mais em criar políticas que impactassem menos a atividade econômica. A escolha de políticas com base na empatia resultou em menores taxas de mortes em países governados por líderes mulheres.

Dentre os artigos analisados, um estudo verificou que 63% dos países liderados por mulheres, contra 50% dos liderados por homens, lançaram campanhas de informação coordenadas uma semana antes do primeiro caso confirmado de covid-19. Outro trabalho feito em 159 países descobriu que países liderados por mulheres tinham taxas de letalidade médias mais baixas em relação aos comandados por homens.

As análises também apontaram que alguns dos líderes que tiveram respostas mais humanitárias eram mulheres (por exemplo, Jacinda Ardern, na Nova Zelândia, Katrín Jakobsdóttir, na Islândia, Sanna Marin, na Finlândia), enquanto as propostas indiferentes ou mesmo imprudentes tinham sido feitas por líderes masculinos (Jair Bolsonaro, no Brasil, Stefan Löfven e o epidemiologista estadual Nils Anders Tegnell, na Suécia). Em entrevista ao Jornal da USP, Varella ressalta que o desempenho desastroso do Brasil na pandemia não foi só pelo fato de o presidente ser homem. “Existem lideranças masculinas que tiveram boa condução da pandemia e outros que abandonaram o negacionismo e a inviável meta de imunidade de rebanho para seguir a ciência”, diz.

Diferenças psicocomportamentais entre os sexos

Varella explica que existe uma cognição evoluída na mente humana responsável por processar as decisões sobre liderança. Essa capacidade mental é universal, está presente em outras espécies e foi muito importante para coordenar melhor as ações tribais ancestrais. Nesse sistema mental sobre liderança existe uma diferença sexual: as mulheres, em média, apresentam um estilo de liderança voltado para o relacionamento interpessoal e tendem a ser líderes mais comunais, intuitivas, sensíveis e empáticas; enquanto os homens apresentam, em média, um estilo de liderança voltado para as tarefas. Eles são mais constantes e inflexíveis nas condutas. Enquanto elas preferem status e serem amadas, eles preferem poder e serem temidos. Esse conjunto de diferenças sexuais no estilo de liderança está bem alinhado à melhor condução governamental feminina da pandemia.

Empatia, foco em pessoas, aversão aos riscos e atentas à saúde

Para o pesquisador, outro conjunto de capacidades psicológicas que difere entre homens e mulheres e evoluiu por contribuir para a sobrevivência e reprodução diferencial nos ambientes ancestrais pode estar relacionado ao sucesso feminino na pandemia, diz.

Em geral, homens se arriscam mais, são mais competitivos, têm menor nojo e baixo cuidado com a saúde, são mais focados em objetos do que pessoas, têm menor inteligência emocional, são mais narcisistas, maquiavélicos e têm maior psicopatia (subclínica) do que as mulheres. Elas, por sua vez, são em média mais empáticas, focadas em pessoas, hipervigilantes e ansiosas quanto a perigos, têm aversão ao risco, têm maior nojo e aversão a patógenos e à contaminação, têm maior atenção com a saúde própria e alheia, vocação para cuidar e atuar na área da saúde, e têm maior preocupação com o sofrimento e com o bem-estar financeiro das pessoas.

Segundo o pesquisador, essas diferenças psicológicas podem não só ajudar a explicar o sucesso feminino na liderança pandêmica, mas também a explicar por que as mulheres, em geral, usam mais máscara, ficam mais em casa e respeitam mais do que os homens as restrições e recomendações epidemiológicas para diminuir a transmissão viral.

Abordagem evolutiva e do desenvolvimento para as diferenças sexuais

No artigo, os autores indicam dois níveis para explicar as origens dessas diferenças sexuais na psicologia humana: o primeiro diz respeito ao desenvolvimento do indivíduo ao longo de sua vida, que vai desde a concepção, passando pelo período embrionário, infância, adolescência, puberdade e vida adulta, até chegar ao envelhecimento. Um dos fatores mais determinantes neste primeiro nível é a ação da testosterona, hormônio que, ao longo dessas fases, vai deixando a mente animal (incluindo a humana) mais masculinizada. Varella lembra que as fêmeas também possuem testosterona, mas em quantidade menor, e que os indivíduos não são todos iguais, pois existe grande variação dentro de cada sexo.

O segundo nível é o evolutivo. “Durante a evolução das espécies no passado ancestral, a seleção sexual era o processo em que os indivíduos competiam para atrair, defender e manter os parceiros reprodutivos”, relata Varella. Nesta fase, um dos fatores determinantes na diferença sexual era o nível de investimentos parentais de cada sexo, ou seja, quem investia mais tempo e energia no cuidado da prole (gestação, amamentação e criação), por ter mais a perder, era mais criterioso na escolha de parceiro, mais cuidadoso, empático, e se arriscava menos, enquanto o sexo que investia menos na prole era mais competitivo, se arriscava mais, era mais violento, promíscuo e cuidava menos de si e dos outros.

Os pesquisadores lembram ainda que os fatores sociais podem modular essas tendências ampliando ou diminuindo as diferenças sexuais. Entretanto, o foco da revisão foi justamente nos fatores evolutivos (investimento parental) e hormonais (andrógenos).

Por fim, os psicólogos sustentam que fatores biológicos (hormonais e evolutivos), ecológicos (frequência de conflitos e epidemias passadas) e socioculturais (tradições e normas sociais locais) estão todos conectados influenciando a condução governamental da atual pandemia. Defendem  a necessidade de aumento da representatividade feminina na política, visto que homens e mulheres diferem na liderança em crises, e que essas diferenças podem ser aproveitadas para potencialmente beneficiar sociedades inteiras.

