Gazeta da Torre
Uma de suas frases mais propagadas, Angela Davis
fez a reflexão no livro ‘Mulheres, raça e classe’, de 1981, ressaltando que não
são apenas pessoas pretas que devem combater o racismo. Ela defende que, para
que a sociedade tenha mudanças significativas, é necessário que o antirracismo
parta não só nas interações pessoais em sociedade, mas também em instituições
de ensino.
Nascida em Birmingham, cidade do estado do Alabama, nos
Estados Unidos, em 1944, a pensadora foi introduzida ao movimento antirracista
desde pequena.
Começou seus estudos com viés marxista aos 15 anos de
idade, ainda no ensino médio, quando passou a integrar uma organização
marxista-leninista chamada Advance, movimento jovem. Desde então, ela se
aproximou ainda mais da filosofia através de autores com os quais entrou em
contato na graduação na Sorbonne, em Paris, onde ganhou bolsa.
Além de intelectual e escritora, ela participou
ativamente de movimentos antirracistas nos EUA ao longo da vida. Entre
os temas abordados por Davis em suas obras está a abolição dos presídios, a
ligação entre o racismo estrutural e a violência sexual e a importância da
intersecção entre classe, raça e gênero dentro dos movimentos sociais.
“Você tem que agir como se fosse possível transformar
radicalmente o mundo. E você tem que fazer isso o tempo todo” - Para finalizar,
outra frase muito conhecida de Angela Davis. A pensadora é um grande nome
quando o assunto é resistência e é isso que ela incentiva com a reflexão: por
mais que as mudanças não aconteçam radicalmente, a resistência é um trabalho
constante e precisa existir de forma radical para que as mudanças aconteçam a
longo prazo.
Fonte: Marie Claire
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