sábado, 16 de maio de 2020

Idosos em isolamento social precisam de suporte emocional

Gazeta da Torre
HC da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto orienta pacientes da geriatria a distância, com foco na atenção às doenças crônicas, encurtando o distanciamento emocional sentido pelos idosos

Na área médica, a geriatria tem uma preocupação adicional no atendimento de seus pacientes. Como são considerados de alto risco, os idosos não devem se expor a aglomerações, especialmente em ambiente hospitalar, por exemplo, pela maior gravidade de contaminação.

Para proteger seus pacientes do contato com potenciais transmissores, a Divisão de Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP) da USP está entrando em contato direto com os indivíduos, portadores de doenças crônicas, seguidos em seus ambulatórios.

Os profissionais do hospital ligam para os pacientes ou sua família, orientando para que não compareçam às consultas marcadas, caso estejam se sentindo bem, e que façam o reagendamento para momento oportuno. A geriatria faz um contato mais direto; os médicos residentes ligam para o acolhimento das dúvidas da família e orientam o paciente ou seu familiar sobre possíveis providências que precisam ser tomadas e para entender a condição atual do doente e avaliar o risco de um período maior sem a consulta.

O professor Paulo Fernandes Formighieri explica que, infelizmente, “vivemos numa época de muitas incertezas, com uma situação de restrição que é muito ruim no envelhecimento”. Ele considera preocupante o que chama de “segundo isolamento”, que é o protetivo. “Com risco de morte maior para os idosos, a distância deve ser mantida, mas com a disponibilidade e “contato com essas pessoas para oferecimento de suporte emocional, para que possamos passar esta fase mais crítica.”

Explica o professor que somente aqueles que não puderem aguardar devem manter o retorno agendado para resolver seu problema. A intenção da equipe é “não desassistir esses idosos e suas famílias nas suas doenças”, ao mesmo tempo contribuir para uma “menor aglomeração possível, com menos pacientes dentro do ambiente hospitalar”.

Por ser um hospital universitário de nível terciário, o HC-FMRP recebe pacientes com problemas de maior complexidade. E o professor Formighieri informa que, apesar de os outros serviços do hospital também fazerem a mesma abordagem com seus pacientes, “na geriatria abordamos de maneira especial indivíduos com múltiplas condições/doenças que demandam cuidado mais complexo, multidisciplinar, como as do envelhecimento, que são de manejo clínico – desde osteoarticulares, neurodegenerativas, endocrinometabólicas -, que fazem parte de um conjunto de morbidades frequentes no envelhecimento”.

O HC-FMRP lançou recentemente uma página no seu site com orientações gerais sobre a covid-19 ( https://site.hcrp.usp.br/covid/ ). No espaço, são abordados aspectos científicos e as contribuições geradas pelo hospital para contornar a crise da saúde. A comissão do Hospital Amigo do Idoso, vinculado ao HC-FMRP, terá uma página específica, com linguagem apropriada ao público com menor habilidade na internet. A página apresentará, com um olhar mais direcionado a essa população, não só informações específicas sobre a doença, mas contextos gerais para lidar com a saúde nestes tempos de pandemia, agregando informações sobre atividades culturais, intelectuais, de exercício físico e de alimentação voltadas ao envelhecimento.

Por Por Rose Talamone I Jornal da USP

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Videoaulas de ginástica e dança para serem praticadas em casa e de graça!

Gazeta da Torre

O Movimenta Recife - Aplicativo que estimula a população a praticar exercícios físicos dentro de casa, nos NÍVEIS BÁSICO, INTERMEDIÁRIO e AVANÇADO

Lançado após a quinzena de março pela Prefeitura do Recife para estimular e orientar a população a praticar exercícios físicos sem sair de casa, o aplicativo Movimenta Recife já é o mais baixado do Brasil na área de Saúde e Bem Estar. Os dados são do AppBrain, plataforma do sistema Android que divulga e avalia os apps. Antes do final de março, o Movimenta Recife já tinha sido baixado por 12.370 pessoas em todo o mundo, estando não apenas na liderança do ranking no Brasil, mas também em quinto lugar na Áustria e na Bélgica.

O Movimenta Recife faz parte das 117 medidas já anunciadas pela Prefeitura do Recife para a contenção da Covid-19, e foi elaborado para minimizar o impacto da suspensão do funcionamento das Academias Recife, das Academias da Cidade e do Caminhão da Malhação, além da recomendação da suspensão do funcionamento das academias de ginástica privadas.

O aplicativo está disponível no sistema Android e contém videoaulas de GINÁSTICA e DANÇA para serem praticadas em casa, nos NÍVEIS BÁSICO, INTERMEDIÁRIO e AVANÇADO.

As três atletas olímpicas que integram a equipe esportiva da Prefeitura do Recife – Yane Marques, Cisiane Dutra e Joanna Maranhão – gravaram vídeos para explicar o funcionamento do APP e dar orientações aos usuários. E as videoaulas foram gravadas por professores de Educação Física que trabalham nas 19 Academias Recife e nas 42 Academias da Cidade.

No final de março, com o sucesso do Movimenta Recife, a Prefeitura do Recife criou o site movimenta.recife.pe.gov.br, para facilitar ainda mais o acesso da população do conteúdo da ferramenta.