 Fonte: Jornal da USP.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Pesquisa aponta para esgotamento profissional na pandemia

 Gazeta da Torre

Se você sente que tem trabalhado demais e está cansado, saiba que não é o único. Uma pesquisa encomendada pela Microsoft revela que o esgotamento profissional cresceu nos últimos meses, em meio às adaptações e desafios da pandemia de COVID-19.

A situação varia nos oito países em que a pesquisa foi feita — Austrália, Brasil, Alemanha, Japão, Índia, Singapura, Reino Unido e Estados Unidos — mas em todos há a queixa de aumento nas horas trabalhadas e na sensação de cansaço. No Brasil, o número de profissionais relatando esgotamento foi o mais alto: 44% deles se queixaram.

Quem está em trabalho remoto, as causas de esgotamento eram a falta de separação entre vida pessoal e vida profissional — um terço deste grupo disse que isso estava afetando seu bem-estar. Também foi mencionada a distância dos colegas de trabalho.

Dados obtidos pelo Microsoft Teams mostram isso: o número de usuários que relataram mandar mensagens pela plataforma depois do expediente dobrou, e o número de mensagens enviadas fora do horário de trabalho cresceu 69%.

Surpreendentemente, não ter que ir ao trabalho e voltar para casa está se revelando mais um fator de estresse do que um benefício. Segundo Shamsi Iqbal, principal pesquisador da Microsoft Research, esses momentos ajudavam a fazer a transição para começar a trabalhar e para deixar as atividades para trás.

 “As pessoas dizem: ‘Que bom não ter mais que sair de casa para trabalhar. Estou economizando tempo’. Mas sem uma rotina para se preparar e aumentar seu nível de energia para o trabalho e depois relaxar, estamos emocionalmente exaustos no final do dia”, explica Iqbal.

E como resolver isso? A aposta da empresa — e de vários trabalhadores — está na meditação. Segundo a pesquisa, sete a cada dez entrevistados acreditam que essa prática pode ajudar a reduzir o estresse relacionado ao trabalho. O número sobe para 83% entre os que cuidam dos filhos ou que têm filhos em idade escolar.

Fonte:Gizmodo Brasil

Dica da semana!

 

Studio Gabriela Fradique

CREFITO nº170001-F; 

 https://www.instagram.com/studiogabriela.fradique/

(81) 98133.0505 

Endereço: Rua José Bonifácio, 543, sala 10, Torre, Recife/PE.

Vacina inédita contra HIV tem resultado promissor em estudo em humanos

 Gazeta da Torre

Em teste clínico inicial, 97% dos participantes produziram anticorpos neutralizantes potentes para combater uma infecção pelo HIV

Uma nova vacina contra o HIV mostrou-se promissora na fase 1 de testes clínicos em humanos. De acordo com informações da International AIDS Vaccine Initiative (IAVI) e da Scripps Research, 97% dos participantes que receberam a injeção desenvolveram as células imunológicas certas para combater uma infecção pelo HIV.

No estudo, os pesquisadores testaram uma nova abordagem de vacina que funciona estimulando a produção de células imunes raras, necessárias para criar os anticorpos certos para combater o vírus, que está em constante mutação. Participaram da primeira fase de testes clínicos, que avalia a segurança e a imunogenicidade (capacidade de criar anticorpos) da vacina, 48 pessoas.

Os voluntários foram divididos em dois grupos: um grupo de baixa dose ou um grupo de alta dose. Eles receberam duas doses da vacina ou do placebo, com dois meses de intervalo entre elas. Os resultados mostraram que entre aqueles receberam o imunizante, 97% desenvolveram as células imunológicas corretas para prevenir uma infecção pelo HIV, os chamados anticorpos amplamente neutralizantes (BNAbs, na sigla em inglês).

Essas proteínas especializadas se prendem às pontas da superfície do HIV e podem neutralizar diversas cepas do vírus, superando uma das principais dificuldades do do desenvolvimento de vacinas contra a doença, que é justamente a alta taxa de mutação do vírus.

No entanto, produzir esse tipo específico de anticorpos não é tão fácil assim. É necessário primeiro ativar os linfócitos B responsáveis pela secreção desses anticorpos. “Nós e outros [pesquisadores] postulamos há muitos anos que, para induzir os bnAbs, você deve iniciar o processo ativando as células B certas – células que têm propriedades especiais que lhes dão potencial para se desenvolverem em células secretoras de bnAb”, explicou William Schief, professor e imunologista da Scripps Research e diretor executivo de design de vacinas do Centro de Anticorpo Neutralizante da IAVI, em um comunicado.

Para isso, os pesquisadores adotaram uma estratégia chamada “direcionamento de linha germinativa”, que consiste em direcionar a produção de células B virgens com propriedades específicas, capazes de atacar diferentes variações do HIV. “Neste ensaio, as células-alvo eram apenas cerca de uma em um milhão de todas as células B virgens”, disse Schief.

Apesar de promissores, os resultados ainda são muito iniciais. A resposta sobre se esses anticorpos são de fato capazes de prevenir a infecção pelo HIV só virá por meio de testes clínicos mais avançados, de fases 2 e 3, que envolvem um número maior de voluntários.

