Ferramentas de
marketing político e retórico estratégico, independentemente de suas convicções
pessoais.
Família e Pátria são conceitos que a maioria das pessoas associa a afeto, proteção, segurança e identidade. Ao se alinhar a esses valores, o político tenta transferir automaticamente esses sentimentos positivos para a sua própria imagem, simplificando a comunicação com o eleitorado.
O uso desses
termos serve para criar uma identidade de grupo ("os defensores dos
valores tradicionais"). Muitas vezes, uma retórica serve para sugerir que
os adversários políticos são "contra a família" ou "traidores da
pátria", deslegitimando a oposição sem a necessidade de debater propostas
complexas.
Na ciência
política, o comportamento privado de um indivíduo frequentemente difere de sua
pessoa pública. O discurso serve para obter poder, enquanto as ações
legislativas ou pessoais não podem refletir a defesa real de políticas públicas
de apoio às famílias ou ao desenvolvimento soberano do país.
Enquanto isto,
fica o desafio do arrependimento das lideranças religiosas que credenciaram
tamanha iniquidade e de reconstrução da trajetória cristã, extremamente
comprometida no seu testemunho perante a sociedade brasileira.
Afinal, estas
lideranças não devem se esquecer do contexto no qual a fala de Jesus, contida
no texto de Lucas 12.2, escolhido para o título da operação da PF, se dá. Como
diz o Evangelho, no versículo anterior (12.1): “Ajuntando-se, entretanto, muitos
milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, [Jesus]
começou a dizer aos seus discípulos: Acautelai-vos primeiramente do fermento
dos fariseus, que é a HIPOCRISIA”

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