Para baixar o aplicativo:

- Entrar na Play Store e digitar movimentarecife (colado e em minúsculas)
- Ou acionar o link:


Fonte: Prefeitura da Cidade do Recife

terça-feira, 12 de maio de 2020

Não há divergência entre economia e proteção a vidas humanas

Gazeta da Torre
Marcelo Paixão, professor, economista e sociólogo
Políticas negacionistas do potencial devastador do novo coronavírus podem ter consequências “incalculáveis” em termos de perdas humanas. Por isso, a pressão vista “em todos os lugares do mundo” para a retomada da atividade econômica sem um plano que providencie testes para a população revela que “lucidez virou bem escasso”, de acordo com o professor, economista e sociólogo Marcelo Paixão, que também é presidente da Brazilian Studies Association (BRASA).
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Em entrevista ao UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP, Paixão critica o clamor de parcela da sociedade brasileira que defende a reabertura das atividades produtivas em meio ao surto do vírus e diz que seria uma política inócua de retomada econômica.
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“Se o Brasil voltar a funcionar amanhã, não vai mudar a realidade da economia, porque vai ter que importar produtos de países que hoje estão fechados e vai tentar exportar produtos para países que não estão comprando porque estão fechados”, explica o professor associado da Universidade do Texas, em Austin. “Então, são determinadas questões que exigem, acima de tudo, lucidez”, complementa.
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Nesse sentido, ele critica a dicotomia que se instalou entre economia e saúde resultante da política de isolamento social, que interrompeu a operação de diversos setores produtivos. “Estamos em uma situação que exige atitudes imediatas para proteger a vida das pessoas”, pontua. “Não há como pensarmos em economia sem seres humanos”, acrescenta.
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Classificando a atualidade da política brasileira de “um festival de insanidade”, o professor destaca que o negacionismo ao coronavírus deve trazer danos intergeracionais ao País – impactos que não podem ser calculados agora, mas que serão sentidos no futuro.
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“O que está faltando é aquilo que no mundo de hoje é o ativo mais precioso e que, infelizmente, estamos jogando pela janela ou na lata do lixo que se chama inteligência. Se a própria adoção de decisões racionais se torna um pecado, o que já era difícil – e seria difícil em qualquer contexto –, plus [mais] uma política demófoba como essa, realmente temos motivos para ficarmos extremamente preocupados com o que se coloca”, alega.
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De acordo com Paixão, o Brasil vive uma “escalada autoritária” que se percebe quando uma camada da sociedade “possui uma enorme capacidade de normalizar situações e realidades que qualquer pessoa com um pingo de lucidez vai dizer que são inaceitáveis e descabidas”.
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O professor destaca que valores que eram supostamente consensuais, como a busca por uma melhor distribuição de renda, estão sendo postos em xeque. “Temos uma experiência histórica do País demonstrando que o modelo de desenvolvimento baseado na concentração de renda nos leva a determinados colapsos estruturais que são de difícil resolução”, alerta.
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Por fim, ele argumenta que as elites econômicas têm um papel a cumprir com o desenvolvimento do País e com a manutenção da democracia. “Independentemente de um Brasil idealizado ou real, existe uma agenda a ser perseguida que, talvez, se tivermos condições de ter um pouco mais de frieza e lucidez, vamos ver que determinados assuntos não são tão controversos assim”, salienta.
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Fonte:UM Brasil, plataforma multimídia composta por entrevistas, debates e documentários com grandes nomes do meio acadêmico, intelectual e empresarial.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

O interesse em opinar sobre os assuntos nem sempre está acompanhado do bom senso e da imparcialidade

Gazeta da Torre

A percepção que temos, uns dos outros, é influenciada pela nossa forma de agir. Por sua vez, as atitudes que tomamos são condizentes com valores compreendidos e assimilados ao longo da vida. Isto significa dizer que nosso olhar sofre influência direta da capacidade de analisarmos tal ou qual situação. Trata-se de uma construção do caráter, que é bem definido através da Educação e motivado pelas oportunidades que surgem no dia a dia.

Já ouviu falar que “todo mundo é juiz de futebol”? E é mesmo! Contudo, o interesse em opinar sobre os assuntos nem sempre está acompanhado do bom senso e da imparcialidade. Isso acontece exatamente porque cada pessoa reúne, em si mesma, uma soma de valores morais em sua personalidade. Tais valores são diferenciados, para cada um, por vários fatores, tais como cultura, meio social, educação doméstica etc. É assim que dois vizinhos, por exemplo, podem ter percepções diferentes diante da mesma circunstância.

É comum atenuarmos o erro alheio por conivência, falta de alcance ou até condescendência. O fato é que nossa medida de analisar e opinar sobre uma determinada atitude diz muito do que somos, pensamos e agimos. Quem não vive com responsabilidade, dificilmente terá o justo teor de uma opinião balizada, comedida e razoável sobre qualquer situação. Daí a exigência de uma vida de retidão para aqueles que têm o poder nas mãos para decidir.

Do contexto acima e sem nivelar por alto o limite das nossas competências e responsabilidades, deduzimos que a Educação é, verdadeiramente, um divisor de águas. É com ela que nossa análise deixa de ser rasteira e fraca. Pelo contrário, aprendemos a disciplinar e racionalizar nosso ponto de vista, primeiramente combatendo informações falsas e, depois, gerando uma base sustentável através do raciocínio imparcial, lógico, justo e com ponderações razoáveis.

