Gazeta da Torre
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| Germano Almeida, analista de política internacional |
A origem desse fenômeno pode estar na insatisfação da
população quanto às instituições. É o que explica Germano Almeida, analista de
política internacional, em entrevista ao Canal UM BRASIL e à Revista Problemas
Brasileiros.
Almeida lembra que, para além de uma ONU menos poderosa,
o mundo vive, também, a ascensão de dois grandes poderes: Estados Unidos e
China — bem como de poderes intermediários em crescimento, com grande potencial
de ascensão.
“O caso norte-americano é muito claro. Há uma ideia de
que os Estados Unidos falharam completamente nos últimos anos — e, depois, nos
grandes números, vemos que os Estados Unidos continuam a ser a grande potência
mundial”, explica. “A China vai reduzindo a diferença, mas não porque os
Estados Unidos estão em queda livre. A China está a subir mais rapidamente, mas
também com bastantes problemas. A pandemia mostrou
O que tem sido visto nas democracias ao redor do mundo é
a consolidação do cenário ideal para a ascensão de discursos de caos, de
instabilidade e de falência social, mesmo que exagerados. Esse quadro, segundo
Almeida, é marcado por um “alto grau de insatisfação e de rejeição ao
Congresso, ao Poder Executivo, à mídia, aos tribunais e às forças de
segurança”.
É aí que o autoritarismo entra em cena. Segundo o
analista, essa é uma situação propensa à ascensão do que ele chama de “homens
fortes”. “São essencialmente líderes que rejeitam o sistema democrático — e
que, muitas vezes, se aproveitam desse sistema, não se assumem como ditadores e
vão ao jogo das eleições. A partir de certo ponto, ganham um certo controle e
domínio, adotando a ideia de que ‘Se eu perdi, não valeu’”, conclui Almeida.
Fonte:UM Brasil
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