terça-feira, 27 de junho de 2023

Brasil pretende aprovar leis eólica offshore e hidrogênio verde até o final do ano, diz ministro da energia

 Gazeta da Torre

Ministro da Energia, Alexandre Silveira

O Brasil pretende aprovar uma estrutura regulatória para energia eólica offshore e hidrogênio verde até o final deste ano, disse o ministro da Energia do país à Reuters nesta terça-feira, enquanto o maior país da América Latina busca desbloquear novos setores para abastecer seus transição energética.

O presidente esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva apostou sua reputação internacional na reformulação das credenciais ambientais do Brasil, que foram derrotadas por seu antecessor de extrema direita, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula e seus assessores adotaram a transição para uma economia verde como foco de suas políticas de desenvolvimento impulsionadas pelo Estado.

Como parte desses esforços, o ministro da Energia, Alexandre Silveira, destacou um próximo leilão de linhas de transmissão para transportar energia solar e eólica onshore do nordeste do país para usinas no sul. Com um piso de R$ 16 bilhões, o leilão pode liberar R$ 200 bilhões (US$ 41,79 bilhões) em investimentos, disse ele.

Atualmente, o Brasil não possui legislação em vigor para regular a energia eólica offshore e o hidrogênio verde. No início de janeiro, o governo brasileiro emitiu um decreto que abriu espaço para o desenvolvimento da geração de energia eólica offshore no país. Algumas empresas, como Shell e Equinor , demonstraram interesse.

"Acreditamos que até o final do ano teremos uma estrutura regulatória segura para plantas offshore para apresentar ao mundo", disse Silveira, explicando que seu ministério também espera ter regulamentação para projetos de hidrogênio verde no mesmo período.

"O hidrogênio verde é uma possibilidade real para expandirmos muito nossa posição em energia limpa e renovável", disse ele.

As esperanças de Lula por uma economia verde surgem quando a petrolífera estatal Petróleo Brasileiro enfrenta desafios para reabastecer suas reservas de petróleo.

Os reguladores ambientais frustraram recentemente as esperanças da Petrobras de explorar perto do rio Amazonas, onde pretendia fazer sua primeira grande descoberta doméstica de petróleo em mais de uma década.

Silveira disse ainda acreditar que é importante para a Petrobras explorar a Foz do Amazonas, onde o maior rio do mundo se encontra com o Oceano Atlântico, desde que a empresa siga as regras ambientais.

Após esse revés regulatório, a Reuters informou que a Petrobras pode olhar para o exterior em busca de crescimento futuro. Questionado sobre sua opinião, Silveira disse que embora a empresa ainda tenha "muito a fazer no Brasil... nada impede que ela também tenha uma visão mundial quando se trata de sua estratégia internacional".

Silveira disse que o governo tomará uma decisão sobre a retomada das obras da usina nuclear de Angra 3 ainda este ano. As obras, orçadas em R$ 20 bilhões, representam um "grande desafio", disse Silveira, já que o governo deve conciliar a necessidade de segurança energética com custos provavelmente mais altos para os consumidores.

Reportagem de Catarina Demony e Miguel Pereira em Lisboa, Edição de Gabriel Stargardter e David Evans - Reuters

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segunda-feira, 26 de junho de 2023

O futuro da moda é circular

 Gazeta da Torre


Em 2022, Natália Ba, bacharel em Negócios da Moda, mestre em Gestão de Design e criadora da marca Guilla Brazil, conversou com a mediadora Juliana Bastos, mestranda do curso de Têxtil e Moda da USP, voluntária do Sustexmoda  sobre algumas questões que envolvem a circularidade da moda. A convidada desenvolve e gerencia produtos sustentáveis, voltados para empresas que desejam adaptar seu modelo de negócios à economia circular da indústria da moda.

Ela explica na live – ‘O futuro da moda é circular - Natália Ba’ (YouTube) que, de modo geral, o que rege a indústria da moda atualmente é a economia linear, que compreende os processos de extração, produção, consumo e descarte de um produto. Na economia circular, a cadeia têxtil deve acontecer em um círculo fechado, onde a matéria que entra jamais pode ser descartada, ela deve ser reaproveitada e passar por um novo ciclo de usabilidade. Os princípios bases desse ecossistema englobam um ciclo biológico e um ciclo técnico.

O ciclo biológico procura eliminar resíduos e poluição desde o princípio da produção, manter os materiais em uso e regenerar os sistemas naturais. Já no ciclo técnico, a matéria deve passar por processos que mantenham ou prolonguem seu ciclo de vida, sejam eles reciclagem, remanufatura, reutilização ou redistribuição. Para Natália, não há como discutir sustentabilidade sem abordar a economia circular.

Durante a live, ela também diz que desenvolveu sua tese de mestrado voltada para todos os agentes responsáveis pela produção e descarte indevido de lixo têxtil. Para além das ações de empresas, ela investigou de que maneira os consumidores poderiam participar e colaborar para o desenvolvimento de uma cadeia têxtil mais sustentável.

Tanto sua pesquisa quanto um relatório sobre consumidores responsáveis do Instituto Akatu — organização sem fins lucrativos que mobiliza o consumo consciente — indicaram que o público deseja que as marcas atuem de forma sustentável, mas não querem se responsabilizar com o descarte da compra. “Se o consumidor quiser jogar uma peça no lixo, não temos o que fazer. Mas se nós, marcas e professores, fizermos uma pesquisa e educarmos esse consumidor, acredito que conseguiremos mudar isso”, afirmou Natália.

Algumas soluções encontradas pela convidada seriam o upcycling, o downcycling e a reciclagem. O upcycling, como citado anteriormente, é um processo de transformação de resíduos têxteis em novos materiais com melhor qualidade e valor ambiental. A reciclagem é a recuperação de um produto para que ele possa ser reutilizado sem perder suas características técnicas. Já o downcycling é um método de reciclagem geralmente utilizado em materiais que não podem ser reciclados continuamente, como o plástico. Esse processo confere menor qualidade e durabilidade ao objeto, ainda que auxilie a diminuir o descarte inapropriado.

