terça-feira, 21 de abril de 2020

Problemas grandes, líderes pequenos

Por Moisés Naím - El País


É inevitável concluir que, de fato, o atual grupo de líderes é, com algumas exceções, patético e preocupante.

Dr Moisés Naím
O artigo “Problemas grandes, líderes pequenos”, reproduz a opinião de Moisés Naím, publicado pelo El País. O Dr Moisés Naím tem trabalhos publicados no The New York Times, The Washington Post, Newsweek, TIME, Le Monde, Berliner Zeitung e muitas outras publicações internacionalmente reconhecidas. É Membro do conselho de administração da Open Society Foundations, do Conselho de Relações Exteriores, do Conselho do Atlântico, do Diálogo Interamericano e do Fórum Econômico Mundial. Seu trabalho premiado é altamente influente no mundo da política internacional, economia e negócios. Em 2005,  Illicit  foi selecionado pelo Washington Post  como um dos melhores livros de não-ficção do ano; foi publicado em 18 idiomas e é a base de um documentário da National Geographic,  premiado pelo Emmy . Em seu livro de 2013, The End of Power, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton disse que "mudará a maneira como você lê as notícias, a maneira como pensa sobre política e a maneira como vê o mundo". Arianna Huffington, presidente do Huffington Post , disse que é "uma perspectiva convincente e original sobre as surpreendentes novas maneiras pelas quais o poder é adquirido, usado e perdido - e como essas mudanças afetam nossa vida cotidiana".

Henry Kissinger pensa que o mundo não será o mesmo depois do coronavírus. “Estamos passando por uma mudança de época”, diz o famoso diplomata, para depois nos alertar que “o desafio histórico para os líderes de hoje é gerir a crise e ao mesmo tempo construir o futuro. Seu fracasso nessa tarefa pode incendiar o mundo.”

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que a relação entre as grandes potências nunca foi tão disfuncional quanto agora, acrescentando que o coronavírus “está revelando dramaticamente que devemos nos unir e trabalhar juntos ou seremos derrotados pela pandemia”. Segundo Martin Wolf, prestigioso editor e colunista-chefe de economia do jornal Financial Times e professor honorário da Universidade de Nottingham: “Esta é a maior crise que o mundo enfrenta desde a Segunda Guerra Mundial e também é o desastre econômico mais grave desde a depressão dos anos trinta. O mundo chegou a este momento quando existem enormes divisões entre as grandes potências e quando o nível de incompetência nos mais altos níveis governamentais é espantoso”.

Há muitas coisas que não sabemos. Quando teremos uma vacina? Qual será o impacto do vírus nos países pobres onde a superlotação é a norma e ficar em casa sem trabalhar é impossível? O que acontece se a covid-19 vai e vem em diferentes ondas? Mas a pergunta mais preocupante é se aqueles que nos governam estarão à altura. Martin Wolf conclui: “Não conhecemos o futuro. Mas sabemos como deveríamos tentar moldá-lo. Conseguiremos fazer isso? Essa é a pergunta. Tenho muito medo da resposta”.

Falar mal dos líderes políticos é normal. Assim como criticar sua gestão. Mas é preciso ter cuidado com o desdém pelos Governos. A disputa política faz com que a inaptidão e a corrupção daqueles que nos governam sejam exageradas. Governar, vamos reconhecer, é difícil, e está ficando cada vez mais difícil. O poder se tornou mais fácil de obter, mas também mais difícil de usar e, portanto, mais fácil de perder. Às vezes parece que não há como um líder sair bem depois de dirigir um país. Em vez disso, vemos frequentemente líderes honestos e bem-intencionados cujas reputações foram massacradas por seus críticos. E, como sabemos, neste século os ataques políticos são potencializados pelas redes sociais, os bots, os trolls e outras ervas daninhas cibernéticas. É aconselhável sermos cautelosos e prudentes ao criticar nossos governantes.

Tenho tudo isso em mente ao pensar nos líderes que estão no comando do mundo hoje. Apesar dessa cautela, no entanto, é inevitável concluir que o atual grupo de líderes é, de fato, com algumas exceções, patético e perturbador.

Quando a crise financeira global eclodiu em 2008, quem estava no comando do G20 era Gordon Brown, o então primeiro-ministro britânico. Este ano é a vez do rei da Arábia Saudita, que devido à idade avançada e saúde precária delegou o papel ao filho Mohammad bin Salman. Sim, ele mesmo. O que mandou esquartejar um jornalista que o criticava. Este é o líder que deve convocar, mobilizar e coordenar a comunidade internacional para enfrentar o coronavírus e suas consequências econômicas.

Nos EUA, o Conselho Nacional de Economia é a principal fonte de ideias e políticas econômicas do presidente. Desde a sua criação, em 1993, foi liderado por alguns dos economistas norte-americanos de maior prestígio. Donald Trump nomeou Lawrence Kudlow, cuja credencial mais conhecida para o cargo foi ter sido comentarista de assuntos econômicos na televisão. Este não é um caso isolado. O Governo Trump não se destaca pela capacidade e experiência de seus altos funcionários.

Na Europa o panorama em relação à confiança suscitado pelos que hoje estão no poder tampouco é muito inspirador. Uma das coisas de que precisamos dos governantes nestes tempos é que tenham bom senso. Quanta certeza sobre o futuro dão a você as ações e o bom senso mostrado até agora por Boris Johnson, Viktor Orbán, Pedro Sánchez, Pablo Iglesias e Luigi Di Maio? No mundo em desenvolvimento, Jair Bolsonaro, Andrés Manuel López Obrador e Daniel Ortega estão no noticiário por terem negado a pandemia; o presidente filipino, Rodrigo Duterte, por ter ameaçado matar aqueles que não respeitassem a quarentena, e Narendra Modi por usar a desculpa do vírus para aprofundar a discriminação contra os muçulmanos na Índia.