Quando colocarmos em prática os valores básicos do processo educacional, fácil e coerente será nossa forma de agir e de interagir com os outros. Então, enxergaremos a atitude alheia não com o olhar de uma crítica ácida, mas com a capacidade e a responsabilidade de ajudar, produzindo a transformação social, tão necessária na atualidade.

Ao desenvolvermos o crivo com base na Educação, ampliaremos nossa visão, tornando possível o crescimento nas duas vias. 

domingo, 10 de maio de 2020

DIA DAS MÃES!

Gazeta da Torre
Hoje são tantas atribuições, cobranças e julgamentos que as mães costumam enlouquecer tentando dar conta de tudo com êxito. A área profissional é questionada. “Será que volto ao trabalho ou empreendo para ficar mais perto das crianças?”. As que se diziam amigas, companheiras de balada, se distanciam, e não são poucas as situações em que a mulher se vê sozinha, sem qualquer tipo de apoio para criar e educar os seus filhos. Em meio a esse turbilhão de emoções, ela precisa, ainda, aceitar o seu novo corpo e se preparar para receber o bebê em todos os aspectos. No silêncio da maternidade fica essa mistura de felicidade e busca por respostas.
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Estamos na era da informação, mas por que as mães não procuram entender o que se passa por dentro? É necessário aprender a lidar com os sentimentos, ter inteligência emocional, para se entregar a maternidade na sua plenitude e aproveitar ao máximo essa nova experiência. A mulher deve estar em harmonia consigo e com todos os seus papeis, seja de mãe, esposa, filha, amiga, irmã e profissional, acolhendo o neném com confiança. Mesmo após o nascimento surgem outros questionamentos: “Como será daqui em diante? De que forma vou educar o meu filho?”, principalmente no tempo em que vivemos e frente às novas tecnologias.
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O que tenho observado é um uso desenfreado de smartphones por crianças e adolescentes, sem equilíbrio e monitoramento, mas o que está por trás disso? Uma mãe cansada, sem rede de apoio, com funções diversas, que geralmente passa o dia trabalhando para suprir as necessidades físicas da sua família. Quase não se há mais brincadeiras espontâneas, diálogo e refeições sem celular.
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Temos dito e repito: Faça de tudo para estabelecer um momento de ouro com o seu filho. Toque, abrace, ame, beije, converse, procure saber sobre o seu dia e os seus amigos, eduque, nem que seja por alguns minutos da sua rotina. Vai valer a pena.
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Por Jéssica Costa.

sábado, 9 de maio de 2020

CONHEÇA A MAGIA DAS CORES

Gazeta da Torre

A cor é um mensageiro poderoso na comunicação da moda, além de ser um item importantíssimo no efeito da imagem pessoa, pois a cor exerce força psicológica e física. Ela interfere na sua imagem perante as pessoas e representa a maneira como nos sentimos.

A cor tem poder de estimular, tranquilizar, deprimir, atrair ou repelir; ela pode nos trazer poder, prazer e sofisticação. Conhecer o significado das cores é o primeiro passo para escolher as cores das roupas que queremos usar em cada situação.

Cada cor pode produzir efeitos distintos, frequentemente contraditórios, uma mesma cor atua em cada ocasião de forma diferente. O contexto é o critério que determina se uma cor é agradável, adequada, falsa, ou mesmo falta de gosto. Uma cor pode aparecer em todos os contextos possíveis e despertar sentimento positivo ou negativo.

1) LOOK: COR-VERMELHO.


Vermelho: A cor de todas as paixões, do amor ao ódio, excitante e estimulante. Simboliza o fogo, que pode tanto fazer bem quanto ser perigoso. Ela também desponta com muita versatilidade para os mais variados objetivos, inclusive falar em público, por chamar atenção.

Personalidade: Corajosa, dominadora, firme, dramática, sexy, extrovertida e apaixonante. Existem 105 tons de vermelho catalogados.  Escolha o que combine com seu tom de pele e faça suas combinações sem erro!

2) LOOK: COR AZUL.


Azul: A cor preferida, aquela que têm mais adeptos, embora fria e distante não  há quase ninguém que não goste desta cor. A cor do respeito, confiabilidade, fidelidade e serenidade, também transmite um elevado status social.

Personalidade: sincera, prestativa, calma, pacífica, conservadora, atenciosa e paciente. Existem 111 tons de azul catalogados, escolha o que melhor combine com seu tom de pele e faça as suas produções certeiras.

3) LOOK: COR VERDE


Verde: A cor que significa esperança, liberdade, saúde e vitalidade. É a cor da natureza viva, está associada ao crescimento, renovação e plenitude, acalma e traz equilíbrio ao corpo e ao espírito, seu uso em momentos de tristeza pode ser reconfortante.

Personalidade: receptiva, aberta, estável e equilibrada, prestativa e simpática. Existem 100 tons de verde catalogados para vocês usarem de acordo com seu tom de pele e fazer suas combinações com muito estilo.

4) LOOK: COR ROSA.


Rosa: É uma cor delicada, com muita feminidade e graciosidade, simboliza romantismo, inocência.  Tom forte como o Pink, sugere modernidade e desejo  de despertar atenção. Já os Candy Color (tons claros) são passionais, suáveis, e transmitem proteção.