Além dessas práticas, Natália cita a logística reversa, processo no qual o consumidor devolve um produto usado para o comerciante e/ou distribuidor do qual comprou, concedendo a oportunidade de reaproveitamento do material para a empresa.

O aspecto mercadológico da problemática também foi abordado durante o bate-papo. Segundo Natália, é necessário observar quais processos são empregados em cada empresa para ser possível revertê-los em estratégias sustentáveis gradualmente. Mas ela alerta que é preciso ter cuidado para não praticar o greenwashing — técnica de marketing que promove discursos, ações e propagandas sustentáveis que não se sustentam na prática.

*Assista a live na íntegra: 'O futuro da moda é circular - Natália Ba'  

https://www.youtube.com/watch?v=Zd_Ch72XWe4

Fonte: Jornal da USP

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terça-feira, 20 de junho de 2023

O fole roncou! Uma história do forró

 Gazeta da Torre

Um dos mais autênticos gêneros musicais brasileiros, o forró tem uma história cheia de episódios marcantes. Nascido a partir da mistura de ritmos nordestinos como baião, xaxado, coco, arrasta-pé e xote, existe há mais de sete décadas, sobrevivendo aos muitos modismos.

O Fole Roncou! reconstitui sua trajetória e revela histórias curiosas e divertidas de grandes nomes da música popular, como Luiz Gonzaga, personagem central dessa trama; Jackson do Pandeiro, Marinês, Dominguinhos, Trio Nordestino, Genival Lacerda, Anastácia, Antonio Barros e Sivuca.

O livro exigiu três anos de trabalho, cerca de 80 entrevistas e pesquisas em acervos da Paraíba, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo e Rio de Janeiro. Simultaneamente, os autores Carlos Marcelo e Rosualdo Rodrigues foram construindo a narrativa, sempre guiados por conversas e – muitas – descobertas. O resultado é um livro cheio de histórias contagiantes, marcadas pela sanfona, por muito suor e chamego.

Sobre os autores

Paraibano de João Pessoa, Carlos Marcelo Carvalho é formado em jornalismo pela UnB. Foi repórter, editor de cultura e editor-executivo do Correio Braziliense e um dos ganhadores do Prêmio Esso 2005 (na categoria Primeira Página). Desde 2011, é editor-chefe do Estado de Minas. Escreveu os livros Nicolas Behr: eu engoli Brasília (2003) e Renato Russo: o filho da revolução (2009).

Rosualdo Rodrigues nasceu em Coremas, interior da Paraíba. Formou-se em jornalismo pela UFPB e trabalhou no Jornal de Brasília e no Jornal da Paraíba nas funções de redator, repórter e secretário de redação. A maior parte da carreira, porém, foi desenvolvida no Correio Braziliense, como subeditor de cultura, repórter e crítico musical (1992-2002), atividades que voltou a exercer, no mesmo jornal, a partir 2008.

Fontes: Amazom; Livraria 30Porcento;

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Além do preconceito de gênero, mulheres negras têm trabalho em dobro para comprovar capacidadena ciência e na tecnologia

 Gazeta da Torre

Doutora Sonia Guimarães

Durante muito tempo, foi difundido na sociedade que o cérebro da mulher não era biologicamente capaz de lidar com temas complexos — como os relacionados às ciências exatas —, deixando de liderar uma nação e todas as áreas inerentes ao interesse coletivo, como Economia, Tecnologia, Segurança e Saúde. No Brasil, em especial, essa barreira historicamente sempre foi imposta desde cedo às meninas. A reflexão é de Sonia Guimarães, doutora em Física e professora do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), uma das mais prestigiadas instituições de ensino brasileiras. Sonia é a primeira mulher negra do País a se tornar doutora em Física.

“Até 1996, mulheres eram impedidas mesmo de prestar vestibular para o até ITA. Hoje, as melhores notas do vestibular são de mulheres. A melhor nota dentre quem se seguiu em 2022 foi de uma mulher, com 9,5 em todas as engenharias. A luz no fim do túnel para elas está em parar de acreditar na história de que são menos capazes. As campeãs das Olimpíadas de Física e Matemática são meninas; os países que menos tiveram mortes por covid-19 têm presidência feminina ou uma mulher como ministra da Saúde. Elas não são menos capazes, só estão chegando ao poder aos poucos”, argumenta. Desde o início da década de 1990, Sonia já lecionava no ITA, a única mulher negra dentre as pouquíssimas no campus, tendo em vista que, na época, elas não podiam ingressar como estudantes.

No bate-papo, a cientista ressalta que a melhor forma de atrair o público feminino desde cedo para carreiras que envolvem ciências exatas e tecnologia é mostrar os exemplos de mulheres que não apenas não acreditavam na falácia da incapacidade, como também estão chegando aos mais altos cargas e posições, representando, inclusive, 70% das publicações científicas do País.

Fonte:UM Brasil

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A 23ª Fenearte - entre os dias 5 e 16 de julho

 Gazeta da Torre

A Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) será realizada entre os dias 5 e 16 de julho de 2023

A edição deste ano tem como tema "Loiceiros de Pernambuco - Arte da terra, poesia das mãos", em homenagem à arte feita com barro por povos indígenas.

O evento, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), é um dos mais aguardados do calendário anual para artesãos e artesãs de Pernambuco e uma das maiores do Brasil.

A edição seguirá o mesmo padrão das demais já realizadas e funcionará das 14h às 22h durante os 12 dias de feira.

O espaço contará com 5 mil expositores inspirados pelo espaço de 30 mil m². Além disso 26 estandes com artes de outros países como Angola, Emirados Árabes, Filipinas, Peru, Turquia e Tailândia.

Os visitantes, por sua vez, podem comparecer à feira durante os dias de programação. A entrada custará em média R$15,00 inteira, bem como R$7 a meia entrada.

