domingo, 31 de julho de 2022

Criança muito agitada? Confira 7 dicas para ajudar seu filho

 Gazeta da Torre

Crianças são agitadas por natureza. Seja pela faixa etária e incapacidade de comunicação verbal nos primeiros anos de vida ou, em casos específicos, por diagnósticos. Até os 10 anos de idade todo ser humano responde aos estímulos do ambiente de forma muito particular.

Para os pais de crianças nesta faixa etária – que se aventuram todos os dias na educação de seus filhos –, há, no entanto, uma dúvida: até que ponto meu filho é saudável ou agitado demais para a idade.

1. Nem toda “agitação” é diagnóstico

Lívia Ciacci, neurocientista do SUPERA – Ginástica para o cérebro, explica que à medida que a linguagem verbal se estabelece, a frequência de agitações corporais tende a diminuir, mas a criança ainda não entende diversos motivos de ser contrariada e ainda não aprendeu a ter autocontrole. Nessa fase a agitação fica mais em torno do excesso de perguntas, mudanças de humor e respostas intensas às situações que provocam sentimentos ainda desconhecidos. “Sempre precisamos nos lembrar que vivemos numa cultura agitada, em bairros e ruas agitadas, frequentando espaços de lazer em shoppings agitados, com tecnologia e meios de comunicação que estimulam a agitação, e todo esse contexto ambiental também conta!”, detalhou

2. Deixe o diagnóstico para um especialista

A especialista explica ainda que o termo “agitação” é amplo e pode ser interpretado a partir de referências diferentes “Por exemplo, uma criança muito agitada é muitas vezes rotulada como ‘agitada’ por seus pais e pode não ser agitada aos olhos de um médico ou psicólogo. Chamamos de agitada uma criança porque ela está brincando e explorando o dia todo ou chamamos de agitada porque ela bate nos coleguinhas e destrói objetos?”, alertou a especialista do SUPERA – Ginástica para o cérebro.

Para termos uma ideia do quão complexo são alguns diagnósticos ainda na infância, podemos tomar como exemplo o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Nestes casos a criança ou adolescente deve apresentar ao menos seis sintomas de desatenção e/ou seis sintomas de hiperatividade-impulsividade, descritos em uma lista. De acordo com a associação americana de psiquiatria, tal lista inclui condutas como: frequentemente não prestar atenção, dificuldade em manter a atenção na realização de atividades escolares, perder materiais frequentemente, parecer não escutar quando alguém lhe dirige a palavra, frequentemente remexer mãos ou pés, levantar da cadeira quando deveria permanecer sentado, falar demais (APA, 2014).

“Os sinais também devem estar presentes em pelo menos dois ambientes (na escola e em casa) e deve haver clareza ao observar os sintomas interferindo no desenvolvimento social e escolar. Nesse momento são importantes o diagnóstico e a intervenção”, detalhou a especialista.

3. Cada fase tem sua característica

Quem lida com o desenvolvimento na infância é unânime nesta afirmação: os pais devem se informar e entender as características de agitação de cada fase infantil, e apenas acender o sinal de alerta quando houver diferenças significativas nesses comportamentos.

Podemos entender este contexto observando a faixa etária entre 6 e 12 anos. Nesta idade a criança já se torna sociável e participa de diferentes grupos, ampliando as relações sociais. Já possui um pensamento mais lógico e tem facilidade em lidar com regras dos jogos em grupo que exigem cooperação. “Se nessa fase a criança ainda não melhorou seu autocontrole em momentos sociais e ainda responde de forma inadequadamente ‘agitada’, aí sim, deve-se procurar apoio profissional”, aconselhou.

4. A abordagem pode ser multidisciplinar

Quem lida diariamente com desenvolvimento infantil, garante: nem toda “agitação” é sinônimo de diagnóstico. Os problemas existem quando a fase de agitação e irritabilidade persiste além do esperado para a idade, impactando nas relações sociais e no desempenho escolar. Embora o SUPERA – Ginástica para o cérebro não seja voltado para crianças com diagnóstico e atenda situações pontuais neste contexto, uma vez definido o diagnóstico, a literatura médica e psiquiátrica aponta para abordagens que enfatizam o tratamento personalizado e focado nas necessidades específicas de cada caso, com o uso de medicamentos (ou não) e o acompanhamento com diferentes profissionais de saúde - incluindo psicoterapia, psicopedagogia e orientação aos pais e professores.

“Somente após definida a abordagem e verificados bons resultados com a equipe multidisciplinar de saúde, os pais devem buscar atividades extracurriculares variadas que podem somar neste processo para que a criança se sinta melhor com ela mesma e tenha um desenvolvimento pleno e feliz”, disse

5. A importância da rotina neste contexto

Uma vez que a criança muito agitada tem alguma dificuldade de relacionamento, a família deve criar e manter uma rotina estável, com horários e “combinados” que sempre se repetem da mesma forma. Esse ritual da rotina deixa a criança mais tranquila, transmitindo¬ a sensação de normalidade e segurança.

6. Ouça sempre!

Já quando vai chegando a fase de ensinar os comportamentos adequados, fazer a criança entender o que sente é essencial para ajudá-la a manter a calma. “Por exemplo, uma criança pequena que tem um brinquedo nas mãos, mas deseja o outro que está com o amiguinho pode ter a primeira reação de chorar e espernear. Um adulto pode ensiná-la que ela pode propor à troca ao coleguinha. Da próxima vez que ela estiver nessa situação, ela vai propor a troca antes de ter comportamentos de ‘agitação’”, lembrou.