Não quero romantizar o passado, nem sugerir que os líderes de antes sempre foram melhores. Houve de tudo. Tivemos Hitler e Churchill, Mao e Mandela. Mas não há dúvida de que essa pandemia surpreendeu o mundo em momentos de grande fragilidade institucional. As crises fecham muitas portas, mas também abrem outras. Esta crise terá muitas consequências inesperadas. Talvez uma delas seja uma forte reação contra os governantes pequenos e a chegada de líderes que estejam à altura dos grandes problemas que temos.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Dicas para organizar seu guarda-roupa ou closet na quarentena!

Gazeta da Torre

Quem nunca perdeu aqueles minutos preciosos procurando uma peça específica no meio a bagunça? Pois é, Nessa hora é que a gente se dá conta da importância de ter um armário organizado. Então, vamos aproveitar a quarentena para organizar o guarda-roupa ou  mesmo o seu closet? Mas, se você não sabe como organizar, a nossa Consultora de Moda e Estilo Fátima Fradique vai te ajudar. É só seguir as dicas e vocês irão fazer toda organização de um jeito prático e rápido.

CONFIRA ABAIXO:

1)  DICA: Coloque os cabides na mesma direção


A primeira dica sobre como organizar um closet ou guarda-roupa é começar pelos cabides. Retire tudo lá de dentro e certifique-se de que há cabides suficientes para aquelas peças que amassam com mais facilidade. As demais poderão ser guardadas em pilhas desde que devidamente dobradas. Prefira cabides padronizados (mesma cor e modelo) e vire-os para mesma direção. Isso facilita a visualização das roupas, sem falar que o resultado fica muito mais harmonioso. Caso você tenha mais de um modelo de cabide como os de plástico ou madeira etc., não tem problema, basta montar subgrupos com elas.

Coloque as peças mais pesadas nos cabides de madeira, como jeans e casacos, deixando as roupas leves para as demais. Assim você não corre o risco de deformar os cabides mais frágeis, para não sobrecarregar o espaço do cabide, prefira guardar camisas de malhas de algodão em gavetas e prateleiras.

2)  DICA: Separe as roupas por cor


Engana-se quem pensa que isso é um mero capricho. A organização das roupas no nosso closet ou guarda-roupa por cores facilita localizar mais rápido as peças e também a montar looks com mais facilidade. E para economizar espaço, você  pode colocar mais de uma peça da mesma cor em um único cabide, assim ficará mais fácil saber onde guardou .

3)  DICA: Organize os Sapatos


Organize tudo! O primeiro passo  para organizar os sapatos de maneira prática, bonita e eficiente é tirar todos os pares do closet ou guarda-roupa, gavetas e caixas, permitindo que você separe os modelos por cores, tamanhos e formatos, tipos, usos ou mesmo por material, já que isso permitirá que você escolha a melhor maneira de organiza-los. Além de fazer com que a organização dos sapatos fiquem mais simples e fácil de fazer, separar as peças permitirá que você limpe os calçados que por acaso estejam sujos, empoeirados e afins, além de permitir que você faça uma lista dos modelos que possui, o que pode ser útil caso você deseje vende-los ou  doa-los posteriormente ou mesmo saber onde está cada um dos pares de sapato que possui.

É importante, neste momento, ter paciência e separar cada um dos modelos com seu par fazendo com que as peças não sejam guardadas separadas, o que poderia fazer com que todo processo de organização fosse perdido, já que você teria que vasculhar atrás daquela peça desaparecida ou mesmo do par de seu sapato preferido.

4)  DICA: Utilize caixas organizadoras


Essa dica é especialmente válida para quem tem guarda-roupa pequeno, ou com poucas divisões. Não tem segredo para saber organizar o seu guarda-roupa com caixas. Elas poderão ser utilizadas com nichos, ou gaveteiros, permitindo que você guarde até mesmo aquelas peças menores como: lenços, cintos e  demais acessórios.

Com muito cuidado separe ao alcance dos olhos! As caixas poderão ser do material de sua preferência. As de plásticos ou acrílicos são as mais indicadas, por serem leves de modo que vocês conseguirão tirá-las e recolocá-las com mais facilidade no seu graúda-roupa, além disso, podem ser empilhadas sem risco de quebrar. Outra dica é colocar etiquetas para identificá-las, pois nunca é demais facilitar o acesso dos itens.

5)  Dica: Proteja peças frágeis e paletós com capas plásticas


Sabe aquele terno ou vestido de festa caríssimo que você não faz ideia de quando vai usar de novo? Pois é,  mesmo guardado dentro do armário ele não está cem por cento protegido, isso porque com o abre e fecha do dia a dia é normal entrar um pouco de poeira no closet ou mesmo no guarda-roupa, e que vai se acumulando sujeiras naquelas peças que não retiramos de lá com tanta frequência.Por isso vale apena colocar uma capa plástica sobre as roupas de festa, especialmente se forem de tecidos delicados, bordados ou com pedrarias. Outra dica importante é guardá-las em um cantinho à parte, deixando-as ainda mais protegidas do abri e fecha típico daquela principal parte do guarda-roupa.

Pronto! Agora que vocês já sabem como organizar seu closet ou mesmo seu guarda-roupa é só abrir as portas do armário e colocar as mãos na massa!

Aproveitem o momento de arrumação e separem todas aquelas pecas que precisam de ajuste ou que possam ser doadas. Desse modo, além de ganhar espaço tudo ficará  muito mais leve e harmonioso.