Feneart

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segunda-feira, 5 de junho de 2023

Retórica da moralidade domina debate público e valoriza mais governantes do que instituições

 Gazeta da Torre

Em um discurso inflamado, um deputado recentemente cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) levantou as bandeiras da religião e da moralidade contra uma decisão jurídica. Apesar do estranhamento na repercussão desse episódio nas redes sociais, as ideias de que a sociedade brasileira precisa ser cristã, da família branca, heterossexual e temente a Deus conversam com uma parcela grande da sociedade e não irão desaparecer, de forma que a esquerda se engana ao pensar que essas crenças estão apenas associadas a um modo de vida tradicional que irá sumir com a modernização, defende Angela Alonso, professora de Sociologia na Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Na entrevista ao Canal UM BRASIL, uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), ela fala sobre os dez anos dos protestos de junho de 2013, que culminaram, anos mais tarde, no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O tema é tratado no seu livro recém-lançado Treze: a política de rua de Lula a Dilma. A entrevista marca a estreia da série Brasil com S, que surge da parceria entre a revista Exame e o UM BRASIL — e que trará diversos nomes dos cenários nacional e internacional para debater os principais temas do País.

Um dos pontos que Angela avalia no bate-papo, comandado pelos jornalistas Gilson Garrett Junior e Vinícius Mendes, é como, durante os últimos dez anos, a moralidade tenha se tornado um tema predominante na política, nas manifestações e nos discursos. Para ela, é preciso contextualizar a “grande-angular da moralidade”, ou seja, como o tema vem, cada vez mais, permitindo se juntar, como que debaixo de um guarda-chuva, os que eram “injuntáveis”: pessoas pró-mercado e defensores das liberdades individuais, assim como os favoráveis ao regime militar e superautoritários. “E ainda coube os evangélicos, em defesa da moralidade privada. Esse grande ‘guarda-chuva moralizador’ que foi juntando gente se mostrou um dos grandes temas de junho de 2013, sem contar os protestos subsequentes. [O discurso que vemos hoje] é menos sobre o que os governos de esquerda fizeram e mais sobre como isso foi lido por essa parte da sociedade”, enfatiza.

A socióloga ainda explica que, para a direita brasileira, a discussão em torno de temas mais caros à esquerda, como os problemas sociais do País, nunca é encarada de fato, em decorrência do receio de se perturbar a hierarquia social. Contudo, esse mesmo grupo novamente apela à moralidade quando defende que, antes de discutir as políticas contra a desigualdade, é preciso que exista um governo moralmente impoluto. “Essa retórica da moralização passou a dominar o debate político, de que são os bons governantes que devem ser valorizados, e não as boas instituições e as boas políticas”, sinaliza. “Os discursos recentes de parlamentares continuam tentando trazer de volta a conversa para o plano da moralidade e tirá-la da desigualdade.”

Movimentos nas ruas a partir das jornadas de junho de 2013

Na entrevista, Angela explica que uma parte do que vimos em 2013 cresceu nos anos seguintes. “Junho era um mosaico com muitos grupos e movimentos, com objetivos e agendas diferentes, que estiveram ao mesmo tempo nas ruas, pois tinham em comum o partido do governo federal — mas não havia um projeto e uma direção em comum”, destaca. Nos anos seguintes, as ruas foram tomadas por movimentos de feições mais liberais, conservadoras, e outros francamente reacionários.

Há algumas definições para o que foi aquele momento: crise de representação, reação contra o sistema político e a tese do “sequestro” (uma das mais predominantes atualmente), que defende que se tratava de um protesto de esquerda, mas que a direita tomou conta. “O ponto que eu defendo no livro é que não foi só nem uma coisa nem outra. Todas essas forças estavam, ao mesmo tempo, nas ruas. Quando ‘andamos’ apenas de junho para frente, acabamos considerando que foi aquilo que produziu o bolsonarismo. Eu fui olhar o passado para entender as origens desses movimentos”, afirma.

A socióloga ainda lembra que os protestos foram considerados pelo governo federal, à época, como de esquerda, de modo que as políticas de resposta ocorreram apenas nessa direção. Contudo, o slogan inicial dos protestos — contra o aumento de R$ 0,20 no aumento da passagem de ônibus em São Paulo — foi criado por gente que não pertencia à esquerda. “Essa parte da rua não foi chamada para negociar naquele momento. A gente pode pensar o que teria acontecido se os movimentos de feição mais liberal e conservadora também tivessem sido considerados. Será que não teriam deixado a rabeira autoritária no sereno?”, questiona.

UM Brasil

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quarta-feira, 31 de maio de 2023

Poupança cognitiva: o que fazer para ter mais desempenho no futuro

 Gazeta da Torre

A ciência já sabe que os hábitos adquiridos ao longo da vida são determinantes para o processo de envelhecimento, entre os principais, a dupla infalível: atividade física + alimentação balanceada. Outros fatores como ausência de tabagismo e o não consumo de álcool também são, comprovadamente, fatores de longevidade.

Para o nosso cérebro, no entanto, todas essas variantes podem não ser o suficiente, sobretudo quando consideramos nossa reserva cognitiva.

O que é reserva cognitiva?

Podemos pensar nossa reserva cognitiva como uma espécie de poupança. Sim. Para criar conexões e se fortalecer, o cérebro precisa de estímulos que envolvam novidade, variedade e grau de desafio crescente.

Isso significa dizer que, embora nosso cérebro se modifique de acordo com o ambiente em que vivemos, não são todos os estímulos que proporcionam a ele o desenvolvimento adequado para o seu fortalecimento e criação de reserva cognitiva.

“Um exemplo é o nosso hábito diário de receber todos os estímulos que os algoritmos nos dão através das redes sociais. A maioria deles não nos faz pensar. Apenas absorvermos e pulamos para o próximo conteúdo sem questionar muito o que acabamos de absorver. Esse tipo de estímulo não coloca o cérebro em rota de desenvolvimento porque não o desafia”, alertou a neurocientista do SUPERA – Ginástica para o cérebro, Livia Ciacci, que ainda completou.