Personalidade: gentil, afetuosa, romântica, feminina, quieta, acessível, sensível, delicada, refinada. A cor também é ideal para ser usado em datas românticas. Existem 50 tons de rosa catalogados para que vocês possam combinar com o seu tom de pele e montar seus looks sem erro!

5) LOOK: COR PRETO.


“O preto é o inicio de tudo, o ponto de partida, a silhueta, o recipiente e depois o conteúdo. Sem as suas sombras, o seu relevo e a sua proteção, parecer-me-ia que as outras cores não existem. O preto é ao mesmo tempo a soma de todas as cores. É volúvel, cambiante, nunca é o mesmo.” (Christian Lacroix )

O preto transmite poder, mistério, dominação e dignidade. Existem 50 tons de preto catalogados.
Personalidade: pessoa autoritária, audaz, dramática, chic, formal, firme, elegante e masculina.

6) LOOK: COR BRANCO.


Branco: A cor que transmite pureza, esperança, confiança, frescor e limpeza. É o símbolo da entrega, cor de status, da virtude, traz sensação renovadora e aberta as mudanças. O branco também é a cor da luz, uma vez que reflete todas as outras cores, se estiver em um momento mais nebuloso da vida. Usar branco ajuda a restabelecer o equilíbrio interior.

Personalidade: expressiva, artística, inocente, pura, fiel, fria, distante e feminina. Existem 67 tons de branco catalogados. O branco OFF,  está super em alta, e podemos classificá-lo como a cor do momento! Deixe o branco entrar em sua via, como um arco-íris refletindo a luz depois da chuva. 

Espero que vocês aprovem as dicas e arrasem em suas produções usando a magia das cores!

Teatro Santa Isabel celebra 170 anos com programação virtual

Gazeta da Torre

Teatro Santa Isabel - recife/PE
Casa secular, que testemunhou e emoldurou alguns dos mais importantes capítulos da história do Recife, o Teatro Santa Isabel completa 170 anos neste mês de maio, convidando os recifenses para uma celebração virtual. Com as portas fechadas e o atendimento ao público interrompido pela pandemia, um dos mais nobres e antigos espaços cênicos da capital pernambucana promoverá uma extensa programação de debates e apresentações musicais, que serão transmitidas ao vivo nas redes sociais do equipamento, único palco possível para escoar produções, mobilizações, alumbramentos e questionamentos artísticos em tempos de isolamento social.

Oferecida pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, a programação começou na quarta-feira (6) e só acaba no próximo dia 27, com uma série imperdível de lives que serão transmitidas no perfil do teatro no Instagram (@teatrodesantaisabeloficial).

Para celebrar a existência do equipamento histórico semeando conteúdos na quarentena, foram convidadas personalidades da cadeia produtiva e criativa da cultura, em seus vários desdobramentos e linguagens, como Rodrigo Dourado, Mônica Lira, Paula de Renor, André Brasileiro e o maestro José Renato Accioly. Eles participarão de conversas com o gestor do equipamento, Romildo Moreira, transmitidas nos próximos dias 13, 20 e 27, sempre a partir das 19h, trazendo à tona questionamentos sobre o futuro dos mercados da arte pós pandemia, além claro de memórias e histórias que o Santa Isabel ajudou a contar na vida e na carreira de cada um. Os debates terão duração de 30 minutos a uma hora e ficarão disponíveis por 24h após a transmissão ao vivo no perfil do teatro.

No dia 18 de maio, data exata em que a casa fez sua estreia, no ano de 1850, apresentando seu primeiro espetáculo, O Pajem de Aljubarrota, do escritor português Mendes Leal, para uma plateia de ilustres, a programação será música para ouvidos isolados. Exatos 170 anos depois, o Santa Isabel pede a seu público cativo que fique em casa e celebre a efeméride do sofá, a partir das 19h, curtindo a live celebração protagonizada pelas atrações musicais: SH (Surama Santos e Henrique Albino), Publius Lentulus, Grupo Instrumental Brasil e Chorinho da Roça, todos selecionados pelo edital do projeto Santa Isabel em Cena, que teve sua programação adiada por tempo indeterminado, em função do avanço da pandemia.

Além de conteúdo, afeto não haverá de faltar nas comemorações virtuais ao teatro centenário. Para celebrar todas as histórias de amor e de arte guardadas por aquelas paredes, artistas, técnicos, produtores, público, visitantes e funcionários irão declarar seu amor e sua saudade, gravando pequenos vídeos sobre sua relação com o Santa Isabel, que também serão publicados no Instagram do equipamento ao longo de todo o mês de maio.

Sobre o Teatro

O Teatro Santa Isabel, cujo nome é uma homenagem à Princesa Isabel, foi inaugurado em 18 de maio de 1850, inserindo a então província de Pernambuco numa nova fase cultural. Idealizado pelo Barão da Boa Vista, teve o projeto dirigido pelo engenheiro francês Louis Léger Vauthier, que inovou na época, optando por não utilizar trabalho escravo na construção de arquitetura neoclássica. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 31 de outubro de 1949, o equipamento foi mais tarde eleito um dos 14 teatros-monumentos do país.

