sábado, 19 de dezembro de 2020

USE A TECNOLOGIA A FAVOR DA SUA MEMÓRIA!

 Gazeta da Torre

Ferramentas digitais quando bem aproveitadas são uma excelente aliada para um cérebro mais ativo

 “O que eu ia fazer no celular mesmo?”, “por que eu entrei neste site?”, “peraí, deixa eu lembrar...”. Você já percebeu que quanto mais tempo você fica na internet, mais lapsos de memória você tem?

Isso pode não ser apenas coincidência, mas sim um sinal de que o uso excessivo de celular já está alterando a sua capacidade de reter memória a longo prazo.

Em 2020 a tecnologia tem sido uma ferramenta indispensável para aproximar crianças da educação e manter idosos conectados ao mundo, mas o seu uso indiscriminado pode trazer prejuízos em diferentes faixas etárias.

Preciso me preocupar?

De forma geral, o celular e o computador podem ser grandes aliados no processo de aprendizado e não devem ser vistos como inimigos.

O ponto de atenção está no uso excessivo destes recursos, o que, para o cérebro, pode ser prejudicial para a formação de memórias de curto, médio e longo prazo como explicou Patrícia Lessa, Diretora Pedagógica do Supera.

“Os recursos tecnológicos nos proporcionam um volume grande, veloz e superficial de informações. Como a quantidade de estímulos é grande e o cérebro não tem tempo suficiente para assimilar todos eles, o uso excessivo deles pode prejudicar a formação de memória”, disse.

Mas a partir de que ponto 

os esquecimentos podem 

apontar para algo mais sério?

Segundo Solange Jacob, Diretora Acadêmica do Supera, é necessário se preocupar a partir do momento em que os lapsos de memória se tornam mais frequentes; principalmente, em atividades que eram consideradas rotineiras.

“Em alguns casos, algumas disfunções comportamentais e dificuldades na linguagem também podem ser considerados indícios de alguma demência mais séria”, alertou. 

Tecnologia e estimulação cognitiva 

de mãos dadas

Durante a pandemia, milhares de alunos do Supera em todo o Brasil contaram com recursos digitais para continuarem estimulando o cérebro de forma correta.

O uso de tecnologias feito pelo Supera tem oferecido ao aluno experiências com alta qualidade, focadas na oferta de atividades que proporcionam novidade, variedade e desafio crescente ao cérebro, o que aumenta sua capacidade de performance a médio e longo prazo.

É muito simples entender como a memória funciona quando usamos como exemplo um celular e um livro. Para ler um livro, por menor que seja, precisamos dedicar 100% de nossa atenção, em uma narrativa contínua com começo, meio e fim.

Quando lê um livro o leitor não tem em suas páginas distrações como propagandas ou pop ups, ou seja: se mantém ali, inteiro, dedicando seu tempo integralmente ao que está escrito.

As informações assimiladas desta forma são mais facilmente retidas pelo cérebro e facilitam na criação de memória a longo prazo o que nem sempre acontece com o celular que oferece estímulos diferentes a todo momento.

“A tecnologia mostrou sua força em 2020 e por isso o meio do caminho é o ideal. Não é aconselhável, sobretudo para idosos e crianças, utilizar a recursos tecnológicos como única forma de instrução por um longo período. Quando falamos da saúde do cérebro, os recursos tecnológicos e não tecnológicos devem ser utilizados de forma híbrida e na mesma intensidade, respeitando os tempos de pausa, mesmo em plataformas de Ensino à distância. Se isso for observado a tecnologia pode ser uma grande aliada do cérebro” disse Patrícia.

Como eu retenho informações?

O processo de armazenagem das informações no cérebro que é dividido em três fases: aquisição, estocagem e recuperação:

Aquisição: quando prestamos atenção, os cinco sentidos entram em ação, pois é preciso ouvir, sentir, cheirar, ver ou tocar.

Estocagem: nesta etapa, o cérebro processa as informações no hipocampo, que por sua vez envia esta mensagem para o córtex. Esta região do cérebro determina quais informações devem ser armazenadas e quais devem ser descartadas.

Recuperação: trata-se da lembrança, quando a massa cinzenta é vasculhada à procura de informações espalhadas pelo córtex.

O desempenho e a capacidade da memória são influenciados por diversos fatores, entre eles destacam-se o desenvolvimento fisiológico do cérebro, a aquisição de conhecimento, o contexto ambiental e o uso de estratégias do próprio conhecimento.

Os principais sinais são situações frequentes de falta de atenção, esquecimentos rotineiros, cansaço mental e dificuldades de estabelecer uma organização, tanto da rotina quanto do ambiente.

A importância da ginástica para o cérebro

Além de todas as dicas que já demos aqui, para turbinar o cérebro e mantê-lo sempre jovem, a orientação é evitar rotinas e situações que coloquem o cérebro no piloto automático. O ideal é esforçar-se e encarar novos desafios diariamente.

“Aprender a tocar um instrumento diferente, estudar, ir ao cinema, fazer amigos, participar de discussões, escrever e fazer ginástica cerebral são alguns exemplos de atividades que ativam os neurônios e restabelecem as conexões entre eles”, disse Solange.

Para manter o cérebro ativo e jovem, a ginástica para o cérebro tem apresentado resultados concretos na vida de quem a prática.

Dentre os seus benefícios estão maior capacidade de memória, atenção, concentração, memória, agilidade de raciocínio e coordenação motora.

Além de melhorar as habilidades cognitivas, a prática da ginástica cerebral mantém o cérebro jovem, pois é responsável por estimular as conexões neurais, garantindo um desempenho efetivo da memória e do pensamento.

Você sabia:

O cérebro tem uma capacidade incrível de aprender. O fator mais importante que influencia no aprendizado é a motivação.