“O mesmo exemplo pode ser usado para uma pessoa que, ao absorver um conteúdo na rede social, questiona, procura saber quem produziu, confronta com outras informações a respeito, escreve um texto dando sua opinião sobre isso. Veja quantos estímulos cerebrais este segundo exemplo deu ao seu cérebro a partir de uma informação que recebeu. Tudo isso ajuda na construção de reserva cognitiva e, consecutivamente, de um cérebro mais fortalecido”, detalhou.

Poupando o cérebro… será mesmo?

Quando falamos de cérebro, o que muda do conceito de poupança, como conhecemos hoje relacionado principalmente ao dinheiro, é que, diferentemente do dinheiro, no caso do cérebro, quanto mais usamos o órgão da forma correta, mais teremos para usufruir dele quando envelhecermos.

“Quanto mais exigimos do nosso cérebro ao longo da vida, melhor ele responderá a qualquer situação. Não se trata exatamente de poupar ou evitar o esforço. Quando o assunto é o cérebro, é justamente o contrário. Não podemos ver os estímulos ao cérebro como algo ruim. O primeiro passo é admitir suas limitações e se colocar em rota de desenvolvimento de forma que isso se adapte a nossa rotina”, explicou.

Ganhos para os idosos

Estímulos que envolvem novidade, variedade e grau de desafio crescente – próprios da ginástica cerebral, podem ser aplicados em todas as idades e tem ganho especial entre o público 60+.  “Os idosos obtém ganhos em sua reserva cognitiva, aumentando as conexões cerebrais e criando uma capacidade maior de responder aos declínios cognitivos que são próprios do envelhecimento, por este motivo, mesmo para aquelas pessoas que não estimularam seu cérebro devidamente ao longo da vida, a ginástica cerebral é uma excelente alternativa para alcançar um cérebro mais ativo e, consequentemente, uma poupança cerebral”, concluiu a especialista.

Para reflexão:

Independente do que estiver sentindo, levante-se, vista-se e saia para brilhar.

“Paulo Coelho” 

Você sabia:

A preguiça tem o cérebro do tamanho de uma azeitona. Movimenta-se de noite e dorme mais de 18 horas durante o dia.

Resposta do desafio de Abril

Pense rápido:

Uma pirâmide tem norte, sul, leste e oeste. Um galo está no topo da pirâmide e põe um ovo. Pra qual lado o ovo cai?

Resposta: Galo não põe ovo. 

Desafio de Maio:

O que todo mundo precisa, todo mundo pede, todo mundo dá, mas ninguém segue? Resposta na próxima edição:

Serviço:

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)

Unidade Madalena

Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.

Telefone: (81) 30487906

Unidade Boa Viagem

Telefone: (81) 30331695

terça-feira, 30 de maio de 2023

Com os preços nas alturas, a ida ao supermercado precisa ser com os pés firmes no chão

 Gazeta da Torre

Os meses vão avançando e as contas seguem acirradas, independente da situação financeira que você se encontra, seja endividado, equilibrado, poupador, é bem possível que continue sentindo o impacto de uma coisa que é comum no orçamento das famílias: o desejo de gastar menos com supermercado. Essa categoria de despesa costuma representar um percentual importante do orçamento familiar, por isso uma economia é sempre bem-vinda, e nessa fase ainda mais, pois temos acompanhado que a escalada dos preços nas prateleiras não estancou.

É verdade também que o marketing trabalha de forma agressiva para nos induzir ao consumo, de forma que algumas estratégias na hora de ir ao supermercado ajudam a manter o nosso foco e, consequentemente, a compra consciente. Desde a entrada, o fluxo induzido para os clientes no supermercado, até a disposição dos produtos, tudo é pensado para que o cliente coloque mais produtos dentro do carrinho. E por isso já lanço aqui uma pergunta: será que é mesmo necessário usar o carrinho? Afinal, se você está indo para comprar poucos itens, a cestinha já deve atender bem a sua real necessidade e, com isso, evita o espaço maior e a possibilidade de pegar mais itens. Geralmente, ao ir para o supermercado, buscamos itens de mercearia, frios, laticínios, etc. Porém, os primeiros corredores costumam ser dos vinhos em “promoção”, eletrodomésticos, roupas, eletrônicos e vários outros itens que não é a prioridade ou que não costumamos procurar naquele local. Esse já é o primeiro teste de foco que passamos ao entrar no supermercado.

É importante, então, ter uma orientação mais clara, seguir algumas dicas para que você não extrapole em relação ao que pretende gastar em cada ida ao supermercado. Com isso, a primeira delas é você fazer feira mensal ou quinzenal. Pense bem, quanto menos vezes você for ao supermercado, menos você vai gastar, são menos possibilidades com o carrinho nas mãos e de tentações também, reflita bem. E se for um casal, e um dos dois tiver aquele perfil mais objetivo e seletivo na feira, esse pode “assumir a pasta da alimentação” e ficar responsável por fazer as compras na prática. Para frutas, verduras e alimentos que você precisa comprar com maior frequência, priorize os mercadinhos e hortifrútis próximos a sua casa ou no seu caminho do trabalho, evitando entrar em grandes supermercados com mais opções. Sim, alguns podem até ser mais caros, mas você não precisa escolher esses, e ainda assim, indo a um local menor e direto ao ponto, a chance de você levar itens extras e perder o foco diminui bem.

Outra dica que parece algo básico, mas acredite, se trata de um ponto de extrema importância, é você preparar uma lista, pode até ser o bloco de notas do seu celular, com os itens que você vai comprar e ser fiel a essa lista. Assim, evita comprar produtos que chamem atenção na prateleira. Não se iluda: até isso é pensado de forma estratégica, os produtos são organizados nas gôndolas para incentivar um maior consumo.

