Gazeta da Torre
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| No teto do carro jovem dança com arma na mão |
O extremismo
baseia-se no dogmatismo, no fanatismo e na imposição de um único modo de vida
ou opinião. Se afastar dos limites do debate democrático e buscar enfraquecer
ou destruir a ordem política vigente. Resulta no fechamento total das
negociações e na desumanização de quem pensa diferente. Um processo de
radicalização alimentado por discursos de ódio nas redes sociais, afetando
jovens inclusivos e gerando atos de violência no mundo físico.
A ascensão da
extrema direita e seus valores anticivilizatórios estão engolindo a dinâmica
das democracias e ameaçando as tímidas tentativas reformistas. Política não é o
reino da racionalidade (mesmo aquela racionalidade oportunista, imediatista,
desavergonhada, que distorce Maquiavel alardeando que MEU FIM, e só o meu,
justifica qualquer manobra).
Infâmia terrena
(desonra, vergonha ou humilhação máxima sofrida no mundo material) e maldições
bíblicas soam como uma e a mesma coisa. São um sinal, o Sinal dos tempos que se
anunciam. Nem sequer podem ser adoçadas por lembretes narcisistas. Têm de ser enfrentadas
olho no olho. Enquanto se ignora ou menospreza o alcance e a profundidade desta
mistura equívoca (chegou o Armaggedon!) não tem conversa, não tem diálogo, não
há quem escute. As tentativas de ganhar a adesão dos indecisos fracassarão se
persistirem no otimismo exagerado, ingênuo e cego, limitado a tão absurdo a
ponto de ser ridícula conversão… dos já convertidos.
Fonte: Jornal da USP
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