Para as próximas etapas, os institutos de pesquisa fecharam uma parceria com a empresa de biotecnologia Moderna para desenvolver uma vacina baseada em mRNA capaz de produzir essa resposta imune contra o HIV. O uso dessa tecnologia pode acelerar significativamente o ritmo de desenvolvimento de uma vacina contra o vírus. Vale lembrar que a Moderna foi a primeira empresa a iniciar os testes clínicos em humanos de um imunizante contra a Covid-19.

Há décadas a ciência tenta, sem sucesso, desenvolver uma vacina eficaz contra o HIV. Os pesquisadores acreditam que a estratégia utilizada nesse estudo clínico pode ser aplicada no desenvolvimento de vacinas contra outras doenças, como gripe, dengue, Zika, hepatite C e malária.

Fonte:Veja/Saúde.

A maior feira de relógios de luxo de todos os tempos começa amanhã

 Gazeta da Torre

Rolex, Cartier, Patek Philippe... no total, 38 marcas apresentarão virtualmente seus lançamentos na Watches & Wonders. Está em jogo um mercado de 34 bilhões de dólares

Se tem uma coisa que a pandemia fez para o mercado de relógios de luxo foi unir marcas rivais na maior feira do segmento de todos os tempos. Começa amanhã a Watches & Wonders, organizada pela Fondation de la Haute Horlogerie, em Genebra – Genebra é um modo de dizer, porque as apresentações serão, evidentemente, virtuais.

Participarão do evento 38 marcas no total, as maiores do segmento, o dobro do ano anterior. Esta é a lista completa: A.Lange & Sohne, Arnold & Son, Baume & Mercier, Bvulgari, Carol F. Bucherer, Cartier, Chanel, Chopard, Chronoswiss, Corum, Ferdinand Berthoud, Greubel Forsey, H.Moser & Cie, Hermès, Hublot, IWC Schaffhausen, Jaeger-LeCoultre, Louis Moinet, Louis Vuitton, Maurice Lacroix, Montblanc, Nomos Glashütte, Oris, Panerai, Patek Philippe, Piaget, Purnell, Rebellion Timepieces, Ressence, Roger Dubuis, Rolex, Speake-Marin, TAG Heuer, Trilobe, Tudor, Ulysse Nardin, Vacheron Constantin e Zenith.

Estarão presentes as marcas de dois dos maiores grupos do setor, Richemont e LVMH, além das manufaturas indepentes. A exceção são as manufaturas do grupo Swatch, com destaque para Omega e Longiness, duas das cinco marcas de alta relojoaria mais vendidas do mundo e que não irão participar. De terça 7 a segunda 13 de abril, serão cerca de 500 apresentações online dos lançamentos do ano para jornalistas e 400 demonstrações para revendedores finais. Estão inscritas 23.000 pessoas no total.

Os ponteiros marcam bilhões

O que está em jogo são as cifras bilionárias desse mercado. Segundo estimativas do banco Morgan Stanley, o mercado de relojoaria de luxo movimentou 34 bilhões de dólares em vendas em 2020. Parece muito, e é mesmo, mas representa uma queda de 22% em relação ao ano anterior, devido principalmente à crise econômica provocada pela pandemia.

Em exportações, quando os relógios saem das manufaturas na Suíça, o valor registrado foi de 17 bilhões de dólares. Esses números não eram vistos desde 2011. De lá para cá esse mercado só cresceu. Também são cifras pouca coisa superiores às registradas em 2008, ano da crise financeira. Em termos de volume, um total de 13,8 milhões de relógios foram exportados em 2020, frente a 20,6 milhões em 2019.

A contração maior foi de relógios mecânicos de entrada ou de quartzo, abaixo de 3 mil dólares, de 36%. Em momentos de crise, grifes consagradas costumam se manter na liderança. Sem surpresas, portanto, a Rolex continua à frente em market share, com 25%. Pela primeira vez, o grupo Rolex, que contempla também a marca Tudor, foi maior do que todo o grupo Swatch.

Segundo o Morgan Stanley, a Rolex movimentou pouco mais de 8 bilhões de dólares em vendas, com cerca de 810.000 relógios vendidos. Portanto,o preço médio de cada relógio foi de cerca de 10.000 dólares. Na sequência estão Omega, com faturamento estimado de 3 bilhões de dólares e 500.000 relógios vendidos, e Cartier, com 2,2 bilhões de dólares e quase meio milhão de unidades comercializadas.

Enquanto isso, em 2020 foram vendidos cerca de 75 milhões de smartwatches, com grande destaque para o Apple Watch – ou seja, cerca de cinco vezes mais do que toda a indústria suíça. Por isso os relógios de entrada sofreram mais. E esse foi um dos motivos para as manufaturas decidirem unir forças em uma feira única agora, a Watches & Wonders.

Divisão no passado

Até 2019, as principais marcas de relógios se dividiam em duas feiras. A SIHH, ou Salon International de la Haute Horlogerie, organizada pela mesma Fondation de la Haute Horlogerie, acontecia em janeiro, em Genebra. Reunia as marcas do grupo Richemont, como Cartier, Montblanc, Panerai e IWC, e algumas independentes. Era relativamente pequena e pautada pelo luxo.

A outra grande feira da indústria da alta relojoaria era a Baselworld. Acontecia na Basileia, também na Suíça, no mês de abril, era maior e mais democrática. Reunia marcas de entrada e também algumas consagradas, como Rolex e Patek Phillipe. Assim, quem acompanhava o setor se deslocava duas vezes ao ano para a Suíça, em janeiro para Genebra e em abril para a Basileia.