Desafio de Dezembro:

Uma girafa tem dois olhos, um macaco tem dois olhos, um elefante tem dois olhos.  Quantos olhos nós temos?

A)        2          B)  4          C)  6          D)  8

Resposta na próxima edição

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Resposta do desafio de Novembro.

O pai do padre é filho do meu pai. O que eu sou do padre?

Resposta: TIO

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Serviço:

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)

Unidade Madalena

Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.

Telefone: (81) 3236-2907

Unidade Boa Viagem

Telefone: (81) 30331695

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Apagão do Google põe em evidência os riscos da era do teletrabalho

 Gazeta da Torre

Falha revela a dependência de milhões de empresas e pessoas das gigantes digitais

Milhões de pessoas e empresas em todo o mundo dependem do Google para se comunicar, organizar sua agenda ou trabalhar online. Na manhã da segunda-feira (15), vários serviços da empresa ―Gmail, Youtube, Google Maps e o serviço de armazenamento em nuvem Google Drive— ficaram fora do ar por 45 minutos. Esta falha, decorrente de um problema de armazenamento interno no sistema de autenticação, revelou a grande dependência que os usuários têm das gigantes tecnológicas. Não é a primeira vez que algo assim acontece. Mas agora, com o boom do teletrabalho resultante da crise do coronavírus, esses acidentes são muito mais graves.

Ricardo Pérez, professor de Sistemas de Informação da IE Business School, diz ser algo “raro” a ocorrência dessas quedas. “O normal é que sejam tão curtas que nem percebamos, sejam solucionadas rapidamente ou inexistam.” Falhas como essa ajudam a entender o enorme impacto que as gigantes da tecnologia têm na vida cotidiana de milhões de pessoas e empresas. “Houve falhas tanto em calefadores de pessoas que têm Nest [linha de produtos de automação residencial do Google] até em televisores com Chromecast ou Android e os serviços usados por mais de seis milhões de empresas”, diz ele.

Esta não é a primeira vez que o Google fica fora do ar neste ano. Outro apagão global no serviço ocorreu em agosto, e a empresa de Mountain View declarou ter sido resolvido 13 horas depois. Naquela ocasião, os usuários não conseguiam anexar documentos às caixas de correio do Gmail e houve falhas quando tentavam fazer videochamadas com o Meet ou editar arquivos armazenados no Google Drive. Outras empresas, como a Amazon Web Services, o WhatsApp, o Facebook e o Instagram também sofreram quedas em 2020.

“Nós necessitamos que esses serviços sejam robustos e funcionem 24 horas por dia, nos sete dias da semana, porque estamos em uma sociedade cada vez mais digital”, afirma Fernando Suárez, presidente do Conselho Geral das Faculdades Oficiais de Engenharia da Computação. “Nós os utilizamos nas relações com a administração pública, o trabalho, a educação ou nas relações pessoais”, acrescenta.

O impacto da queda de serviços como o Google é maior hoje do que antes da pandemia. No caso da Espanha, nos últimos 10 anos apenas 4% da população do país trabalhava em casa. Mas os confinamentos e as restrições de mobilidade fizeram essa fatia disparar em 2020, chegando a 16,4%, de acordo com um estudo publicado em setembro pela Randstad. As empresas dependem principalmente dos serviços da Microsoft, Amazon, Salesforce, Slack ou Zoom. “Se há um ano estivéssemos em uma reunião e esses serviços digitais parassem, continuaríamos a conversar cara a cara. Hoje, isso é impossível para muita gente. O impacto é difícil de medir, mas é muitíssimo maior do que há alguns meses”, diz Pérez, que acredita que essas quedas farão as empresas pensarem em um plano B ou em até que ponto é conveniente para elas depender de apenas um provedor.

Perdas milionárias em horas

Os serviços do Google ficaram inativos por menos de uma hora nesta segunda-feira. Para Guillermo García, doutor em Economia e professor da Universidade San Jorge, esta falha “talvez não represente uma ameaça direta ao teletrabalho, mas deveria nos fazer repensar a tremenda dependência que temos dos grandes da indústria”. Ele considera que nem grandes nem pequenas empresas estão preparadas para essas quedas e seus negócios serão afetados: “Empresas que dependem da tecnologia do Google, como a Uber, com milhões de usuários que usam o Google Maps para contratar seus serviços, podem ter perdas milionárias em questão de horas”.

Quanto maior e mais tecnológica for a empresa, “maiores serão as perdas sofridas”, diz García. Ele acrescenta que Netflix, Uber ou Cabify sofreriam graves consequências se os seus serviços digitais ficassem fora do ar. Contudo, “nas empresas com uso menos intensivo de tecnologia e de menor porte, essas perdas serão pequenas e com pouco impacto no negócio principal”.

Apurar responsabilidades

Calcular o impacto econômico desse tipo de queda é complicado. E também apurar responsabilidades. Sergio de Juan-Creix, advogado especialista em direito digital da Croma Legal e professor da UOC, observa que, embora normalmente ao pagar por um serviço que apresentou falhas o cliente tenha o direito de solicitar reembolso, as empresas de tecnologia geralmente têm contratos nos quais não assumem a responsabilidade se o problema estiver além de seu controle. “Teríamos que descobrir a origem do problema e se a culpa é do Google”, diz ele. “Além do mais, há danos que são muito difíceis de provar, praticamente impossíveis”, acrescenta. Ele se refere à perda de negócios que poderia ocorrer por causa do serviço fora do ar: “Imagine que por causa dessa queda eu não tenha conseguido enviar um e-mail confirmando um contrato que teria que fechar dentro de 30 minutos e, assim, perdi essa oportunidade”.