Espero que vocês aprovem as dicas e arrasem em suas arrumações!

Um DODGE MAGNUM na Madalena

Gazeta da Torre
 Dodge Magnum, requinte da marca nos anos 70
No início de 2018, conseguimos registrar a presença de um Dodge Magnum, expoente máximo de requinte da marca nos anos 70. O possante e requintado carro encontrava-se em perfeito estado estacionado na Rua José Osório na Madalena onde atraiu vários olhares de apreciadores de carros antigos.

Último cupê de luxo da Chrysler, ele garantiu uma sobrevida à linha Dart, priorizando luxo e conforto.

Em 1978, a Chrysler do Brasil se via diante de um desafio: precisava contornar a crise que assolava a empresa no mundo e, de quebra, renovar o carisma da linha Dart/Charger, prestes a completar uma década aqui.

A solução encontrada foi a mais simples: reestilizar sua antiga linha e apresentar dois novos modelos, expoentes máximos de requinte da marca, o sedã Le Baron e o cupê Magnum, este baseado no Charger.

O Magnum tornou-se a principal arma para conquistar o seleto público que não tinha mais acesso aos importados, proibidos em 1976. Sua dianteira era formada por quatro faróis inseridos em uma grade bipartida de fibra de vidro, como no Charger. Uma pequena mira era adicionada sobre o capô, e os para-choques eram novos.

A traseira tinha o estilo do Dart americano de 1974: quatro lanternas horizontais, ladeando um painel central de alumínio. O visual hardtop era disfarçado por colunas centrais falsas, unidas por uma extensão que dividia o teto de vinil ao meio. Para arrematar, faixas decorativas laterais e calotas raiadas.

 O visual hardtop era disfarçado por colunas centrais falsas

 Câmbio manual de quatro marchas

 Uma super mala
No interior, bancos dianteiros individuais reclináveis de veludo com console central, onde estava o câmbio manual de quatro marchas ou automático de três.

Sob o capô ficava o velho V8 5.2, agora de radiador redimensionado, com 204 cv na medição SAE. Testado na edição de outubro de 1978, ele foi de 0 a 100 km/h em 13 segundos. Bons números, mas não convinha abusar do acelerador: a suspensão priorizava o conforto, causando balanços excessivos e grande sobresterço.

Se o desempenho era bom, o consumo era condizente com o peso e a potência: na média QUATRO RODAS, ficou em 6,21 km/l, mas o novo tanque de 107 litros permitia rodar mais de 600 km, útil numa época em que o governo havia limitado o horário de funcionamento dos postos. Apesar de sofisticado, a idade do projeto era revelada pelo pouco espaço para seu porte e freios ruins.

A antiga fábrica da Chrysler parou de produzir automóveis em 1981, mas o coração dos Dodge permaneceu pulsando: o V8 5.2 continuou em linha até 1985, em versões a álcool e gasolina, só que destinadas aos caminhões Volkswagen.

Fonte: Felipe Bitu/Quatro Rodas

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Você já ouviu falar em suficientismo?

Gazeta da Torre

Naturalmente, “suficientismo” vem da palavra “suficiente”. E aí, eu te pergunto: o que é suficiente para você? Na tua vida pessoal, profissional, familiar, na riqueza que você pensa em construir.

O suficientismo vem do desafio de praticar, de tentar atingir aquilo que é suficiente para você. Encontrar o equilíbrio, o ponto que você entende que não precisa nem mais, nem menos para ter a vida que gostaria e que consegue equilibrar entre os momentos de tranquilidade, de convívio com os amigos, família, de trabalho e outros objetivos e realizações pessoais.

No livro entitulado “Chega de desperdício!”, de John Naish, tem muitas histórias e reflexões, das quais quero destacar uma. Numa pequena cidade do interior dos EUA, estava sendo gravado um filme que, adiante, foi bastante premiado em Hollywood. Uma queijaria daquele filme ficou bastante conhecida, virou ponto turístico na cidade. Todo o movimento que tinha, era em torno da queijaria. Então, a demanda aumentou significativamente e, num determinado dia, um grande empresário perguntou ao dono do estabelecimento: “por que você não duplica ou triplica a sua produção? Certamente, vai ter demanda, pois, mais uma vez eu chego aqui no começo da tarde e já não tem queijo para vender. Você pode crescer bastante com isso”. Muito tranquilamente, o senhor respondeu: “para mim, já é o suficiente”. Ou seja, não valia a pena aumentar a produção e, consequentemente, trabalhar muito mais, mais contato com fornecedores, aumentar o negócio e perder o tempo que tinha para conviver com a família e a vida tranquila que tinha antes da gravação do filme.

O que ele vendia, já proporcionava tudo o que ele buscava para a vida. Ou seja, o suficiente! Ele não teve gana para querer mais. Nós somos estimulados todos os dias a isso. Vale a pena, diante de certas situações, se perguntar “será que eu quero mesmo crescer ou o patamar que tenho hoje já é o suficiente?”. Elenque as suas prioridades e saiba o que é suficiente para você, busque esse equilíbrio!

Grande abraço e até a próxima!

Leandro Trajano

Instagram  @personalfinanceiro

Cinco dicas para diminuir a solidão na rotina da quarentena

Gazeta da Torre

Estamos vivendo um período desafiador de quarentena, que envolve a adoção de medidas preventivas contra uma doença respiratória altamente contagiosa: a COVID-19, causada pelo coronavírus.

A gerontóloga Thais Bento Lima, traz dicas para enfrentar a solidão e aumentar a interação social durante o período de quarentena.

