quarta-feira, 7 de outubro de 2026

As aberrações do extremismo

 Gazeta da Torre

No teto do carro jovem dança com arma na mão

O extremismo baseia-se no dogmatismo, no fanatismo e na imposição de um único modo de vida ou opinião. Se afastar dos limites do debate democrático e buscar enfraquecer ou destruir a ordem política vigente. Resulta no fechamento total das negociações e na desumanização de quem pensa diferente. Um processo de radicalização alimentado por discursos de ódio nas redes sociais, afetando jovens inclusivos e gerando atos de violência no mundo físico.

A ascensão da extrema direita e seus valores anticivilizatórios estão engolindo a dinâmica das democracias e ameaçando as tímidas tentativas reformistas. Política não é o reino da racionalidade (mesmo aquela racionalidade oportunista, imediatista, desavergonhada, que distorce Maquiavel alardeando que MEU FIM, e só o meu, justifica qualquer manobra).

Infâmia terrena (desonra, vergonha ou humilhação máxima sofrida no mundo material) e maldições bíblicas soam como uma e a mesma coisa. São um sinal, o Sinal dos tempos que se anunciam. Nem sequer podem ser adoçadas por lembretes narcisistas. Têm de ser enfrentadas olho no olho. Enquanto se ignora ou menospreza o alcance e a profundidade desta mistura equívoca (chegou o Armaggedon!) não tem conversa, não tem diálogo, não há quem escute. As tentativas de ganhar a adesão dos indecisos fracassarão se persistirem no otimismo exagerado, ingênuo e cego, limitado a tão absurdo a ponto de ser ridícula conversão… dos já convertidos.

Fonte: Jornal da USP

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