7. Invista em autoconhecimento

Ensinar crianças e adolescentes a se autoconhecer e agir de forma socialmente adequada é a principal missão da família. Quando essas crianças e adolescentes chegam a fase escolar, continuar o desenvolvimento das habilidades cognitivas de atenção, controle inibitório e aprendizagem com prazer o que vai contribuir para que esta criança seja um adulto equilibrado e feliz.   

A ginástica para o cérebro neste contexto 

A prática de ginástica para o cérebro tem contribuição ímpar para crianças agitadas e com dificuldade de realizar uma mesma tarefa. A metodologia da ginástica para o cérebro age com estímulos ambientais que vão criar experiências e desafios focados em reorganizar sistemas neuronais para aperfeiçoar uma série de habilidades. “Por meio de seis ferramentas, o método de ginástica para o cérebro contempla, além de todas as habilidades das funções executivas, um ambiente rico em interações sociais e reflexões temáticas de qualidade, criando o cenário ideal para o pensamento metacognitivo.”, concluiu a neurocientista do SUPERA, Livia Ciacci.

Para reflexão:

“Sempre parece impossível até que seja feito.” Nelson Mandela

Você sabia:

Que o cérebro possui 160.000 quilômetros de veias sanguíneas. Isso é suficiente para dar a volta na Terra quatro vezes.

Resposta do desafio de Maio Junho:

Qual o meio de transporte que não faz curva?

Reposta: Elevador

Desafio de Julho:

O que é algo e ao mesmo tempo nada?

Reposta do desafio na próxima edição.

Serviço:

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)

Unidade Madalena

Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.

Telefone: (81) 3236-2907

Unidade Boa Viagem

Telefone: (81) 30331695

terça-feira, 26 de julho de 2022

Projeto de Lei que eleva para 65 anos a idade de classificação como pessoa idosa pode gerar impactos negativos

 Gazeta da Torre

Autor do projeto lembra que a expectativa de vida em 2003, quando foi sancionado o Estatuto do Idoso, era de 71 anos, e em 2017 chegou a 76

Uma proposta de elevação da idade de classificação de 60 para 65 anos de idade tramita no Congresso e tem gerado debates entre os que defendem e os que criticam a proposta. Mudanças anteriores já foram observadas: quando sancionado em 2003, o Estatuto do Idoso tinha como idade de classificação 71 anos; com a reformulação em 2017, a idade passou a ser de 76 anos. Para analisar o Projeto de Lei Nº 5.628, que pretende reformular a idade novamente, o Jornal da USP no Ar 1ª Edição conversou com a professora Yeda Duarte, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, coordenadora do Estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (Sabe).

O Brasil ainda não possui o nível de saúde encontrado em algumas das nações mais desenvolvidas no mundo, em que esse processo de aumento da idade para a classificação já vem acontecendo. Ainda assim, a expectativa de vida, que foi a quarta maior entre os países, tem aumentado no Brasil mesmo com o advento da pandemia: “Desde a década de 50, a expectativa de vida aumenta cerca de meio ano”, adiciona Yeda Duarte. Este último figura como um dos principais pontos discutidos entre os que defendem a elevação.

Os argumentos a favor da proposta também ressaltam a melhoria das condições de vida e de saúde da população brasileira e a situação de “injustiça” nas filas preferenciais. Do ponto de vista do autor da mudança, o que se observa é que mais pessoas entre 60 e 65 anos utilizam esse benefício, em comparação com indivíduos mais idosos, retirando a prioridade das filas preferenciais. A situação de “extrema desigualdade”, em que existem pessoas de 60 a 65 anos com boas e péssimas condições de saúde no País, também seria um fator. Sobre essas motivações, a professora comenta que “só considerar o contexto social como um todo é no mínimo injusto”.

Os impactos da proposta

O projeto ainda precisa passar pelas comissões, levando algum tempo para que seja colocado ou não em vigor. Os possíveis impactos deste PL já repercutem negativamente em órgãos como o Cidoso (Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa), que apresentam pareceres negativos em relação às desigualdades e aos direitos civis dos indivíduos adquiridos por uma lei anterior. Impactos legais também seriam observados em processos penais nos crimes cometidos contra pessoas idosas, abrindo um “precedente de revisão jurídico de pena enorme, além de torná-las mais vulneráveis”, complementa.

Com essas repercussões, Yeda destaca que é importante evitar iniquidades, a partir de um balizamento do ponto de vista de que “todos possam chegar à idade mais avançada nas melhores condições”. Na década do envelhecimento saudável, ela ainda destaca que o processo de envelhecimento é uma conquista, ainda mais no quadro pandêmico, em que muitos idosos morreram.

Fonte:Jornal da USP

Coleção Recife 500 anos conta a história da capital pernambucana

 Gazeta da Torre

Cinco séculos de uma cidade cuja história está diretamente ligada ao achado do Brasil. Com o trabalho de aproximadamente 70 pesquisadores, os quatro primeiros volumes da coleção Recife 500 anos, da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) foram lançados na quinzena de julho no Centro de Convenções. Com parceira da Prefeitura, a coleção, que tem o objetivo de contar a história do presente, do passado e projetar o futuro da do Recife, que será a primeira capital de estado brasileiro a comemorar cinco séculos de fundação, em 12 de março de 2037.

A coleção será disponibilizada nas escolas municipais da capital pernambucana. Os títulos da coleção também ficam disponíveis para download gratuito no site Acervo Cepe (www.acervocepe.com.br). Em edição bilíngue (português-inglês), a série não será comercializada e será distribuída pela Prefeitura do Recife.