No entanto, existe um vazio jurídico que isenta essas empresas online de responsabilidade e que representa um tratamento desigual em relação a outros serviços essenciais, como telefonia ou eletricidade. Por exemplo, se o serviço de telefonia móvel cair ou houver um corte de energia, as empresas são obrigadas a indenizar seus clientes, de acordo com a legislação espanhola de proteção ao consumidor. Mas se o WhatsApp for cortado ou o Google Maps não funcionar, não há nenhuma compensação regulamentada, por se tratar de um serviço teoricamente gratuito.

Diante da dependência inevitável dos serviços digitais, os gigantes da tecnologia concentram seus esforços em evitar esses acidentes. Embora não ocorram com muita frequência, poderia acontecer de serviços como Google, Microsoft ou Zoom ficarem fora do ar por uma semana, por exemplo? Para Pérez, isso parece “praticamente impossível”. “Teria que haver um desastre de proporções mundiais”, afirma. As gigantes da tecnologia se empenham muito em evitar esses problemas porque há muito em jogo: “Há uma briga pela confiança do usuário. Cada falha do Google é uma grande vitória para a concorrência”, conclui.

Fonte:El País

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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Classe média sai da quarentena para os braços da covid-19 e lota hospitais privados no Brasil

 Gazeta da Torre

População das classes A e B que ficou em ‘home office’ e em isolamento no início da pandemia agora vai a festas, restaurantes e confraternizações, se infectando e transmitindo o novo coronavírus

Cada vez mais brasileiros das classes A e B que ficaram em quarentena no início da pandemia, contando com o privilégio do home office, chegam ao limite psicológico da tranca dentro de casa. A melhora dos números de contágios e mortes pela covid-19 e o relaxamento das restrições por parte do poder público, que liberou a abertura de bares e restaurantes, fez com que muitos isolados ganhassem as ruas pelo Brasil, muitas vezes sem o devido cuidado —como uso de máscara. De certa forma, a história se repete: o novo coronavírus chegou ao Brasil trazido por turistas de classe média que voltavam de férias na Europa, e agora encontra nesta mesma população terreno fértil novamente. “É possível afirmar que o início desta nova elevação do número de casos iniciou de novo pela classe A e B, assim como ocorreu em março. Mas logo foi seguida por um crescimento generalizado em todas as camadas da população”, afirma Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein.

Uma das consequências desta reabertura foi o aumento no número de casos da doença, que teve um reflexo direto na ocupação de leitos do sistema privado e público de saúde.

Com as festas de fim de ano se aproximando, existe o temor por parte das autoridades que os números da doença no país explodam, tendo em vista o aumento de confraternizações e reuniões de amigos e familiares para celebrar o Natal e o Ano Novo.

Além das festas de fim de ano,  Ana Freitas Ribeiro, coordenadora do Serviço de Epidemiologia do Instituto de Infectologia do Hospital Emílio Ribas, acredita que a proximidade de uma vacina também tenha feito com que muitas pessoas baixassem a guarda com relação aos cuidados contra a doença. Além disso, a flexibilização da quarentena, com liberação de bares, levou mais jovens para as ruas, sem o devido distanciamento social.

Fonte:El País

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Exercício físico pode evitar desenvolvimento de sintomas graves de Covid-19

 Gazeta da Torre

Av Beira Rio, Madalena, Recife/PE

Já é um consenso que o exercício faz bem à saúde física e mental. Sentimos bem-estar imediatamente após alguma atividade física e mesmo aquelas praticadas de forma breve e regular são benéficas. Quem se exercita em atividades regulares apresenta resultados de saúde mais desejáveis em uma variedade de condições físicas, incluindo melhor qualidade de vida, melhor capacidade funcional e melhores estados de humor. Os resultados positivos são vistos também em populações com transtornos psiquiátricos, como depressão e alterações de humor; também em diferentes populações étnicas, gênero e diferentes idades.

Os exercícios também estão diretamente ligados à redução do estresse oxidativo, que é o desbalanço entre radicais livres e antioxidantes em nosso corpo, processo cujas consequências podem causar sérios riscos à nossa saúde, como doenças, envelhecimento precoce e morte celular. Alguns fatores contribuem para intensificação desse fenômeno, como estresse, poluição ambiental e pesticidas.

Uma revisão publicada recentemente mostra que o estresse oxidativo pode resultar em consequências que se agravam em condições patológicas como a SARS (Síndrome Aguda Respiratória Severa), que se desenvolve em alguns casos após o contágio pelo vírus SARS-CoV-2. O EcSOD (do inglês extracellular superoxide dismutase), produzido naturalmente pelos nossos músculos, é um potente antioxidante que combate os radicais livres e protege nosso corpo contra doenças, sendo secretado na circulação para permitir seu espalhamento a órgãos vitais como o pulmão. O destaque é que sua produção é aumentada em decorrência do exercício físico cardiovascular.

Um estudo realizado na Alemanha demonstrou que o dano ao DNA nas células brancas no sangue foi significativamente menor em homens ativos do que em homens sedentários, quando submetidos a um teste de corrida. Destaca-se que por consequência do exercício, a ação dos radicais livres em pessoas ativas é bem menor. Isto se deve ao fato de que a atividade física regular aumenta também os níveis de enzimas que destroem os radicais livres.

Em vários âmbitos da vida o exercício físico torna-se essencial. Além disso, ao melhor compreendermos o funcionamento do antioxidante EcSOD, poderemos usá-lo de forma mais eficaz, por exemplo na terapia gênica com foco no aumento da produção desta substância. Como consequência disso, teremos aumento de imunidade. Uma outra hipótese é que sua presença protetora nos pulmões poderá ser aumentada em pacientes que lutam contra a Covid-19. Por enquanto, o que temos evidências o suficiente para recomendar é que a prática de atividade física regular que pode nos proteger de possíveis consequências da contaminação durante a pandemia.

