quarta-feira, 2 de abril de 2025

Escassez de dados sobre a população autista dificulta o desenvolvimento de políticas públicas diz especialista

 Gazeta da Torre

Resultados do Censo 2022 sobre o Transtorno do Espectro Autista ainda não foram disponibilizados pelo IBGE

Criada em 2019, a lei 13.861 determina que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) inclua perguntas sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos Censos demográficos. No entanto, dados sobre a população autista obtidos pelo Censo 2022 ainda não foram disponibilizados. A escassez de dados precisos sobre a população autista tem dificultado o desenvolvimento de políticas públicas relativas ao transtorno e a situação é ainda mais preocupante porque um dos poucos dados conhecidos mostra um aumento na procura por atendimento de saúde por esta população.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o TEA se refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, e por uma gama estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva.

Para Mirella Fiuza Losapio, médica psiquiatra e supervisora de residentes de Psiquiatria no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP) da USP, a falta de dados sociodemográficos e epidemiológicos sobre a população autista, como os que o IBGE demora a divulgar, dificulta a criação de políticas públicas que facilitem o diagnóstico e uniformizem o tratamento no País. “A partir do momento que dispomos de poucos dados corremos o risco de subestimar o tamanho da população autista. Assim, corremos o risco de disponibilizar poucas horas de médicos especialistas e de terapeutas capacitados”, diz a especialista.

Segundo ela, reverter a situação depende de políticas públicas que acabem com o atraso no diagnóstico e nas intervenções, o que impacta na gravidade do quadro do paciente. “É preciso oferecer acesso mais rápido a esta população, que muitas vezes fica meses na fila de espera para o atendimento especializado e, quando conseguem, normalmente acontece em frequência aquém das necessidades que observamos e que devem ser definidas individualmente”, afirma a médica.

Aumento nos atendimentos

Para Mirella, o aumento no número de atendimentos se deve à revisão do diagnóstico desta condição. Em 2013, foi lançado pela Associação Americana de Psiquiatria o DSM-5: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Por ele, os critérios para o diagnóstico do autismo foram revisados e tornaram a condição um espectro por conta da diversidade de sintomas e níveis apresentados. “Pessoas que antes possuíam características leves e que não eram consideradas autistas a partir dessa mudança passaram a receber o diagnóstico de transtorno. Isso ampliou os critérios diagnósticos e, consequentemente, aumentou o número de indivíduos que recebem esse diagnóstico”, afirma a especialista.

A médica psiquiatra explica que o diagnóstico da condição é clínico, ou seja, não existem exames que confirmem ou descartem que uma pessoa tem a condição, e deve ser feito por especialistas em psiquiatria e neurologia.

“Os serviços públicos se iniciam nas UBSs, que são as Unidades Básicas de Saúde, através do médico clínico ou do pediatra, que devem estar atentos aos atrasos no desenvolvimento de comunicação e interação social e, suspeitando deste diagnóstico, devem encaminhar para centros de atendimento com especialistas em psiquiatria ou neurologia”, finaliza.

Em nota, o IBGE informou que a coleta do Censo 2022 terminou em abril de 2023 e, desde então, vem fazendo um grande esforço para totalizar e divulgar as inúmeras informações. Até o momento, foram feitas 16 divulgações dos resultados do Censo 2022 sobre a população total dos 5.570 municípios do País, incluindo idade e sexo, grupos de cor ou raça e alfabetização. O instituto ainda informa que reconhece que há vários temas importantes a serem divulgados, como, por exemplo, Trabalho e Rendimento, Deficiência, Religião e Autismo.

Fonte: Jornal da USP

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A 27ª edição da Paixão de Cristo do Recife

 Gazeta da Torre

Em temporada mais longa, a Paixão de Cristo do Recife terá Jesus mais próximo do público, no Marco Zero. Resgatando o slogan “A Paixão do Povo”, o espetáculo apresenta sua 27ª edição entre os dias 18 a 21 de abril.

Com Asaías Rodrigues no papel de Jesus e Brenda Ligia interpretando Maria, a montagem chega com nova configuração de palco, com praticáveis e passarela.

Falando sobre amor, solidariedade e liberdade como sagrados que precisam ser cultivados com devoção e fé na humanidade e no futuro, a “Paixão de Cristo do Recife” aproveita o feriado de Tiradentes junto ao da Semana Santa, para apresentar quatro sessões em vez das três tradicionais, sempre às 18h. 