Recife será a primeira capital de estado brasileira a comemorar cinco séculos de fundação, em 12 de março de 2037. Para uma trajetória tão rica, a coleção  também tem como parceiros a  Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Observatório do Recife. Participaram da mesa do evento, além do prefeito, João Campos;  o coordenador da Coleção Recife 500 Anos, Roberto Montezuma; o reitor da UFPE, Alfredo Gomes; o superintendente de Produção Editorial da Celpe, Luiz Arraes; e o coordenador do Observatório do Recife, Francisco Cunha.

O arquiteto e urbanista Roberto Montezuma reforçou a importância do trabalho de todo corpo técnico envolvido no projeto para o entendimento da trajetória e o planejamento do futuro da cidade. “Era preciso pensar o Recife de forma holística. Essa planície molhada foi muito aterrada e tinha mudado. Hoje, há o Recife Metropolitano, com 1,6 milhão de habitantes, e o Recife Metrópole, com cerca de quatro milhões de habitantes, muito diferente daquele Recife holandês (sede da Companhia das Índias Ocidentais no Brasil, de 1630 a 1654)”, afirmou.

Cerca de 70 pesquisadores trabalharam na produção dos 12 livros que compõem a coleção, a ser publicada ao longo de 2022. Os quatro primeiros volumes são: Parque Capibaribe: A reinvenção do Recife Cidade Parque; Recife drenagem urbana: Entre rios e o mar, caminhos e descaminhos das águas na cidade; Recife 500 anos: Estratégias para construir a cidade do futuro e Recife Exchanges Amsterdam, Holland, Netherlands: Intercâmbio internacional para reinventar a cidade.

No lançamento, a presidente da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), Luciana Schenk, fez uma palestra virtual sobre um dos livros que compõem a coleção, o Recife Exchanges Amsterdam, Holland, Netherlands: Intercâmbio internacional para reinventar a cidade. Ela ressaltou a necessidade do planejamento das cidades ter no cerne a sustentabilidade dos meios para um desenvolvimento mais igualitário. "Habitamos um planeta que tem recursos finitos e os recursos finitos precisam ser planejados", disse, antes de complementar: "Nós precisamos, enquanto sociedade, e não só enquanto classe, desenvolver políticas públicas que abarquem todas as desigualdades", disse.

Fonte: PCR

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Para apaziguar os conflitos sociais, Brasil se tornou um país viciado em GASTO PÚBLICO

 Gazeta da Torre

Marcos Mendes, economista e pesquisador

Para solidificar a democciraa, o Brasil adotou um modelo no qual o Estado se responsabiliza por apaziguar todos os conflitos sociais. O processo, realizado ao longo de décadas, utilizou o gasto público como forma de atender às demandas dos diversos grupos que integram a nação. Contudo, de acordo com Marcos Mendes, economista e pesquisador associado do Insper, o País se vê,a na tualidade, em uma situação-limite, uma vez que todos os mecanismos de financiamento foram esgotados.

“O Brasil ainda é um país viciado em despesa pública”, afirma o especialista, em entrevista ao Canal UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP, produzida em parceria com a Brazilian Student Association (BRASA), a maior associação de brasileiros estudantes no exterior, e a revista Problemas Brasileiros.

Referência em economia do setor público, Mendes destaca que, na tentativa de atenuar os dilemas de uma sociedade desigual, o País criou “uma espécie de Estado que ‘bota panos quentes’ em tudo”.

Segundo o economista, o problema do gasto público passou por diversas etapas. No século passado, para financiar as despesas, os governos emitiram moeda em excesso, o que gerou a hiperinflação. Para corrigir o problema da alta desenfreada dos preços, um ajuste fiscal foi implementado, com o Plano Real.

Como o gasto continuava subindo, a opção foi elevar a carga tributária, até que a sociedade, por volta de 2007, mostrou que não aceitava mais aumentos de impostos. Diante disso, a saída foi ampliar o endividamento público.

“Só que chegou um determinado momento no qual a dívida atingiu um limite. Então, não temos como financiar [mais] esse contrato social e não temos muito por onde ir, porque continuamos dobrando a aposta em busca de benefícios para grupos específicos da sociedade”, explica Mendes.

“Olha as matérias que tramitam no Congresso. São todas buscando benefícios específicos, de modo que não tem mais dinheiro para pagar, e a nossa classe política continua apostando no mesmo modelo. Isso gerou uma estagnação econômica, e estamos entrando num círculo vicioso”, pontua.

Teto de Gastos

Integrante da equipe econômica responsável por elaborar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que implementou o Teto de Gastos, Mendes destaca que o mecanismo deveria funcionar como um termômetro das finanças públicas.

“A ideia do Teto de Gastos é que o orçamento e sua execução tenham de ser feitos dentro do teto. Portanto, a classe política tem de vir a público para dizer se vai gastar mais com A ou com B”, sintetiza.

Na avaliação de Mendes, a pressão de determinados grupos contra o teto é “um sinal de sucesso da política” e reflexo de uma “sociedade viciada em gasto público”. No entanto, lamenta a adoção de mecanismos que passam ao largo do limite fiscal.

“Acontece que tivemos uma deterioração no campo político e da governança política tão grande que não há a menor vergonha de passar por cima e atropelar qualquer regra fiscal. Então, estamos num processo de deterioração institucional muito forte”, salienta o economista.

“Confesso que fui um pouco inocente, achando que ninguém iria ter coragem de tirar dinheiro da saúde para botar em emenda parlamentar, por exemplo – e não foi o que aconteceu, [pois] houve coragem de fazer isso”, lastima.

Assista à entrevista na íntegra no Canal UM BRASIL (YouTube)!