É um momento em que, principalmente, os indivíduos com 60 anos ou mais apresentam um aumento de sentimentos de estresse, tristeza, ansiedade, medo e a sensação de solidão, por ter que mudar provisoriamente a sua rotina, em decorrência do isolamento social.

Com base nisso nós, gerontólogos, temos discutido algumas dicas interessantes para que seja possível ressignificar este processo, com atividades que sejam prazerosas e que possam amenizar os sentimentos negativos decorrentes da quarentena.

Separamos algumas dicas que podem ajudar

1. Comunique-se:

Uma série de estudos associam o bem-estar e a saúde, com a rede de contatos e suporte social. Então, se você é uma pessoa idosa ou um familiar de um idoso, invista em ligações telefônicas para os seus contatos e amigos. Procure se aproximar dos que lhe trazem bem-estar e relembre momentos alegres que passaram juntos;

2. Interaja socialmente na internet:

Hoje, as tecnologias da informação auxiliam a interação social sem sair de casa. Embora saibamos que nem todos os idosos sabem usar a internet, aproveite a quarentena para aprender a usar o WhatsApp, redes sociais – como o Facebook e o Instagram – e experimente conhecer aplicativos de jogos, viagens, compras ou de informações educativas, utilizados por seus netos ou por pessoas de gerações mais jovens.

3. Pratique atividades intelectuais e de estimulação cognitiva:

Alguns exemplos: olhar o calendário todos os dias marcando um X na data em que estamos, fazer jogos como caça-palavras, realizar leituras grifando as ideias principais do texto e fazer perguntas nos capítulos lidos, para que você possa respondê-las depois. Pratique jogos de tabuleiro como dama, xadrez – estes jogos estimulam o raciocínio e o planejamento. Faça jogos dos sete/oito erros, quebra-cabeças, exercícios de ginástica para o cérebro – estes jogos auxiliam na melhora da atenção e concentração. Lembre-se: a atenção é a primeira etapa da memória; por isso, conseguirá memorizar as informações de modo mais eficaz. Dance – a dança é um estímulo físico e intelectual ao mesmo tempo. São atividades que nos auxiliam a exercitar o nosso cérebro e a mantê-lo em ativdade;

4. Faça novas receitas:

Experimente fazer um prato novo ou diferente. Muitas pessoas que vivem sozinhas ou cozinham para si mesmas não possuem motivação para comer. Mas sabemos que uma boa alimentação é uma das chaves para o envelhecimento saudável e para se proteger de doenças. Então, invista numa alimentação saborosa e ao mesmo tempo saudável, com frutas, legumes e proteínas. E não se esqueça de manter-se hidratado sempre! 🙂

5. Ouça músicas:

Relembre as músicas que lhe trazem boas memórias. A música é um poderoso instrumento de socialização e de resgate de lembranças vividas e emoções positivas. Por meio dela, partilhamos sentimentos e as memórias da vida. Escolha um cantor predileto por dia e deixe seu dia mais preenchido.

Texto escrito pelos Professores/Doutores Gerontólogos: Henrique Salmazo Silva (EACH/USP) e Thais Bento Lima Silva (EACH-USP)


Resposta do desafio de Fevereiro:
Desafio: Passa por cidades, atravessa campos e jamais se move.
Resposta: O CAMINHO

Obs: Em Março não houve desafio

Desafio de Abril:
Andando por uma rua, um homem conta 10 árvores à sua direita. Na volta, conta 10 árvores à sua esquerda. Quantas árvores ele viu no total?

Serviço:
Método Supera - Ginástica para o Cérebro
Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)
Unidade Madalena
Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.
Telefone: (81) 3236-2907
Unidade Boa Viagem
Telefone: (81) 30331695

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Leitores da Gazeta da Torre: EMPRESÁRIOS ou LÍDERES que agem em DESCOMPASSO

Gazeta da Torre


Quem não ouviu, alguma vez, a expressão: “Enquanto palavras movem, exemplos arrastam? ”A sabedoria popular (o senso comum) nos lembra, dessa forma simples e clara, uma verdade que em gestão de empresas, sejam estas grandes ou pequenas, se comprova.

Infelizmente, percebe-se com uma certa frequência que muitas empresas investem nos seus colaboradores, tanto na área técnica, quanto comportamental, empoderam os seus colaboradores por conhecimentos científicos validados pela experiência, no entanto, muitas vezes, os próprios empresários ou líderes, agem em descompasso...

Adotam uma postura totalmente contrária ao ensinado. Exigem comportamentos adequados, gentis, corteses dos seus colaboradores, no relacionamento com os seus pares, clientes ou chefes, enquanto que eles próprios não vivenciam tais práticas. Tal postura gera descrença nos colaboradores, e o empresário /líder perde (mesmo que não de forma expressa) a credibilidade dos seus liderados, pois como diz o autor Warren Bennis: “Liderança é como a beleza: difícil de definir, mas fácil de reconhecer. ” 

Quem Lidera pelo exemplo, inspira os colaboradores a segui-lo sem grandes dificuldades. Tudo é muito natural e flui.... Não existe contradição.

Um dos livros mais lidos e inspiradores em questões de liderança é, a meu ver, o Monge e o Executivo,  autor James C. Hunter. E ele reza: “Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente, visando atingir objetivos comuns, inspirando confiança por meio da força do caráter. ” Uma definição poderosa, carregada de verdade. Uma verdade que se vivenciada gera resultados surpreendes para a motivação, comprometimento e produtividade dos colaboradores, o que reflete nos resultados e ganhos empresariais, acredite!