Paixão de Cristo do Recife

Realizada pela Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe), a grandiosa encenação gratuita e a céu aberto chegará ainda mais perto de seus públicos cativos e numerosos, reincorporando até no nome o caráter popular que sempre foi seu grande diferencial ao proclamar-se “A Paixão do Povo” no subtítulo.

A inédita aproximação da plateia se dará através da nova configuração do palco, que contará com uma passarela em momentos emblemáticos, como a entrada de Jesus no templo e a Via Crúcis. Isso tudo aliado a praticáveis que permitirão às cenas serem construídas - e desconstruídas - em tempo real, dando movimento ao espetáculo.

Para contar a história mais evocada e celebrada da humanidade, a montagem conta com 50 atores e 60 figurantes no elenco, que apresentará como protagonistas Asaías Rodrigues (Zaza) e Brenda Ligia nos papéis de Jesus e Maria.

Também como personagens bíblicos célebres estão Jr. Aguiar no papel de Judas; Carlos Lira como Pilatos; Albemar Araújo interpretando Herodes; Clau Barros como Madalena, Gil Paz vestindo João Batista; e Paula de Tássia encarnando o Diabo. A direção e o texto são de Carlos Carvalho.

Para Asaías Rodrigues (Zaza), mais que uma celebração de fé, a Paixão de Cristo do Recife restitui ao povo da cidade a verdadeira essência do personagem mais importante do imaginário ocidental, “que é única e exclusivamente o amor”.

Para lidar com a responsabilidade de carregar a cruz e o peso de interpretar Jesus pelo quarto ano consecutivo, ele conta que passa o ano inteiro se preparando.

Vivendo o papel de Maria pela terceira vez, Brenda Ligia ressalta a dimensão humana que sua personagem assegura ao enredo.

“Ela tem medo, sente dor, como qualquer ser humano. Mas gerou o Salvador. Isso mostra sua força, a força da mulher. Somos o útero da humanidade”, afirma a premiada atriz, apresentadora e diretora que já atuou em séries de TV como “Assédio” e “Sob Pressão”, soma muitas montagens teatrais no currículo, além de ter estrelado filmes como “As Melhores Coisas do Mundo” (Laís Bodanzky), “Sangue Azul” (Lírio Ferreira) e “Bruna Surfistinha” (Marcus Baldini).

Brenda confessa que quanto mais Paixões encena, mais apaixonada fica pela história, pelos personagens e pela forma como os recados urgentes do espetáculo alcançam, emocionam e transformam o público. “Sinto-me muito honrada em fazer parte dessa Paixão do povo recifense. É uma energia muito forte, um encontro de milhares de fés.”

O espetáculo de 2025 apresentará novos figurinos, assinados por Álcio Lins, misturando referências de época com tecidos e modelagens contemporâneas. A trilha sonora evocará os acordes do contemporâneo junto ao tradicional.

Com participação do grupo musical e de dança Bacnaré (Balé da Cultura Negra do Recife), recém-empossado Patrimônio Vivo do Recife, a peça também traz uma composição de Milton Nascimento e outra de Erasmo e Roberto Carlos que dialogam com a narrativa de fé e amor através de letras que vêm sendo, nos últimos anos, cantadas em coro, emocionando elenco e público.

SERVIÇO

“Paixão de Cristo do Recife: A Paixão do Povo”

Onde: Marco Zero - Recife Antigo

Quando: Dias 18, 19, 20 e 21 de abril de 2025, às 18h

Acesso gratuito

Classificação livre

Duração: 1h40

*Todas as sessões terão intérprete de Libras

Fonte: Folha de PE

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segunda-feira, 31 de março de 2025

Supera apresentará benefícios da estimulação cognitiva no Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia

Supera apresentará benefícios da estimulação cognitiva no Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia

Evento é referência na área de longevidade e reunirá profissionais de peso para o setor durante três dias.

O Supera – ginástica para o cérebro vai marcar presença no 24º Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, que acontece entre os dias 3 e 5 de abril no Minas Centro, em Belo Horizonte (MG). Esta será a primeira participação da empresa no evento.

Promovido pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), o congresso é uma referência quando o assunto é longevidade e qualidade de vida da população 60+.

O tema desta edição, “Envelhecimento e Tecnologia: uma parceria entre gerações”, abordará o impacto da tecnologia na saúde, na assistência, na vida das pessoas idosas e na sociedade como um todo.