Fonte:UM Brasil.

domingo, 24 de julho de 2022

Sem perspectiva de reversão, o mundo precisa se adaptar aos extremos climáticos

 Gazeta da Torre

Recife/PE

De acordo com Pedro Luiz Côrtes, as projeções consideradas alarmistas, há alguns anos, estão acontecendo agora com maior antecedência e intensidade

Na última semana, foram noticiadas temperaturas recordes na Itália e em Londres, que registrou a temperatura mais alta de sua história: 40,2ºC. Espanha e Portugal também registraram episódios de temperaturas extremas que culminaram em incêndios florestais em várias regiões. A crise climática ainda atinge a China, o Japão e os Estados Unidos, onde o presidente Joe Biden declarou emergência climática para liberar recursos e combater a onda de calor. Nesse cenário, a alta das temperaturas tem provocado mortes e transtornos graves para a saúde, principalmente de crianças e idosos.

Segundo Pedro Luiz Côrtes, titular do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, em conversa ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, para a surpresa dos cientistas que acreditavam que esse contexto seria possível apenas em 20 ou 30 anos, esses são sintomas claros de que as mudanças climáticas já estão manifestando todos os seus efeitos: “Há alguns anos, considerava-se que os informes do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) eram de certa forma alarmistas e que estavam criando projeções que provavelmente não aconteceriam. No entanto, elas estão acontecendo com uma antecedência muito grande e com uma intensidade maior do que o suposto para essa época”.

Para o professor, não há perspectiva de que esse cenário mude e é necessário se adaptar. Regiões como o Rio de Janeiro e o Nordeste brasileiro já se assentaram a temperaturas de 40ºC, por exemplo, mas Londres, cidade já adaptada ao frio e à chuva, sofre com danos à saúde de crianças e pessoas idosas enquanto não se ajusta às novas temperaturas.

O Brasil perante a crise climática

No final de julho de 2021, a serra gaúcha foi atingida pela frente fria mais intensa já verificada na região. Meses depois, no interior do Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina, foram registradas temperaturas recordes, ao redor de 43° e 46ºC, respectivamente.

Chuvas intensas também ocorreram na Bahia e em Minas Gerais, além de registros históricos de seca na região central do Brasil e ciclones que assolaram o litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, chegando até o sul da Amazônia.

“No Brasil, os extremos climáticos têm se manifestado, principalmente, ou sob a forma de estiagem muito severa e muito prolongada, como a que está acontecendo no noroeste paulista, ou com chuvas também muito intensas e muito concentradas que vão balizando esse cenário”, afirma Côrtes. Ele reforça que são necessárias políticas públicas para que o País se adapte a esses fenômenos.

Fonte: Jornal da USP

terça-feira, 19 de julho de 2022

Como usar a restituição do IR

 Gazeta da Torre


Já foi dada a largada ao período de restituição do imposto de renda, e os dois primeiros lotes já saíram. E todo ano é a mesma coisa: uma parte da população paga imposto de renda e outra parte tem a restituição, ou seja, recebem um valor. Existem também os que não recebem nem pagam nada. Mas o que é essa restituição? Basicamente, é um valor que deve ser ressarcido ao cidadão após a declaração ser emitida e constatado que foi pago um valor maior do que o devido para a Receita Federal.

É importante destacar o que pode gerar essa restituição. Listei alguns fatores que podem ser deduzidos do seu imposto de renda: pagamento de pensão alimentícia, despesas médicas, despesas com educação, inclusão de dependentes na declaração.

O pagamento da restituição é feito de acordo com o momento em que você faz a transmissão da declaração do imposto de renda. Ou seja, quanto antes você entrega, mais rápido recebe.

Veja o calendário de pagamento das restituições do IR 2022:

1º lote: 31 de maio

2º lote: 30 de junho

3º lote: 30 de julho

4º lote: 31 de agosto

5º lote: 30 de setembro

No primeiro lote, devem receber a restituição os contribuintes que têm preferência, como idosos, pessoas com deficiência e professores, e o valor é creditado na conta cadastrada.

A novidade é que muitos brasileiros receberão o valor pelo PIX, isso para quem optou por isso na hora do envio da declaração.

Como checar se a sua restituição foi liberada?

Você pode acessar o site da Receita abaixo e consultar:

https://solucoes.receita.fazenda.gov.br/Servicos/ConsRest/Atual.app/paginas/index.asp

Em momentos como o que vivemos, mais que nunca esse valor cai em boa hora para muita gente, no sentido de aliviar um pouco as contas, quitar dívidas, botar contas em dia, começar a reserva de emergência ou até mesmo repor parte do que usou dela. E claro, para quem está com tudo em dia, vem um valor extra para investir, como detalho na sequência.

E pode ser bem utilizado o valor também para investir em você, é hora de fazer aquele curso que pode turbinar a sua carreira, trazer conhecimento extra, ampliar o networking, aproveite a oportunidade.

Então vale reforçar, abrir mais o leque, pois se você tem um valor a receber, é essencial que faça uso da melhor forma. A primeira recomendação é que honre possíveis dívidas, sobretudo aquelas que têm os juros mais altos. Renegocie de acordo com as suas reais condições em honrar o fluxo de pagamento acordado.

Claro, em muitos casos a prioridade é em relação às dívidas que podem cortar serviços essenciais, tal como água e luz.

Se você não tem dívidas, pode usar a quantia para começar ou compor o seu fundo de reserva ou reserva de emergência, que é um valor destinado a custear as suas despesas fixas por alguns meses em caso de desemprego, redução de renda, doença e outros fatores.