Para 2020, uma novidade estava anunciada: a SIHH mudaria de nome para Watches & Wonders e aconteceria em abril, perto da data da Baselworld. Assim, jornalistas e revendedores só precisariam viajar para a Suíça uma vez ano. Já era uma tentativa de unificar, de certa forma, a ação das maiores manufaturas do mundo.

Mas eis que veio a pandemia e tudo mudou. A Watches & Wonders foi realizada às pressas virtualmente. Já Baselworld foi adiada para o começo deste ano e as marcas que participavam de lá fizeram então apresentações virtuais independentes.

Até que aconteceu o que ficou apelidado de “Rolexit”, a saída de cinco grandes maisons da Baselworld para se juntar à Watches & Wonders. São elas a Rolex e sua segunda marca, Tudor, além de Patek Phillipe, Chopard e Chanel. Outras marcas mais aderiram e agora temos esse grande salão unificado.

“Com certeza este evento será o mais badalado de todos os tempos por unir as marcas mais importantes de Basel com o antigo SIHH”, afirma Freddy Rabbat, diretor da operação da TAG Heuer no Brasil. “O resultado será em um acontecimento muito especial e que só será superado no pós-covid-19, quando estivermos todos fisicamente juntos.”

*Watches and Wonders - 7 a 13 de abril, na nova plataforma digitalwatchandwonders.com. Em seguida, 19 marcas estarão ao vivo na feira Watches and Wonders Shanghai de 14 a 18 de abril de 2021. Ou seja, um único evento online e offline para uma celebração da excelência relojoeira.

Fonte:EXAME

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Espaço Clip

Espaço Clip 

- Reforço Escolar (Infantil ao 9⁰ ano)

- Espaço Infantil (a partir dos 2 anos)

- Atendimento Psicopedagógico

- E muito mais!

https://www.instagram.com/clip.recife/?hl=en

Saiba como escolher roupas que valorizam seu tipo físico

 Gazeta da Torre

As formas do corpo variam de pessoa para pessoa; duas pessoas podem usar o mesmo número de roupa, mas ter formato de corpo diferente, pois além da variedade de etnia a miscigenação, as formas do corpo de uma pessoa mudam conforme avança a idade; por tudo isso, o que cai bem para uma pessoa pode não dar certo para outra.

Para saber o que cai bem, é importante fazer uma análise de seu tipo físico e valorizar o que ele tem de bonito e camuflar o que não o beneficia.

Respeite os limites de seu corpo. Esse é o segredo para você ficar elegante. Use roupas e acessórios como ferramenta. Assim, pelo recurso da roupa correta, você disfarça prováveis insatisfações referentes ao físico.

Para não ter dúvidas, a Consultora de Imagem e Estilo Fátima Fradique, listou alguns perfis e explica quais looks caem bem para cada tipo físico. Vale apena conferir!                        

1)    LOOK: TIPO FÍSICO - AMPULHETA

O formato ampulheta é conhecido como ideal, por apresentar curvas mais proporcionais, busto e quadris estão alinhados na mesma medida e a cintura é mais fina.

Para quem possui essas características o objetivo é - minimiza a coxa, valorizar a cintura fina, disfarçar o busto para não parecer muito volumoso. 

PARA EQUILIBRAR SUA SILHUETA APOSTE EM:

• Jaquetas, blazeres e blusas que definam a cintura levemente.

• Nada de muitas cores para não dar volume ao quadril e ao bumbum.

• Linhas verticais.

• Saia justa ou fluida.

• Vestido tipo envelope traspassado ou justo ( não agarrado) e levemente acinturado.

2)    LOOK: TIPO FÍCO – TRIÂNGULO

O formato triângulo possui quadril e coxas mais acentuados do que os ombros, quadril largo coxa volumosa e os ombros estreitos.

 Para quem possui essas características o objetivo é - esconder o quadril largo e a coxa volumosa e aumentar a largura dos ombros. Chamar atenção para a parte de cima do corpo para chegar a um equilíbrio.

PARA EQUILIBRAR A SILHUETA APOSTE EM:

• Golas volumosas e cheias de detalhes

• Linhas horizontais que saiam do ombro ou detalhes no ombro

• Colares e brincos que chamem a atenção para parte superior do corpo

• Ombreiras discretas

• Saias e calças secas de cores escuras e corte reto ( não muito justo)

• Parte superior da roupa de cor clara ou colorida parte de baixo escura

• Camisa acinturada

• Vestidos de largura média que marque a cintura. 

3)    LOOK: TIPO FÍSICO 

TRIÂNGULO INVERTIDO

O formato triângulo invertido tem muito busto e ombros largos, quadril estreito e pernas finas.

Para quem possui essas características o objetivo é - balancear o volume entre os ombros e o quadril.

PARA EQUILIBRAR A SILHUETA APOSTE EM:

• Manga raglã ou cava americana

• Saia evasê rodada ou reto

• Modelos largos ou soltos.

• Camisas ( sem golas exageradas )

• Cores escuras na parte de cima e claras na parte de baixo

• Blusas modelo cachê-coeur

• Vestidos acinturados por pences.

4)    LOOK: TIPO FÍSICO – RETÂNGULO

O formato retângulo possui cintura não definida, poucas curvas, braços e pernas finos em relação ao corpo, possui harmonia entre as medidas do ombro e do quadril.

Para quem possui essas características o objetivo é - criar a ilusão de uma falsa cintura.

PARA EQUILIBRAR ASILHUETA APOSTE EM:

• Looks acromáticos

• Vestido de cintura baixa

• Cardigã longo

• Calças com bolsos ou pregas

• Calça boca-de-sino

• Detalhes verticais com zíperes e pespontos

• Calça pantalona

• Cintos usados de forma diagonal ou descolados                

5)    LOOK: TIPO FÍCO – OVAL

O formato oval, possui  formas arredondadas, volume no quadris, cintura e busto, com barriga proeminente.

