quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Falta de planejamento para o ensino remoto pode aumentar evasão escolar no retorno presencial

 Gazeta da Torre

Pesquisadores avaliaram a eficácia dos programas para aulas remotas dos governos estaduais e de todas as capitais brasileiras. Resultados apontam falhas na promoção do acesso aos alunos em 2020

Das 27 unidades da federação, 22 já preveem o retorno às aulas presenciais, entre fevereiro e março, em um sistema híbrido — on-line e presencial, simultaneamente. As aulas retornam um ano após o fechamento das escolas e, nesse período, a falta de acesso às aulas a distância foi um problema para a grande maioria dos alunos da rede pública de ensino, mostra artigo publicado por pesquisadores da USP. Os autores avaliaram a eficácia dos programas para aulas remotas oferecidos pelos governos estaduais e de todas as capitais brasileiras. Os resultados mostraram que os programas de ensino remoto apresentados foram muito fracos em se preocupar com o acesso, ao longo de 2020, e podem levar a um aumento da evasão escolar, dificultar a progressão dos alunos, além de acirrar as desigualdades brasileiras.

O artigo - Uma avaliação dos programas de educação pública remota dos estados e capitais brasileiros durante a pandemia do COVID-19 - mostra que os problemas relacionados às aulas não acabam com o retorno presencial. A situação das aulas no Reino Unido é um exemplo que comprova a complexidade da situação e que o debate sobre aulas on-line está distante de terminar.

Os planos de volta exigem a coexistência de aulas on-line e presenciais, o que levanta novamente o problema do acesso enfrentado por muitos alunos, em 2020. Além disso, os pesquisadores destacam que nem todos os estudantes tiveram acesso à educação durante o último ano, o que dificulta a progressão escolar, aumenta a tendência à evasão escolar e acirra as desigualdades educacionais no Brasil. 

“Políticas públicas existem para proteger a todos, incluindo os mais vulneráveis. Alguns tiveram uma interação e experiência muito diferenciadas durante a pandemia, outros nem sequer ouviram alguma coisa de seu professor ou da escola”, afirma ao Jornal da USP Lorena Barberia, pesquisadora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e uma das autoras do artigo. Para ela, o debate está sendo colocado como uma dualidade entre abrir ou não as escolas, porém ele é muito mais profundo.

Muitas escolas continuaram a dar aulas, mas apenas para os que tinham acesso à internet. É diferente a avaliação da reabertura para esse grupo em relação aos que não tiveram nada por meses e depois começaram a ter aulas pela televisão, sem interação com os professores, por exemplo. É preciso que esse grupo receba atenção diferenciada.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada quatro brasileiros não tem acesso à internet. A questão do acesso foi negligenciada por todos os planos de governo para as aulas remotas. Há uma variedade deles, alguns aconteceram rapidamente, outros demoraram meses. O Estado da Bahia (BA), por exemplo, não apresentou nenhum plano até o final do estudo. Os planejamentos deixaram os alunos com acesso a educação desigual, proporcionalmente às desigualdades preexistentes.

Na história do Brasil, nunca houve um momento em que a educação tivesse que mudar tanto e de maneira tão rápida como aconteceu por causa da pandemia. Em razão disso, os pesquisadores destacam que é preciso demarcar essa situação e ter indicadores claros dos erros de 2020 para que eles não se repitam em 2021.

“Se a educação já era desigual no País, ela se tornou ainda maior em 2020. Agora, com a volta às aulas, teremos alunos compelidos a cogitar o abandono escolar, em razão da volta em condições de desigualdade absurdas”, aponta  Luiz Guilherme Roth Cantarelli, pesquisador envolvido no estudo.

Índice dos Programas de Educação a Distância

O grupo de pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP desenvolveu um índice capaz de avaliar a qualidade geral dos programas de educação a distância na primeira infância, ensino fundamental e médio, no Brasil em 2020. O Índice dos Programas de Educação a Distância considerou os meios de transmissão adotados (televisão, internet, rádio, etc.), os investimentos aplicados (se houve fornecimento de internet, chips, dispositivos, etc.), políticas de supervisão dos alunos e a cobertura desses programas. A escala varia de 0 a 10.

As notas obtidas são preocupantes. Nenhum dos programas implementados, tanto pelos governos estaduais quanto pelas capitais, atingiu nota superior a 6. A média dos programas dos Estados é 2,4 enquanto a das capitais é 1,6. Cada um dos componentes considerados foi multiplicado pelo valor da nota obtida na cobertura. Então, se o Estado fez um ótimo plano mas de baixa cobertura, só para o ensino médio, por exemplo, a nota dele cai.

Outro ponto que merece destaque no Índice é a demora na implementação. Ou seja, se o Estado fez um ótimo plano, mas deixou os estudantes à deriva por meses, a nota cai. Foi feita uma média, ao longo do tempo, então se o Estado demorou para apresentar um plano é como se ele tivesse tirado zero nesse período.

“Por isso as notas são tão baixas, nenhum Estado providenciou o acesso com qualidade, era muito limitado e focado na distribuição de material impresso”, explica Pedro Henrique de Santana Schmalz, autor do estudo. Em alguns lugares, como Maranhão, foram providenciados dispositivos, por meio de doações da sociedade civil, mas não conseguiram atingir porcentagens significativas dos estudantes sem acesso.

Supervisão dos alunos

Grande parte dos planos não tem previsão de supervisão dos alunos. “A escola tem um papel muito maior do que só dar apostilas aos alunos, que precisam de interação com os professores e de supervisão”, conta Lorena Barberia. Nesse sentido, ela ressalta que um plano para a educação remota não pode se limitar a dar apenas material impresso para o aluno.

As escolas passaram a oferecer o conteúdo sem prever nenhum tipo de contato entre os professores e os alunos e nenhum tipo de acompanhamento por parte da secretaria para acompanhar como estava o acesso. Grande parte das avaliações foi suspensa e, sem o acompanhamento, é improvável que o ensino seja de qualidade.

Desigualdade regional

Ao longo de 2020, o Ministério da Educação sabia que alguns Estados estavam tendo dificuldades em se adaptar à situação e que alguns nem sequer apresentaram um plano. Como o governo federal sempre se mostrou contrário ao fechamento das escolas, não centralizou a política de ensino em 2020, deixando os Estados sem uma diretriz sobre qual caminho seguir.

Há uma heterogeneidade de planos entre os Estados e entre as capitais. Cada Estado implementou as medidas possíveis, os que têm mais recursos e mais capacidade conseguiram sobreviver sem o auxílio do Ministério da Educação, entretanto, aqueles sem recursos acabaram sendo deixados ainda mais para trás, nesse sentido.  Os autores apontam que isso é grave pois pode não apenas aumentar as desigualdades entre os alunos — os que têm acesso em relação aos que não têm — como também acirrar desigualdades regionais.