Fonte: Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR)

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domingo, 13 de dezembro de 2020

Prefeitura do Recife anuncia programação do Natal e Réveillon 2020

Gazeta da Torre

Marco Zero - Recife/PE

Adaptadas em função da pandemia, celebrações serão virtuais e volantes, com decoração no Recife Antigo e projeções de luzes em vários pontos da cidade na virada de ano

Para celebrar as conquistas possíveis em um 2020 marcado pela pandemia do Novo Coronavírus e abrir as portas para um 2021 de esperança, o Ciclo Natalino preparado pela Prefeitura do Recife vai espalhar alegria e luzes pela cidade e levar música até a casa dos recifenses, convidando a população a refletir, gestar e celebrar um novo tempo, mais solidário, luminoso e com esperança em dias melhores.

A partir da próxima semana, a cidade se enfeita para a celebração. As luzes e cores da decoração de Natal estarão no Cais da Alfândega e na Avenida Rio Branco, que ganharão decoração toda suspensa e projeções de símbolos natalinos nas fachadas e árvores, convidando à contemplação à distância, para evitar aglomerações. A árvore de Natal ficará no Cais da Alfândega, com imagens de Jesus Cristo em destaque em cada uma das quatro faces, convidando à renovação da fé no porvir.

Já a chegada de 2021 será celebrada com generosas doses de esperança e criatividade. Em vez dos tradicionais espetáculos de música e fogos de artifício na orla de Boa Viagem e em outros pontos da cidade, a festa vai ter que ser dentro de casa, para evitar a disseminação do vírus. Mas a Prefeitura do Recife não vai deixar de fazer brilhar os olhos dos recifenses, tão ansiosos para testemunhar tempos de saúde e alegria, beleza e leveza. No lugar dos tradicionais fogos de artifício, o céu ganhará um show de luzes, que serão projetadas de cima de prédios localizados em pontos estratégicos da cidade para garantir visibilidade ao maior número possível de pessoas, da janela e da varanda de casa. Até a música está garantida. Para embalar o espetáculo luminoso, a Frei Caneca FM preparou uma trilha sonora, que será executada na frequência 101.5 FM à meia-noite.

O Ciclo Natalino deste ano será marcado por espetáculos artísticos realizados no Teatro do Parque, nos dias 19 e 20, fechados ao público, por questões de segurança sanitária, mas com transmissão pela internet. Também nos dias 19, 20 e no feriado natalino de 25 de dezembro, as tradicionais Freviocas ganham as ruas de todas as Regiões Político Administrativas (RPAs) da cidade, sob a alcunha festiva de Nataliocas, para semear alegria e celebrar as tradições da cultura popular referentes ao período, com a apresentação de pastoris.

“Sabemos que este foi um ano muito desafiador, mas queremos levar amor e alegria à casa das pessoas. Por isso, vamos promover música, luzes e alegria em diversos dias e formas. As pessoas vão poder acompanhar a celebração de Natal pela janela de casa, pela internet, televisão e pelo rádio”, afirmou a secretária de Turismo, Esportes e Lazer do Recife, Ana Paula Vilaça.

“Vamos ter que nos adaptar às novas regras impostas pela pandemia. O Natal vai chegar na casa das pessoas. Vamos usar os recursos da tecnologia da informação. No Teatro do Parque, vamos ter apresentações com transmissão pela internet. Nossas Freviocas vão circular. As pessoas poderão ficar em casa e curtir a programação completa que a Prefeitura está fazendo”, detalhou Diego Rocha, presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

Também acontecem de forma remota os tradicionais espetáculos  do Baile do Menino Deus e do Natal Para Sempre. O primeiro acontece de 23 a 26 de dezembro, com transmissão nas plataformas digitais e pela TV Globo no dia 26 às 14h, e o segundo será ao meio dia de 25 de dezembro, com transmissão pela TV Jornal.

DECORAÇÃO

Com o tema Natal da solidariedade, a decoração deste ano irá colorir e desenhar as árvores e postes da Avenida Rio Branco e do Cais da Alfândega.

Nas duas vias, projeções luminosas levarão os símbolos natalinos para fachadas e copas das árvores, imprimindo a magia do Natal sobre a malha urbana e a rotina da cidade para lembrar da urgência dos sentimentos evocados pela festa como a solidariedade e a esperança.

Como nos anos anteriores, a árvore de Natal ficará no Cais da Alfândega, a partir do dia 20, com quatro faces, unidas por esferas luminosas. Em cada face, a imagem de um Jesus Cristo ajoelhado, mãos em prece, se projetará para fora da estrutura, para chegar mais perto dos recifenses, em sintonia com os pedidos de renovação de esperanças, de fé e da chegada de tempos mais amorosos e compassivos.

Tubos de snow led vão adornar a árvore, criando a sensação de uma chuva de luzes caindo do céu. A árvore terá estrutura metálica. As figuras que ilustram a famosa cena do nascimento de Cristo serão feitas em policarbonato.

O projeto de decoração é assinado, pelo sexto ano consecutivo, pelas arquitetas Fabiana Ramalho e Cynthia Lebsa, da Gerência Geral de Arquitetura e Engenharia da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

RECEPTIVO

Tradição festiva que virou um dos mais concorridos cartões postais da cidade nos últimos anos, o Réveillon se confirma forte atrativo mesmo em tempos tão difíceis. De acordo com dados da Unidade de Estudos e Pesquisas da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco e da Empetur, o turismo no Estado se mantém em crescimento. Para a chegada de 2021, a taxa de ocupação geral do Estado hoje gira em torno de 80,6%, com a permanência média também de três dias.

Para receber os turistas que desembarcam no Aeroporto Internacional do Recife, a Seturel fará receptivo com pastoris, anunciando os festejos do Ciclo Natalino, entre os dias 19 e 23 de dezembro, das 14h às 18h.

