segunda-feira, 24 de julho de 2017

A importância da comunicação e da mediação nas empresas e na sociedade contemporânea, como um todo

Gazeta da Torre


Temos percebido um clima de inúmeros conflitos políticos, econômicos e sociais, tanto no âmbito nacional, quanto no internacional. As imprensas, os telejornais, estão a postos continuamente e constantemente comunicando notícias e acontecimentos. As mídias e redes sociais, a todo vapor...

Fala-se de comunicação de massa... Fala-se em Aldeia Global...

McLuhan se apropriou da televisão, um meio de comunicação de massa com integração via satélite, para definir o modelo de aldeia global. E nos perguntamos se a globalização realmente transformou o mundo em uma grande Aldeia Global. 

É então que relembramos a visão crítica e ideológica de Aldeia Global, do ilustre geólogo brasileiro Milton Santos, que difunde a globalização como algo que cria "um único modo" de vivência sem fronteiras, mas na verdade seria um globaritarismo em que o indivíduo apenas é um "cidadão global" se possuir os meios tecnológicos que possibilitam que isto aconteça. A crítica ao termo criado pelo canadense Mcluhan é algo, frequentemente, presente nas reflexões do geógrafo e pode ser vista em outros artigos seus e livros, como 
O País Distorcido, onde ele faz a seguinte citação: “Daí a ilusão de vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global. 

Na realidade, as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais, alguns Estados, as grandes organizações internacionais. Infelizmente, o estágio atual da globalização está produzindo ainda mais desigualdades. E, ao contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza, a fome, a insegurança do cotidiano, num mundo que se fragmenta e onde se ampliam as fraturas sociais".

Precisamos observar com muito cuidado todo esse movimento, o excesso de informação e a confusão das inúmeras pessoas que, não tendo o conhecimento aprofundado e contextual, se deixam levar pelo discurso mais forte, frequente e incisivo, tomam partido, brigam, ofendem uns aos outros... E o que realmente se ganha? Surpreendem a agressividade das pessoas, os tons e expressões utilizados nos meios que deviam servir de exemplo para os cidadãos. E nas redes sociais também não é diferente...

Surpreende a falta de diálogo, reflexão, discernimento e consequentemente, falta de “direção” na política, na economia e até nas empresas, onde também a instabilidade impera, os conflitos se multiplicam.

A sensação que se tem é de escassez de líderes inspiradores, na política, na sociedade, nas empresas. Pessoas que, parecendo cegas, se tornam incapazes de visualizar aspectos facilitadores de um convívio gerador de uma realidade mais justa, humana e - por que não dizer? - feliz.

A sensação que se tem é que faltam homens e mulheres com capacidade de vontade de gerir os conflitos de interesses, promover verdadeiras negociações de sucesso, pautadas no “ganha-ganha”, o que, infelizmente, não se vê. Com frequência se veem, em todos os meios, pessoas dispostas a ”vencer”, “destruindo” o outro.

Os conflitos assim resolvidos não oferecem soluções sustentáveis, provocam sentimentos de mágoa, insatisfação e revoltas; são verdadeiras sementes de novos conflitos futuros.

Muitas vezes as pessoas envolvidas necessitam de uma mediação eficiente e eficaz, por meio de pessoa capacitada com conhecimentos técnicos e relacionais, dispostas a flexibilizar seus posicionamentos e evitar desgastes desnecessários, impasses e prolongamento de situações desagradáveis que, com frequência, provocam transtornos variados para pessoas que não tem a mínima relação com o problema.

Vemos a todo o momento greves por todos os lados: área de transportes, bancos, polícia, entre outros segmentos, que, se de um lado, buscam a defesa dos seus direitos e necessidades, de outro, afetam o ir e vir e a qualidade de vida dos cidadãos.

Será que o agravamento de tantas questões, nos últimos tempos, não está diretamente relacionado à carência de grandes líderes, mediadores competentes e confiáveis, engajados e comprometidos na resolução dos conflitos com um foco voltado para o ganha–ganha?

Segundo Roberto Shinyashiki: Vencer não é competir com o outro; é derrotar seus inimigos interiores.