Como não cometer os mesmos erros em 2021

“Para não cometer os mesmos erros em 2021, é importante que a gente não espere para resolver a educação na metade do ano, a gente precisa trazer esse debate, que já deveria ter ocorrido em 2020”, diz Lorena. A pesquisadora ainda afirma que é preciso avaliar o que deu certo em outros países e até mesmo no Brasil, pois passamos muitos meses sem discutir os problemas pragmáticos do ensino remoto. Em outros países, foi visto que a volta às aulas presenciais precisaram ser suspensas, por isso o debate deve continuar vivo. “Precisamos de planos claros e desenvolvidos por profissionais”, conclui.

Para Luiz Guilherme, uma questão a ser levantada é a fiscalização. Olhando para 2020, quando os comércios reabriram, a fiscalização foi falha em fazer com que as regras fossem cumpridas; é um erro que não pode ser cometido novamente, as escolas precisam reabrir com um protocolo muito claro de fiscalização e do que será feito. Quando a opinião pública esteve voltada para a pandemia, os problemas da educação foram deixados de lado.

“Temos que ter foco no acesso, supervisão dos alunos e acompanhamento para evitar que o abismo entre o público e o privado e os que têm acesso e os que não têm não fique mais profundo ainda”, finaliza Pedro Henrique. O estudo é uma colaboração entre a Rede de Pesquisa Solidária em Políticas Públicas e Sociedade e a FGV EESP Clear.

Fonte:Jornal da USP

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Biden vê no multilateralismo a forma de os Estados Unidos liderarem o mundo

 Gazeta da Torre

Charge do cartunista Adão Iturrusgarai

A transição presidencial dos Estados Unidos, com Donald Trump sendo sucedido por Joe Biden na Casa Branca, deve marcar uma mudança de política externa, na qual o presidente eleito, em vez de conduzir o país de forma apartada do mundo, buscará fortalecer as alianças e o multilateralismo, a fim de reafirmar uma ideia de liderança norte-americana em todo o planeta. Esta é a análise do sociólogo, internacionalista e diretor de estratégia da Arko Advice, Thiago de Aragão.

Em entrevista ao UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP, Aragão sintetiza que, no que diz respeito à política internacional do próximo presidente norte-americano, “a palavra é reconstrução”. Ele salienta, contudo, que Biden deve mudar a forma, mas não necessariamente o conteúdo da política conduzida pelo atual governo.

“Trump via os Estados Unidos tão poderosos que pensava que o país devesse agir sozinho. Já Biden vê que o poder dos Estados Unidos está em trazer e angariar um corpo maior de aliados para tratar de determinados temas”, diferencia. “Biden tem uma visão multilateral do mundo. Ele entende que o mundo se forma com alianças com as quais os Estados Unidos devem estar na liderança”, complementa.

Aragão, também pesquisador sênior do Center for Strategic and International Studies (CSIS), sediado em Washington D.C. (Estados Unidos), indica que Biden tem uma integração maior com a legenda pela qual foi eleito, o Partido Democrata, do que Trump com o Republicano. Por isso, espera-se que as decisões de política externa sejam tratadas de maneira mais cautelosa e menos impulsiva.

“A noção de reality show em cima da política externa vai diminuir, senão desaparecer”, projeta. “O fato de ficar mais submersa pode dar a impressão no público geral de que é uma política menos robusta, mais frouxa ou, talvez, não tão constante”, avalia.

Independentemente do estilo do presidente eleito, Aragão destaca que a política de contenção tecnológica da China continuará. “Na percepção de Biden, ele acredita que quanto maior for a rede de alianças multilaterais pressionando a China sobre este tema, mais fácil será ter algum resultado. (…) Biden tem plena noção de que, tecnologicamente, a China é uma ameaça aos Estados Unidos e de que, comercialmente, deveria comprar mais dos norte-americanos”, pontua.

Relação entre Brasil e Estados Unidos

Aragão explica que as relações bilaterais são divididas entre os setores governamental e privado. Com isso, apesar da predileção do presidente Jair Bolsonaro por Donald Trump em detrimento de Joe Biden, “no setor privado, a relação dos dois países vai seguir muito sólida”.

“O nosso mercado financeiro é profundamente integrado ao norte-americano. Temos indústrias norte-americanas há muitas décadas no Brasil e empresas dos Estados Unidos que fazem parte do imaginário brasileiro, como Apple, Microsoft, Amazon, Netflix, entre outras”, reforça.

No campo governamental, a despeito de o governo brasileiro demorar a ter reconhecido a vitória de Joe Biden nas urnas, o sociólogo acredita que as chances de atrito entre os chefes de Estado são mínimas. “Isso pode incomodar muita gente, mas o Brasil não é uma das dez ou 15 prioridades de Biden ou de qualquer outro presidente americano”, conclui.

Fonte:UM Brasil

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Paço do Frevo celebra Dia do frevo e sete anos de atividades

 Gazeta da Torre

Ainda que a pandemia silencie a colorida e suada saudação das ruas, o Dia do Frevo, comemorado amanhã (9), não haverá de passar em branco na cidade onde a frenética, ligeira e vigorosa fusão de gêneros musicais brotou. O Paço do Frevo, espaço de salvaguarda do ritmo mantido pela Prefeitura do Recife e também nascido num 9 de fevereiro, preparou, com todo o cuidado que o momento exige, uma programação especial e híbrida, com etapas virtuais e presenciais, para celebrar tanto o frevo, quanto seus sete anos de atividades, dedicados à experimentação, pesquisa e difusão do ritmo que é Patrimônio Imaterial da Humanidade.

A programação contará com lançamento de videoclipe de uma inédita orquestra de frevo digital, intitulada Frevão, comandada por César Michiles, compartilhamento de playlists assinadas por grandes artistas como Lenine, Fafá de Belém, Céu e Chico César, além de depoimentos de personalidades do frevo resgatando memórias afetivas de antigos carnavais nos vídeos “Minha História de Carnaval”.

Como não pode faltar frevo nesta celebração, ainda que virtual, a SpokFrevo Orquestra fará uma apresentação usando o Paço como palco, que será exibida pelo Youtube, no dia do aniversário da instituição, 9 de fevereiro, a partir das 16h30. A live foi um dos projetos aprovados pelo Governo do Estado para executar os recursos da Lei Aldir Blanc, de estímulo à produção cultural durante a pandemia.

A agenda inclui ainda a estreia da exposição “Manifestações Culturais do Brasil - A celebração viva do patrimônio imaterial" e o lançamento de uma modalidade de visita virtual mediada, que passará a ser oferecida para escolas e grupos educacionais, mediante agendamento.

O Paço fez também uma parceria com a ilustradora Joana Lira, que já participou da concepção da decoração de alguns carnavais recifenses, para a criação de um quebra-cabeças comemorativo para presentear colaboradores e parceiros e ajudar a colorir esta programação possível, em tempos tão duros.

Para aplacar a saudade e a vontade dos recifenses de cair nos braços do aniversariante, o museu vai ainda estender um bocadinho seus expedientes de visitação entre os próximos dias 9 e 14 de fevereiro. Abrirá das 10h às 16h, de terça a sexta próximas e, das 11h às 17h, no sábado e no domingo. O Paço está funcionando em regime especial, com rigorosos protocolos de segurança sanitária, que estabelecem, entre outras coisas, o uso obrigatório de máscaras, o distanciamento e a limitação do quantitativo de visitantes por dia.