Durante toda a sua história, a casa sempre esteve no centro da vida política da cidade, tendo assistido à Revolução Praieira e abrigado a campanha abolicionista e pelo advento da República. Frequentado, desde sempre, por notórias personalidades da cultura nacional, o Teatro de Santa Isabel foi cenário dos debates literários de Tobias Barreto e Castro Alves. Foi de lá que ecoou para todo o Brasil a histórica frase do abolicionista Joaquim Nabuco: “Aqui vencemos a causa da abolição”, imortalizada numa placa exibida numa das paredes do teatro até hoje.

Uma curiosidade sobre o teatro é que ele chegou a ser destruído por um incêndio ocorrido em 19 de setembro de 1869, tendo sido totalmente recuperado, redimensionado e entregue outra vez ao povo pernambucano em 16 de dezembro de 1876, para em 2020, quem diria, virar de novo saudade, até que o coronavírus dê à humanidade uma merecida trégua.

Sobre convidados e atrações da programação

Rodrigo Dourado - Professor do Curso de Teatro do Departamento de Artes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Doutor em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco. Desenvolve pesquisa nas áreas de Performatividade e Teatro Contemporâneo; Identidades de Gênero, Sexualidade e Teatro; Estudos Queer. É também tradutor, dramaturgista e fundador/diretor do grupo Teatro de Fronteira, com atuação na cidade do Recife (PE). Venceu os prêmios Ariano Suassuna (Fundarpe/PE) e Funarte de Dramaturgia, em 2018, como texto "Terminal". Autor do livro "Bonecas falando para o mundo: identidades 'desviantes' de gênero e sexualidade no teatro" (Sesc/2017).

Mônica Lira - Bailarina, coreógrafa, professora, artista da dança e produtora. Diretora do Grupo Experimental (Recife) desde sua fundação, em 1993, tendo criado mais de 20 obras de dança ao longo da trajetória do grupo, que circulou por todas as regiões do Brasil e apresentou-se ainda no Peru, Equador, Argentina, Chile, Paraguai, Portugal, Itália e Espanha. Realizou durante 10 anos o projeto social "Núcleo de Formação em Dança", com mais de 500 jovens passando pelas aulas de dança promovidas pelo Grupo Experimental através de sua metodologia. Atuante na política cultural local, foi uma das fundadoras do Movimento Dança Recife (uma articulação política com 15 anos de atuação). Já trabalhou como gestora pública na Prefeitura do Recife, no Serviço de Dança, e participou do Conselho de Cultura. Pós graduada em "Gestão e Produção Cultural" e “Especialização em Estudos Contemporâneos em Dança" pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), mestranda em dança na UFBA.

Paula de Renor - Atriz, produtora e diretora da Remo Produções Artísticas desde 1983. Produziu diversos espetáculos de teatro, incluindo duas coproduções internacionais. Também atua na produção de programas para Televisão e projetos sociais ligados ao teatro. Esteve à frente, como curadora e produtora, do Janeiro de Grandes Espetáculos por 17 anos e hoje produz o RESIDE-Festival Internacional de Teatro de PE, que está na sua 2ª edição. Idealizadora, produtora e gestora do Teatro Armazém 14 por 11 anos. Curadora do Festival Internacional de São José do Rio Preto em 2014 e Festival do Teatro Brasileiro XX Edição/2019. Representante de teatro e ópera no Conselho Estadual de Política Cultural de Pernambuco.

André Brasileiro - Ator, encenador, produtor cultural, integrante do Coletivo Angu de Teatro; Gestor público na FUNDARPE.

SH (Surama Ramos e Henrique Albino) - Mais do que uma performance para dois intérpretes que cantam, tocam diversos instrumentos (incluindo instrumentos não convencionais e remixagens eletrônicas ao vivo) e que dialogam com interações com o público, SH é um retrato dos sentimentos que acabam por serem reprimidos dentro de cada um; a onomatopeia que nos faz calar como título. Tendo como fundamentação as vidas dos intérpretes/autores, as partículas geradoras das composições são autobiográficas. Surama e Henrique têm como característica principal a versatilidade, e partem disso para tornar a sonoridade o mais fiel possível às ideias que passam em suas mentes.

Publius Lentulus - Publius é um “cantautor”. Lançou em 2018 seu mais recente álbum “dia de sol”, em todas as plataformas digitais, com as colaborações de Marcelo Jeneci, Lula Queiroga, Hugo Linns e de Juliano Holanda, dentre outros artistas.

Grupo Instrumental Brasil - O GIB é formado por dois trompetes, uma trompa, um trombone, um trombone baixo, uma tuba e percussão, adaptando-se a formações camerísticas. O grupo é constituído por professores educadores dos departamentos de música da UFPE e UFPB, do Conservatório Pernambucano de Música, por músicos membros da Orquestra Sinfônica do Recife e profissionais atuantes no cenário nacional e da região. Foi fundado em 2014 e difunde a música de concerto, promovendo a contextualização histórico-musical, a capacitação e a formação de plateia. Integrantes: Antonio Barreto, Augusto França, Iris Vieira, Mizael Fonseca e Rinaldo Fonseca.