Não deixe de fazer uma pesquisa dos itens que você vai comprar, avalie se as promoções do tipo “pague dois, leve três” realmente valem a pena, assim como se as embalagens econômicas são, de fato, mais baratas, proporcionalmente. Pelo o que costumo ver, as embalagens desse tipo de água sanitária, sabão em barra e leite em pó não compensam. Em muitas situações, é bastante válido aproveitar as seções de produtos próximo ao vencimento, com preço melhor e que podem trazer uma boa economia.

 Importante considerar também aqueles mercados e supermercados que em determinado período do mês ou dia da semana oferecem preços melhores em determinados produtos, quem sabe não tem aí uma referência dos dias bons de tentar fazer as compras, não que você passe a ir um dia em cada supermercado, mas pode otimizar indo no dia que mais vale para você. E claro, reforço, dependendo da situação, foque essencialmente naquilo que está faltando, evitando supérfluos.

A prova final do seu foco é quando você se encaminha para o pagamento. Aquelas prateleiras que ficam próximas ao caixa são chamadas de impulso. Justamente, por ter itens supérfluos e que as pessoas costumam colocar no momento final por um impulso, sendo eles de valor baixo, que a maioria das pessoas não reflete e, com isso, aumenta o ticket médio do que compram, ampliando assim a receita do estabelecimento.

Se a sua situação é realmente mais crítica, vale a pena separar o valor mensal para o supermercado e ir às compras somente com aquele dinheiro. Dessa forma, não tem como fugir do planejado. Parece um modo mais analógico, porém funciona, trava literalmente você, deixando o limite de gastos ao valor que tem nas mãos.

Corra atrás, faça acontecer, no final do dia, uma parte de impacto do que acontece na sua rotina é baseada nas suas escolhas.

 

Abraço e até a próxima!!!

segunda-feira, 29 de maio de 2023

O ciclo junino 2023 do Recife - Apresentações de mais de 800 artistas durante 20 dias de festas juninas

 Gazeta da Torre

Trio Nordestino - Sítio da Trindade

O ciclo junino da Capital Pernambucana foi anunciado pela Prefeitura do Recife, nesta sexta-feira (26), com mais de 800 atrações que se apresentarão durante 20 dias de festa. Dentro da programação estão shows, concurso de quadrilhas, Desfile das Bandeiras, Caminhada do Forró e um novo polo de arrasta pé. As festividades iniciam no dia 11 de junho e seguem até o dia 30 do mesmo mês.

Com a tradição pronta para invadir a cidade, o Recife terá como homenageados do São João, Jorge de Altinho e Irah Caldeira. Além deles, entre as atrações principais divulgadas pela Prefeitura, estão Alceu Valença, Elba Ramalho, Quinteto Violado, Petrúcio Amorim, Nádia Maia, Lia de Itamaracá, Nando Cordel, Geraldinho Lins e muito outros artistas da terra, que segundo a Prefeitura do Recife, é uma iniciativa de aproximar cada vez mais a cultura local.

Além dos já tradicionais polos do Sítio da Trindade, Pátio de São Pedro, o Recife contará com um novo arraial, que se fixará no coração da Cidade.

O São João da capital também vai homenagear os três Santos, Antônio, João e Pedro. Além dos já presentes polos e da Avenida Rio Branco, o Recife vai descentralizar o forró, levando as tradições juninas para os bairros do Bongi, Barro, Brasília Teimosa, Campo Grande, Cordeiro, Ibura, Lagoa do Araçá, Totó, Vila Tamandaré e Poço da Panela.

Fonte:CBN Recife

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segunda-feira, 22 de maio de 2023

Simplificar para valer a pena

 Gazeta da Torre

Pauta prioritária do Congresso neste ano, a discussão da Reforma Tributária tem movimentado opiniões acerca de alternativas que conjuguem melhorias para o contribuinte e o setor produtivo. Além de não ocasionar aumento de impostos e tornar o sistema simplificado, o texto final da reforma tem o desafio de contemplar aspectos da digitalização da economia e de uma força de trabalho cada vez mais estabelecida no setor de serviços.

Na análise de especialistas em tributação, realizar uma reforma ampla, além de historicamente difícil em contextos de crise e recuperação econômica, esbarra no conflito sobre a arrecadação de impostos entre União, Estados e municípios. O longo debate em busca de uma nova regra perfeita acaba postergando um modelo que não representa um entrave econômico. O Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, vem há anos discutindo o tema por diversos ângulos.

As empresas esperam há décadas uma simplificação do sistema que reduza a quantidade de horas, de pessoal e de recursos necessários para se manterem em dia com tantas obrigações da legislação tributária. Do lado dos investidores, há a expectativa por compromissos evidentes do governo com regras fiscais e tributárias duradouras e claras, evitando, assim, o excesso de judicialização.

O possível aumento de impostos preocupa o setor produtivo. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45, por exemplo, pode acarretar, somente para o setor de serviços, uma alta de até 188%, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) caso o texto estabeleça um IVA (Imposto sobre Valor Agregado) federal (unificação do PIS e da Cofins). Além disso, nove em cada dez empresas brasileiras estão sob o regime do Simples Nacional, para as quais as PECs 45 e 110 não trariam nenhuma simplificação adicional (de acordo com o texto atual), mas aumento de carga, pois não permitiriam a transferência de créditos para quem mantém o recolhimento unificado.

O volume e a sobreposição de obrigações acessórias é uma antiga preocupação dos empresários, lembra atributarista Ana Carolina Monguilod. “É comum uma mesma empresa ter de informar várias vezes as mesmas coisas a diferentes entes. Os fiscos deveriam abraçar essa missão, porque o que importa é receber a informação uma vez. O simples fato de haver tantos tributos também gera muita confusão na hora de as empresas recolherem os próprios tributos. O ICMS estadual tem legislações diversas em certos Estados, e o PIS e a Cofins trouxeram uma complexidade sem tamanho para nosso sistema tributário ao mudar o regime para não cumulativo.”