As comemorações dos sete anos de atividades reafirmam o compromisso em manter vivas as tradições e a cultura frevista ininterruptamente e abrem o cronograma de 2021, em que será trabalhado o eixo temático Refrevar Existências.

Como parte da engrenagem da indústria criativa pernambucana, o Paço do Frevo, reconhecido Centro de Referência em Salvaguarda do Frevo - título recebido do Iphan em 2017 - seguirá buscando soluções diante do atual paradoxo da gestão cultural entre a necessidade imperativa de sustentabilidade das comunidades do Frevo, a demanda por permanência das atividades e a priorização da saúde coletiva que impõe impactantes restrições ao setor.

Entre as estratégias desenhadas e que já começaram a ser postas em prática, o Paço do Frevo renovou patrocínios com marcas como Itaú e Grupo Globo, além de atrair como novos patrocinadores White Martins e Uninassau, e firmar parceria técnico-financeira com a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) para o programa Paço Criativo, voltada à formação de  1.800 jovens em empreendedorismo cultural.

Live SpokFrevo Orquestra

A partir das 16h30 do dia 9, a SpokFrevo Orquestra se apresenta no Paço do Frevo, em live exibida pelo Youtube. A apresentação virtual foi um dos projetos aprovados pelo Governo do Estado para executar os recursos da Lei Aldir Blanc.

Grande referência para o Frevo pernambucano, a orquestra comandada pelo Maestro Spok, espraiou seus clarins pelo mundo, tendo se apresentado em vários países. Na impossibilidade de realizar seus tradicionais shows no período carnavalesco, o grupo fará este show online, em parceria com o Paço do Frevo.

Exposição “Manifestações Culturais do Brasil”

A exposição “Manifestações Culturais do Brasil - A celebração viva do patrimônio imaterial" aporta no Paço do Frevo também no dia 9, a partir das 10h. A mostra interativa apresenta os 48 bens culturais registrados como patrimônio cultural brasileiro pelo IPHAN e revela o universo do patrimônio histórico que vai além dos objetos em si, do bolinho de acarajé, grafismos dos Wajãpi, da viola de cocho, e envolve um sistema amplo, complexo, de atividades materiais e simbólicas, que se materializam na comida, na pintura, no som ou na festa que experimentamos.

Num ambiente ricamente recriado, com recursos audiovisuais e interativos, os patrimônios são divididos em quatro categorias: Saberes, Lugares, Celebrações e Formas de Expressão. Técnicas de produção de cerâmicas, de instrumentos musicais, de artefatos indígenas, assim como a representação de rítmos e festividades únicos, incluindo indumentárias de diversas manifestações culturais brasileiras (Complexo Cultural Bumba-meu-boi, Maracatus, Festival de Parintins etc.), compõem o acervo da mostra, que tem curadoria do Mestre e Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), Luciano Figueredo.

Telemediação (visita virtual mediada)

Numa ação educativa inédita, o Paço começará a oferecer a visitantes e estudantes de qualquer lugar do mundo a experiência de visitação virtual e interativa de todas as exposições do museu, com mediação de educadores do museu. A estreia será formalizada em sessão, também no dia 9, às 11h, para professores e gestores de educação de Pernambuco, convidados especialmente para a experiência. Ao longo do mês de fevereiro, a telemediação estará disponível para escolas e grupos educacionais mediante agendamento pelo site www.pacodofrevo.org.br ou telefone: 3355-9527

“Frevão”

Performance virtual, às 16h30 do mesmo dia 9, também no Youtube do Paço do Frevo, com direção artística de César Michiles, interpretada por Orquestra Digital de Frevo composta por músicos e passistas da comunidade do frevo e solistas convidados, entre eles Toninho Ferragutti, Wanessa Dourado, Moema Macêdo e Alexandre Rodrigues. Nesta montagem, que estará disponível no canal do YouTube e no Instagram do Paço, será interpretada a música “Fabricando” de autoria de César Michiles, Geraldo Azevedo e Jr. Xanfer.

Esquenta em casa (Playlists convidadas)

O Paço do Frevo recebe de presente neste aniversário de 7 anos uma série de playlists criada especialmente para celebrar o templo do Frevo. Para montar essa lista de frevos incríveis, foram convidados Chico César, Fafá de Belém e Lenine, além de outros grandes nomes, que trarão ao Paço e a todo público os frevos mais representativos de sua trajetória musical.

Chico César abriu a programação de playlists especiais no último dia 5 e Fáfá de Belém carnavaliza a lista com suas músicas selecionadas no próximo dia 12. No dia 19, o público recebe o repertório escolhido por Lenine e no dia 26 a lista preparada por Céu. As playlists ficam disponíveis na plataforma Spotify, lançadas a cada sexta-feira deste mês

Refrevar Existências

A gestão, a produção e o acesso à cultura, entendida pelo Paço como direito humano, foram ressignificadas de modo a coexistir com a dinâmica do mundo em pandemia.  Neste contexto, a instituição se firmou como referência entre os equipamentos culturais, tanto ao desenhar uma significante presença digital de resistência, com ações interativas como #ocupaçodigital, #frevoemcasa, #museação, Conexões Museais e Patrimônios Inquietos, quanto ao reabrir em setembro, após seis meses de quarentena, seguindo um protocolo rígido e cuidadoso com visitantes e equipe.

Em 2021, a temática Refrevar Existências dá continuidade ao eixo “Frevo Atitude”, iniciado no ano passado e redefinido pelos desafios contemporâneos. A visão do Frevo como elemento transformador de realidades norteia o sentido de que  “Refrevar Existências” é provocar, do individual ao coletivo, um posicionamento consciente de brincantes que se percebem como parte fundamental da festa,  sabem que sem o nó não existe a rede, e que sem folião não existe a multidão e, por isso, as ações individuais refletem como vamos nos guardar para preservar o maior patrimônio que é a vida, para então, no momento certo, e das práticas possíveis, celebrar a existência e resistência da cultura,  com segurança para todos.

“Se Frevo Atitude é uma forma de estar e de se posicionar no mundo, baseada na intensidade, na energia, no bem estar e na busca pela igualdade, estimulando o reconhecimento e a afirmação de diversidades ativistas e propositivas, Refrevar Existências nos convida a perceber, de forma sensível e empática as diversas existências que nos cercam; nos instiga a reconhecer, visibilizar e respeitar os diversos existires e perceber que a dinamicidade do frevo nos convoca à atitudes acolhedoras, inclusivas, inovadoras e atemporais”, conclui Nicole Costa, gerente geral do Paço do Frevo.

