Gazeta da Torre
A contação de histórias é fundamental na infância, mas hábito está ameaçado pelas novas tecnologias
A contação de histórias é um hábito fundamental para os
seres humanos. O ato é responsável por criar memórias coletivas e instigar a
imaginação e criatividade de cada indivíduo. Na infância, a contação de
histórias é ainda mais importante, responsável por estimular a formação de
senso crítico e criação de memórias nas crianças. Entretanto, a entrada de
novas tecnologias precocemente na população jovem mundial tem impactado essa
dinâmica, causando consequências significativas na sociedade.
Ísis Madi, doutoranda na Faculdade de Educação da USP,
comenta que o principal efeito das novas tecnologias nas crianças é a redução
da capacidade de criação de ideias. “Todo conflito, hoje, é substituído por uma
tela. É como se fosse uma chupeta. As crianças não têm um tempo dedicado a se
ouvir, a refletir, existe uma falta de resiliência para lidar com o tédio. As
crianças estão com dificuldade de lidar com essas questões”.
Já Sabrina da Paixão, professora da Faculdade de Educação
da USP, afirma que a narração é uma característica que define os indivíduos
enquanto seres humanos. “Toda vez que a gente começa a falar de contação de
histórias, a gente vai remontar às cavernas, às fogueiras, a um modo como a
gente se desenvolve enquanto ser humano. É essencial que nós desenvolvamos isso
enquanto comunidade, a gente desenvolva essa formação estritamente nossa”. Para
minimizar os impactos causados pela tecnologia, de acordo com a professora, uma
atitude fundamental é a manutenção e expansão das bibliotecas escolares e
outros espaços de leitura no País.
Fonte: Jornal
da USP


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