Maestro José Renato Accioly - Formado em música pela UFPE, com mestrado em regência pela UFRN, é professor do Conservatório Pernambucano de Música desde 1987. Em festivais e como maestro convidado, dirigiu as Orquestras Sinfônicas do Recife, Petrobras Sinfônica (Rio de Janeiro), de Barra Mansa (Rio de Janeiro), da Universidade Federal do RN Universidade Estadual Ceará, além do Grupo de Percussão do Nordeste. Regeu a Trilha sonora do filme Brasil S.A. recebendo o prêmio de melhor trilha sonora no festival de cinema de Brasília. Atualmente é regente da Orquestra de Câmara de Pernambuco e do Grupo de Percussão do Nordeste. Desde 2008, faz a direção musical e a regência do espetáculo Baile do Menino Deus, de Ronaldo Correia de Brito. Na direção da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música, idealizou e dirigiu o projeto Circuito Sinfônico. Em 2011, também idealizou e dirigiu o projeto Pernambuco Sinfônico.

Chorinho na Roça - Formado em 2019 a partir dos encontros semanais de músicos para tocar choro na Roda Infinito no Restaurante A Fazendinha, nas Graças, o Chorinho da Roça busca imprimir em suas apresentações uma autenticidade sonora através dos seus arranjos e de um timbre requintado, mixando instrumentos tipicamente eruditos, como o oboé, com outros mais tradicionais do gênero, violão e o pandeiro.

Fonte: Prefeitura da Cidade do Recife

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Comunicação agressiva é o mais assustador na pandemia

Gazeta da Torre
O historiador Leandro Karnal
“É essencial que o País saiba cuidar daqueles que integram os grupos de risco de covid-19, como idosos e pessoas em situação muito precária e de extrema pobreza […] Para uma sociedade democrática e aberta, temos de fazê-la cuidadosa com os mais pobres, com os doentes, com os idosos, com as crianças; e, acima de tudo, uma sociedade não baseada em uma comunicação agressiva”. Avaliação de Leandro Karnal, historiador, escritor e professor no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH-Unicamp).

Em entrevista a plataforma UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP, Karnal ressalta que cada epidemia é única. “A covid-19 mata menos do que a peste bubônica e mata menos do que a varíola matava até o século 18, mas tem um potencial de destruição econômica talvez ainda pior do que todas as outras no passado”, pondera.

“Precisamos pensar em soluções extraordinárias para um período extraordinário. Não se trata mais de liberar um pequeno crédito para quem está desempregado; trata-se de [elaborar] um novo Plano Marshall competitivo e amplo que envolva FMI, Banco Mundial, BNDES e nossas reservas para salvar a maioria da população da doença e do desastre econômico”, avalia, referindo-se ao plano de reconstrução da Europa no fim da década de 1940 com base no auxílio internacional econômico e financeiro, de modo a reavivar a atividade econômica e garantir estabilidade social.

Um público para cada histeria: comunicação nos polos dos negacionistas e dos alarmistas do fim do mundo

“O que me assusta nessa crise é a tônica de uma comunicação de todo mundo se insultando, achando que o perigo é o vizinho que bate ou não bate panela, e não o vírus. É preciso enfatizar esta questão: primeiro, preservar a vida; segundo, os empregos e a economia; e, por fim, nossa capacidade de comunicação”, analisa Karnal.

Ele ainda ressalta que, historicamente, toda pandemia gera negacionistas e histéricos, dois polos terríveis: “Há aqueles que dizem que não está ocorrendo nada – são pessoas perturbadas –, e aqueles que dizem que é o fim do mundo”.

Karnal novamente contextualiza o fator “comunicação” durante a pandemia ao lembrar a heterogeneidade de público e as formas distintas como lidam com tal crise: “Há uma dissociação de públicos. Se o político ‘A’ faz um discurso dizendo que covid-19 não é nada, ele tem um público que aceita isso. Há público para alarmistas, para negacionistas, para pessoas que seguem a Organização Mundial da Saúde (OMS), e há público para quem manda um áudio dizendo que não se deve usar máscaras importadas da China – esse tipo de histeria também tem público. Hoje, o desafio da retórica é maior”.

Karnal ressalta que espera que a grande lição dessa crise seja a consciência de que estamos inseridos em uma realidade maior. “Não adianta me fechar em meu condomínio, na minha ilha de conforto; se ignorarmos o todo, os bárbaros tomam Roma”, conclui.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

VONTADE E NECESSIDADE SÃO PRÓPRIAS DO PENSAMENTO HUMANO

Gazeta da Torre

Ainda que em boa parte das decisões o instinto se faça presente, ora na tentativa de preservar a vida, ora buscando meios de sobrevivência, tanto a vontade quanto a necessidade ajudam a registrar mais um grau de responsabilidade no contexto social.

Quem não já ouviu falar que “querer é poder”? Há controvérsias, à medida em que, o que se quer, longe está da possibilidade de concretização. No campo das ideias, o querer e o poder andam de mãos dadas, são aliados e indiscutivelmente aumentam as chances de sucesso. Na prática e na predominância, eles representam uma dupla perigosa, se o bom senso não entrar na equipe.

Assim também ocorre com a vontade e a necessidade. Quantas vezes desejamos algo que não estamos precisando? Já muitas das coisas das quais temos necessidade, pouco nos interessamos! A atitude humana é mesmo cheia de situações que causam perplexidade. Daí, questionamos: quando haverá um verdadeiro discernimento para a efetiva busca de valores morais?