Sobre o Paço do Frevo

O espaço cultural se apresenta como um local de incentivo à difusão, à pesquisa, e à formação de profissionais nas áreas da dança e da música, dos adereços e das agremiações do frevo. Ao longo de sete anos, recebeu mais de 700 mil visitantes, teve mais de 2 mil alunos formados em suas atividades e promoveu mais de 600 apresentações artísticas, em atividades presenciais e virtuais, que incluem denso engajamento de seus mais de 60 mil seguidores nas redes sociais

Localizado na Praça do Arsenal, o Paço do Frevo se encontra no território onde nasceu o Recife e de onde tudo se espraia, a alguns passos do Marco Zero. Inaugurado em 9 de fevereiro de 2014, justamente na data em que se celebra o Dia do Frevo, o Paço é um produto do programa de Salvaguarda do Frevo, criado e proposto pela Prefeitura do Recife ao Iphan, junto com a inscrição da tradição que emana das ruas do Recife como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Com realização da Fundação Roberto Marinho e gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), o projeto conta com o patrocínio master do Itaú, patrocínio da Uninassau e da White Martins, apoio cultural do Itaú Cultural e apoio do Grupo Globo e do Ministério da Cidadania, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

PROGRAMAÇÃO DE ANIVERSÁRIO DO PAÇO DO FREVO

Dia 9/2

10h - Abertura exposição “Manifestações Culturais do Brasil”, às 10h

11h - Lançamento Telemediação (visita virtual mediada)

16h30 - Lançamento “Frevão”, live pelo youtube do Paço do Frevo

17h - Live SpokFrevo Orquestra, live pelo youtube do Paço do Frevo

Dias 12, 19 e 26/2

Esquenta em casa (Playlists convidadas)

De 9/2 a 14/2

O Paço abrirá de terça a sexta, das 10h às 16h, com última entrada às 15h30. No sábado e domingo, abre de 11h a 17h, com última entrada às 16h30

SERVIÇO

Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)

Endereço: Praça do Arsenal da Marinha, s/nº, Bairro do Recife

Informações: (81) 3355-9500 e www.pacodofrevo.org.br

Instagram: @pacodofrevo

YouTube: /PaçodoFrevoMuseu

Facebook: @pacodofrevo

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Assédio sexual, estupro e racismo, a onda de denúncias que furou a bolha tóxica dos gamers

 Gazeta da Torre

Pancc, MiT e Kake: gamers foram punidos após acusações de abuso sexual

Exposição de assediadores acende alerta sobre a banalização de abusos na comunidade gamer, que se mobiliza para deter comportamentos sexistas e discriminatórios

O que antes era um mero passatempo tecnológico para os jovens, hoje se converteu em uma indústria que movimenta mais de 1 bilhão de dólares por ano no Brasil, com direito a equipes, jogadores, torneios e transmissões profissionais. Por trás do cenário virtuoso dos jogos eletrônicos, porém, se camufla uma bolha habituada a normalizar assédios, atitudes sexistas, objetificação de mulheres e racismo. O comportamento tóxico de parte da comunidade gamer acabou exposto no início deste ano a partir de uma série de denúncias de violência sexual contra figuras reconhecidas do meio.

Pelo menos 15 gamers, entre jogadores e produtores de conteúdo, são apontados como agressores sexuais. Um dos mais conhecidos é Guilherme “Kake” Braga, treinador do time Academy de LoL do Flamengo. Ele foi exposto por chantagear adolescentes entre 15 e 18 anos, ameaçando de expulsão da equipe os que se recusavam a lhe enviar nudes. Kake acabou demitido pelo Flamengo. “É importante repudiar qualquer tipo de assédio. Não só nos esportes eletrônicos, mas na sociedade”, comunicou o departamento de e-sports do clube. O treinador desativou suas redes sociais e não foi localizado pela reportagem.

Já Filipe “pancc” Martins, de 22 anos, jogador de Counter-Strike, reconheceu ter solicitado fotos sensuais a uma garota de 15 anos, a quem ainda teria pedido para fazer sexo por meio de trocas de mensagens. “Eu errei feio, esse tipo de coisa não se faz. Eu queria muito pedir desculpa pra vocês, pras pessoas que eu gosto e vão ficar chateadas comigo. Eu estou tentando melhorar e ser uma pessoa melhor, saber me portar como alguém maduro”, pronunciou-se Martins. A yng Sharks Esports, equipe de pancc, anunciou a suspensão do jogador, condicionada à obrigatoriedade de passar por tratamento médico por um período de quatro a seis meses, além de redução salarial enquanto vigorar a punição. “Uma sanção deve ter, acima de tudo, um caráter pedagógico e se tornar exemplo para a sociedade”, informa a equipe portuguesa, que se compromete a rescindir o contrato caso Martins não demonstre interesse em cumprir o plano de reeducação ao longo do tratamento.

Após a série de denúncias, personalidades influentes do meio manifestaram solidariedade às mulheres e criticaram o comportamento dos gamers expostos. “Queria dizer às vítimas que vocês não devem justificar nada nem se sentir culpadas ou erradas por algo que aconteceu. Aos abusadores, que a justiça seja feita”, publicou o streamer Alexandre Gaules, que tem mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. Felipe Gonçalves, o brTT, também se posicionou ao ser cobrado por causa da amizade com MiT. “Comunidade de League of Legends tá um lixo, um completo lixo. Isso aqui já foi a comunidade mais linda que existiu. Hoje usam de um crime pra passar pano em outro, e tão comemorando, tão aplaudindo”, postou o jogador ao admitir sua cota de contribuição para propagar intolerância, agressividade e preconceito. “Eu me responsabilizo completamente por ter contribuído pra isso, eu errei. Já fui extremamente tóxico, um completo babaca.”

Cultura tóxica ainda impõe barreira a minorias

Uma das mulheres que denunciou episódios de assédio e abuso sexual contra um streamer diz ter recebido notificação extrajudicial para retirar do ar as postagens em que expõe seu suposto agressor. Como a tentativa de estupro teria ocorrido há mais de três anos, ela desistiu de levar o caso à Justiça por não ter reunido provas nem prestado queixa na época. “Eu fiquei muito traumatizada, sem saber como reagir quando tudo aconteceu”, recorda. “Agora, fui aconselhada por amigos a apagar os posts, já que podem acabar me transformando em culpada pela agressão que sofri. Meu intuito não é de vingança, mas apenas mostrar como o nosso meio destrata a figura feminina.”

Para mulheres, sofrer ataques misóginos faz parte da rotina no universo dos games. “A mulher tem que conquistar espaço na comunidade geek e gamer na base da resistência. Ainda é uma área muito machista”, afirma a youtuber Míriam Castro, 26, mais conhecida na internet como Mikannn. “Não é todo mundo, mas existe uma parte bastante vocal da comunidade gamer que nos persegue. Já foi pior, quando ainda éramos exceções. Felizmente, nos últimos anos, temos visto mais mulheres no meio”, conta a produtora de conteúdo, que começou a trabalhar com games em 2013.