Vive-se cada vez mais com a atenção voltada para o mundo exterior. Procura-se resolver as questões, focando apenas nos interesses individuais, buscando soluções prontas, “automáticas”.

Voltemos a nossa atenção para dentro de nós mesmos... Precisamos nos responsabilizar pela sociedade que estamos construindo dia a dia com as nossas ações e decisões.

Observa-se que a empatia, a arte mágica de se colocar no lugar do outro, está em baixa na nossa sociedade, o que a tem desumanizado e gerado tanto caos!

Vamos pensar sobre isso e, de alguma forma, contribuir para transformar essa realidade?

Abraço fraterno!

Vera Silva 
(verasilva.mastercoach@gmail.com)

sábado, 22 de julho de 2017

A CORRIDA PELA SOBERANIA (E PELOS BILHÕES) DO LEITO DOS OCEANOS

Rachel Mills - Especial para a BBC*

 Máquinas de exploração sumbarina 

Ao redor do mundo, diversos países estão reivindicando soberania sobre áreas de difícil acesso no fundo dos oceanos. Por quê?

No século 20, por exemplo, missões para chegar ao Polo Sul foram financiadas por investidores dispostos a se beneficiar da futuração exploração desas áreas desconhecidas.

Mas o aspecto geopolítico ganhou força em 1945, quando o então presidente dos EUA, Harry Truman, reivindicou a totalidade da plataforma continental adjacente ao país.

Em 2007, a Rússia usou um submarino-robô para fincar uma bandeira no fundo do mar abaixo do Polo Norte.

O que há de real por trás do mito dos Illuminati?

A nova fronteira é o fundo dos oceanos. Explorar essas áreas pode resultar na descoberta de uma grande quantidade de recursos naturais.

Abismos e montanhas

Apenas 5% do leito oceânico, que cobre cerca de 60% da superfície da Terra, foi propriamente explorado até agora.

A luz não chega às profundezas, que vivem na escuridão, em temperaturas perto de zero.

Cada missão exploratória revelou estruturas frágeis e animais nunca antes vistos. Mas empresas e governos estão de olho em mineirais que potencialmente podem valer bilhões.

Nos últimos anos, houve grande avanço na tecnologia para mapear e extrair esses recursos - incluindo a construção de equipamento robótico capaz de operar em grandes profundidades.

A mineração em grandes profundidades, ideia que data dos anos 1960, pode se tornar realidade já na próxima década.

Tudo isso é alimentado também pelo crescimento populacional e econômico do mundo, além das preocupações com a oferta de recursos minerais em terra firme.

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No solo oceânico, por exemplo, há cobre, níquel e cobalto em grandes concentrações, assim como depósitos de metais "estratégicos", como é o caso dos chamados elementos terra-rara, usados em tecnologias como chips de memória e baterias para carros elétricos.

Estima-se, por exemplo, que apenas montanhas no fundo do Pacífico contenham 22 vezes mais telúrio, elemento usado em painéis de energia solar, do que em todas as reservas terrestres conhecidas.

Sob pressão

Até o momento, esses recursos minerais estão sendo apenas localizados, não extraídos. 

Há sérios obstáculos a superar nessas locações remotas.

O equipamento precisa funcionar em profundidades de 5 mil metros, onde a pressão é 500 vezes maior que na superfície, apenas para começar a escavar. A atual tecnologia de mineração profunda permite apenas a operação em regiões de mil metros debaixo d´água.

As regras para a exploração do fundo dos oceanos ainda não foram estipuladas, mas os interessados terão que demonstrar que avaliaram o impacto ambiental das operações e os planos de contigência para efeitos das atividades.

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O grande problema é que o conhecimento humano sobre esses ambientes é limitado, o que dirá a compreensão sobre os efeitos de sua exploração para a extração de recursos.

A biodiversidade nos oceanos é espetacular, mesmo em grandes profundiades, e os cientistas sabem que há muito mais espécies a serem descobertas.