A metodologia exclusiva do Supera tem muito a contribuir para esse debate.  “O Supera tem um forte compromisso com a ciência e com a divulgação de informações de qualidade, por isso nossa participação nesse evento é tão importante. O método é essencial para idosos que buscam qualidade de vida e longevidade, mantendo o cérebro ativo e saudável. Ele proporciona benefícios significativos, como melhora da concentração, da memória e da independência”, explica Bárbara Perpétuo, vice-presidente do Supera.

Por isso a marca estará presente com um estande, onde poderão ser experimentadas as ferramentas da metodologia, como jogos, ábaco e livros com exercícios, e também com um simpósio:

Tema: Supera: Estimulação cognitiva e longevidade ativa;

Data: 05 de Abril de 2025

Horário: 12h30min

Onde: Sala Mariana – Auditório D;

Palestrantes: Profa. Dra. Thais Bento e Patrícia Lessa.

Será um momento de atualização científica sobre estimulação cognitiva e longevidade ativa, com foco na pessoa idosa saudável. O simpósio apresentará as principais novidades científicas da literatura, destacando os avanços no campo das neurociências do envelhecimento e das intervenções cognitivas de longa duração que dialogam com a Década do Envelhecimento Saudável 2020-2030.

Além disso, haverá uma apresentação interativa sobre o Supera, proporcionando uma experiência prática com os participantes. Para tornar momento ainda mais especial, ao final do simpósio, será realizado um sorteio de brindes.

Mudança na pirâmide etária exige mais reflexão sobre o envelhecimento

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de idosos na população brasileira quase dobrou, passando de 8,7% em 2020 para 15,6% em 2023, o que representa 33 milhões de pessoas idosas.

A projeção para 2070 é que quase 38% dos brasileiros serão idosos, totalizando 75,3 milhões de pessoas.

Esses números reforçam a necessidade de novas estratégias que promovam independência, autonomia e qualidade de vida, com a tecnologia desempenhando um papel essencial na longevidade.

A inversão da pirâmide etária no Brasil já é uma realidade, e o Supera percebe essa mudança diariamente em suas unidades. Atualmente, mais de 70% dos alunos são pessoas com 60 anos ou mais, que buscam qualidade de vida e longevidade por meio da estimulação cognitiva.

Serviço

O Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia (CBGG 2025) acontece de 3 a 5 de abril no Minascentro (Av. Augusto de Lima, 785 – Centro, Belo Horizonte – MG, 30190-001).

Para reflexão:

A mais profunda raiz do fracasso em nossas vidas é pensar, “Como sou inútil e fraco”. É essencial pensar poderosa e firmemente, “Eu consigo”, sem ostentação ou preocupação. “DALAI LAMA”

Você sabia que:

Existem de 80 a 100 bilhões de células nervosas no cérebro.

Reposta do desafio de Fevereiro.

Pense rápido:

Há uma banheira cheia de água. Você tem uma colher, um copo e um balde. Qual o jeito mais rápido de tirar a água da banheira?

Resposta: Destampando o ralo.

Desafio de Março:

O que passa por todas as casas, mas não sai do lugar.

Resposta na próxima edição:

Serviço:

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

Responsável Técnica: Idalina Assunção (Psicóloga, CRP 02-4270)

Unidade Madalena

Rua Real da Torre, 1036. Madalena, Recife.

Telefone: (81) 30487906 – 982992551 WhatsApp


domingo, 30 de março de 2025

Países da América Latina e Caribe se unem em plano contra aumento da obesidade

 Gazeta da Torre

Para tentar reduzir o aumento das taxas de obesidade, nove países, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), trabalham num Plano de Aceleração com uma abordagem abrangente, que combina estratégias regulatórias, fiscais e multissetoriais. De acordo com pesquisa realizada pela organização, as taxas de sobrepeso e obesidade entre adultos nas Américas aumentaram 52% de 1990 para 2022. “Esses números são alarmantes e representam não apenas estatísticas, mas milhões de vidas afetadas por doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares e vários tipos de câncer”, disse Anselm Hennis, diretor do Departamento de Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da Opas.