Há dois anos, ela ajudou a puxar a campanha #SouMulherSouGamer nas redes sociais, que coletou relatos de centenas de mulheres vítimas de constrangimentos machistas. “Enquanto a gente joga, é comum surgirem contas falsas assediando, mandando xingamento ou até mesmo fotos de pênis. Nos jogos em equipe, ao usar o microfone e revelar voz de mulher, corremos risco de arruinar nossas chances de ganhar por causa do preconceito. Teve uma vez, por exemplo, que um jogador viu meu nome de usuário (mikannn) e perguntou se eu tinha pênis ou vagina”, diz Míriam. Ela explica que, frequentemente, sofre intimidações de outros jogadores para exibir sua “carteirinha gamer”, uma espécie de passaporte que identifica o trajeto de cada usuário no jogo, como se precisasse do aval masculino para se integrar à comunidade.

Não raro, homens sugerem às mulheres que coloquem o chat e o microfone no mudo, além de se identificarem com nickname masculino, para evitar assédios na rede. “Queria jogar Valorant (game de tiro em equipe) sozinha sem ser chamada de vagabunda”, desabafou Daniela Li após expor o abuso que sofreu de MiT. De acordo com Mikannn, a onda mais recente de denúncias contra gamers notórios não é exatamente uma surpresa para quem conhece o ecossistema. “Apesar de hoje termos mais mulheres com visibilidade, elas continuam muito vulneráveis. Os jogadores profissionais são fruto desse meio permissivo com o machismo. A fama faz com que pensem que podem tudo. Não aprendem a lidar com a mulher de um jeito que não seja agressivo.”

Além do machismo, a tolerância ao racismo também tem sido alvo de embates na comunidade gamer. No começo de janeiro, o jogador de Fortnite, Orlando “kirito” Rodrigues, foi expulso da equipe norte-americana TRNL Gaming devido a injúria racial cometida durante uma live. “Chama a mãe dele de macaca”, escreveu ao se irritar com um oponente. “Queria pedir uma segunda chance de provar com o tempo que não sou assim. Sei que geral vai me odiar e eu entendo. Já estou pagando pelos meus erros e vou repensar minhas atitudes”, publicou kirito depois de sua equipe anunciar a demissão.

No ano passado, um escândalo racista já havia sacudido o circuito dos e-games. Publicações e comentários discriminatórios do canal Xbox Mil Grau, um dos mais populares sobre a plataforma da Microsoft, foram resgatados por seguidores. Uma mobilização nas redes, que envolveu inclusive o movimento Sleeping Giants, conseguiu desmonetizar o canal através da retirada de publicidade. A Microsoft impediu que os administradores continuassem usando a marca Xbox no nome. Por fim, diante de recorrentes manifestações racistas, o canal acabou banido do Youtube e da Twitch, plataforma que, em maio de 2020, já havia suspendido a conta de Renan Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, por violar suas políticas de conduta de ódio durante transmissões.

“Minorias costumam ser repelidas e perseguidas no ambiente dos gamers”, diz Míriam Castro. Para a youtuber, reações de empresas e equipes ao punir agressores e iniciativas como o Wakanda Streamers, coletivo que luta pela inclusão de pessoas negras na cena dos games, são reflexos positivos dos avanços em termos de representatividade. Porém, ela julga necessária uma ação mais proativa das plataformas, principalmente na moderação de comentários com teor discriminatório em chats e lives. “Marcas, consoles e canais de streaming podem oferecer um serviço melhor e mais seguro para pessoas negras, LGBTs e mulheres, ampliando seu público. Por muito tempo, empresas endossaram comunidades supertóxicas e afastaram vários consumidores dos seus jogos. As coisas estão mudando, e essa permissividade já não é mais sustentável.”

Fonte:El País

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Esforçar-se ao máximo, o segredo oriental para superar as crises

 Gazeta da Torre

'Ganbatte' significa “se esforce ao máximo”. É o que os japoneses desejam uns aos outros ante qualquer desafio – o que explica sua personalidade resiliente. Saiba como aplicar esse princípio no atual ambiente de dificuldades.

Héctor García, escritor e engenheiro radicado no Japão, conta que a diferença entre a fragilidade da cultura ocidental e a resiliência da japonesa está no espírito com o qual os orientais enfrentam as crises.

Na Espanha, por exemplo, quando uma pessoa realiza uma prova, os amigos a incentivam com expressões do tipo “Boa sorte!”, o que situa o poder fora dela. É como se os astros precisassem se alinhar para as coisas darem certo.

Um japonês, por sua vez, diria Ganbatte kudasai, que é a forma cortês de animar a outra pessoa a fazer o melhor possível. Aqui não há um fator externo na equação. Para a mentalidade japonesa, se você se esforçou ao máximo, já é um sucesso —mesmo que o resultado obtido não seja o ideal. Essa atitude de máxima exigência no que depende da própria pessoa, aplicada de forma contínua, é o que acaba realizando o milagre.

Talvez por isso, um dos mais célebres ditados japoneses é: “Se quiser esquentar uma rocha, sente-se em cima dela por 100 anos.” Para vencer grandes dificuldades, é preciso ter paciência, o que não significa ficar parado e esperar que as circunstâncias mudem, e sim comprometer-se para criar essas novas circunstâncias.

O ganbatte está presente tanto na atitude individual dos japoneses como nas mensagens coletivas, sobretudo em tempos turbulentos como os atuais. Em 1995, após um terremoto que causou grande destruição em Kobe, uma palavra de ordem que circulou por todo o Japão foi Ganbarō Kobe. O sentido da mensagem seria: “Muito incentivo para Kobe por parte de todos; juntos, e com esforço, sairemos dessa.” Depois, em 2011, o devastador terremoto e tsunami e a catástrofe nuclear de Fukushima geraram o slogan nacional Ganbaru Nippon! A frase incentivava os japoneses a fazerem o melhor possível e a se unirem para ajudar os afetados. Esse espírito se manifestou de maneira heroica quando trabalhadores aposentados da usina nuclear se ofereceram para assumir o controle da instalação. Eles disseram que era preferível que a radiação afetasse pessoas que já tinham vivido a jovens com um futuro pela frente.

Uma bela lição para esta época, que exigirá que imitemos o espírito japonês. E podemos aplicá-lo ao nosso dia a dia com cinco medidas práticas.

Fazer em vez de reclamar. Kamala Harris, que terá um papel primordial na reconstrução dos Estados Unidos, conta que sua mãe lhe deu este conselho: “Não fique de braços cruzados enquanto se queixa das coisas; faça algo.”

Valorizar as pequenas ações. Como mostra a filosofia Kaizen —o processo de melhoria contínua—, um avanço modesto, mas continuado, acaba alcançando uma grande transformação.

Esperança em vez de desespero. Uma atitude esperançosa, focada no dia a dia, não no “Quando isso acabará?”, ajuda a manter o ânimo.

Não desperdiçar energia. Em discussões que não levam a nenhum lugar, em lamentos. Agora precisamos preservar a força mental para seguir em frente.

Buscar a companhia de entusiastas. Acabamos nos parecendo com quem mais nos encontramos. Aproximar-se de pessoas com espírito de ganbatte, que se esforçam para melhorar ao invés de cair no espírito negativo, vai nos ajudar.