Caso você não tenha dívidas e esteja com o fundo de reserva constituído, uma boa opção é começar a investir para o longo prazo, fortalecer a base para a velhice de fato, pensar no longo prazo é fundamental, e algo ainda pouco feito pelos brasileiros.

Procure alternativas diferentes da poupança. Aproveite a oportunidade e o bom momento da renda fixa, que apresenta boas oportunidades nesse período de taxa Selic alta, com ótimas opções de baixo risco e bom retorno.

Essas dicas, em linhas gerais vão muito além dos investimentos com a restituição, mas como um todo. Procure conhecer os investimentos existentes não só no banco que você tem conta, mas procure comparar também com outras possibilidades em bancos digitais, bancos de investimentos, instituições financeiras cooperativas e corretoras de valores.

Por fim, outra opção para usar o valor da restituição é provisionar, já separar de certa forma o valor para custear despesas como IPVA, IPTU, material escolar e tantas outras que chegam no começo de cada ano. Assim, você já olha pra frente, com o objetivo de começar 2023 com tranquilidade!

 

Abraço e até a próxima!!

domingo, 17 de julho de 2022

MULHERES e POLÍTICA

 Gazeta da Torre

Eleitoras e elegíveis

As mulheres conquistaram o direito ao voto em 1932. Hoje, 90 anos depois, elas representam 53% do eleitorado brasileiro; mesmo assim, são minoria entre os parlamentares no Congresso Nacional, apenas 15%, conforme dados do relatório de 2020 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. O número não corresponde nem à metade da média dos outros países da América Latina e Caribe.

A advogada Ana Carolina Juzo, mestranda da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP e pesquisadora da área de Gênero e Direito, aponta alguns fatores para as mulheres ao longo da história começarem a se interessar por esse universo. “O rompimento da barreira pública e privada e a desconstrução das expectativas de gênero contribuíram para que mais mulheres se tornassem eleitoras e elegíveis”, afirma.

Ao analisar o volume do eleitorado feminino, Ana Carolina diz que é preciso ressaltar a pluralidade de mulheres em diferentes condições sociais, financeiras e culturais e que fatores distintos podem estar relacionados na hora da escolha de um candidato. “Mulheres diferentes votam de formas diferentes”, diz a advogada.

As mulheres representam a maioria dos votantes, mas são as mais indecisas, 4% do eleitorado contra 1% dos homens, fator que pode decidir o resultado das eleições de 2022. Os dados são do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), em sua última análise realizada em junho deste ano.

Fonte: Jornal da USP

terça-feira, 12 de julho de 2022

MODA INVERNO 2022 - Ser NATURALMENTE ELEGANTE é o lema da estação

 Gazeta da Torre

Imagem: Moda e Estilo


CONHEÇA AS APOSTAS DE JAQUETAS E CASACOS QUE VÃO ABRILHANTAR E AQUECER OS DIAS DE FRIO.

Poucas vezes o inverno foi tão requintado como este ano. Mas, como ficar elegante com toda essa variação climática? Apesar dessa grande variação climática do inverno brasileiro, basta um pouco de criatividade e conhecimento das apostas da estação para acertar nas escolhas. E com a ajuda da nossa Consultora de Imagem e Estilo Fatima Fradique, a missão de se vestir com conforto elegância e praticidade, vai ficar ainda mais fácil. Quer ver? Então, confira abaixo cada item que foi selecionado especialmente para vocês.

1- LOOK: SOBRETUDO CASACO FEMININO ROSA - PINK

Imagem: Posthaus

Sobretudo, o casaco queridinho da estação, peça chave no guarda-roupa feminino. O sobretudo  vai bem em todas as ocasiões, já que compõe  um look confortável e eficiente para proteger do frio. O look aqui mostrado foi confeccionado em malha de poliéster e pelúcia internamente. Com gola, abertura frontal em botões e faixa para amarrar na cintura e mangas longas. Com o poder de alongar a silhueta, essa peça veste a todos os biótipos com charme e muito estilo.

2- LOOK: CASACO DE TRICÔ

Imagem: Pinterest

Impossível resistir ao tricô e ao crochê. Eles aquecem e têm o charme do feito à mão.  Com as suas tramas mais elaboradas e modelagens diversas que dão personalidade única aos looks de frio. Vale apena investir!

3- LOOK: CASACO TEDDY

Imagem: Pinterest

Conhecido como ursinho, sua estrutura é feita com material sintético que lembra a pele de carneiro. Ele é confortável, estiloso e muito quentinho. Confira diferentes modelos e escolha um, para chamar de seu!

4- LOOK: CASACO FEMININO VINTAGE - TWEED

Imagem: AliExpress

Tweed, o tecido que é a marca da Chanel, a escolha perfeita para looks de inverno.

Ele cai bem em looks sociais, despojados e românticos. Use casacos e quebre a seriedade com peças casuais como esse look de calça jeans que deu a produção um efeito natural com um toque de elegância.

5- LOOK: CASAQUETO P&B

Imagem: Posthaus

O clássico preto e branco aparece nesse casaqueto, uma peça que vai deixar a mulher chiquérrima. Confeccionado em tecido jaquard que tem como característica sua elegância e caimento, os detalhes em PU conferem modernidade à peça. Perfeita para os dias frios.  Com ela você vai do trabalho ao lazer com charme e muito estilo.

 6- LOOK: JAQUETA DE COURO

Imagem: Dicas de Artesanato

Não se pode dizer que ela chegou para ficar, pois na verdade, ela nunca se foi.  A jaqueta de couro se popularizou entre os anos 1950 e 1960. Continua fazendo parte de nossas vestimentas como uma peça curinga do armário, quase indispensável durante o inverno.  Muitas marcas também passaram a confeccionar jaquetas com materiais ecológicos, garantindo um consumo mais consciente, sem perder a credibilidade. Peça versátil, a jaqueta de couro é um ponto positivo que permite compor diferentes propostas. A finalização aqui ficou por conta da bolsa vermelha que deu aquele UP a produção.