Estive casualmente em um empreendimento do nosso bairro e com bastante prazer, observamos e constatamos, eu e familiares, que o dono conservou ao longo dos anos, a sua postura de atenção e gentileza fina ao cliente. Lembrei que assim foi a primeira vez que lá estivemos, há mais de 10 anos. Ele visitava as mesas, falava pessoalmente com os clientes, perguntava se estavam bem ou se faltava algo, batia papo com os clientes mais assíduos. O nome desse empresário é João da Carne de Sol, empresário antigo do nosso bairro e para ele tiramos o chapéu: O diretor do jornal Gazeta da Torre, Maurício Dias, e eu pois compartilhamos da mesma percepção.

Sugiro essa reflexão:

Os liderados respeitam o líder, se ele é exemplo! O exemplo vem à frente, assumindo o comando, estimulando, influenciando, transmitindo a sua visão. Sabendo falar, ouvir, transmitir entusiasmo com tranquilidade, sem arrogância, sem prepotência, realmente INSPIRANDO! Como disse Marco Fabossi: “Aquele que vence os outros pode tornar-se chefe, mas somente aquele que vence a si mesmo torna-se líder. ” A mudança faz parte da vida.... Todo dia é dia de recomeçar e assumir uma nova postura, mais coerente, produtiva e feliz.

Abraço fraterno,
Vera Silva (verasilva.mastercoach@gmail.com)


segunda-feira, 13 de abril de 2020

Coronavírus no MERCADO: Harvard alerta para maiores pontos de contágio no local


Gazeta da Torre
A quarentena tem sido uma peça essencial no combate à rápida propagação do novo coronavírus pelo mundo. Manter-se em casa é uma das maiores ações que se pode tomar em prol da saúde de todos, mas, ainda assim, há necessidades que fazem com que as pessoas tenham de deixar o isolamento social, como a de ir ao mercado – mas, para isso, é preciso tomar muito cuidado.

Maior perigo do mercado

Apesar de existirem vários aplicativos que permitem pedir compras a domicílio, o longo prazo dos serviços e a impossibilidade de entregar em alguns locais são alguns dos fatores que fazem muitas pessoas terem de ir à rua para abastecer a casa com alimentos, artigos de limpeza e outros itens essenciais durante a pandemia.

Neste local, é essencial manter as medidas preventivas recomendadas por órgãos de saúde, como guardar uma distância de ao menos um metro das outras pessoas, usar o braço ou lenço para cobrir o rosto ao tossir ou espirrar, limpar e desinfetar produtos adquiridos ao chegar em casa e evitar tocar o rosto – mas há ainda outro fator que pode estar sendo negligenciado: O CARRINHO OU A CESTA DE COMPRAS.

De acordo com especialistas da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, estes dois objetos representam um dos maiores pontos de contágio do estabelecimento, justamente pelo fato de que muitas pessoas os tocam diariamente – e várias podem não estar seguindo as medidas preventivas mais importantes, como lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel.

Há, é claro, quem siga as medidas à risca, mas também é possível que, no mercado, elas tussam, espirrem ou toquem os itens com as mãos contaminadas – e, infelizmente, a maioria destes objetos é feita de plástico ou aço, dois materiais em que o vírus pode permanecer por até 72 horas de acordo com um estudo publicado pelo periódico “The New England Journal of Medicine” .

Outro grande risco, de acordo com a universidade norte-americana, é o contato próximo com outros clientes ou funcionários.

Como minimizar os riscos

Para fazer com que a experiência no supermercado não vire um foco de contágio, é importante que você desinfete as partes do carrinho ou da cesta em que se põe a mão. Para isso, alguns estabelecimentos têm oferecido lenços desinfetantes na entrada, mas também é possível levar os seus próprios de casa (bem como um pano e um frasco com álcool 70%).

Aqui, é importante que os lenços sejam descartados imediatamente após o uso (e o pano, guardado em uma sacolinha para ser lavado em casa). Depois disso, é preciso esperar alguns minutos para que o álcool faça efeito – e, enquanto isso, é importante desinfetar as próprias mãos com álcool em gel para não voltar a contaminar o carrinho.

Após deixar o local, é recomendado limpar as mãos com álcool gel novamente, bem como higienizar a maçaneta do carro e de casa e os itens pessoais que levou com você, como o celular, carteira e até o cartão de crédito.

Para reduzir o risco de contágio entre pessoas, mantenha uma distância de pelo menos um metro dos outros, inclusive na fila, e tente minimizar suas viagens ao mercado, especialmente nos horários de pico.

Muitas pessoas têm recorrido ao uso de luvas para ir ao mercado, mas elas não oferecem nenhuma proteção extra ao vírus, já que, ao tocarem superfícies contaminadas, ficam tão infectadas quanto as mãos e podem levar o vírus ao organismo do indivíduo caso entrem em contato com o rosto ou mesmo outros objetos pessoais que podem servir de vetor de transmissão, como celular e carteira.

Assim, o melhor é lembrar-se de não tocar o rosto (e também evitar levar o celular ao rosto enquanto estiver no mercado) e higienizar todos os itens pessoais ao chegar em casa.

Fonte: Universidade Harvard - Cambridge

sábado, 11 de abril de 2020

“O que você tem ensinado ao seu filho sobre a Páscoa”?

Gazeta da Torre
PÁSCOA: Não se trata de mais um feriado
Não se pode passar por uma data tão importante como a Páscoa sem ligá-la à vida das pessoas. Não se trata de mais um feriado ou recesso escolar, é a memória do Cristo Ressuscitado. E esta vida não é uma realidade qualquer, está ligada diretamente ao sentido pascal de passagem, mudança e sentido.

A Páscoa é a data mais importante do calendário cristão, onde se celebra a Ressurreição de Jesus. Nesta época aparecem como símbolos o coelho, o ovo, o chocolate, mas não se pode ficar apenas nisso, é necessário aprofundar, buscar seu autêntico significado.