Fonte: Francesc Miralles, escritor e jornalista especializado em psicologia

Como a reserva cognitiva ajuda o cérebro a responder à COVID-19

 Fonte:Método SUPERA

Na corrida para entender o novo coronavírus e suas consequências para os seres humanos, cientistas de todo o mundo caminham cada vez mais para uma comprovação: o vírus pode afetar regiões importantes do cérebro e a reserva cognitiva dos pacientes acometidos pela doença pode ser decisiva nesta resposta.

Com a pandemia ainda em andamento, o alerta dos médicos e cientistas vem, sobretudo, da observação diária de manifestações neurológicas em pacientes acometidos por formas graves da doença, que vão desde comprometimentos motores, respiratórios, e, mais recentemente, comprometimentos neurológicos que, em alguns casos, perduram mesmo após o período ápice da doença.

Em Jacareí (SP), a bancária Joseane Aparecida Silva Baião, de 35 anos, teve COVID e, no décimo dia após a confirmação da doença, sentiu uma fraqueza excessiva nas pernas e braços, seguido de um formigamento em todo o corpo. O diagnóstico: neuropatia periférica – quando os nervos do cérebro não funcionam corretamente, uma consequência da COVID-19.

“Estou completando 2 meses desde que tive a doença. Hoje me sinto melhor, me locomovo melhor, mas ainda tenho formigamentos e dores. No período mais crítico da doença, não andava e nem virava o pescoço”, lembra.

Pcientes com mais reserva cognitiva respondem melhor à Covid-19

A COVID-19 no cérebro

Segundo o neuro intensivista Marco Paulo Nanci – que atua em Taubaté (SP) e em São Paulo (SP), as percepções das consequências do vírus no cérebro são recentes, porém já apontam para possíveis lesões no sistema nervoso.

Os casos de pacientes graves que vão para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) incluem delírios, confusão e alteração comportamental, rebaixamento do nível de consciência, dificuldade para interagir com o meio e com as pessoas, ausência de processamento cerebral adequado entre outras manifestações que sinalizam lesões no sistema nervoso, segundo o médico.

O vírus parece ter uma predileção por determinadas áreas do cérebro que são as áreas da região basal, provavelmente pela forma de entrada dele no corpo, pela região bulbofatório e com isso vai afetando algumas regiões na base do cérebro que é a região do hipocampo, onde é feito o processamento primário da memória, e por isso que estamos tendo essas manifestações iniciais da doença no cérebro”, disse.

Como a reserva cognitiva ajuda na resposta à COVID-19

Criar reserva cognitiva é fazer com que as conexões entre os neurônios sejam cada vez maiores, aproveitando assim o potencial de funcionamento do sistema nervoso, para gerar ao longo da vida uma reserva cognitiva.

Isso vale não apenas para o novo coronavírus, mas também para casos demenciais: uma vez acometido por doenças mais graves, o paciente que tem uma reserva cognitiva maior responde melhor as tentativas de recuperação de forma geral.

“Nos quadros demenciais o paciente que tem mais reserva, mais bagagem por estímulos realizados ao longo da vida, terá menor manifestação e menos propensão a desenvolver a doença. O que muito provavelmente acontece com o coronavírus é a mesma coisa: a pessoa que tem um maior desenvolvimento da parte intelectual, a pessoa que deixou o cérebro mais preparado, o cérebro está mais treinado, vai provavelmente ter menos comprometimento cognitivo em caso de uma possível infecção pelo coronavírus no sistema nervoso”, avaliou o neuro intensivista Marco Paulo Nanci.

A aquisição da reserva cognitiva pode ser comparada ainda a uma poupança, um estímulo que deve ser feito ao longo de toda a vida, mas sobretudo na idade adulta.

“Todo esforço para manter o cérebro ativo e funcionando em estado de excelência proporciona conexões entre os neurônios e, em caso de lesão no sistema nervoso ele estará preparado para refazer rapidamente as conexões que foram perdidas, mas volto a dizer: esse preparo do cérebro vai funcionar para levar a um melhor enfrentamento por parte do cérebro, não só no caso de infecção por corona vírus, mas, também em quadros demenciais”, concluiu.

Estudos iniciais apontam para prejuízos no cérebro trazidos pela COVID-19

A primeira suspeita de que o vírus prejudicava partes importantes do cérebro veio ainda entre os primeiros casos da doença importados pelo mundo.

No início de março, pacientes com COVID-19 que estavam internados na unidade de terapia intensiva (UTI) no Hospital Universitário de Estrasburgo, no nordeste da França, apresentaram, além dos sintomas respiratórios e motores, algumas dificuldades cognitivas e até confusão mental.

A observação sobre o comportamento do grupo internado ainda no início da pandemia foi publicada em um estudo no periódico New England Journal of Medicine.

Desgaste do cérebro

Em outro estudo mais recente, médicos e cientistas do Imperial College, no Reino Unido, apontaram que a Covid-19 pode causar um declínio das funções cerebrais em pacientes que tiveram a doença.

Segundo o estudo, o cérebro pode envelhecer até 10 anos por conta do impacto do vírus na estrutura e no funcionamento do órgão

“Há evidências de que COVID-19 pode causar alterações de saúde a longo prazo após sintomas agudos, denominado ‘COVID longo… a redução da pontuação global para o subgrupo hospitalizado com ventilador foi equivalente ao declínio médio de 10 anos no desempenho global entre as idades de 20 a 70 anos neste conjunto de dados”, afirmaram os pesquisadores. Em fase inicial, os estudos ainda precisam de confirmação da comunidade científica.

De forma geral, segundo o médico Marco Paulo Nanci, as manifestações neurológicas têm acometido com maior frequência pessoas com mais idade, que já se encontram em um processo de envelhecimento do cérebro.

O fato de muitos desses pacientes não terem reserva cognitiva quando são acometidos pelo corona vírus, segundo o médico, é um fator determinante para que a doença encontre espaço para agravar o quadro clínico destes pacientes 

“Se em caso de doença o paciente não tiver reserva cognitiva o suficiente para enfrentar aquele momento, a tendência é que os efeitos e as manifestações clínicas do COVID sejam mais intensas, então, quanto maior é a reserva cognitiva do indivíduo, menor serão as manifestações clinicas e um possível comprometimento do sistema nervoso neste paciente acometido pelo corona vírus”, disse.

Como o SUPERA amplia a reserva cognitiva?

Exercitar nosso cérebro sistematicamente é tão importante quanto o exercício aeróbico para o nosso corpo.

Por meio de exercícios que envolvem novidade, variedade e desafio crescente, o SUPERA estimula o cérebro e auxilia na criação de reserva cognitiva em todas as faixas etárias.

Uma boa qualidade de vida somada aos exercícios intelectuais (conhecidos como ginástica para o cérebro), são de fundamental importância para auxiliar na capacidade de ter uma boa reserva cognitiva.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

"Vacina é um ato de cuidado, consigo e com quem você ama", destacam cientistas da USP

 Gazeta da Torre

Com depoimentos em vídeo, eles participam da campanha #TodosPelasVacinas, que une artistas e cientistas em ações pró-vacinação

Para conscientizar a população sobre a importância da vacinação contra a covid-19 e combater a disseminação de notícias falsas, a USP conta com novos participantes na ação #TodosPelasVacinas. Dessa vez, a campanha recebeu o apoio dos cientistas e professores da USP Marcos Buckeridge, do Instituto de Biociências, Christian Dunker e Gerson Tomanari, ambos do Instituto de Psicologia, além de Liedi Bernucci, da Escola Politécnica. Confira os depoimentos abaixo.