Um consórcio internacional de cientistas começou a tentar medir o impacto ambiental da escavação do leito oceânico. Os especialistas temem que isso possa afetar muitas formas de vida e mesmo a capacidade dos oceanos de fornecer alimento e absorver dióxido de carbono da atmosfera.

As consequências podem até afetar a indústria farmacêutica, que nos últimos anos desenvolveu até tratamentos contra o câncer a partir de criaturas marinhas.

De quem é o fundo?

A atual legislação internacional estabelece que países são donos do que é encontrado em uma extensão de até 200 milhas náuticas (370 km) de suas costas. Passado esse limite, a discussão se complica.

Um órgão das Nações Unidas, conhecido como ISA, é responsável pelo licenciamento de projetos exploratórios do leito oceânico.

Criado em 1984, o ISA é reconhecido por 168 países, entre eles o Brasil e a União Europeia, mas não os EUA.

Desde então, o órgão aprovou apenas 26 pedidos de exploração de 20 países, nenhum deles da América do Sul. China e Rússia são os países com mais licenças (quatro cada), ao passo que Reino Unido, França, Alemanha, Índia e Japão têm dois.

Por determinação da ONU, os contratos têm de ser divididos com uma nação em desenvolvimento.

Com os avanços da tecnologia, a corrida pelo fundo dos oceanos só vai se intensificar.

*Rachel Mills é cientista e integrante de um grupo de estudos sobre o futuro dos recursos oceânicos criado pela Royal Society de Londres.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

BATE-BOLA Gazeta da Torre com Edvilma Magalhães

Gazeta da Torre

Edvilma Magalhães
Sempre ficamos pensando em assuntos novos para colocar aqui na edição e também vocês, leitores, ajudam muito com sugestões... pensando nisso, resolvemos criar esta nova categoria "Bate-Bola" em uma página do jornal Gazeta da Torre e fazer várias perguntinhas sobre diversos assuntos com profissionais variados: de saúde, beleza, gastronomia,... espero que gostem!!!

Começando com a querida e super cabeleireira Edvilma Magalhães, que nos atendeu em seu salão na Torre e é "expert" no assunto beleza. Edvilma é membro da HCF (Haute Coiffure Française), uma associação internacional de grandes cabeleireiros, com sede em Paris. Isso já diz tudo sobre seu profissionalismo e competência. Vamos lá:

1 Corte com navalha ou tesoura?
Edvilma: Com navalha

2 Mentir para o cabeleireiro
E.: Não deve

3 O formato do rosto influi no corte do cabelo?
E.: Sim

4 Três produtos para o cabelo que a mulher não pode viver sem eles
E.: Shampoo, Condicionador e Defrisante

5 Existe corte ideal para determinadas estaturas de mulheres?
E.: Sim

6 Lavar os cabelos todos os dias?
E.: Melhor alternar

7 Prender o cabelo molhado?
E.: Nunca

8 Lavar os cabelos com água muito quente prejudica os fios?
E.: Sim

9 O tom ideal para coloração?
E.: Usar a tinta de acordo com o tom da pele

10 Cabelo limpo ou sujo no dia da coloração?
E.: Com tonalizante, pintar com cabelo limpo; com tinta, pintar com o cabelo sujo

11 Existe jeito de minimizar os danos causados pela coloração?
E.: Existe, tratando

12 Qual o melhor jeito de voltar para a cor natural?
E.: Colocar a cor de base da cliente, da raiz

13 Luzes agridem mais os fios do que a tintura?
E.: Agride, se não usar o protetor do descolorante

14 Cabelo comprido e com franja fica bem em mulheres na faixa dos 40 anos?
E.: A idade que aparenta é o mais importante

15 Quais os cuidados diários para quem tem progressiva?
E.: Fazer sempre reconstrução

16 Qual é o segredo de uma escova bem-feita?
E.: A modelagem

17 Pedir para fazer um serviço igual ao do seu antigo cabeleireiro
E.: Eu faço

18 Querer cabelo de celebridade sem ser realista
E.: É péssimo

19 Quanto à cerimônia de casamento, o penteado deve estar em sintonia com o estilo do casamento e o vestido?
E.: Sempre

20 É possível manter o penteado perfeito desde o início até o final do casamento?
E.: Eu tenho a técnica que fica