Diante disso, surgem as questões: O que os pais educadores têm ensinado aos filhos sobre a Páscoa? Compram os ovos, dão-se presentes, chocolates e guloseimas, mas dialogam com as crianças sobre o verdadeiro sentido da Páscoa? A quem pretendem-se servir neste tempo, ao consumismo? Está se conseguindo ir além dos símbolos?

Por que ovo e coelho? Esses símbolos não têm relação um com o outro. O coelho não põe ovos. A fêmea do coelho tem várias gestações no ano e traz muitos coelhinhos por ninhada, por isso este é considerado um símbolo de fertilidade. O ovo representa nascimento, começo da vida. Sendo assim, estes símbolos têm tudo a ver com a Páscoa, pois são vida nova em abundância.

Educar as crianças para a vida é missão de pais conscientes, responsáveis e comprometidos com Cristo, sua paixão, morte e ressurreição. Falar de Páscoa neste contexto singular da história é muito importante. As crianças precisam entender e vivenciar o que significa vida nova.

Cristo ressuscitado é luz para os povos e os cristãos devem ser luzes para a sociedade, cuidarem da “Casa Comum”, como lembra a Campanha da Fraternidade. As crianças precisam aprender que as trevas são as mentiras, a corrupção, o ódio, a guerra, a injustiça, a ganância.  Cometemos “pecados”, ou seja, ações que nos afastam do amor misericordioso de Deus. Mas Cristo acabou com o pecado e mostrou à humanidade, por meio do amor, como se constrói uma vida feliz.

Celebrar a Páscoa é acreditar na luz que traz paz, justiça, esperança, lealdade, simplicidade, modéstia, humildade e amor. Ou seja, uma vida nova que dá sentido e gosto às pessoas. As trevas desejam vencer a luz, mas Cristo nos mostra que a vida e a luz são mais fortes que a morte.

Como pais e educadores cristãos, precisamos propagar esta mensagem de vida e esperança às nossas crianças. Deixemo-nos surpreender por Deus. Confiantes no amor de Jesus, vamos ensinar aos filhos que a Páscoa hoje tem sentido quando, com pequenas atitudes concretas diárias, conseguimos produzir vida aos outros colegas. Que a luz de Jesus Ressuscitado possa ser vivenciada pelas nossas famílias, iluminando a existência e fortalecendo-as na passagem da morte para a vida plena.

Por José Carlos Pereira, diretor geral do Colégio Marista Criciúma, do Grupo Marista

quinta-feira, 9 de abril de 2020

A sexta-feira da paixão - Atravessar a escuridão

Gazeta da Torre
A confiança e a fé têm a última palavra
Há momentos em que Deus parece estar distante e isso nos confunde. Levantamos questões à nossa fé e algumas vezes chegamos até mesmo a negá-la. A experiência da dor, do abandono e da solidão nos faz perguntar como Jesus: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?” (Cf. Mt 27,46) E daí surge outra pergunta: Onde está Deus diante do meu sofrimento? Olhando para Jesus, temos a resposta. Deus está presente em todas as dores, em todos os lugares onde o coração sofre. O Deus de Jesus não é o deus impassível da filosofia, mas o Deus compassivo que passeia pela escuridão e pelas dificuldades humanas. Sua onipotência não está no poder, mas no amor. É no amor que Deus revela sua vitalidade e força.

Em Jesus temos a certeza de que Deus atravessa conosco a escuridão, Ele nos toma pela mão para “passar” conosco (Páscoa-Passagem), nos permitindo crescer, passando da infância para a maturidade na fé. No momento em que a fé parece não ter lugar, em que tudo está perdido, Deus age nos enchendo de ânimo – tem a ver com vida, com respiração, espírito de vida –, portanto, a Páscoa é essa possibilidade de acreditar que Deus atravessa conosco a existência.

Na cruz, em meio a todo sofrimento da morte, solitário e abandonado, Jesus se entrega confiantemente: “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espirito” (Cf. Lc 23,46). Ele nos dá provas de que a confiança e a fé têm a última palavra, e não a morte. Portanto, nenhuma experiência de dor pode ser entendida sem contemplarmos a vida, a paixão e a ressurreição de Jesus.

A Páscoa é sempre um convite a atravessar a escuridão da existência, a cultivar uma dinâmica interior de morte e ressurreição. No cotidiano, confrontando-nos com nossas tristezas e alegrias, fracassos e vitórias, somos desafiados a morrer e a ressuscitar com Jesus. No desejo de que nossos dias se convertam em uma verdadeira Páscoa, aproveitemos para realizar passagens….

Paulo Soares, Teólogo

quarta-feira, 8 de abril de 2020

“Crie uma rotina com os filhos na quarentena e não os subestimem. Eles sabem que tem algo acontecendo”

Gazeta da Torre
Cibele Marras, psicóloga especialista em emergências, fala ao jornal El País sobre como controlar a ansiedade das crianças durante a pandemia do coronavírus, sobre o luto, e a saúde mental em tempos de isolamento

As medidas de isolamento social adotadas para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus impõem um desafio para milhões de famílias que agora tentam conciliar rotinas de trabalho, o cuidado e educação dos filhos e convivência familiar, tudo isso concentrado sob o mesmo teto. Mas equilibrar tantos pratinhos não é fácil, menos ainda sob a tensão da ameaça da Covid-19, e suas repercussões emocionais e financeiras. A psicóloga Cibele Marras, especialista em psicologia das emergências e desastres, que atua há 15 anos nesta área, destaca a importância do cuidado com a saúde mental neste período, e enumera algumas estratégias para que adultos e crianças atravessem esta fase com a maior leveza possível. “Mães e pais não deveriam se cobrar para ter a mesma produtividade que teriam se eles tivessem na empresa, sem ninguém atrapalhando. Isso não vai acontecer, de jeito algum.” A psicóloga, coautora do livro Psicologia das emergências, falou ao El País por telefone, em São Paulo, em uma entrevista feita através de mensagens de áudio, gravadas enquanto também conciliava o trabalho com a atenção aos dois filhos.