NATAL PARA SEMPRE

Espetáculo que já integra o calendário festivo da cidade, o Natal Para Sempre será transmitido no dia 25 de dezembro, ao meio dia, na TV Jornal. O conto de fadas natalino mistura música, dança e magia e será gravado no Teatro do Parque, dias antes da exibição. O musical, concebido pela bailarina Andréa Carvalho, conta a história de uma menina e um livro mágico, repleta de seres fantásticos como Pinóquio, bonecos de chumbo e bailarinas.

BAILE DO MENINO DEUS

Em um momento de isolamento social vivido no mundo inteiro, o Baile do Menino Deus convida os brasileiros para “abrirem suas portas” para a chegada do “Menino Divino”. O espetáculo natalino, produzido pela Relicário Produções/Carla Valença, e dirigido por Ronaldo Correia de Brito, que reúne milhares de turistas e conterrâneos no Marco Zero do Recife há 17 anos, contará a história mais famosa do mundo de uma forma diferente. Este ano, o espetáculo que faz uma leitura lúdica do nascimento de Jesus Cristo, chegará nas casas dos brasileiros entre os dias 23 a 26 de dezembro, pelas plataformas digitais e TV. O filme também estará disponível pelo site, com libras e audiodescrição.

A transmissão será nos dias 23, 24 e 25, às 20h, de dezembro pelo - 

https://www.youtube.com/bailedomeninodeus?gl=BR

http://www.bailedomeninodeus.com.br/2020/

No dia 26 de dezembro, às 14h, o Baile será exibido pela TV Globo

Mais informações: http://www.bailedomeninodeus.com.br.

Fonte:Prefeitura da Cidade do Recife


sábado, 12 de dezembro de 2020

O Noel de um país nada rosa

 Gazeta da Torre

Aos 110 anos de seu nascimento, Noel Rosa permanece como acento crítico à controversa modernidade do Brasil

São diversas as abordagens sobre a trajetória e a obra do compositor carioca Noel Rosa – nascido há exatos 110 anos, em 11 de dezembro de 1910. Uma das mais interessantes é a que articula suas canções às propostas modernistas brasileiras. Santuza Cambraia Naves é uma das pesquisadoras que lança esse olhar no seu livro O Violão Azul: “A música popular concretiza um certo ideal modernista que valoriza o despojamento e rompe com a tradição bacharelesca, associada a determinadas concepções de erudição. (…) Há uma convergência entre os músicos populares, que trabalham individualmente e sem recorrer a um projeto estético, e os poetas e ideólogos do Modernismo, envolvidos num projeto coletivo consciente em torno da simplicidade e do sermo humilis, embora, na maioria das vezes, tanto na poesia modernista quanto na música popular, o humilde se concilie com o sublime”.

Verso livre, vocabulário popular, comicidade e ironia, recurso a imagens cotidianas, tudo isso que o projeto modernista buscou desenvolver na literatura a partir da década de 1920 a música popular realizou nas canções que começavam a se inserir num crescente mercado musical.

Outro pesquisador, Rodrigo Aparecido Vicente, num texto intitulado O Samba Crítico de Noel Rosa, vai buscar em Antonio Candido uma observação que corrobora essa visada. “Referindo-se ao movimento de 1922, o crítico literário destaca que ‘uma série de aspirações, inovações, pressentimentos gerados no decênio de 1920, que tinha sido uma sementeira de grandes mudanças’, acabou conhecendo, na fase seguinte, um processo de ‘generalização e normalização, só que a partir das esferas populares, rumo às camadas médias e superiores’.”

Noel Rosa

Esses ideais artísticos que nasceram no meio intelectualizado e floresceram tão bem nas esferas populares – para depois continuar o trajeto no sentido inverso – encontraram na música popular, principalmente no samba e na marcha, suas grandes expressões.

Noel Rosa é uma das melhores personificações desse processo. No seu caso, com o despojamento, a coloquialidade e o humor, passam também a melancolia, a tristeza e o pessimismo. Nele, as contradições de um mundo em transformação atravessaram tanto sua sensibilidade social quanto seus afetos mais líricos.

Coisas do Brasil

Nas primeiras décadas do século 20, o Brasil era um país que acabara de abolir a escravidão. O setor agroexportador era hegemônico, embora atravessando sucessivas crises. Ao mesmo tempo, a urbanização era crescente e a incipiente industrialização trazia novos atores sociais além daqueles presentes no mundo rural. Noel Rosa não ficou alheio a essas sobreposições de realidades contraditórias. Uma de suas canções mais conhecidas o confirma. Trata-se de Coisas Nossas:

 

Queria ser pandeiro

Pra sentir o dia inteiro

A tua mão na minha pele a batucar

Saudade do violão e da palhoça

Coisa nossa, coisa nossa

 

O samba, a prontidão e outras bossas

São nossas coisas

São coisas nossas

 

Malandro que não bebe, que não come

Que não abandona o samba, pois o samba mata a fome

Morena bem bonita lá da roça

Coisa nossa, coisa nossa

 

O samba, a prontidão e outras bossas

São nossas coisas

São coisas nossas

 

Baleiro, jornaleiro, motorneiro

Condutor e passageiro

Prestamista e vigarista

E o bonde que parece uma carroça

Coisa nossa, muito nossa

 

O samba, a prontidão e outras bossas

São nossas coisas

São coisas nossas

 

Menina que namora na esquina e no portão

Rapaz casado, com dez filhos, sem tostão

Se o pai descobre o truque, dá uma coça

Coisa nossa, muito nossa

 

O samba, a prontidão e outras bossas

São nossas coisas

São coisas nossas

 

(Coisas Nossas, de Noel Rosa)

 