Para quem possui essas características o objetivo é – criar uma linha alongada e chamar a atenção para o rosto e os ombros. 

PARA EQUILIBAR A SILHUETA APOSTE EM:

• Decotes V ou U

• Roupas de cores escuras

• Vestidos de cintura baixa ou com corte na diagonal

• Listras verticais ou diagonais

• Roupas do tamanho certo, nem largas nem justas.

• Calça de corte reto, com o comprimento tocando o peito do pé

• Saia reta ou ligeiramente evasê

• Mangas 3/4

PARA FINALIZAR 

FICA A DICA DA ESPECIALISTA:

Abuse da técnica de unir estampas a tecidos neutros escuros nas laterais da peça, isso irá contornar a definir a silhueta. Se você tiver de optar entre o visual e o caimento da roupa, escolha o caimento.

Espero que aprovem as dicas e façam suas produções sem erro!

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domingo, 4 de abril de 2021

Na Páscoa, Papa pede que acelerem as vacinas e critica gastos militares

 Gazeta da Torre

Em sua mensagem de Páscoa neste domingo (4), o Papa Francisco pediu aos países que acelerem a distribuição de vacinas contra Covid-19, especialmente para os pobres do mundo, e disse que conflitos armados e os gastos militares durante uma pandemia são "escandalosos".

Com o novo coronavírus, este é o segundo ano consecutivo em que os serviços papais da Páscoa têm apenas pequenos grupos em um altar secundário da Basílica de São Pedro, em vez de multidões na igreja ou na praça do lado de fora.

Depois de celebrar a missa, Francisco leu sua mensagem "Urbi et Orbi" (à cidade e ao mundo), na qual tradicionalmente faz uma revisão dos problemas mundiais e um apelo pela paz.

 “A pandemia ainda está se espalhando, enquanto a crise social e econômica continua severa, especialmente para os pobres. No entanto — e isso é escandaloso — os conflitos armados não acabaram e os arsenais militares estão sendo fortalecidos”, disse.

Francisco, que normalmente teria feito o discurso para até 100 mil pessoas na Praça de São Pedro, falou para menos de 200 na igreja enquanto a mensagem era transmitida online para dezenas de milhões em todo o mundo.

A praça estava vazia, exceto por alguns policiais que impunham um rígido bloqueio nacional de três dias.

O Papa pediu a Deus que console os enfermos, os que perderam um ente querido e os desempregados, exortando as autoridades a dar às famílias mais necessitadas um "sustento decente".

Ele elogiou os trabalhadores médicos, se solidarizou com os jovens que não podem frequentar a escola e disse que todos foram chamados para combater a pandemia.

“Exorto toda a comunidade internacional, em um espírito de responsabilidade global, a se comprometer a superar os atrasos na distribuição de vacinas e a facilitar sua distribuição, especialmente aos países mais pobres”, disse ele.

Francisco, que muitas vezes pediu o desarmamento e a proibição total da posse de armas nucleares, disse: “Ainda há muitas guerras e muita violência no mundo! Que o Senhor, que é a nossa paz, nos ajude a superar a mentalidade de guerra. "

Conflitos

Observando que era o Dia Internacional da Conscientização contra as minas terrestres antipessoal, ele chamou essas armas de "dispositivos traiçoeiros e horríveis ... como nosso mundo seria muito melhor sem esses instrumentos de morte!"

Ao mencionar as áreas de conflito, ele enalteceu "os jovens de Mianmar empenhados em apoiar a democracia e fazer com que suas vozes sejam ouvidas pacificamente". Mais de 550 manifestantes foram mortos desde o golpe militar de 1º de fevereiro em Mianmar, visitado pelo papa em 2017.

Francisco apelou à paz em várias áreas de conflito em África, incluindo a região de Tigray no norte da Etiópia e a província de Cabo Delgado em Moçambique. Ele disse que a crise no Iêmen foi "recebida com um silêncio ensurdecedor e escandaloso".

Ele apelou aos israelenses e palestinos para "redescobrir o poder do diálogo" para chegar a uma solução de dois Estados onde ambos possam viver lado a lado em paz e prosperidade.

Francisco disse que percebeu que muitos cristãos ainda eram perseguidos e pediu que todas as restrições à liberdade de culto e religião em todo o mundo fossem suspensas.

Fonte: O Globo

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Brasil precisa de políticas de estado para mulheres

 Gazeta da Torre

Ana Fontes, fundadora
da Rede Mulher Empreendedora

Extenuadas com o trabalho doméstico, vítimas de violência dentro do próprio lar, principal alvo de demissões e negligenciadas como empreendedoras. De acordo com a fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes, somente políticas de Estado têm a capacidade de mudar a realidade do que é ser mulher no País – condição, inclusive, agravada sobremaneira durante a pandemia de covid-19.

Em entrevista ao UM BRASIL, plataforma multimídia composta por entrevistas, debates e documentários com grandes nomes do meio acadêmico, intelectual e empresarial, Ana reivindica a adoção de um programa de transferência de renda para a população feminina. “Hoje, no Brasil, temos 6 milhões de mulheres que são mães solo e sustentam a família, os filhos e a casa somente com os recursos que produzem. Então, seria importante ter uma política de Estado que dê renda diretamente a essas mulheres, como o auxílio emergencial – não tem outra forma de fazer isso”, afirma.