Pergunta. Como a pandemia do coronavírus e o isolamento social afetam a mente das crianças?

Resposta. A primeira coisa é não subestimá-las. A gente acredita que as crianças não precisam de informações, que elas não sabem o que está acontecendo. Elas sabem o que está acontecendo. Talvez elas não tenham toda a compreensão cognitiva do que está acontecendo, mas elas entendem que tem alguma coisa muito diferente acontecendo. O ambiente de tensão está sendo mostrado todos os dias, seja quando a gente toma todas as precauções de segurança, seja quando mandamos lavarem as mãos 20 vezes por dia. É muito importante conversar. Explicar que estamos em um momento em que quase todas as pessoas estão em casa, que elas não vão poder ver os amigos por um tempo, mas que isso vai passar. Explicar na linguagem delas. Para as crianças menores, por exemplo, desenhar um monstrinho, mostrar como lavar as mãos afasta o perigo. Dar informações claras e precisas, numa linguagem adequada para a idade delas, usando recursos condizentes com a capacidade de compreensão das crianças. Mas não as abarrote de informações. Diga só o que precisam saber. Isso ajuda a diminuir o estresse, porque as crianças não ficarão tentando adivinhar o que é a cara de nervosismo das pessoas ao redor.

P. Muitas crianças estão sendo afastadas do convívio de pessoas queridas, como dos avós, que figuram nos grupos de risco da Covid-19. Como ajudá-los a lidar com a saudade?

R. Caso seja seguro, procure não afastá-las do convívio com seus cuidadores principais. É importante que a criança fique perto de quem ela confia nesse momento de tanta incerteza. Porque são as figuras que elas vão procurar num momento difícil. E é importante trazer virtualmente as pessoas que estão longe para perto da criança, sempre que possível, não promover uma ruptura abrupta. As conversas virtuais com os avós, com os tios, com os amigos da escola, com as pessoas que elas estão acostumadas e gostam, ajudam muito.

P. O que fazer para diminuir a ansiedade dos filhos nessa fase?

R. Criar uma rotina para este período. As crianças entendem e precisam de rotina, senão tudo fica mais caótico. Eles ficam ansiosos, querem saber o tempo todo o que vão fazer depois disso, depois daquilo. A rotina traz segurança. Então tentar manter uma rotina parecida com o que tinham, mesmo que no ambiente domiciliar. Então acorda, faz um café da manhã, depois vai ver televisão, depois a gente vai brincar, ler um livrinho, depois a gente pode fazer alguma brincadeira mais física, porque eles também precisam gastar essa energia… Estão surgindo inúmeras possibilidades virtualmente, muitos contadores de história estão fazendo lives. Incentivar as brincadeiras, as atividades lúdicas. Muitas escolas estão mandando tarefas para os pais ou cuidadores fazerem nesse momento. Não é só para terem atividade, para os pais não ficarem loucos com essas crianças em casa. É porque isso afeta menos a rotina de uma criança, que já esta tão afetada por não poder sair de casa.
P. Manter uma rotina para as crianças enquanto se está trabalhando também não é fácil.

R. Não precisa ser só brincadeiras. Faça coisas desestruturadas dentro da rotina. Eles não precisam de brinquedos estruturados. Ensine-os a cozinhar, por exemplo. Eles se divertem muito facilmente. A gente pode aproveitar e chamá-los para nos ajudar ao invés de acharmos que temos que dar conta de criar 20 atividades pra eles o tempo inteiro.

P. O que fazer quando acabam as atividades, mas não a energia das crianças?

R. Também podemos educar nossos filhos para que eles saibam que vai ter horas em que eles não vão ter o que fazer mesmo. Eles vão ficar irritados. E na nossa geração de pais, frustrar as crianças é muito difícil. Mas esta situação que nós estamos vivendo é frustrante por si só, para todos nós. Porque ninguém escolheria estar em casa e não poder sair. Mas frustrações são importantes inclusive para o nosso desenvolvimento.
P. O que os pais podem tirar desse momento de lição?

R. Nós seremos mais exigidos pelas crianças. Elas estão mais estressadas, nós somos o porto seguro delas e elas vão nos exigir mais demanda emocional. Precisamos estar preparados pra isso. E entender que pode ser que em algum momento a gente perca a calma e a paciência, e isso também é humano. Mas lembrar que ainda somos os adultos e temos mais recursos que as crianças, até porque cognitivamente entendemos completamente o que está acontecendo e a necessidade de estarmos em casa. Então vamos aproveitar para trabalhar temas com as nossas crianças como empatia.

P. Por outro lado, trabalhar com as crianças em casa também causa uma carga de estresse sobre os adultos.

R. Mães e pais não deveriam se cobrar para ter a mesma produtividade que teriam se eles tivessem na empresa, sem ninguém atrapalhando. Isso não vai acontecer, de jeito algum. É importante lembrar e sentir que estão fazendo o possível dentro da situação que a gente tem.