E aí! Gostaram das dicas? Não tenham medo de ousar, se faz seu estilo invista!

Desejo a todas e todos vocês, saúde e paz. Até a próxima edição!

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segunda-feira, 27 de junho de 2022

Academia Brasileira de Ciências pede fim do desmonte e resgate da ciência no próximo governo

 Gazeta da Torre

Academia Brasileira de Ciências publicou lista de propostas para os candidatos à presidência da República. Educação é destacada como pedra fundamental do sistema

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) apresentou na quinta-feira, 23 de junho, seu conjunto de propostas para os candidatos à presidência do Brasil em 2022. É uma tradição que a mais antiga entidade colegiada de cientistas do País — fundada em 1916 — mantém desde as eleições de 2006. Muitos dos desafios listados no primeiro documento permanecem válidos: fortalecer a educação em todos os níveis, aumentar os investimentos em ciência e tecnologia, formar mais mestres e doutores, apoiar a inovação na indústria, etc. Mas o documento deste ano traz uma novidade particularmente desagradável: um apelo contra o retrocesso e o desmonte do sistema nacional de ciência e tecnologia.

“O momento atual da ciência brasileira é preocupante, principalmente pela drástica e persistente redução de recursos alocados para as atividades de ciência, tecnologia e inovação. Este contexto tem causado desestruturação e sucateamento do ecossistema científico e tecnológico, levando à fuga de cérebros do País, ao desalento dos jovens pesquisadores e à perda de credibilidade do sistema”, é a primeira mensagem destacada no documento, que será encaminhado às coordenações de campanha de todos os candidatos à Presidência da República. O documento foi redigido por um grupo de 13 cientistas e acadêmicos, incluindo membros da diretoria e vice-presidentes da ABC.

“Até 2018 a gente tinha condições de olhar só para o futuro e pontuar coisas que precisavam ser melhoradas, reforçadas, e que eram importantes para o crescimento do sistema. Mas dessa vez tivemos que destacar todo o drama vivido nesse passado recente, que está destruindo muito do que foi conquistado até aqui”, diz o cientista Glaucius Oliva, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e vice-presidente regional da ABC em São Paulo, que participou da elaboração do documento. “O momento agora é muito mais crítico do que em 2018. Claro que já tínhamos problemas, mas não vivíamos uma crise institucional tão grave quanto a atual, com tantas áreas sendo afetadas por políticas absolutamente desastrosas e destrutivas.”

Uma coisa que não mudou — e provavelmente nunca mudará, por parte da academia — foi o reconhecimento da educação como pedra fundamental para o desenvolvimento científico, econômico e social do País. “O Brasil precisa de uma revolução na educação”, é o mantra que vem sendo repetido pela ABC desde 2010, quando foi realizada a última Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia. “Só existe ciência, tecnologia e inovação a partir de uma educação de qualidade. Educação é a base do sistema”, destacou o vice-presidente da ABC e professor do Centro Universitário Senai-Cimatec (na Bahia), Jailson Bittencourt de Andrade, no evento de apresentação https://www.youtube.com/watch?v=ZbyXnzi5JZg do documento. “Sem educação não vai ter ciência”, reforçou a presidente da ABC e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Helena Nader.

O documento destaca que mais de 90% da ciência produzida no País é feita dentro de universidades públicas, em associação com seus programas de pós-graduação. Nesse contexto, os alunos de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) são a principal força de trabalho da ciência brasileira, responsáveis por elaborar e executar projetos de pesquisa, sob a orientação de seus professores. Fragilizado pelos sucessivos cortes orçamentários e pela defasagem na oferta e nos valores das bolsas de pós-graduação, porém, esse sistema começa a desmoronar. Há menos jovens interessados em entrar para a universidade, e menos ainda em fazer pós-graduação. Sem falar nos muitos pesquisadores que estão deixando o País para trabalhar no exterior ou desistindo da carreira científica por aqui.

“Como desenvolver ciência e tecnologia no Brasil com os estudantes fugindo da pós-graduação?”, questionou o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-presidente da ABC, Luiz Davidovich, que liderou o processo de confecção do documento durante sua gestão à frente da academia (encerrada em maio deste ano). “Os estudantes não querem mais fazer pós-graduação. As bolsas são ridículas”, afirmou.

O valor de uma bolsa de doutorado, que correspondia a dez salários mínimos em 1995, por exemplo, hoje equivale a menos de dois salários mínimos, segundo um artigo https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2022/03/bolsas-de-estudo-alcancam-o-menor-valor-da-historia.shtml  publicado por Davidovich e outras lideranças do meio científico no jornal Folha de S. Paulo, em março deste ano. O último reajuste foi em 2013. Desde então, os valores das bolsas federais são de R$ 1.500 para mestrado e R$ 2.200 para doutorado, ante um salário mínimo de R$ 1.200. “São pessoas graduadas, que estão sendo pagas com bolsas absurdamente defasadas”, diz um manifesto http://portal.sbpcnet.org.br/noticias/mais-de-50-entidades-endossam-manifesto-da-sbpc-em-defesa-das-bolsas-pagas-aos-pos-graduandos/  sobre o tema publicado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em maio. Além dessa desvalorização, a quantidade de bolsas oferecidas também diminuiu nos últimos anos, e o orçamento discricionário das universidades federais hoje corresponde a menos da metade do que era em 2015, segundo dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

“É um projeto de país que destrói a educação (…); isso tem que ser falado muito claramente”, afirmou Davidovich, no lançamento do documento da ABC. “Temos uma missão agora, não como cientistas, mas como cidadãos, de parar essa destruição da educação, essa destruição da ciência. É uma tarefa urgente e extremamente relevante para o futuro do País.”