21 Para finalizar, uma breve dica para saúde e beleza dos cabelos das mulheres
E.: Tratar sempre com bons produtos


70 anos de GLAUCO

Gazeta da Torre
Glauco e sua esposa na festa de comemoração do seu aniversário

O ano de 1947 marcou o ponto de partida para a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética. Em março desse ano, o presidente dos EUA, Harry S. Truman, comprometeu-se a combater o comunismo em escala global, lançando assim as bases da Doutrina Truman. Foi exatamente nesse ano, precisamente em 4 de julho de1947, nasceu em Caruaru, Glauco Augusto Duque Porto. O nosso amigo Glauco.

Chegou a morar na Casa dos Estudantes no Derby e depois na Madalena, onde vive até hoje. Cheio de histórias para contar sobre sua vida nada fácil na adolescência e até no início do seu casamento, Glauco é uma “figura carimbada” do nosso bairro. 

O ano de 1947 não foi apenas, para o presidente dos EUA, Harry S. Truman, um ano de combate para ser vencido. Para nosso amigo Glauco também. Através dos anos de muita luta adquiriu experiência suficiente para sobreviver na cidade grande. Só ele sabe o sabor das dificuldades enfrentadas. 

É por isso e por muitos outros motivos que registramos nesta edição de Julho/2017 do Gazeta da Torre o aniversário de 70 anos do nosso amigo e antigo morador da Madalena, Glauco Augusto Duque Porto. PARABÉNS!

Segue o registro da festa de comemoração










quarta-feira, 19 de julho de 2017

Novo salário mínimo tem impacto de R$ 12,7 bilhões nas contas do governo em 2018

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil, Agência Brasil


O aumento do salário mínimo de R$ 937 para R$ 979 em 2018 terá impacto de R$ 12,7 bilhões nas contas do governo no próximo ano. Os números foram levantados pela Agência Brasil com base em estimativas do Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pelo Congresso Nacional na última quinta-feira (13).

A LDO define os parâmetros e as metas fiscais para a elaboração do Orçamento do ano seguinte. Por determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal, contém um anexo com os riscos para as contas públicas no curto e no longo prazo. De acordo com esse relatório, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo tem impacto de R$ 301,6 milhões nos benefícios previdenciários, sociais e trabalhistas pagos pelo governo. Como o salário mínimo subirá R$ 42, o impacto total será de quase R$ 13 bilhões.

A maior parte dos gastos extras virá da Previdência Social, cujo déficit subirá em R$ 8,6 bilhões no próximo ano apenas por causa do reajuste do salário mínimo. O impacto pode ser amenizado com uma eventual recuperação da economia que aumente o emprego formal e reduza o rombo nas contas da Previdência.

A segunda fonte de impacto do novo salário mínimo será nos benefícios da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), cuja despesa aumentará em R$ 2,2 bilhões em 2018. Em seguida vêm os benefícios trabalhistas – abono salarial e seguro desemprego –, que terão alta de R$ 1,8 bilhão. Por fim, os gastos com a renda mensal vitalícia – auxílio para pessoas incapacitadas que parou de ser concedido nos anos 90, mas que ainda é pago a beneficiários com direito adquirido – se elevarão em R$ 50,4 milhões.

Desde 2012, o salário mínimo é reajustado pela inflação do ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede o custo de vida das famílias mais pobres, mais o crescimento da economia de dois anos anteriores. Por lei, a regra atual vai até 2019. Como o Produto Interno Bruto (PIB – soma dos bens e serviços produzidos) caiu 3,6% no ano passado, o salário mínimo de 2018 foi corrigido unicamente pela inflação.

Perspectivas

Com uma meta de déficit primário (resultado negativo sem os juros da dívida pública) de R$ 129 bilhões para o próximo ano, o desafio para o governo alcançar o resultado pretendido aumenta com o crescimento das despesas obrigatórias, como as corrigidas pelo salário mínimo. De acordo com a Instituição Fiscal Independente, órgão consultivo do Senado criado para monitorar as contas públicas, o governo terá dificuldades para cumprir a meta se nenhuma reforma fiscal for aprovada e a economia continuar com baixo crescimento.