#TodosPelasVacinas é uma campanha liderada por entidades científicas que lidam com a saúde coletiva e por divulgadores da ciência que disponibilizam materiais para serem compartilhados nas redes sociais com respostas às principais dúvidas sobre a imunização. O conteúdo está disponível no portal  www.todospelasvacinas.inf.

A campanha #TodosPelasVacinas tem o apoio da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Conselho de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems), Equipe Halo/Nações Unidas (ONU),  Instituto Questão de Ciência, Núcleo de Pesquisas em Vacinas da USP (NPV-USP), Observatório Covid-19 BR, Rede Análise Covid-19, ScienceVlogs Brasil, Sociedade Brasileira de Imunologia, Sociedade Brasileira de Virologia, Sociedade Brasileira de Microbiologia, União Pró-Vacina, Projeto Divulgar, além de Blogs de Ciência da Unicamp.

Gazeta da Torre

BBB 21 alivia os confinados do lado de fora e se impõe como termômetro moral do Brasil

 Gazeta da Torre

Nova edição é impregnada do medo do cancelamento e poesia ao ‘fada sensatismo’, mas mesmo aí as lentes do racismo se apresentam

Um ano se passou, a pandemia de covid-19 segue firme e forte, Lurdes, de Amor de mãe, ainda não achou Domênico —sua busca também foi interrompida pelo coronavírus— e o telespectador brasileiro se vê mais uma vez pregado ao sofá, de certo modo, mais confinado do que as 20 pessoas que dividem a casa mais vigiada e, quiçá, a que melhor espelha o país. De antemão, o Big Brother Brasil de 2021 já prenunciava polaridades: ao elenco com mais pessoas negras de todas as temporadas, incluindo os cantores Nego Di, Projota e Karol Conka (a própria rainha do tombamento), somaram-se os chamados agroboys, homens brancos e de estética padrão. Foi o suficiente para que se acendessem os alarmes de possível masculinidade tóxica, uma das marcas registradas da edição anterior.

“Parece a Batekoo versus o Villa Mix”, brincaram nas redes sociais quando o elenco foi anunciado, em referência ao evento de celebração da cultura negra LGBTQ+ e à casa de festas de música sertaneja que é um dos points de paquera heterossexual em várias cidades. Quatro dias depois da estreia, no entanto, reina o clima de primeiro dia de aula e todo mundo se dá bem. Para quem pratica distanciamento social, o gatilho é inevitável ao ver os participantes aglomerados no sofá, se amando à primeira vista, bebendo, cantando, dançando e chorando na festa.

O marketing por trás do programa —capitaneado por José Bonifácio, o Boninho— faz um trabalho primoroso ao ler o subconsciente coletivo do país, que já parou de contar seus mortos (porque nunca os chorou de fato, mas já são mais de 220.000 vidas perdidas para a covid-19) e está cansado de um escândalo atrás do outro de corrupção e desrespeito no Governo de Jair Bolsonaro. Nesse contexto, alienação e alívio cômico não fazem mal a ninguém. Não à toa, a estreia do BBB virou uma espécie de Super Bowl da televisão brasileira, tendo a Netflix (concorrente do GloboPlay) como grande estrela: a plataforma emitiu um anúncio de dois minutos e 40 segundos em um horário em que meio minuto custa aproximadamente 500.000 reais.

A meta é repetir ou superar o êxito da edição de 2020, que pautou debates como racismo e machismo para além das rodas de amigos e se firmou com uma espécie de bússola moral, graças a um remake pós-moderno da guerra dos sexos. Os homens juntaram-se para votar e eliminar todas as mulheres do programa, a trama foi descoberta, elas os enfrentaram e venceram, discursiva e literalmente, já que a médica Thelma Assis consagrou-se campeã. Inevitavelmente, o BBB 21 começa com a ressaca dessa trama, que consagrou o fada sensatismo: debates didáticos sobre feminismo e opressões encabeçados pela própria Thelma, além de Manu Gavassi, Rafa Kalimann e outras mulheres —ainda que Babu Santana também desse lições sobre racismo e violência socioeconômica—.

Um ano depois, tendo visto o desenlace daquela história, os participantes já entraram no programa com um medo também pós-moderno, o do famigerado cancelamento. Talvez por isso ainda impere o clima de boa vizinhança e mesmo participantes já cancelados do lado de fora —como Nego Di, que minimizou em pelo menos uma live a violência física e sexual contra as mulheres— façam, desde o primeiro dia, um mea culpa preventivo. “Sou machista, homofóbico, racista e gordofóbico, mas quero mudar”, afirmou o cantor.

A primeira treta oficial da edição foi pautada justamente pela transfobia. Na quarta-feira, em uma ação da Avon, marca de cosméticos que patrocina o programa, o participante Caio (um dos agroboys) decidiu maquiar-se e incentivou os colegas homens a fazerem o mesmo, o que deu origem a um desfile performático do que seria uma feminilidade padrão. Incomodada, Lumena, mulher negra e lésbica, comentou em petit comité que o gesto a incomodou. Não demorou para a fofoca se espalhar e Lumena ser pressionada a confrontar Caio em uma grande roda de conversa: a sister explicou que o ato de maquiar-se é um gesto de autoafirmação e até de sobrevivência para travestis e mulheres trans, que são historicamente ridicularizadas e violentadas publicamente por esse mesmo gesto.

O brother ouviu e pediu desculpas, mas vive, desde então, assombrado pelo fantasma do cancelamento. Mas ele parece não ter nada a temer. Quem já foi cancelada por parte do público foi Lumena, tachada de “militante chata” no Twitter, onde #ForaLumena era uma das tendências na manhã desta quinta-feira. O fada sensatismo parece ser medido por uma régua de melanina.

Foi justamente em meio a esse debate que o ator e cantor Fiuk (filho de Fábio Júnior —não de Glória Pires) teve a oportunidade de expressar o peso do privilégio que recai em seus ombros. “Infelizmente, quem causa isso tudo aí [as mazelas do mundo, em geral] são os homens brancos privilegiados, somos nós”, disse, entre lágrimas, em uma cena que pode considerar-se cômica. Fiuk, que parece ser o favorito das mulheres heterossexuais da casa, já protagoniza um romance platônico, até o momento (e, ao que tudo indica, unilateral), com Juliette, maquiadora e advogada que começou a flertar com o artista no momento em que se conheceram (ambos entraram primeiro em uma casa que reuniu os seis participantes imunizados previamente pelo público). No dia seguinte, ela disse que já tinha arranjado um namorado no BBB, ante a cara de incredulidade do seu par.