O desprezo pela ciência e pelas universidades públicas é um tema recorrente do atual governo, que não se expressa apenas na forma de cortes orçamentários. Em várias instâncias, nos últimos anos, ministros da Educação escolhidos pelo presidente Jair Bolsonaro se referiram às universidades de forma depreciativa. O ex-ministro Milton Ribeiro, por exemplo, chegou a questionar a vantagem de se obter um diploma universitário e a dizer que a universidade, na verdade, “deveria ser para poucos”.

“A realidade dos últimos anos de desinvestimento e desestruturação do setor precisa ser revertida, sob risco de sucateamento da infraestrutura construída e das perdas de cérebros formados e de perspectivas para jovens cientistas”, escreve a ABC.

Investimentos

Uma das principais propostas da ABC para os candidatos é a elevação dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação no País (incluindo recursos públicos e privados) para 2% do PIB nacional nos próximos quatro anos — o dobro do patamar atual. Uma meta “extremamente factível” de ser atingida, segundo Nader, e até mesmo modesta, considerando que a média nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 2,6%. Em 2015 essa taxa no Brasil se aproximava de 1,5%, mas vem caindo desde então. 

Os Estados Unidos, comparativamente, investem quase 3,5% do PIB em ciência e tecnologia; e a China, 2,4%, segundo dados https://data.oecd.org/rd/gross-domestic-spending-on-r-d.htm  da OCDE.

“Para que a ciência possa continuar contribuindo com o desenvolvimento do Brasil, é fundamental que ela conte com um financiamento robusto, contínuo e crescente, que permita enfrentar os grandes desafios — presentes e futuros — do País”, afirma a ABC.

Outra necessidade básica, apontada no documento, é aumentar a formação de mestres e doutores — o que exige, obviamente, a reversão da tendência atual de desmonte das universidades públicas, nas quais grande parte desses recursos humanos especializados é formada. O Brasil tem hoje cerca de 900 pesquisadores a cada milhão de habitantes — menos até do que outros países da América Latina — e a meta seria chegar a 2 mil. Em países desenvolvidos, esse número é da ordem de 4 mil, segundo a ABC. “A falta de cientistas é preocupante”, diz o documento. “É temerário assentarmos a economia apenas em commodities, cujos valores no mercado internacional oscilam muito, e na produção de bens de baixa intensidade de conhecimento e que agregam pouco valor ao produto final, ou ainda, dependermos fortemente de produtos externos, como fertilizantes e vacinas.”

Sejam quais forem as medidas adotadas, é crucial que elas sejam estruturadas como parte de uma “política de Estado” (e não uma política de governo, que muda a cada quatro anos), destacam os autores. O documento termina com uma lista de 19 recomendações para a elaboração da próxima Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), visto que a estratégia atual http://www.finep.gov.br/images/a-finep/Politica/16_03_2018_Estrategia_Nacional_de_Ciencia_Tecnologia_e_Inovacao_2016_2022.pdf , publicada em 2016, expira no final deste ano.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) vem trabalhando na elaboração de uma Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (PNCTI). Em uma carta conjunta enviada ao ministro Paulo Alvim em 14 de junho, porém, os presidentes da ABC, SBPC e Andifes afirmam que “não subscrevem o texto, uma vez que necessita de aprimoramento e discussão ampla entre os diferentes atores”.

Fonte: Jornal da USP

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Vício em compras online? O que o seu cérebro diz sobre isso

 

Foi durante a pandemia de COVID-19 que muita gente aproveitou o maior tempo em casa para consumir mais pela internet.

Já se vão dois anos que novos hábitos de consumo foram instalados em definitivo e muita gente não quer saber de abandoná-los.

Mais do que apenas consumir por um site ou aplicativo, a sensação de receber algo em casa e a necessidade de comprar novamente pode denunciar mudanças na motivação para comportamentos específicos.

Compras online e o sistema de recompensas

Para entender como as compras online influenciam nosso cérebro, precisamos entender que o nosso órgão mais importante, o cérebro, possui diversas substâncias químicas que são liberadas para equilibrar os comportamentos e também permitir que sejamos adaptáveis.

A neurocientista do SUPERA – Ginástica para o cérebro, Livia Ciacci explica que a motivação é a condição gerada pelo cérebro que determina a organização, priorização e realização de comportamentos específicos para um objetivo.

“No cérebro, de forma mais simples, podemos entender os sistemas de recompensas em dois momentos. Primeiro a busca, que chamamos de motivação, que é se movimentar para atingir aquele objetivo. Segundo é a recompensa propriamente dita, a sensação de prazer causada pelo alcance do objetivo.”

A dopamina e o prazer no cérebro 

É comum encontrarmos pessoas e textos dizendo que a dopamina é o neurotransmissor do prazer. A especialista explica que isso não é correto por dois motivos:

  A dopamina não atua sozinha no nosso cérebro. No circuito da motivação também estão os neurotransmissores glutamato e o gaba. Na sensação de prazer ainda entram em jogo a serotonina, ocitocina e noradrenalina;

  A dopamina é a molécula do desejo, da vontade, e não do prazer em si.

Esses neurônios e todo o balé de moléculas químicas são cruciais para que aconteça o “reforço por recompensa”.