O órgão do Senado projeta déficit primário (resultado negativo desconsiderando os juros da dívida pública) de R$ 144,1 bilhões este ano, de R$ 167 bilhões em 2018, de R$ 135,6 bilhões em 2019 e de R$ 108,2 bilhões em 2020. As estimativas da LDO apontam uma meta de déficit primário de R$ 139 bilhões para este ano, R$ 129 bilhões em 2018, R$ 65 bilhões em 2019 e um superávit primário de R$ 10 bilhões em 2020.

Criada em dezembro do ano passado por resolução do Senado Federal, a Instituição Fiscal Independente produz relatórios, notas técnicas, banco de dados e projeções econômicas que são levadas em conta pelos parlamentares na análise de projetos de lei e de medidas do governo. O órgão pode agir tanto por iniciativa própria como quanto por demandas específicas de senadores.

Mesmo com a política atual de reajuste, o salário mínimo continua abaixo do necessário. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e de Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo necessário deveria ter sido de R$ 3.727,19 em junho. A entidade calcula o valor mês a mês, com base na determinação constitucional de que o salário mínimo cubra as despesas de alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência de um trabalhador e de sua família.


sábado, 15 de julho de 2017

Zona de conforto não proporciona crescimento, emancipação e maturidade

Gazeta da Torre

É muito mais fácil honrar as responsabilidades assumidas em um ambiente onde há cobranças. Isso ocorre porque existe uma zona de conforto, assim chamada por proporcionar uma certa “comodidade”. De fato, é cômodo não querermos cobranças, não sairmos ao encontro do que pode nos trazer algum tipo de enfrentamento. É assim que mais e mais pessoas buscam o isolamento, seja diante da família ou de uma oportunidade profissional.

Zona de conforto pode até ser confortável, como o próprio nome diz, mas com certeza não proporciona crescimento, emancipação e maturidade. Quando não há cobranças, há estagnação, acomodação e – por que não dizer? – atrofia. Tal qual um músculo, sob o ponto de vista de atividade física, o desenvolvimento do ser humano como um todo requer atitudes   que avancem em grau de dificuldade.

Importa perceber que a vida gera um sem-número de oportunidades de crescimento, verdadeiros chamamentos para cada um sair de sua zona de conforto e enfrentar, corajosamente, os desafios, sejam eles até mesmo de sobrevivência, como é o caso de  catástrofes naturais.

Da criança ao adulto, todas as fases basicamente têm algo em comum. Em cada uma delas será possível vivenciar algum tipo de interação humana, a partir da qual somos cobrados ou exigidos. Para o aluno, o professor passa tarefas que devem ser cumpridas. Os pais devem acompanhar os filhos até nas atividades domésticas. O estagiário tem, na figura do orientador, aquela criatura que lhe exigirá a concretização de metas.

Como medida de crescimento individual, portanto, podemos admitir que essas cobranças ostensivas são salutares. E, infelizmente, para muitas pessoas, o progresso só é realizado se elas existirem, pois servem de alavanca propulsora.

O que a Educação tem a contribuir para esse aspecto? Será que daremos nossos passos mediante sempre a exigência de alguém? É aí que também deve ser aplicado o processo educacional de qualidade. Com certeza, a Educação é um divisor de águas, no que se refere à necessidade de cobranças, pois amplia a consciência do indivíduo, deixando claros seus direitos, deveres e o pequeno espaço entre eles.

É com base na Educação que o sujeito se conscientiza das suas responsabilidades e, para honrá-las, não necessita de cobranças. Ele não se acomoda na zona de conforto por um motivo bem simples: já tomou para si o dever de dar bom exemplo e fazer a diferença. Não espera que tudo mude sem sua participação, pois se considera elemento formador de uma sociedade mais justa e solidária.