A professora Maria Edna de Melo, professora da Faculdade de Medicina (FM) da USP, explica que as propostas apresentadas pelo plano de aceleração passam pela implementação de uma rotulagem mais eficiente, uma alimentação escolar melhor e a regulamentação de produtos que não são benéficos para a saúde. Porém, ressalva que essas ideias só funcionarão se, através de medidas regulatórias, os países fizerem o alimento saudável chegar para a população mais barato do que os alimentos não saudáveis.

Marcio Mancini, chefe da Unidade de Obesidade da Disciplina de Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas (HC), completa: “Ações de promoção de alimentação saudável na infância precoce, promover, proteger e dar suporte ao aleitamento materno, campanhas públicas de alerta e de educação, padronizar e regular atividade física nas escolas, tudo isso faz parte desse plano.”

Argentina, Barbados, Brasil, Chile, México, Panamá, Peru, Trinidad e Tobago e Uruguai são os países por trás desse projeto, porém, entre eles há diferentes realidades econômicas e culturais, o que pode dificultar a implementação do plano para todos os países, além das regulamentações dependerem de governos, que podem custar tempo tramitando no Congresso de cada país. Maria Edna explica que precisa existir uma adequação na estratégia de implementação que funcione para todos os países, como a rotulagem frontal de alimentos no Brasil, com a lupa na embalagem, ou em alguns países que têm octógonos, para que assim, mesmo um analfabeto entenda que tem algo diferente no alimento ao ver os símbolos diferentes.

Mancini destaca que haverá muita dificuldade em todos países colocarem as ideias em prática, porém, essa não é a única dificuldade social que poderia ser mudada para que as pessoas alterassem seus hábitos alimentares. Segurança pública, boa iluminação nas vias e transporte público faria as pessoas se movimentarem mais.

Maria Edna, que faz parte da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), afirma: “As pessoas ainda estão muito amarradas, acreditando que aulinha na escola, campanhas, ‘olha, vamos comer mais saudável que isso vai funcionar’. Não, isso nunca funcionou, tanto que a obesidade só aumenta. O que vai funcionar mesmo é uma mudança do ambiente, para promover uma mudança nesse cenário para melhorar a saúde da população. Outra mudança também, que precisa acontecer entre os médicos, é que não é só orientar o paciente a fazer mudança de alimentação. Muitos vão precisar de tratamento medicamentoso e uma boa parte também de tratamento cirúrgico.”

De acordo com a OPAS, Argentina, Barbados, Chile, México, Panamá e Uruguai já começaram a desenvolver seus planos de ação. Enquanto isso, o México e o Panamá estão terminando de desenvolver seus respectivos planos nacionais.

Fonte:Jornal da USP

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sábado, 29 de março de 2025

Imbiribeira terá os primeiros reservatórios de água da chuva sob pavimento do Recife

 Gazeta da Torre

As obras nas ruas Itacaré e Itamaracá já alcançaram 63%
de avanço e integram o projeto de macrodrenagem
da Prefeitura do Recife na bacia do rio Tejipió
(Foto:Edson Holanda/PCR)
Com o objetivo de acumular e controlar o escoamento da água da chuva, o programa ProMorar iniciou, no fim do ano passado, a construção de três reservatórios subterrâneos no bairro da Imbiribeira, nas ruas Itacaré e Itamaracá. O investimento de R$ 5 milhões visa tornar a cidade mais resiliente a alagamentos. A previsão de conclusão é para junho.

Na rua Itacaré, estão sendo construídos dois reservatórios de 60 metros de comprimento, 1,5 metro de largura e 70 centímetros de profundidade, localizados entre as ruas Cachoeira e Itajaí. As obras de drenagem da via estão em fase final. Já na rua Itamaracá, as escavações foram iniciadas para a instalação de um reservatório de 60 metros de comprimento, três metros de largura e 50 centímetros de profundidade, entre as ruas Pampulha e Itacaré. Esses “piscinões” acompanham o pico da maré, enchendo automaticamente quando ela sobe e esvaziando em seguida.

Além dos reservatórios, o projeto inclui novas pavimentações, recapeamento de vias e a implantação de sinalização horizontal e vertical. Também estão sendo construídos 2 mil m² de calçadas com piso intertravado. As melhorias viárias já começaram em alguns trechos, assim como a regularização de calçadas.

Os locais foram escolhidos com base na topografia favorável, evitando o uso de bombas, e na proximidade com o canal da Mauriceia. O planejamento das técnicas e obras estruturadoras contou com a colaboração de especialistas holandeses e brasileiros durante uma maratona de estudos sobre a bacia do rio Tejipió.