Discussão recorrente nos tribunais de Justiça, a complexidade na arrecadação do ICMS e no ISS despende de tempo e recursos do meio empresarial. Fabio  Pina, assessor econômico da FecomercioSP, salienta que o  ICMS conta com 27 legislações, o que dificulta o dia a dia de quem opera em mais de um Estado. “O ISS tem mais de 5 mil legislações, são 5 mil municípios. Claro que ao fazer uma simplificação, 90% estariam aí, mas não é o proposto”, explica. O tempo de transição também deve ter diretrizes bem definidas, pois já há a possibilidade de existência de dois sistemas tributários funcionando ao mesmo tempo, caso a reforma em tramitação no Congresso avance da maneira que está. “A gente tem de lembrar que não será do dia para a noite que vai sumir esse sistema [atual] e um novo vai entrar. Vamos conviver com dois sistemas. É bem complicado”, destaca Pina.

Freios necessários

O Brasil vem aumentando a carga tributária desde a década de 1990 — avaliada em mais de 33,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 —, sem reflexos positivos no crescimento econômico, no superávit fiscal, na queda da relação da dívida pública sobre o PIB ou melhoria da eficiência estatal. Há anos, o País enfrenta déficit nas contas públicas sem perspectivas de mudanças nos métodos orçamentários.

Caso o arcabouço fiscal recém-apresentado pelo governo, atrelado ao aumento de receitas, seja aprovado sem alterações nos gatilhos de despesas, há a tendência de alto crescimento do gasto público a partir de 2024. Na prática, a proposta do governo é que as despesas possam crescer até 70% em relação às receitas. Em outras palavras, se a arrecadação sobe, por exemplo, 3%, o governo poderá aumentar as despesas reais em 2,1% (70% das receitas), mas sempre com um crescimento limitado a um aumento entre 0,6% e 2,5% acima da inflação. Já se a receita crescer 5% em termos reais, em vez de o aumento das despesas ser de 3,5% (70%), o governo estaria limitado à expansão máxima de 2,5%.

O governo também quer zerar o déficit orçamentário (diferença entre o que se arrecada e o que se gasta, desconsiderando o pagamento de juros da dívida pública) até 2024. Para 2023, a meta de déficit é de 0,5% do PIB, com evolução gradual até um superávit de 1% em 2026. Todos com banda de 0,25 ponto porcentual (p.p.) para cima e para baixo. Quando essa meta específica não for atingida, o limitador do aumento de gastos passará de 70% para 50% em relação ao crescimento da arrecadação.

O impacto do arcabouço, no entanto, tende gerar uma melhora lenta do resultado primário (a diferença entre o que o governo arrecada e gasta). A conclusão é do Instituto Brasileiro de Economia da  Fundação Getulio Vargas  (FGV Ibre), que analisou como as finanças públicas evoluirão nos próximos anos condicionadas à nova regra fiscal em debate no Congresso. Em outras palavras, nem mesmo uma reforma ampla do sistema tributário teria condições de reduzir a carga diante dos mecanismos de despesa planejados pelo Executivo.

Despesa alta, muitos impostos

“Na verdade, a nossa carga equivale à de países desenvolvidos. Não dá para desejarmos um Estado social europeu com todos os benefícios do mundo sem imposto. Ou temos um Estado mais enxuto e eficiente, e isso permitiria uma carga menor, ou temos um Estado imenso e cheio de penduricalhos, o que, necessariamente, vai gerar carga tributária grande”, diz Ana Carolina Monguilod.

Everardo Maciel, ex-secretário da Receita Federal no governo de Fernando Henrique Cardoso, vai ao cerne da questão: a Reforma Tributária não resolve todos os nossos problemas. Maciel reforça que a atual carga é da exata altura da despesa pública. “Se [a despesa pública] for alta, a carga tributária será alta. Quando alguém pensa em reduzir a carga, olhe para a despesa. Costumo dizer que quem faz carga tributária não é imposto, é despesa”, afirma. “Não vejo movimento por reforma. Só vejo dois tipos de movimento: o imobilista, deixar tudo como está, esperar que daqui a 20 anos alguma composição do Supremo Tribunal Federal (STF) decida alguma coisa; ou uma posição que eu chamo de ‘disruptiva’, que é admitir que está tudo errado e começar do zero”, frisa. Qualquer um dos dois caminhos seria péssimo para o País.

“O manicômio tributário não se resolve sem a reforma da máquina pública, que não se trata apenas de uma modernização administrativa, mas uma rumo à eficiência”, destaca Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES e do IBGE. Segundo ele, estaremos “enxugando gelo” em qualquer Reforma Tributária se tivermos que correr atrás de despesas que se aceleram e se expandem acima do PIB — e a despesa pública, hoje, não cabe no PIB.

Fonte: UM Brasil

- divulgação -

Aumento de transtornos alimentares entre os jovens pode ser considerado alarmante

 Gazeta da Torre

Segundo o pesquisador Jônatas de Oliveira, pesquisador em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP, os transtornos alimentares são, em muitos casos, uma forma de negação de si mesmo feita pelo indivíduo.

Segundo uma pesquisa realizada na Espanha, cerca de uma em cada cinco crianças entre 6 e 18 anos apresenta algum tipo de desordem alimentar que, se não tratada corretamente, pode se tornar um transtorno alimentar, como anorexia, bulimia e compulsão alimentar. O mesmo estudo demonstrou que esse comportamento costuma ser mais comum entre as meninas — cerca de 30% delas apresentam a desordem, enquanto isso, o número cai para 17% quando falamos dos meninos.

No território nacional, os dados também são alarmantes, cerca de 10 milhões de pessoas apresentam algum tipo de transtorno alimentar. Jônatas de Oliveira, pesquisador em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP, comenta que os transtornos podem ser originados a partir de diferentes fatores e o tratamento para eles requer um cuidado específico para cada paciente.