Que possamos refletir sobre os prejuízos da zona de conforto, não apenas no enfoque individual, mas sobretudo alcançando a coletividade.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Os IRMÃOS GOMES da TORRE

Gazeta da Torre

Os Irmãos Gomes
Conta-se que certa vez uma estranha assembléia teve lugar em uma carpintaria. Uma reunião das ferramentas para tirar as suas diferenças.

O martelo estava exercendo a presidência, mas os participantes o notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia barulho demais e além disso passava o tempo todo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.

A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito. Nesse momento, entrou o marceneiro, juntou todos e iniciou o seu trabalho.

Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu em um fino móvel. Quando a marcenaria ficou novamente sem ninguém, a assembleia recomeçou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:

- Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos e concentremo-nos em nossos pontos fortes.

Então a assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas e o metro era preciso e exato. Então se sentiram como uma equipe capaz de produzir belos móveis da mais alta qualidade e uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalhar juntos.

O mesmo ocorre com os seres humanos. Basta observar. O trabalho em equipe só nos faz sentir mais fortes, pois quando achamos que já não podemos continuar, os nossos verdadeiros irmãos nos ajudam a olhar para a frente e nos mostram novamente o caminho que devemos seguir. Com uma boa equipe nunca se fica perdido no deserto. É a união que faz a força e que faz de nós mais fortes em nossas conquistas!

Um de nossos maiores incentivos é, e sempre será, a satisfação em apresentar famílias unidas em nosso bairro, como é o caso dos irmãos Adalberto Rangel Gomes Junior, Mauro e Maurílio da Rocha Gomes. Valorizar os momentos vividos em família e cuidar de cada membro com carinho, fazem prevalecer sempre o amor e a vida em constante alegria. 

Se você está disposto a ser uma pessoa produtiva no bem, otimista, criadora, comece a cultivar a sua capacidade de descobrir as virtudes nas pessoas.

Ao fim do dia, você terá descoberto que esse imenso mundo de Deus está repleto de pessoas boas, de qualidades preciosas, prestativas e amigas.

sábado, 8 de julho de 2017

A VILA TORRE COMPLETA 10 ANOS

Gazeta da Torre


Na sexta-feira (7), a Vila Torre completou 10 anos. A comemoração ao som do Dj Ary Falcão ocorreu na própria lanchonete com a presença de clientes e funcionários da casa. 

A Vila Torre Original Burger, localizada na Rua José Bonifácio, 481, bairro da Torre, próxima à Delicatessen Massa Nobre, foi fundada em Julho de 2007, pelo empresário Leonardo Melo. Um lugar onde os sanduíches, com discos artesanais de carnes selecionadas, são produzidos na hora, nas vistas do cliente com grande variedade de molhos especiais. O cardápio é um show à parte. Como Leonardo é nascido e criado no bairro, batizou os sanduíches com nomes de ruas e pontes do bairro da Torre. “Além de ter nascido aqui, eu adoro esse bairro”, relata Léo, como é conhecido entre os amigos.

Fica aqui um grandioso PARABÉNS para o empresário e amigo Leonardo Melo, e toda sua equipe da Vila Torre Original Burger. Segue o registro.



















Valeu! PARABÉNS!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Sistema Mais Recife de Políticas sobre Drogas é lançado pela Prefeitura da Cidade do Recife


A Prefeitura do Recife lançou, no dia 27 de junho, o Sistema Mais Recife de Políticas sobre Drogas, durante o I Congresso Internacional de Prevenção ao Uso e Abuso de Álcool e outras Drogas, realizado no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções. No seminário organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos como parte da Semana Municipal de Prevenção às Drogas, estiveram presentes o rapper MV Bill, o vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira, representantes do Escritório da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), do Ministério da Saúde, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Governo do Estado e do poder legislativo.
 
A secretária de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos do Recife, Ana Rita Suassuna, destacou a importância de integrar os diversos poderes para que as políticas públicas sejam mais efetivas. “Recife tem uma história de uma rede integrada da saúde, da assistência social e educação, mas o poder público não faz nada sozinho. Precisamos unir as nossas redes e sempre manter o diálogo com os mais diversos segmentos da sociedade, assim como devemos trabalhar com a prevenção e a redução de danos”, destacou a gestora.
 