Por falar em imunidade, o reality dá tanto pano para manga que até as autoridades políticas utilizam-no como cortina de fumaça para evitar, por exemplo, o debate sobre o desastre da gestão da pandemia e os reais gastos em bebidas e alimentos pelo Governo Bolsonaro. Foi o caso do deputado federal Carlos Bolsonaro, filho do presidente, que confundiu a imunidade do BBB com a vacina contra a covid-19 em um tuíte em que criticava a Globo. “Aglomeração do bem! Não uso de máscaras do bem! Vacinados sem prioridade do bem? Fique em casa você, trabalho para os funcionários da grobo [sic]”, escreveu em uma publicação deletada. Ao corrigir o erro, em um segundo tuíte, ele excluiu a frase que apontava que os participantes tinham sido vacinados. Haja imprensa para tanto leite condensado.

Fonte:El País

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Prefeitura do Recife cria canal de denúncias contra “fura fila” na vacinação

 Gazeta da Torre

Prefeitura do Recife irá articular parceria com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que as denúncias feitas através da ferramenta ‘Respeite a Fila’ sejam apuradas

A Prefeitura do Recife criou um canal voltado para denúncias de pessoas que tentarem burlar a fila de vacinação contra a covid-19. A ferramenta “Respeite a Fila” tem o objetivo de estimular o controle social e impedir que a população que não se enquadra nos grupos definidos em cada fase do Plano Recife Vacina receba as doses. A Prefeitura do Recife vai articular parceria com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que as denúncias feitas pelo canal sejam apuradas e que sejam aplicadas as medidas cabíveis. O canal de denúncias irá funcionar no aplicativo Conecta Recife e já está disponível no webapp  https://conectarecife.recife.pe.gov.br.

A iniciativa será coordenada pela Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife, em conjunto com a Procuradoria e Controladoria Geral do Município.

Com a chegada de mais doses e a possibilidade de ampliar o público, a Prefeitura do Recife passará a dispor de 65 salas de vacinação em nove pontos espalhados pela cidade.

Os pontos de vacinação estarão localizados no Compaz Dom Helder Câmara, Coque; Unidade de Cuidados Integrais (UCIS) Guilherme Abath, no Hipódromo; Escola Nilo Pereira, em Casa Amarela; Compaz Miguel Arraes, na Caxangá; Compaz Ariano Suassuna, no Cordeiro; Escola Miguel Arraes de Alencar, na Estância; Ginásio Geraldão, na Imbiribeira; Escola Nadir Colaço, na Macaxeira; e UPA-E Fernando Figueira, no Ibura. Os pontos do drive-thru serão no Parque da Macaxeira, Geraldão e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Com o aumento das doses enviadas pelo Ministério da Saúde, o Plano tem a capacidade de estender a quantidade de salas para mais de 200 em um total de 26 pontos. Esse formato permite a manutenção do funcionamento da Saúde Básica, com as 114 Unidades de Saúde da Família servindo de retaguarda para a vacinação.

A Prefeitura do Recife já dispõe de toda a estrutura disponível para a vacinação de toda a população prevista para a primeira fase, estimada em 165 mil pessoas. Tanto nos insumos, como as seringas, como na capacidade de armazenamento e refrigeração.

Fonte:Prefeitura da Cidade do Recife

Exclusão digital: pandemia impôs mais uma lacuna aos estudantes de baixa renda

 Gazeta da Torre

Para o professor da USP, Ivan Claudio Siqueira, “nós não temos, no Brasil, projetos que incluam todos os segmentos populacionais naquilo que é o básico. A educação é um elemento fundante para a própria sobrevivência, as oportunidades de trabalho e para seu entendimento enquanto pessoa”

Entre os efeitos da pandemia, pode-se destacar também o aumento da desigualdade social, devido à exclusão digital. Neste período, as aulas, trabalho, entretenimento estão acontecendo de maneira remota, mas nem todos possuem a estrutura necessária para adentrar esse espaço virtual. O professor Ivan Claudio Siqueira, do Departamento de Informação e Cultura da Escola de Comunicações e Artes da USP, comenta o problema em entrevista ao Jornal da USP.

“O que tínhamos antes da pandemia já era uma situação escabrosa, que deveria nos deixar perplexos, na educação brasileira”, afirma Siqueira. Há, no Brasil, um exame para verificar o aprendizado dos estudantes. Analisando os dados coletados no último exame sobre um recorte de renda, pouquíssimos dos alunos mais pobres conseguiam nomear frutos após os primeiros três anos do ensino fundamental.

A pandemia impôs mais uma lacuna aos estudantes de baixa renda, já que agora, para acompanhar as aulas, são necessários equipamentos adequados e acesso à internet. Essa nova realidade aprofundou, então, a desigualdade  que já existia das oportunidades de aprendizagem, segundo o professor.

Para Ivan Siqueira, “nós não temos, no Brasil, projetos que incluam todos os segmentos populacionais naquilo que é o básico. A educação é um elemento fundante para a própria sobrevivência, para as oportunidades de trabalho, para seu entendimento enquanto pessoa e para fruição e exercício da cidadania, como está na nossa Constituição”.

O professor explica que, ainda que muitos alunos tenham um celular, eles não têm um plano de dados adequado para acompanhar as aulas e realizar as tarefas. “Normalmente, esses celulares são apenas para acesso às redes sociais, para passar tempo. Um equipamento, como esse, não dá conta de atividades educacionais”, diz. Ele ainda alerta quanto à necessidade de saber o que fazer com os recursos. Nem mesmo os professores tiveram treinamentos para dar as aulas remotas.

Para além do acesso à informação, é importante que haja também um trabalho para discernimento e interpretação daquilo que se encontra na internet. Tudo isso pensado para as diferentes faixa etárias. “Há um conjunto de elementos também que não depende do aparelho, da conexão, depende do conhecimento”, acrescenta Siqueira.

A consciência quanto à qualidade da informação, propagação de notícias falsas, deve ser formada desde cedo. O problema, assim, atinge diversas partes da formação de uma pessoa. “Vivemos hoje em um mundo onde a informação não é mais escassa, ela é encontrada em excesso. O que você precisa saber é como você seleciona e onde você busca informação”, afirma o professor. A inclusão digital deve se tornar um direito do cidadão.

Fonte:Jornal da USP

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

A Liberação Miofascial

 Studio Gabriela Fradique

Quem nunca sentiu uma dor após uma atividade física intensa, estresse ou horas de trabalho? Essas dores podem ser comuns e persistentes causadas pela alteração da fáscia ou pontos gatilhos. A Liberação Miofascial é uma técnica de terapia manual que aplica pressão em alguns pontos do corpo e ajuda a relaxar e alongar os músculos, para que haja maior liberdade entre o músculo e a fáscia. A liberação diminui a tensão na fáscia e dá fim aos sintomas.                   

BENEFÍCIOS: -Diminui a sobrecarga e tensão músculo articular; -Aumenta a mobilidade articular; - Previne lesões; - Prepara a musculatura que vai ser trabalhada; - Melhora a circulação e a respiração; - Ajuda na liberação do ácido lático; - Promove mudanças progressivas nos níveis físico e emocional; - Aumenta a consciência corporal. Relaxa a musculatura; - Proporciona bem-estar.

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