A canção Coisas Nossas traz, entre outras imagens, a do bonde que parece uma carroça. Essa aproximação entre duas realidades que deveriam se chocar – o “bonde”, como símbolo da modernidade, e a “carroça”, que carrega a imagem do atraso – aqui convive numa tensão colorida pela ironia de Noel Rosa. O cruzamento dessas duas imagens já foi bem explorado, não apenas por autores que analisam o músico, mas também pelos que analisaram o poema de Oswald de Andrade Pobre Alimária, que traz o entrechoque dos mesmos veículos:

 

O cavalo e a carroça

Estavam atravancados no trilho

E como o motorneiro se impacientasse

Porque levava os advogados para os escritórios

Desatravancaram o veículo

E o animal disparou

Mas o lesto carroceiro

Trepou na boleia

E castigou o fugitivo atrelado

Com um grandioso chicote

 

(Pobre Alimária, de Oswald de Andrade)

 

O poema de Oswald, de 1925, e a canção de Noel, de 1932, são dois exemplos, com as mesmas imagens, que traduzem a experiência pessoal em meio a um país que mira o horizonte das vanguardas e das sociedades modernas, com o lombo ainda marcado pelo chicote do atraso escravocrata. E mais ainda, a modernidade que se afirmava adiante carregava, também ela, suas próprias perversidades. Por isso, muitas vezes, sensibilidades artísticas como Noel olhavam para o passado e para o futuro sem saber qual deles escolher. E esse espaço de dúvida era o terreno para a  crítica irônica e o pessimismo.

Modernidade malandra

Suas músicas, em vários casos, relatavam a precariedade da condição do malandro. Mas nem por isso pretendia a vida do trabalho estável e fixo que, afinal, nem era tão abundante assim.

 

O mundo me condena, e ninguém tem pena

Falando sempre mal do meu nome

Deixando de saber se eu vou morrer de sede

Ou se vou morrer de fome

Mas a filosofia hoje me auxilia

A viver indiferente assim

Nesta prontidão sem fim

Vou fingindo que sou rico

Pra ninguém zombar de mim

Não me incomodo que você me diga

Que a sociedade é minha inimiga

Pois cantando neste mundo

Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo

Quanto a você da aristocracia

Que tem dinheiro, mas não compra alegria

Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente

Que cultiva hipocrisia

 

(Filosofia, de Noel Rosa e André Filho)

 

Como lembra outro autor que se dedicou a estudar Noel Rosa, o historiador Antonio Pedro Tota, “Noel é o crítico da sociedade burguesa e de suas contradições em meio ao impacto da modernidade”. No artigo intitulado Cultura, Política e Modernidade em Noel Rosa, Tota destaca a sagacidade do compositor ao colocar frente a frente dois símbolos da modernidade, um contra o outro. É na canção Três Apitos que aparecem os versos a seguir:

 

Quando o apito da fábrica de tecidos

Vem ferir os meus ouvidos

Eu me lembro de você

Pois você anda sem dúvida bem zangada

E está interessada em fingir que não me vê

Você que atende ao apito de uma chaminé de barro

Por que não atende ao grito tão aflito da buzina do meu carro?

 

(Três Apitos, de Noel Rosa)

 

Nessa canção, tanto o apito da fábrica quanto a buzina do carro viveriam harmonicamente como símbolos da modernidade. Mas não aqui. Como observa Antonio Pedro Tota, o eu-lírico dessa canção “luta contra o apito da fábrica de tecidos, utilizando outro instrumento da modernidade: a klaxon, isto é, a buzina”.

A referência ao termo klaxon não foi usada à toa por Tota. Ao costurar as aproximações entre os propósitos do movimento modernista e os elementos das canções de Noel Rosa, pode-se passar à lembrança da revista Klaxon, um dos principais instrumentos de divulgação daquele movimento artístico e intelectual brasileiro. E, mais uma vez, é preciso sublinhar a sintonia entre as obras de Noel Rosa e Oswald de Andrade. Assim como no escritor modernista, no Poeta da Vila também havia uma frequente contraposição à burguesia e ao seu modo de vida. E, em ambos, a figura antagônica ao tipo burguês é mais o boêmio do que o proletário clássico. Ou, como foi marcantemente verbalizado em inúmeras canções, o “malandro”.

Muitas são as sínteses que o malandro carrega cada vez que aparece numa canção daquela época. Como bem lembra a pesquisadora Mayra Pinto, no artigo Com Que Roupa? O Nascimento do Malandro Polêmico de Noel Rosa, naquele período – décadas de 1920 e 1930 – a penúria financeira não era só um problema de malandro, mas uma questão nacional. Por isso, aquele que está às margens do jogo econômico dominante, o malandro, é o personagem eleito para falar sobre a situação. E é quem se surpreende com a dificuldade extrema de se apoderar de qualquer sobra.

 

Agora eu não ando mais fagueiro,

Pois o dinheiro

Não é fácil de ganhar.

Mesmo eu sendo um cabra trapaceiro

Não consigo ter nem pra gastar,

Eu já corri de vento em popa

Mas agora com que roupa?

 

(Trecho de Com Que Roupa?, de Noel Rosa)

 

Sobre a canção Com Que Roupa?, Mayra Pinto atenta para o espanto do malandro que se vê no meio de uma penúria social tão acentuada que, mesmo sendo ele um trapaceiro, não consegue ter o mínimo para gastar.

Não é à toa que as canções foram, muitas vezes, forças opostas à propaganda governamental. Como um balde de ácido, uma composição como Samba da Boa Vontade faz a dívida externa e a política do café derreterem aos ouvidos de alguém atento.