“Por exemplo, se eu acesso um site cheio de fotos de roupas, objetos, pessoas felizes usando os produtos, cupons de desconto ou assisto vídeos de pessoas abrindo pacotes, estou estimulando as áreas dos desejos, que serão responsáveis por criar o comportamento de busca do prazer, que no caso é realizar a compra. Se eu realizo a compra e a experiência é realmente prazerosa (a entrega é rápida e o produto é bom), as áreas de recompensa aprendem que aquele comportamento é bom, e fica mais fácil repeti-lo”, detalhou a neurocientista do SUPERA – Ginástica para o cérebro, Livia Ciacci.

Quando o consumo pode ser prejudicial?

Até aí tudo bem, porque é esse circuito que permite que o cérebro avalie cada experiência, aprenda e repita os comportamentos que “deram certo”. O problema, segundo a especialista, está quando há excesso, quando o comportamento de compra se torna repetitivo a ponto de atrapalhar as outras áreas da vida da pessoa.

“Muitas pessoas, quando estão em momentos de angústia, depressão ou mesmo tédio, buscam a realidade virtual como uma forma de enfrentamento ou de procrastinação das dificuldades da vida – e quando encontram oportunidades muito atraentes de consumo online, podem exagerar ou chegar a um comportamento compulsivo. Geralmente esses internautas já trazem consigo uma baixa capacidade de enfrentamento e autocontrole”, alertou a especialista.

Ela destaca ainda que, o ideal, para manter o cérebro saudável, é manter a variedade e novidade de estímulos e se motivar por diferentes condições naturais: Estudos e aprendizado, relacionamentos e socialização, viagens e autocuidado, por exemplo.

O controle inibitório no cérebro

 Identificar que algo está errado é o primeiro passo para uma mudança que pode resultar em uma vida mais plena e feliz. Embora o cérebro goste muito do prazer rápido, é a disciplina que o levará a alcançar grandes e palpáveis objetivos.

Se as compras por impulso são um problema; trabalhar a inibição ou o controle inibitório será fundamental para controlar respostas impulsivas e automáticas.

“Uma prática que contribui para este desenvolvimento é a ginástica para o cérebro, que trabalha o controle inibitório, ajuda a regular as melhores posturas de acordo com o meio social e ainda faz uma projeção futura que auxilia na flexibilidade mental. Quando possuo controle inibitório, estou dando direcionamento aos meus desejos. Tudo isso pode acontecer na nossa cabeça várias vezes por dia. A grande diferença estará no valor que eu atribuo àquele objetivo em especial – esse valor vai alimentar a motivação, e a motivação vai nos colocar em movimento para colocar o plano em prática”, concluiu.

Treino do cérebro como estratégia

A Ginástica para o cérebro é um conjunto de atividades sistematizadas com base nos pilares: novidade, variedade e desafio crescente. Com a prática os alunos desenvolvem habilidades cognitivas, como memória, raciocínio e criatividade; socioemocionais, como flexibilidade, autocontrole, autoconfiança e desenvolvem habilidades éticas. No Brasil, o SUPERA Ginástica para o Cérebro é a empresa pioneira neste tipo de serviço e oferece um curso de desenvolvimento cognitivo  para todas as idades.

Para reflexão:

Quanto mais tempo você parar pensando que tem um problema, menos tempo você terá para encontrar uma solução. “Autor desconhecido”

Você sabia:

O esforço é justamente o que nos prepara para o próximo obstáculo a ser enfrentado. Quem se recusa a fazer este esforço termina sem condições de vencer a batalha seguinte, e jamais consegue realizar grandes voos.

Resposta do desafio de Maio:

Qual cor é elétrica?

Resposta: Rosa choque

Desafio de Junho:

Qual o meio de transporte que não faz curva?

Reposta do desafio na próxima edição.

Serviço:

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)

Unidade Madalena

Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.

Telefone: (81) 3236-2907

Unidade Boa Viagem

Telefone: (81) 30331695

quarta-feira, 22 de junho de 2022

VENDA de apartamento em Boa Viagem

Descrição: Imóvel tipo apartamento, nascente, possuindo: sala estar/jantar ampla; varanda com tela; área de circulação; wc social com blindex; 03 qtos, sendo 02 com guarda-roupas embutidos e 01 suite; cozinha com armários planejados; área de serviço; qto de empregada e wc de serviço; 02 vg garagem demarcadas (cabem 03); área de lazer com salão de festa com apoio freezer/fogão; área de churrasqueira; área lazer p/crianças; wc homem; wc mulher. Área útil privativa: 100,16  , totalizando 168,04  ; Elevadores Social e de Serviço;.

Condomínio R$ 1.200,00 + R$ 200,00(Tx Extra); IPTU R$ 3.200,00 anual; TX Laudêmio R$ 360,00 p/ano.

Sito à Rua Dom José Lopes, 487, 3° andar, Apto 301, Edf. Praia de Itaúnas, Boa Viagem, rua pavimentada, próximo a praia de Boa Viagem; Shopping Center Recife; colégios; pontos comerciais variados. Documentação em dia.

Preço: R$ 514.500,00.

*Interessados pelo imóvel e visitação, gentileza contactar com Sr. Aldemir A.Lucena, Corretor de Imóveis, CRECI 12.614/CNAI 30.877, Fones(81)9.8894.4598/9.8838.1959, horário comercial.


*Interessados pelo imóvel e visitação, 
gentileza contactar com Sr. Aldemir A.Lucena, 
Corretor de Imóveis, CRECI 12.614/CNAI 30.877, 
Fones(81)9.8894.4598/9.8838.1959, 
horário comercial.