terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

O mundo está assistindo a ascensão de líderes autoritários que se aproveitam do próprio jogo democrático

 Gazeta da Torre

Germano Almeida, analista de política internacional

A origem desse fenômeno pode estar na insatisfação da população quanto às instituições. É o que explica Germano Almeida, analista de política internacional, em entrevista ao Canal UM BRASIL e à Revista Problemas Brasileiros.

Almeida lembra que, para além de uma ONU menos poderosa, o mundo vive, também, a ascensão de dois grandes poderes: Estados Unidos e China — bem como de poderes intermediários em crescimento, com grande potencial de ascensão.

“O caso norte-americano é muito claro. Há uma ideia de que os Estados Unidos falharam completamente nos últimos anos — e, depois, nos grandes números, vemos que os Estados Unidos continuam a ser a grande potência mundial”, explica. “A China vai reduzindo a diferença, mas não porque os Estados Unidos estão em queda livre. A China está a subir mais rapidamente, mas também com bastantes problemas. A pandemia mostrou

O que tem sido visto nas democracias ao redor do mundo é a consolidação do cenário ideal para a ascensão de discursos de caos, de instabilidade e de falência social, mesmo que exagerados. Esse quadro, segundo Almeida, é marcado por um “alto grau de insatisfação e de rejeição ao Congresso, ao Poder Executivo, à mídia, aos tribunais e às forças de segurança”.

É aí que o autoritarismo entra em cena. Segundo o analista, essa é uma situação propensa à ascensão do que ele chama de “homens fortes”. “São essencialmente líderes que rejeitam o sistema democrático — e que, muitas vezes, se aproveitam desse sistema, não se assumem como ditadores e vão ao jogo das eleições. A partir de certo ponto, ganham um certo controle e domínio, adotando a ideia de que ‘Se eu perdi, não valeu’”, conclui Almeida.

Fonte:UM Brasil

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