 

Comparo o meu Brasil

A uma criança perdulária

Que anda sem vintém

Mas tem a mãe que é milionária

E que jurou batendo o pé

Que iremos à Europa

Num aterro de café

(Nisto eu sempre tive fé)

 

(Trecho de Samba da Boa Vontade, de Noel Rosa e João de Barro)

 

E, no meio de todas as contradições modernas que fizeram o Brasil lembrar a imagem do estrambólico ornitorrinco – para lembrar uma formulação do sociólogo e professor da USP Chico de Oliveira -, o malandro, o sambista, o boêmio e todas as figuras ambulantes da cidade em plena transformação dançaram e dançam nos nossos ouvidos, como para nos perguntar, com Noel, com que roupa nós vamos.

Fonte:Rádio USP

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Principais atrativos da cidade já contam com carimbos para o Passaporte Pernambuco

 Gazeta da Torre

Agora ficou ainda mais divertido passear pelos atrativos turísticos da cidade. A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer, oferece carimbos em alguns dos locais mais visitados da cidade para que as pessoas possam preencher o seu Passaporte Pernambuco, projeto desenvolvido pelo Governo do Estado. O material, que não é um documento oficial, é uma forma divertida de comprovar as andanças pelo Estado e é gratuito.

O turista e o recifense podem adquirir os seus passaportes nos Centros de Atendimento ao Turista (CATs) da cidade e já garantir os carimbos em cada passeio. “O Passaporte Pernambuco foi uma iniciativa criativa criada pelo Governo de Pernambuco e nós da Prefeitura do Recife elaboramos esses carimbos para tornar ainda mais divertida e interativa a ação, incentivando as pessoas - turistas e recifenses - a conhecer a nossa cidade”, destacou Ana Paula Vilaça, secretária de Turismo, Esportes e Lazer do Recife.

No Recife, os carimbos estão em 36 locais, sendo eles: Caixa Cultural; Sinagoga Kahal Zur Israel; Paço do Frevo; Torre Malakoff; Cais do Sertão; Forte do Brum; Igreja da Madre de Deus; Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos; Basílica Nossa Senhora do Carmo; Igreja de Santa Tereza D’Ávila; Concatedral de São Pedro dos Clérigos; Capela Dourada; Forte das Cinco Pontas – Museu da Cidade; Casa da Cultura; Antiga Estação Central do Recife – Museu do Trem; Sede do Galo da Madrugada; MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães; Centro de Artesanato de Pernambuco; Museu do Estado de Pernambuco; Teatro do Parque; Embaixada dos Bonecos Gigantes; Embaixada de Pernambuco; Museu da Abolição; Museu do Homem do Nordeste; Fundação Gilberto Freyre; Museu Murilo La Greca; Bistrô Negra Linda; Pracinha de Boa Viagem; Teatro de Santa Isabel; Palácio do Campo das Princesas; Palácio da Justiça; Oficina Francisco Brennand; Instituto Ricardo Brennand; Jardim Botânico; Catamaran Tours; e Cachaçaria Carvalheira.

FUNCIONAMENTO DOS CATS

Os Centros de Atendimento ao Turista em Pernambuco estão funcionando nos seguintes horários:

Praça do Arsenal (Recife Antigo) e Praça de Boa Viagem das 9h às 17h (diariamente);

Aeroporto do Recife das 6h às 21h (diariamente);

Aeroporto de Petrolina das 11h às 17h (segunda a sábado)

Shopping Recife das 10h às 21h (segunda a sexta) e das 12h às 18h (sábado e domingo).

Fonte:Prefeitura da Cidade do Recife


terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Superação da PANDEMIA requer o encontro de uma “PANSOLUÇÃO”

 Gazeta da Torre

“A pandemia nos ensina, hoje, que investimentos em saúde coletiva e pública são fatores relevantes quando traçamos cenários estratégicos e prospectivos sobre o que pode ou não ocorrer em ambiente de defesa”, analisa Vinicius Carvalho, diretor do Brazil Institute, do King’s College London

A pandemia de coronavírus pegou o mundo de surpresa e não há uma só nação que consiga superá-la agindo por conta própria. Desse modo, somente uma articulação global terá condições de providenciar uma “pansolução” que dê fim à crise sanitária, pois, enquanto um país não tiver o contágio sob controle, a situação permanecerá incontrolada em todo o planeta. Essa é a leitura do diretor do Brazil Institute, do King’s College London, Vinicius Mariano de Carvalho.

Em entrevista ao UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP, ele salienta que a pandemia tem ensinado os significados dos termos “pan” e “globalização”. “Mais do que nunca, a despeito de todas as respostas terem sido demasiadamente centradas em questões nacionais, temos sido forçados a entender que o fenômeno ‘pan’, da pandemia, se aplica também à busca de soluções”, pontua Carvalho.

Ele destaca que “não há uma saída única e um país que consiga sair” da atual crise sozinho.

“É preciso uma ‘pansolução’ [para superar a crise mundial] e, mais do que nunca, que reforcemos uma agenda global, o multilateralismo e a cooperação entre as nações neste sentido, porque, da mesma maneira que a pandemia tomou a todos de surpresa – e como todos os países não estavam, de fato, preparados para enfrentar uma situação como essa individualmente –, as soluções também terão de ser ‘pan’, no sentido de abrangentes, globais e colaborativas”, reforça.

Segurança nacional

Carvalho explica que uma resposta global à crise também seria relevante por reduzir as chances de movimentos nacionalistas pautarem as decisões políticas.

“Nacionalismos nunca conduziram a boas soluções na história. Especialmente no mundo Ocidental, após a formação e a constituição dos Estados-nação modernos, todas as vezes que tivemos o recrudescimento do nacionalismo, vimos o fim disso em um conflito mais robusto, como uma guerra”, ressalta.

