sábado, 19 de setembro de 2026

Muitos políticos utilizam os conceitos de "família" e "pátria"

Ferramentas de marketing político e retórico estratégico, independentemente de suas convicções pessoais.

Família e Pátria são conceitos que a maioria das pessoas associa a afeto, proteção, segurança e identidade. Ao se alinhar a esses valores, o político tenta transferir automaticamente esses sentimentos positivos para a sua própria imagem, simplificando a comunicação com o eleitorado.

O uso desses termos serve para criar uma identidade de grupo ("os defensores dos valores tradicionais"). Muitas vezes, uma retórica serve para sugerir que os adversários políticos são "contra a família" ou "traidores da pátria", deslegitimando a oposição sem a necessidade de debater propostas complexas.

Na ciência política, o comportamento privado de um indivíduo frequentemente difere de sua pessoa pública. O discurso serve para obter poder, enquanto as ações legislativas ou pessoais não podem refletir a defesa real de políticas públicas de apoio às famílias ou ao desenvolvimento soberano do país.

Enquanto isto, fica o desafio do arrependimento das lideranças religiosas que credenciaram tamanha iniquidade e de reconstrução da trajetória cristã, extremamente comprometida no seu testemunho perante a sociedade brasileira.

Afinal, estas lideranças não devem se esquecer do contexto no qual a fala de Jesus, contida no texto de Lucas 12.2, escolhido para o título da operação da PF, se dá. Como diz o Evangelho, no versículo anterior (12.1): “Ajuntando-se, entretanto, muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, [Jesus] começou a dizer aos seus discípulos: Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a HIPOCRISIA”

Fontes:  Magali Cunha, Jornalista e doutora em Ciências da Comunicação

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