Também delegada líder do Brasil no W20 – grupo de engajamento do G20 com foco em equidade de gênero –, Ana destaca que, além de terem mais dificuldades de recolocação no mercado de trabalho, as mulheres, quando optam por empreender, encaram mais obstáculos para obter crédito, sintoma de uma cultura que ainda vê o ambiente financeiro como predominantemente masculino.

“A nós nunca foi ensinado que o ambiente do dinheiro é feminino, sempre foi ensinado que era masculino. Por isso, muitas mulheres acham que não podem cuidar do dinheiro; elas têm um receio em relação à educação financeira”, avalia.

De acordo com Ana, mudar essa realidade é premente, tendo em vista que “40% das empreendedoras têm o próprio negócio como única fonte de renda para botar comida dentro de casa”.

“[Uma política de] geração de crédito diferenciado para mulheres donas de pequenos negócios é muito importante para conseguirmos diminuir esta situação”, aponta. “Também é preciso fazer uma campanha educativa para mostrar a questão da violência doméstica como uma situação extremamente difícil e que precisa ser combatida. Não vemos uma campanha de Estado sobre isso”, critica.

Justiça social, inovação e economia

Ana salienta que, além de a população feminina ser maioria no Brasil (51,5%), 80% das decisões de compra são feitas ou influenciadas por mulheres. Desse modo, diz que as empresas que não promovem a diversidade deixam de ganhar em economia e inovação.

 “Costumo falar, há alguns anos, que olhar para a diversidade tem um ponto fundamental relacionado à justiça social. (…) Quando você junta as três coisas – justiça social, inovação e economia –, fica parecendo muito estúpido não olhar para a diversidade como algo estratégico”, ressalta.

Fonte:UM Brasil

quarta-feira, 31 de março de 2021

Especialistas caminham para identificar as sequelas da COVID no cérebro

 Gazeta da Torre

Cientistas seguem analisando o vírus
em todo mundo

As manifestações neurológicas de pacientes acometidos por Covid -19 chamam a atenção de cientistas de todo o mundo e são motivo de diversos estudos científicos, a maior parte deles ainda em andamento, com o um objetivo único: entender a relação do vírus com o cérebro humano.

Em uma LIVE realizada este mês  pelo Método SUPERA para todo o Brasil por ocasião da Semana Mundial do Cérebro – uma parceria do SUPERA com a DANA FOUNDATION, instituição americana ligada a pesquisas na área do cérebro, os especialistas Adalberto Studart Neto, médico assistente Neurologista da Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e Mônica Yassuda psicóloga Mestre e Doutora em Desenvolvimento Humano pela Universidade da Flórida (EUA), destacaram que, embora a maioria dos estudos ainda continue em andamento, já se sabe que o vírus tem alguma predileção por regiões importantes do cérebro, como a área responsável pela concentração, atenção e memória.

“Nós já temos dados no Brasil mostrando as diversas facetas dos distúrbios neurológicos da COVID-19. Diversas regiões cerebrais funcionando de forma alterada, mesmo três meses após o COVID. A doença é muito mais complexa do que poderíamos imaginar e uma das conclusões é que não é exatamente o vírus entrando no cérebro, mas sim o que o vírus faz no organismo que repercute no cérebro, já que o Covid-19 é uma doença sistêmica, ou seja: que afeta vários sistemas importantes do organismo”, explicou o neurologista.

Já Mônica Yassuda destacou, entre outros pontos, as consequências cognitivas da doença, decorrentes do seu impacto sobre o cérebro. “O mais importante de forma geral, é chamar a atenção para a necessidade das pessoas na fase de recuperação da COVID-19, quando saem no hospital. Os pacientes, além da avaliação física, também devem passar por uma avaliação neuropsiquiátrica, com um olhar atento às questões da saúde mental e da cognição e em especial nos processos de alta, já prevendo que poderão ter dificuldades em tarefas cotidianas. É muito importante que essas avaliações sejam repetidas para que o acompanhamento da cognição aconteça no processo de recuperação”, disse.

Os efeitos da COVID no cérebro

Em todo Brasil, milhares de pessoas que sobreviveram à doença se queixam das chamadas ‘sequelas do COVID’ ou ‘COVID longa’, com sintomas diversos, que vão desde perda de paladar e olfato até dificuldades para resgatar informações, dificuldades com concentração e atenção. Segundo a pesquisadora, os trabalhos científicos até agora convergem para mostrar que podem existir sequelas cognitivas trazidas pela COVID-19 “São sequelas que tendem a melhorar com o tempo, e com a recuperação da pessoa, mas, como vimos nos estudos trazidos durante a live, a porcentagem de pessoas que apresentam essas queixas e desempenho ruim nos testes cognitivos é bastante elevada, então tem sido um fenômeno bastante comum. Os trabalhos publicados até agora sugerem que as queixas cognitivas mais frequentes são as dificuldades com a atenção, concentração, memória operacional, que é a capacidade de manter dados na mente e trabalhar com eles e dificuldades com as funções executivas, mais do que a perda de memória, mas é possível também que estas dificuldades com atenção e concentração afetem a memorização. Então se você não está conseguindo prestar atenção em um artigo de jornal que você está lendo você vai ter dificuldade para memorizar. No entanto, a maior parte dos trabalhos não dá destaque à perda de memória, mas, sim, a dificuldades na atenção e disfunção executiva”, pontuou Mônica.