Fonte:UM Brasil

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

CULTURA da Cidade do Recife - As inscrições para os editais do SIC 2020/2021

 Gazeta da Torre

Novos editais lançados pela Prefeitura do Recife destinam R$ 11,6 milhões para as mais variadas linguagens culturais - Inscrições são virtuais e ficam abertas até o próximo dia 17 de dezembro

Continuam abertas as inscrições para o Sistema de Incentivo à Cultura (SIC) 2020/2021, lançado pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife. Em relação aos anteriores, os novos editais do SIC dobram o investimento na cultura pernambucana, em todas as suas tradições e vocações, assegurando um montante de R$ 11,6 milhões nas mais variadas linguagens culturais, da literatura ao audiovisual. As inscrições são virtuais e devem ser feitas até o próximo dia 17 de dezembro.

Para se habilitar, cada candidato ao mecenato ou ao aporte direto do poder municipal pode inscrever, no máximo, três projetos para quaisquer linguagens. Mas só poderá utilizar um dos mecanismos de incentivo previstos na lei por cada projeto inscrito.

As inscrições devem ser feitas pelo site  www.culturarecife.com.br, onde estão disponíveis os modelos da documentação que precisa ser preenchida ou providenciada para a habilitação nos editais, a exemplo de formulário de inscrição, currículo do proponente e projeto, com respectivo plano de trabalho.

Estão abertas as inscrições para o Sistema de Incentivo à Cultura (SIC) 2020/2021, lançado pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife. Em relação aos anteriores, os novos editais do SIC dobram o investimento na cultura pernambucana, em todas as suas tradições e vocações, assegurando um montante de R$ 11,6 milhões nas mais variadas linguagens culturais, da literatura ao audiovisual. As inscrições são virtuais e devem ser feitas até o próximo dia 17 de dezembro.

Para se habilitar, cada candidato ao mecenato ou ao aporte direto do poder municipal pode inscrever, no máximo, três projetos para quaisquer linguagens. Mas só poderá utilizar um dos mecanismos de incentivo previstos na lei por cada projeto inscrito.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.culturarecife.com.br, onde estão disponíveis os modelos da documentação que precisa ser preenchida ou providenciada para a habilitação nos editais, a exemplo de formulário de inscrição, currículo do proponente e projeto, com respectivo plano de trabalho.

Serão R$ 7,3 milhões em investimentos diretos do poder municipal, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, e R$ 4,3 milhões via mecenato, que garante isenção de impostos para quem investir na cultura. Os recursos vêm se somar aos R$ 5,6 milhões, assegurados a todas as linguagens, pelo edital anterior do SIC, lançado em 2019, garantindo alternativas de trabalho e fruição cultural diante de um cenário nacional de desmonte e estagnação. Somados os dois editais, o montante total de R$ 17,2 milhões configura o maior investimento já feito pela Prefeitura do Recife no Sistema de Incentivo à Cultura numa única gestão, desde que o mecanismo foi criado, em 1996.

O novo edital, que teve os valores discutidos e distribuídos entre as linguagens com a pactuação e validação da sociedade civil, representada pelo Conselho Municipal de Cultura do Recife, contemplará a produção artística com foco em música, teatro, circo, dança, audiovisual, fotografia, literatura, artes visuais, artesanato, cultura popular e patrimônio artístico e cultural. Num desafiador momento de retomada lenta e gradual das manifestações artísticas na cidade, após meses de equipamentos culturais fechados e palcos vazios, por causa da pandemia, importantes linguagens, como audiovisual, música e teatro, receberão uma injeção de mais de R$ 3 milhões, R$ 2 milhões e R$ 1 milhão, respectivamente. Para assegurar a diversidade e pluralidade de artistas, cenas e estilos celebrados pelo SIC, projetos contemplados nos editais 2019/2020 serão desconsiderados nos editais 2020/2021.

FUNDO DE INCENTIVO À CULTURA

Os R$ 7,3 milhões que serão dedicados a eventos e projetos culturais promovidos pela sociedade civil na capital de tanta profusão cultural serão assim distribuídos entre os diferentes mercados e manifestações:

AUDIOVISUAL: R$ 1.500.000,00

MÚSICA: R$ 1.000.000,00

TEATRO: R$ 900.000,00

DANÇA: R$ 400.000,00

CIRCO: R$ 400.000,00

CULTURA POPULAR: R$ 1.220.000,00

PATRIMÔNIO: R$ 600.000,00

FOTOGRAFIA: R$ 260.000,00

LITERATURA: R$ 300.000,00

ARTES VISUAIS: R$ 420.000,00

ARTESANATO: R$ 300.00,00

Esses recursos serão provenientes da dotação orçamentária da própria Prefeitura do Recife e também podem vir, segundo a lei do SIC, de transferências da União ou do Governo do Estado ou ainda de outras fontes de recursos nacionais ou estrangeiras, públicas ou privadas.

MECENATO DE INCENTIVO À CULTURA

Para o mecenato, os limites por linguagens são:

AUDIOVISUAL: R$ 1.500.000,00

MÚSICA: R$ 1.150.000,00

TEATRO: R$ 200.000,00

DANÇA: R$ 150.000,00

CIRCO: R$ 100.000,00

CULTURA POPULAR: R$ 200.000,00

PATRIMÔNIO: R$ 100.000,00

FOTOGRAFIA: R$ 240.000,00

LITERATURA: R$ 280.000,00

ARTES VISUAIS: R$ 180.000,00

ARTESANATO: R$ 200.000,00

Aos artistas, caberá apresentar e aprovar seus projetos junto à Prefeitura do Recife, para posterior captação na iniciativa privada e realização do evento/iniciativa em um prazo de, no máximo, 12 meses.

 A cada patrocinador/investidor, a renúncia garantida pelo poder municipal será de, no máximo, 20% do Imposto Sobre Serviços (ISS) que incide sobre suas atividades. Cada projeto poderá ter mais de um incentivador.

Prefeitura da Cidade do Recife