Autor do documentário “Falcão - meninos do tráfico”, o rapper e ativista social MV Bill falou sobre estratégias de prevenção ligadas à qualidade de vida. “A partir do momento que a gente ocupa a cabeça da molecada com outras coisas, a pessoa não tem tempo de pensar em drogas. Se ficarmos apenas no discurso do ‘não pode’, acabamos despertando a curiosidade dos jovens”, explica o rapper que é um dos fundadores da Central Única das Favelas (CUFA).
 
Responsável por apresentar o Sistema Mais de Políticas sobre Drogas aos cerca de dois mil participantes do congresso, o secretário-executivo de Políticas sobre Drogas do Recife, André Sena, explicou que o programa é baseado em evidências científicas e traz abordagens inovadoras sobre o assunto. O foco é a prevenção ao uso e abuso de drogas, o cuidado com os usuários e a inserção social deles. 
 
“Este é um conjunto integrado de programas estratégicos para estabelecimento e desenvolvimento de políticas sobre drogas na cidade. A palavra MAIS destaca os nossos pilares de atuação, sendo o M de Mobilização, A de Acolhimento, I de Integração e S de Sistematização”, explicou o sociólogo. Durante o congresso, o secretário também falou sobre a campanha Influência do Bem, lançada durante o São João deste ano como estratégia para prevenção às drogas. “O Sistema Mais visa promover habilidades para a vida, focado na influência do bem. Se eu faço bem ao próximo, eu vejo o meu valor na sociedade e, com isso, diminuo os fatores de riscos para o uso abusivo de drogas”.
 
Para a prevenção ao uso e abuso de drogas, o Sistema Mais Recife entende que a mobilização social é um fator necessário. Entre as linhas de atuação, destacam-se o Circuito Mobi, que trabalha com líderes e formadores de opinião dentro das comunidades; o Prev.Com, que atua com jovens e adultos, formando agentes de prevenção através da promoção pessoal do indivíduo; o Descolado, que atua nas escolas da cidade; o pró-transforma, que atua com profissionais de diversos setores para firmar parcerias de prevenção, além da Caravana da Prevenção, que usa atividades lúdicas para conversar sobre sonhos com crianças e adolescentes. 

No campo do cuidado com os usuários de drogas, os técnicos Programa Acolhe Vida Recife visitam cenas de uso de drogas da cidade regularmente, como a Praça Maciel Pinheiro, Ponte do Limoeiro e Avenida Ribeiro de Brito. Durante a abordagem dos usuários, são feitas ações de redução de danos e, ainda, encaminhamentos para rede de saúde (CAPS AD), rede de assistência social (Centros de Referência de Assistência Social e Centros de Referência Especializado de Assistência Social – CRAS e CREAS da Prefeitura do Recife) e para a rede complementar (ONGs e Comunidades terapêuticas), conforme a necessidade observada pelo usuário e respeitando a autonomia do cidadão. Os profissionais do Acolhe Vida também atendem semanalmente no Centro Comunitários da Paz (Compaz) do Cordeiro (nas quintas) e no Compaz do Alto Santa Terezinha (nas sextas). Ainda são oferecidos serviços de terapia em grupo e individual aos usuários e suas famílias. 
 
Para inserção social, o Sistema Mais trabalha com o Programa Integra Recife, que foca na preparação do acolhido para uma relação saudável consigo e para o convívio benéfico com a sociedade. O Integra Recife trabalha com a elevação de escolaridade e com acompanhamento e inserção de usuários e suas famílias. 
 
Para que todas as linhas de atuação dos programas do Sistema Mais Recife estejam embasadas em evidências científicas, a equipe de Sistematização e Pesquisa articula estratégias para elaboração de pesquisas com institutos, universidades e cidades modelos. Todos os serviços da Secretaria Executiva de Políticas sobre Drogas podem ser acessados através do telefone 3355-8210 ou pelo e-mail sepod.recife@recife.pe.gov.br.

Prefeitura da Cidade do Recife