P. Como lidar com a nossa própria ansiedade e ajudar as pessoas queridas que estão em sofrimento?

R. Nesses momentos de grandes crises, é preciso voltar o olhar para alguns aspectos positivos. É um momento de introspecção, de ficar em casa, mas também é um momento de tentar frear esse ritmo alucinante que a gente tinha, de entrega de trabalho, de não prestar atenção nas pessoas, para poder fazer o contrário. Cuidar das pessoas. Cuidar de coisas que nos são caras, como nossos familiares, e das pessoas de quem a gente gosta. O momento de crise sempre leva as pessoas a um limite, mas são situações como essas que também podem levar as pessoas e encontrarem melhores ferramentas para lidar com suas emoções e ajudar o próximo. Existem algumas coisas muito significativas que estão sendo feitas que mostram o poder de comunidade, da solidariedade. Isso nos ajuda a nos sentir seguros e acolhidos, mesmo fechados nas paredes de cada uma de nossas casas.

P. Falamos até agora de pessoas ainda não afetadas diretamente pelo coronavírus, mas já há pessoas em luto e muitos países, como Itália e Espanha. Como lidar com esse sofrimento?

R. Nosso costume no Brasil é de abraçar, beijar, tocar… E a gente não vai poder fazer isso por algum tempo, o que nos causa muito desconforto emocional. Tudo isso pode, de fato, ajudar a dificultar muito o processo de luto dos enlutados. E, de certa forma, mesmo que não tenhamos vivido essas mortes diretamente, todos já estamos vivendo um processo de luto. Porque estamos sofrendo as perdas nesse processo de quarentena. Inclusive a perda do que a gente imaginava de mundo, que era o que nos dava segurança. E isso é uma questão significativa pra nossa saúde mental, ter a mínima noção do que vai ser o amanhã, o que a gente perdeu em todos os âmbitos. Desde a nossa privação de liberdade, do medo pelos mais velhos, pelos profissionais que estão aí tendo que continuar a trabalhar em algum serviço essencial. Coletivamente falando, do ponto de vista psicológico, é como se a gente estivesse em uma guerra contra um agente biológico. E a nossa cultura nunca passou por uma guerra. A gente nunca foi privado, apesar de termos tido algumas privações. O que explica a resistência do isolamento. Mas muitos psicólogos estão abrindo canais de conversa on-line, até gratuitas, para acolher essas pessoas enlutadas, pessoas que sintam necessidade em momentos de extremo estresse, apoio psicológico a profissionais de saúde que estão na linha de frente dessa luta. É preciso procurar ajuda. E ajudar. E se manter presente na vida dessas pessoas, das pessoas enlutadas, mesmo que à distância, mesmo virtualmente.

Fonte:El País/Marina Novaes

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Como fazer meu filho gostar de estudar

Gazeta da Torre
Mesmo sem ter plena consciência disso, os pais influenciam imensamente o desenvolvimento e a transformação do cérebro dos filhos. Eles podem cultivar em casa hábitos de leitura, de escrita e de brincadeiras criativas.

Esse estímulo “caseiro”, diferente da atenção que as crianças recebem na escola, favorece a criação de redes neurais e provoca mudanças no padrão de liberação de neurotransmissores no cérebro, aumentando o prazer e o desejo por aprender, conhecer o novo e inventar.

Um cérebro ativo, com conexões fortalecidas, aprende melhor. Cores, músicas, sensações e interações com colegas e parentes das mais variadas idades também são benéficas para o desenvolvimento, porque aumentam o interesse e o prazer pelo aprendizado. Uma criança que recebe atenção sabe prestar atenção. Uma criança que se relaciona bem em casa, relaciona-se bem na escola e, portanto, tem um cenário favorável para avançar bem.

Então, se você quer ajudar seu filho a gostar de aprender, se você quer participar da alfabetização do seu filho, separamos algumas dicas.

•  Deixar bilhetes: Deixe recadinhos na porta da geladeira, escreva cartas e estimule-o a fazer o mesmo. Procure incluir a criança sempre que uma situação de comunicação escrita se apresentar na casa;

•  Ler histórias: Ler para a criança pequena, que ainda não sabe ler, tem muitos benefícios e, num ambiente alfabetizador, é a primeira exigência a ser feita, pois é por meio de pais e professores que a criança passa a ter contato com a língua escrita;

•  Fazer lista de compras com seu filho: Essa é uma tarefa para lá de corriqueira: fazer a lista de compras do supermercado. Num ambiente alfabetizador, o momento pode ser aproveitado: chame a criança para preencher a lista com você e faça com que ela perceba que você anota no papel as coisas que irá comprar, para consultar lá no mercado (uma forma de ela relacionar a linguagem oral com a escrita);

•  Estimule o cérebro do seu filho: com a ginástica cerebral, você potencializa os resultados da criança. Dessa forma, os estímulos e as vivências logo na primeira infância determinam a formação do cérebro e impactam como será o comportamento pelos próximos anos;

•  Aproveitar as situações rotineiras: Placas de trânsito, destino de ônibus, outdoors, letreiros, panfletos e faixas são elementos que impactam positivamente na alfabetização. Dá para levar em forma de brincadeira. ‘Olha filho, tem uma placa igual a essa em frente à nossa casa. Sabe o que está escrito nela?

A criança que cresce em constante contato com a leitura e a escrita acaba se apropriando da língua escrita de maneira mais autoral e adquirindo experiências que vão fazer a diferença na hora de ela aprender a ler e a escrever efetivamente.

Você sabia que:
A velha premissa de que "nós só usamos 10% do nosso cérebro" é um mito; na verdade nós usamos perto de 100%.

Serviço:
Método Supera - Ginástica para o Cérebro
Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)
Unidade Madalena
Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.
Telefone: (81) 3236-2907
Unidade Boa Viagem
Telefone: (81) 30331695