Em concordância com a pesquisadora, o neurologista assistente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Adalberto Studart Neto, chamou atenção para o acompanhamento psiquiátrico e cognitivo no pós COVID “Sintomas psiquiátricos muitas vezes tem essa ligação com questões cognitivas, isso sem dúvida. Nós trabalhamos com fármacos e drogas para o tratamento desses transtornos psiquiátricos, mas, sem dúvida, a reabilitação cognitiva pode oferecer um ganho para as pessoas no pós COVID junto com a abordagem psiquiátrica em alguns casos”, pontuou. 

Os pesquisadores aproveitaram a oportunidade para falar ainda sobre algumas das principais linhas de pesquisa no mundo sobre a COVID-19 e o cérebro “Em fevereiro foi publicada uma revisão sistemática com vários trabalhos analisados em conjunto. Este estudo, incluindo dados de vários países, a maioria deles do Canadá, observou que 77% das pessoas acompanhadas apresentaram algum grau de alteração cognitiva. Neste levantamento, entre os pacientes com a doença, o DELIRIUM foi a condição mais comum: desorientação, incapacidade de pensar com clareza e prestar atenção e flutuações do nível de consciência, com possíveis causas associadas à inflamação sistêmica. Após a alta hospitalar, alguns pacientes talvez precisem de reabilitação cognitiva, mas hoje existem vários recursos que são aplicados em larga escala, desde softwares, jogos, que podem ser úteis neste processo de recuperação”, explicou Mônica.

Isso vai passar?

O principal alerta dos especialistas no pós COVID é para a permanência de sequelas que podem se tornar crônicos. “A maior parte dos pacientes tem queixas que tendem a melhorar, principalmente sintomas de ansiedade.  Porém, alguns sintomas podem se tornar crônicos se não tratados, como a depressão. Já a ausência de olfato e paladar, é bem variável, tem pessoas que demoram semanas e tem pessoas que demoram meses para recuperar, mas a princípio, todos recuperam sim”, disse o médico. “Com a recuperação da saúde, este quadro de confusão mental aguda e alterações de atenção e funções executivas vão gradualmente desaparecendo, mas acho que é importante que as pessoas estejam atentas a uma possível cronificação, então se alguns meses se passaram, você não está dormindo bem, tem sintomas depressivos, ou outros sintomas, busque ajuda especializada para enfrentar possíveis sequelas”, completou Mônica.

O especialista chamou atenção ainda para doenças que podem ser manifestadas no cérebro após a infecção com a COVID -19. “Nós estamos falando de COVID, mas já é sabido que qualquer paciente grave que fique na UTI tem um prejuízo cognitivo que persiste de semanas a meses, e esses pacientes se recuperam. A maioria dos pacientes tende a melhorar. Quando não melhoram, é importante investigar a causa porque pode ser que a COVID acelere a manifestação de alguma doença que já estava se desenvolvendo no cérebro”, alertou o médico.

Neuroplasticidade e reserva cognitiva

A reserva cognitiva é um conceito científico baseado na capacidade do cérebro de suportar agressões de doenças, construída ao longo da vida. Esta reserva, ainda difícil de ser quantificada, segundo doutora Mônica, pode ser importante na resposta de pacientes a doenças graves, como a COVID -19. “Quando uma pessoa tem uma reserva cognitiva elevada, e ela é acometida por uma doença neurodegenerativa, como a doença de Alzheimer, por exemplo, ela deve demorar mais tempo para manifestar sintomas, possivelmente porque seu cérebro consegue estabelecer processamentos compensatórios.

Os estudos epidemiológicos informam que alguns fatores podem nos ajudar na construção desta reserva: estudar muitos anos, ter uma educação de qualidade ao longo de toda a vida, uma boa alimentação e a prática de atividades físicas e cognitivas. Assim, como nós tratamos a saúde de vários órgãos, precisamos cuidar da saúde do cérebro, contribuindo com a formação da reserva cognitiva”, disse Mônica.

Já doutor Adalberto lembrou que o conceito de reserva cognitiva é comprovado cientificamente e chamou a atenção para a mudança de mentalidade, que deve estar hoje muito mais ligada à prevenção “Existe um estudo importante Finlandês, (estudo FINGER) publicado em 2015 em que um grupo de pessoas fizeram atividades físicas, atividades cognitivas, acompanhamento nutricional e outro grupo que não fez isso. O grupo que participou desta intervenção teve melhor desempenho cognitivo no pós teste. Este conceito tem comprovação científica e está cada vez mais sendo levado a sério. Nós falamos muito em remédio, mas é necessário mudar esta mentalidade para atuar mais na prevenção”, disse o médico.

Estamos atentos 

As mais de 350 unidades do Método SUPERA no Brasil seguem com várias ações voltadas para a orientação da sociedade sobre os efeitos da nova doença para o órgão mais importante do corpo humano. “Estamos acompanhando muito de perto a fala dos principais especialistas do Brasil neste momento e já recebendo em nossas escolas alunos que procuram o SUPERA no pós COVID. Sabemos que a doença pode ter ainda outros desdobramentos para a sociedade, a médio e longo prazo, mas o nosso dever neste momento é nos aproximar de pessoas que são referência científica no assunto para orientar nossos alunos da melhor maneira possível”, concluiu Bárbara Perpétuo, vice-presidente do Método SUPERA. 

Você sabia:

Nos primeiros anos de vida, de 700 a 1.000 novas conexões entre os neurônios se formam a cada segundo.

Desafio de Março:

Qual é o próximo número da sequência? 

2,  5,  9,  14  ...

Resposta na próxima edição

Resposta do desafio de desafio de Fevereiro:

Qual é o meio de Transporte que não faz curva?