Transtornos alimentares

As desordens alimentares são marcadas por comportamentos alimentares que se distanciam daqueles que são considerados normais para a maioria dos indivíduos, como o constante beliscar de comidas ou a ausência de refeições por um período muito extenso. Contudo, a frequência e a intensidade dessa desordem pode fazer com que ela se eleve para um transtorno alimentar. “Nós temos critérios específicos para classificar um transtorno alimentar, você consegue notar que o indivíduo está dentro desse fenômeno com muita intensidade”, explica Oliveira.

O especialista comenta também que a compulsão alimentar é o transtorno alimentar mais comum no Brasil. É importante notar que nem todo comer transtornado é um transtorno alimentar — uma vez que episódios pontuais podem acontecer com os indivíduos —, contudo, todo transtorno alimentar apresenta-se por meio do comer transtornado.

Além disso, os transtornos alimentares podem ser classificados por meio de duas categorias: aquelas relacionadas à imagem corporal e as não relacionadas à imagem corporal. Segundo Oliveira, os comportamentos alimentares dos indivíduos que apresentam essas desordens são muito parecidos e, por esse motivo, é comum avaliá-los como incapazes de realizar ações autônomas associadas à sua alimentação. A cultura também apresenta papel fundamental no desenvolvimento desses transtornos, uma vez que ela costuma exigir certos padrões dos indivíduos, mesmo que de forma indireta. “O transtorno alimentar vai ser uma forma de o indivíduo tentar modificar essa imagem corporal e esse peso”, adiciona o especialista.

Crianças e adolescentes

Em primeiro lugar, Oliveira comenta que o jovem é como uma folha em branco, assim, é a partir de diferentes vivências e experiências que ele começa a moldar o seu comportamento e a sua personalidade. “Nesse período, onde a personalidade está sendo formada, onde a ideia de quem eu sou, qual o meu tamanho, como é o meu corpo, o que é bonito e feio, entre outros; sua mente ainda está em construção, questionando e mudando, junto com algumas mudanças hormonais. Assim, esse indivíduo vai se tornando mais independente, questionador e existe uma impulsividade que é um pouco mais marcada”, discorre o especialista.

É também nesse período que o jovem pode passar por situações vulneráveis que devem atrapalhar o seu relacionamento e entendimento sobre o próprio corpo, podendo causar, dessa forma,  desordem e transtornos alimentares. Segundo Oliveira, sofrer algum tipo de preconceito pode gerar mudanças nos comportamentos alimentares de crianças e jovens que ainda estão passando pelo processo de construção de sua autoestima.

As redes sociais parecem ter um papel fundamental no aumento do número de jovens que sofrem com algum tipo de transtorno alimentar. O especialista comenta que isso aconteceu, entre diversos motivos, pelo fato delas terem facilitado o contato desses indivíduos com uma variedade de corpos muito grande e o aumento a um estímulo para a redução da alimentação. “Existem pesquisas que relacionam o tempo de tela com alguns comportamentos alimentares. As redes sociais podem se configurar como um fator de manutenção dessa doença, se aliando a certos estímulos que incitam a prática”, adiciona Oliveira.

Os tratamentos para esses transtornos são de suma importância, contudo, no Brasil, ainda contamos com a falta de profissionais capacitados nessa área. O especialista comenta que o País encontra-se em fase de treinamento e, para o aumento do número de profissionais nessa área, precisamos de mais políticas públicas.

Jornal da USP

- divulgação -

sexta-feira, 19 de maio de 2023

Ballet Infantil

Sandra Pernambuco Escola Internacional de Ballet

- Há 18 anos promovendo arte-educação e realizando sonhos!

- Metodologia Vaganova

- Escola Internacional de Ballet

- Certificada pelo CID&Bolshoi

 https://www.instagram.com/sandrapernambucoballet/

MATRÍCULA  (81) 9 96189475.

terça-feira, 16 de maio de 2023

A COMUNICAÇÃO adequada sempre repercute positivamente na vida das pessoas

Gazeta da Torre

O contrário também é verdadeiro: prejudica em todos os aspectos. Mas, enfim, como evitar que uma simples transmissão de mensagem provoque danos, quando o objetivo é fazer com que o outro compreenda o que queremos dizer?

Nesse sentido, a Educação chega para dar aquele apoio e, de fato, fazer toda diferença. Afinal, é através da Educação que o indivíduo aprende a forma eficaz – e correta – de se comunicar.

Primeiramente, os ruídos devem ser eliminados. Aqui não nos referimos apenas aos ruídos físicos, que são de origem externa e facilmente causam o maior estrago. Frequentemente, estamos imersos a barulhos que acontecem nas proximidades, como construções, trânsito intenso, operação de máquinas.

Há outros tipos de ruídos que interferem sobremaneira na comunicação. Se você quer abordar um assunto sério, com alguém, escolha um momento em que não esteja com dor de cabeça ou desconforto em outra parte do corpo; use objetividade, palavras simples e clareza, para evitar que o entendimento do que você fala seja diferente daquilo que quer comunicar.

Para o receptor (aquele que recebe a mensagem), é importante manter a atenção e o foco na comunicação, ainda que o assunto não seja do seu interesse ou da sua concordância. Não deixe a mente vagar sobre outro assunto. Colocando-se no lugar do emissor (aquele que emite a mensagem), você pode até considerar a desatenção como desrespeito. Se não deseja o prolongamento da conversa, seja cuidadoso(a) para não causar situação vexatória.

Sob qualquer hipótese, não utilize palavras de teor chulo, torpe, burlesco. Palavrões devem ser banidos, ainda que abreviados! Não seja você mais um(a) a considerar que uma linguagem livre de erros de Português é coisa do passado. Pelo contrário, valorize sua inteligência com o hábito do Português correto, tanto na escrita, quanto na fala.