Dentro do aspecto educacional, as necessidades são bem mais numerosas do que as vontades, o que comprova o quanto de trabalho deve ser executado em nossa sociedade. As circunstâncias geram oportunidades, que pouco são aproveitadas. Senão, vejamos: quem tem vontade de ver o nosso país com uma melhor qualidade na Educação? Quem acha que isso é uma necessidade e faz algo para ajudar, na prática? Quem sente necessidade de maior proteção nas ruas, nas suas casas e até nas mídias sociais tem vontade de agregar, ao seu estilo de vida, ações de combate à violência? Quem não deixa, por exemplo, de propagar mensagens que incitam violência, sob o pretexto de que “humor negro” não é nada demais?

No momento em que vivemos, cabe uma reflexão para cada brasileiro: eu, de fato, reconheço a necessidade de fazer minha parte? Ou só tenho a vontade, que também depende da iniciativa dos outros? Eu tenho interesse em que o Brasil saia dessa condição turbulenta e volte a crescer? Ou a minha vontade é propagar mais turbulências, divisões, inquietações de variado grau, com ampla abrangência e negativa repercussão?

Diante de tanta revolta e indignações, claro está o grande desafio da Educação, que é o de prevalecer, na criatura humana, a capacidade de usar a racionalidade para saber a diferença entre “querer” e “poder”, “vontade” e “necessidade”, sempre com o objetivo de ajudar o progresso.

O instinto não compreende a razão das coisas, assim como a consciência ativa e desperta não aceita a acomodação. Portanto, diante de qualquer cenário, que possamos agir como instrumentos colaboradores da paz e do equilíbrio, transformadores sociais, enfim, educadores!!!


sábado, 2 de maio de 2020

Coisas que você deve evitar em videoconferências para sua segurança

Gazeta da Torre

Chamadas de vídeo estão cada vez mais populares em decorrência da pandemia da Covid-19. Usuários de apps de videoconferência para Android e iPhone (iOS) participam de reuniões no home office ou socializam com amigos e parentes pelo celular. Contudo, é importante se utilizar de algumas ações para evitar invasões de privacidade, sobretudo em reuniões de trabalho nos aplicativos como Zoom Meetings, Skype, Google Hangouts e Microsoft Teams.

Por isso, o Tech Tudo, respeitado site de tecnologia, preparou uma lista com algumas dicas de segurança que podem ser úteis para quem utiliza o recurso de videochamada, como não divulgar o link de acesso aos grupos em redes sociais ou, ainda, prestar atenção nas permissões dos apps de videoconferência, para que estes não tenham acesso a informações pessoais.

Evite exibir detalhes pessoais

m reuniões de trabalho, evite exibir fotos e conversar sobre assuntos de família, e não compartilhe dados pessoais, tais como endereços. Preste atenção, também, a informações que podem estar visíveis em seu plano de fundo, como recados e lembretes sigilosos que podem aparecer para outros integrantes.

Apps como Skype e Zoom podem ser úteis para encobrir esse tipo de informação à vista, oferecendo opções de cenários para serem inseridos como plano de fundo, ou que dão um efeito de blur, borrando o ambiente por trás.

Não deixe chamadas de vídeo abertas

Não deixe as videochamadas desprotegidas — o ideal é permitir o ingresso de membros apenas por senha, quando a função estiver disponível. Deixar as chamadas abertas pode implicar em uma série de riscos, permitindo que estranhos e até mesmo cibercriminosos tenham acesso à reunião. Além disso, evite acessar chamadas por vídeo por meio de redes de Wi-Fi desprotegidas, já que esta ação também pode comprometer a segurança e privacidade das informações compartilhadas.

Fique atento às permissões concedidas aos aplicativos

É importante prestar atenção às permissões concedidas pelos apps baixados nas lojas virtuais Google Play Store e App Store. Suspeite de permissões invasivas, e confira os dados aos quais o app requer acesso para funcionar, que devem ser relacionados apenas ao funcionamento da câmera e do microfone do smartphone.

Apps falsos ou corrompidos podem servir de phishing para malwares perigosos, o que pode comprometer sua segurança e resultar em divulgação de informações pessoais compartilhadas em videochamadas.

Desative notificações pop-up ao compartilhar tela

Ao compartilhar a tela do computador ou do celular durante chamadas de vídeo, é importante desativar notificações em pop-up de e-mails, redes sociais e apps de mensagens como Telegram e WhatsApp, por exemplo. As mensagens podem tratar de assuntos pessoais e privados — portanto, é necessário desativá-las para evitar um desconforto por possível invasão de privacidade.

Envie o convite da chamada por e-mail

Não compartilhe links de convites de chamadas de vídeo pelas redes sociais — prefira encaminhá-los de forma privada utilizando o endereço de e-mail dos membros da reunião. Compartilhar a URL do convite em ambientes virtuais públicos como Facebook ou Twitter pode atrair desconhecidos e cibercriminosos para a chamada de vídeo, comprometendo informações dos participantes.

Outra opção também consiste em bloquear a chamada de vídeo assim que todos os participantes estiverem presentes, impossibilitando que pessoas desconhecidas acessem a reunião.