Resposta: ELEVADOR

Serviço:

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)

Unidade Madalena

Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.

Telefone: (81) 3236-2907

Unidade Boa Viagem

Telefone: (81) 30331695

Enem 2020: prova também pode ajudar em processos seletivos de faculdades estrangeiras

 Gazeta da Torre

Criado em 1998 como avaliação de desempenho dos estudantes brasileiros, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aos poucos foi assumindo uma outra função, a de instrumento de seleção para o acesso a instituições de ensino superior. Desde 2009, o Enem foi oficializado como uma porta de entrada das universidades brasileiras.

O que pouca gente sabe — e pode se tornar um atrativo a mais aos que prestam o exame — é que os resultados da prova também podem ser utilizados para garantir uma vaga em faculdades estrangeiras. Principalmente se o sonho for fazer uma graduação em Portugal.

Em março de 2014, um decreto do governo português regulamentou uma série de questões referentes a estudantes estrangeiros no país.

E essa legislação propiciou um acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia federal responsável pela prova do Enem.

A partir de então, foi instituído um programa chamado Enem Portugal, que viabiliza, conforme frisa a própria autarquia em nota, "acordos interinstitucionais entre o Inep e as instituições de educação superior portuguesas".

Na época, algumas universidades de lá já vinham aceitando os resultados do Enem, mas de forma não sistematizada.

O acordo garantiu uma unidade de processos e melhorou a agilidade, com uma comunicação direta com a autarquia brasileira. "O Inep facilita [aos conveniados] o acesso às notas", informa à BBC News Brasil a assessoria de comunicação do órgão.

Atualmente são 51 as instituições portuguesas que fazem parte do programa, com "acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursos de graduação em Portugal".

"Cada instituição define as regras e os pesos para uso das notas", explica o Inep.

A autarquia frisa que esses acordos não envolvem "transferências de recursos" e "não preveem financiamento estudantil pelo governo brasileiro".

Para quem está pensando em tentar uma vida acadêmica além mar, isso é importante: mesmo as universidades públicas europeias costumam cobrar anuidades quando o estudante é estrangeiro, sobretudo se for extra-comunitário, ou seja, de fora da União Europeia.

No caso de alunos nacionais, as taxas, mesmo que existam, costumam ser subsidiadas pelo governo.

Coimbra

Universidade de Coimbra

Considerada uma das instituições universitárias mais antigas e tradicionais do mundo e reconhecida pela Unesco como patrimônio da humanidade, a Universidade de Coimbra, cuja história remonta a uma bula papal assinada em 1290, foi a primeira entidade estrangeira a assinar o convênio com o Inep, em maio de 2014.

De acordo com a instituição, brasileiros que concluíram o ensino médio e que fizeram o Enem nos últimos cinco anos podem pleitear por uma vaga. O processo seletivo para as próximas turmas está aberto — vai até 15 de abril.

Em nota, a universidade ressalta que desde 2014 "formalizou a utilização desses resultados ao abrigo de um protocolo estabelecido com o Inep", o que "faculta à Universidade de Coimbra o acesso à base de dados do Enem para efeitos de validação de resultados dos candidatos ao processo seletivo".

A principal vantagem é que "os candidatos brasileiros não tenham que realizar novos exames para ingressar nos cursos" de Coimbra.

Há taxas, é claro. São 50 euros para se candidatar e 20 euros para se inscrever no curso. Faz-se necessário um ano preparatório, chamado oficialmente de "ano zero", que custa 5 mil euros.

A partir de então, a anuidade da graduação é de 7 mil euros. Há uma previsão de bolsas, por mérito, que podem reduzir de 1 mil a 2 mil euros o valor anual.

Outras universidades

Fundada em 1911, a Universidade do Porto é outra instituição portuguesa muito procurada por brasileiros. De acordo com informações da universidade, o Enem também é valido ali graças a acordo firmado com o Inep em 2016.

A instituição frisa que aceita os resultados da prova brasileira tanto para admissão nos cursos de licenciatura como de mestrado integrado, mas enfatiza que "as notas do Enem podem ter um peso diferente em função do curso ou faculdade em que o candidato pretende ingressar".

Na Universidade do Porto, as anuidades variam entre 3,5 mil e 8 mil euros. Mas, uma boa notícia para lusófonos: "atendendo aos laços que unem Portugal aos estados que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tome e Príncipe e Timor-Leste), pode ser aplicada uma redução de até 45%", declara a instituição, sobre a taxa paga por estudantes oriundos desses países.

Maior instituição pública de ensino superior de Portugal, a Universidade de Lisboa é outra signatária de acordo com a autarquia brasileira.

No caso, ela aceita na candidatura os resultados do Enem realizados até três anos antes — as inscrições para o processo seletivo vigente já se encerraram em 19 de fevereiro.

O mínimo de pontuação necessária depende da área de conhecimento desejada, portanto é preciso consultar caso a caso.

Pelo mundo

De acordo com o Inep, nada impede que outras instituições de ensino superior pelo mundo aceitem os resultados do Enem em seus processos seletivos, mesmo que não tenham assinado nenhum convênio ou acordo com a autarquia brasileira.

O argumento é que o exame brasileiro poderia ser aceito por determinadas universidades estrangeiras da mesma forma como os testes de aptidão ACT ou SAT, aplicados nos Estados Unidos e válidos nas instituições de ensino superior por lá. Nesses casos, o principal conselho é que os interessados chequem caso a caso.

Fonte:BBC News Brasil