Se diante do pai, da mãe, ou de outro ente querido, você emprega palavras duras e desrespeitosas, mas na frente de uma autoridade pública você mede cada vírgula antes de falar, esse comportamento é lamentável, pois consideração e respeito devem ser ofertados a todos, sem exigência de tal ou qual condição. A informalidade da linguagem coloquial não deve afetar o seu nível de moralidade. Agindo com dupla identidade, o ruído social só aumenta. Seja educado em todos os momentos.

Seguindo essas regras básicas de Educação, é possível manter um diálogo útil e edificante. Pense nisso!!!

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quarta-feira, 10 de maio de 2023

O 40º Festival de Dança de Joinville – maior festival de dança no mundo

 Gazeta da Torre

Festival de Dança de Joinville
Fotto:Nilson Bastlan

O Festival de Dança de Joinville é um festival de dança que ocorre todos os anos no mês de julho na cidade de Joinville, Santa Catarina. Foi criado em 1983 pelo professor de balé Carlos Tafur e a artista plástica Albertina Tuma e atualmente é considerado, pelo Livro Guinness dos Recordes, como o maior evento no mundo em número de participantes - cerca de 4.500 bailarinos. Cada edição do festival dura em torno de duas semanas, geralmente nas duas últimas semanas de julho. Junto com o festival, vários outros eventos acontecem, como a Mostra de Dança Contemporânea (não competitiva), o Festival Meia Ponta (para crianças), a Feira da Sapatilha, o Encontro das Ruas, Rua da Dança, Palcos Abertos e Passarela da Dança.

Preocupação com qualidade, pluralidade e troca de conhecimento, talento e experiência. É com esses objetivos que o Festival de Dança de Joinville se consolidou ao longo de mais de três décadas, tornando-se destino tradicional dos amantes da dança. Participantes de todo o país e até mesmo do exterior viajam à Joinville para concorrer na Mostra Competitiva, se apresentar no Meia Ponta ou nos Palcos Abertos que se espalham pela cidade. Além disso, há um leque de opções para aprimoramento profissional por meio de didáticas inclusivas, com o oferecimento e realização de cursos, oficinas, workshops, palestras, debates e inúmeras ações voltadas aos bailarinos e coreógrafos.

Na relação de selecionados para as programações do 40º Festival de Dança de Joinville, que acontece de 17 a 29 de julho de 2023, estão Julia Clara, Elissandra, Luiza Yckssa, Danilo Madu, Cami Camila e Bruna, Bailarinos(as) pertencentes a Sandra Pernambuco Escola Internacional de Ballet. Uma grande representação do nosso estado.

I Estadão I Gazeta da Torre I

terça-feira, 2 de maio de 2023

O 'padrinho' da inteligência artificial que se demitiu do Google e adverte sobre perigos da tecnologia

 Gazeta da Torre

O homem conhecido como o "padrinho" da inteligência artificial (IA) pediu demissão, alertando sobre os crescentes perigos da tecnologia.

Geoffrey Hinton, de 75 anos, anunciou sua saída do Google em entrevista ao jornal americano The New York Times, dizendo que agora se arrepende do seu trabalho.

Psicólogo cognitivo e cientista da computação, ele afirmou à BBC que alguns dos perigos dos chatbots (robôs virtuais) de inteligência artificial são "bastante assustadores".

"Neste momento, eles não são mais inteligentes do que nós, até onde eu sei. Mas acho que em breve poderão ser."

"Tenho 75 anos, é hora de me aposentar", disse ele à BBC.

A pesquisa pioneira de Hinton sobre deep learning (aprendizagem profunda) e redes neurais abriu caminho para os atuais sistemas de inteligência artificial, como o ChatGPT.

Mas ele afirmou à BBC que o chatbot poderá em breve ultrapassar o nível de informação que o cérebro humano detém.

"Neste momento, o que estamos vendo são coisas como o GPT-4 superar uma pessoa na quantidade de conhecimento geral que ela tem, e a supera de longe. Em termos de raciocínio, não é tão bom, mas já é capaz de raciocínios simples."

"E, dado o ritmo de evolução, a expectativa é de que fiquem melhor rapidamente. Então, precisamos nos preocupar com isso."

Na reportagem do New York Times, Hinton se referiu a "pessoas mal-intencionadas" que tentariam usar a inteligência artificial para "coisas ruins".

Quando questionado pela BBC para falar mais sobre isso, ele respondeu:

"É tipo na pior das hipóteses, uma espécie de cenário de pesadelo."

"Você pode imaginar, por exemplo, uma pessoa mal-intencionada como [o presidente russo Vladimir] Putin que decide dar aos robôs a capacidade de criar seus próprios subobjetivos."

O cientista alertou que isso pode mais cedo ou mais tarde "criar subobjetivos como 'preciso obter mais poder'".

E acrescentou:

"Cheguei à conclusão de que o tipo de inteligência que estamos desenvolvendo é muito diferente da inteligência que temos."

"Somos sistemas biológicos, e estes são sistemas digitais. E a grande diferença é que com os sistemas digitais, você tem muitas cópias do mesmo conjunto de pesos, o mesmo modelo do mundo."

"E todas essas cópias podem aprender separadamente, mas compartilham seu conhecimento instantaneamente. Portanto, é como se você tivesse 10 mil pessoas, e sempre que uma delas aprendesse algo, todas automaticamente aprenderiam. E é assim que esses chatbots são capazes de saber muito mais do que qualquer pessoa."

O cientista enfatizou que não queria criticar o Google e que a empresa de tecnologia havia sido "muito responsável".

"Na verdade, quero dizer algumas coisas boas sobre o Google. E elas terão mais credibilidade se eu não trabalhar para o Google.

Em um comunicado, o cientista-chefe do Google, Jeff Dean, afirmou:

"Continuamos comprometidos com uma abordagem responsável da inteligência artificial. Estamos aprendendo continuamente a entender os riscos emergentes enquanto também inovamos com ousadia".

Fonte: BBC News

- divulgação -