Personalize as autorizações dos participantes

Também é possível personalizar quais ações poderão ser concedidas aos membros de uma reunião nas videoconferências. O usuário que abriu a reunião pode conceder autorizações como o compartilhamento da tela e a gravação da chamada para outros participantes quando necessário, mas o recomendado é deixá-las desativadas por padrão.
Além disso, o compartilhamento de mídia e a transferência de arquivos também podem ser desativados, evitando, assim, que arquivos corrompidos com vírus ou malwares sejam compartilhados em reuniões.

Fonte:Tech Tudo

sexta-feira, 1 de maio de 2020

1º. de Maio – Dia do TRBALHADOR

Gazeta da Torre


A data de hoje é um momento de reflexão e conscientização, por algumas razões; no capitalismo mundializado de hoje, os sindicatos devem interferir e propor políticas de Estado aos trabalhadores(as), por exemplo, ao invés de ficarem reivindicando plano de saúde particular à suas categorias, deveriam exigir saúde, pública e de qualidade, assim como para a educação, para o transporte etc., ou seja, deixar a pauta economicista e avançar nas pautas sociais.

Para construir uma pauta como essa, é essencial formação, consciência política e de classe, algo que a maioria dos sindicatos e centrais no Brasil e no mundo estão ainda, longe de atingirem, haja vista, os atos para celebrar o 1º. de maio.

Paulo Daniel

Ontem e hoje: como o trabalho mudou ao longo do tempo

Gazeta da Torre
Não é necessário ir muito longe na história para perceber que as relações trabalhistas se modificaram e se adaptaram às condições e necessidades das pessoas ao longo dos anos. Desde a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII, até a Revolução Industrial 4.0, iniciada no século atual, muito aconteceu no que diz respeito à visão que as pessoas têm do trabalho.

Atualmente, 3, 4 e até 5 gerações distintas estão presentes no mercado de trabalho, interagindo e construindo valor. No entanto, é perceptível o choque entre essas gerações que se relacionam com o trabalho com ideais, percepções e ambições diferentes.

As gerações mais novas já exigem que os chefes abram mão de burocracias, hierarquias e formalidade e, em contrapartida, buscam reconhecimento e satisfação. As gerações mais antigas ainda estranham a relação bastante estreita entre o trabalho a vida pessoal que os jovens mantêm.

Para os gestores é um desafio gerenciar e desenvolver colaboradores, pois a tarefa é manter altos os índices de produtividade e motivação de todas as gerações neste novo cenário, visto que cada uma tem expectativas diferentes. 

Fidelidade à empresa

Não é difícil encontrar um amigo ou familiar que tenha trabalhado por 20, 30 anos em uma mesma empresa. A fidelidade era um fator de orgulho para trabalhadores das gerações de veteranos e baby boomers. Além disso, viam o dever antes do prazer e um abismo separava a vida pessoal da vida profissional.

Já as gerações Y e Z, por exemplo, tendem a não ver problema em ter mais de um emprego durante a carreira, mais de uma área de atuação ou pular de uma empresa para a outra. As motivações são mais ligadas à satisfação, novos desafios e processos dinâmicos e por isso é tão difícil reter talentos dessa geração. Outro ponto é que, ao contrário dos veteranos e baby boomers, os mais jovens enxergam o prazer como parte do dever e a vida pessoal se mistura à vida profissional constantemente.

Home office? Flexibilidade?

Antigamente, ainda que algumas tarefas pudessem ser feitas de casa, era impensável que alguém conseguisse trabalhar de qualquer lugar que estivesse. Os avanços tecnológicos viabilizaram o que hoje é uma realidade para gerações X, Y, Z e motivo de estranhamento e desconfiança para veteranos e baby boomers. Inclusive, alguns profissionais das novas gerações alegam que se sentem mais produtivos e felizes quando trabalham no conforto do próprio lar.

Aliás, as novas gerações deram o primeiro passo para quebrar paradigmas no mercado de trabalho, sendo elas as principais agentes da revolução que permite: flexibilização, trabalho remoto e por demanda, home office, coworking e etc. Elas alteraram os padrões de linearidade das gerações anteriores com características multitarefa e imediatistas.

Motivação

A motivação é um dos grandes fatores de divergência entre gerações. Enquanto profissionais mais maduros enxergam a motivação no trabalho propriamente dito, os mais novos tendem a motivar-se recebendo orientações, feedbacks constantes e reconhecimento. Os colaboradores da geração baby boomer, por exemplo, podem achar que o grupo mais jovem é “carente” ou “dependente”’, enquanto os colaboradores mais jovens podem sentir-se desvalorizados.

O que podemos esperar do futuro

O fluxo intenso de informações recebidas pelas pessoas nos últimos anos modificaram a forma de realizar um trabalho e principalmente de se relacionar com ele. Por isso, é possível perceber que, cada vez mais, as pessoas buscam por empregos e funções que as satisfaçam, já que a linha imaginária entre a vida pessoal e a vida profissional é muito tênue e muitas vezes até inexistente. Adaptar, adequar e integrar são ações necessárias para gestores de pessoas que buscam resultados apesar das divergências e conflitos entre as gerações.

*A Solides é especialista em software para identificação de perfil comportamental usado em processo de contratação, gestão e desenvolvimento de pessoas feito por Profissionais de RH, Coach, Educadores e Treinadores.