Fonte:PCR

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quinta-feira, 27 de março de 2025

Viajar sozinha reforça a independência feminina e promove experiências enriquecedoras, segundo doutoranda em Turismo da USP

 Gazeta da Torre

Nos últimos anos, o número de mulheres que optaram por viajar sozinhas cresceu significativamente ao redor do mundo. Segundo Adriana Santos Brito, doutoranda em Turismo pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, essa tendência está atrelada a um conjunto de fatores sociais, culturais e econômicos que reforçam a independência feminina e promovem experiências enriquecedoras.

Conforme a pesquisadora, o termo “mulheres viajantes solo” não se refere apenas ao ato de viajar sozinha, mas também aos sentimentos de autonomia, autocontrole e autorrealização que essa experiência proporciona. Além disso, essas viagens precisam ocorrer de forma segura para garantir que a experiência seja positiva.

Empoderamento

De acordo com dados de um levantamento realizado pelo Sebrae em 2019, a participação das mulheres no setor de turismo aumentou em virtude de mudanças políticas e sociais que ampliaram sua atuação no mercado de consumo de viagens. Esse fenômeno é impulsionado pelo empoderamento feminino, conceito que é bem recebido por 60% das mulheres entrevistadas na pesquisa.

Um outro estudo publicado em 2021 na revista Interdisciplinar em Turismo e Território Cenário, com base em dados do Ministério do Turismo e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou que a maioria das mulheres que viajam sozinhas tem menos de 34 anos. Para elas, conhecer o mundo e adquirir novas experiências é parte de um avanço social e cultural significativo da última década.

Sentimentos

Entre as principais motivações para essas viagens, Adriana destaca o autoconhecimento, já que viajar sozinha permite que as mulheres descubram mais sobre si mesmas, seus interesses e seus valores, além de aprenderem a enfrentar desafios ao longo do percurso. A liberdade também é um fator importante, pois escolher o próprio itinerário, decidir onde ir e o que fazer sem precisar considerar a opinião de terceiros proporciona um sentimento único de autonomia.

Além disso, ela afirma que muitas viajantes solo relatam que conhecem novas pessoas com mais facilidade e criam laços durante a viagem, uma vez que estão mais abertas a interações sociais. O empoderamento é outro elemento relevante, pois sair da zona de conforto e enfrentar desafios aumenta a autoconfiança e reforça a sensação de independência.

Precauções

Apesar dos benefícios, a segurança é uma preocupação constante para as mulheres que viajam sozinhas. Há relatos de que elas precisam tomar precauções desde o planejamento até a execução da viagem para minimizar riscos. De acordo com a pesquisadora, é essencial pesquisar sobre o destino, escolher acomodações bem avaliadas e manter-se atenta ao ambiente que será visitado.

“Entre as principais recomendações para uma viagem solo segura, podemos destacar a pesquisa pela cultura, costumes e locais que serão visitados. É importante também se hospedar em acomodações seguras e que tenham avaliações de outros usuários. Sempre é bom ter a tecnologia a seu favor, com o uso de aplicativos de GPS, transporte e tradução, além de sempre compartilhar sua localização com algum amigo ou familiar de confiança. Por fim, é importante confiar no próprio destino, pois se algo não parecer certo, não se deve hesitar em mudar os planos imediatamente”, enfatiza Adriana.

Fonte:Jornal da USP

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segunda-feira, 24 de março de 2025

Pesquisa revela os personagens de ficção mais amados do mundo

 Gazeta da Torre

Realizada entre 2020 e 2023 com base em entrevistas com mais de 2.500 pessoas em 18 países dos cinco continentes, uma pesquisa mostra quem são os personagens de ficção mais amados no mundo.

“A pesquisa foi realizada em duas etapas”, afirma a professora Françoise Lavocat, da Université Sorbonne Nouvelle, em Paris, na França, coordenadora da iniciativa, que estará presente nesta quinta-feira na BBM. “A primeira envolveu questionários impressos nos quais estudantes foram solicitados a entrevistar seus amigos e familiares. A segunda fase envolveu questionários on-line traduzidos para vários idiomas e disponíveis em diferentes plataformas.”

Françoise destaca que há muito a se inferir e estudar a partir dos dados coletados. “Pudemos observar a desigualdade dos personagens em face da globalização: alguns são universalmente conhecidos, enquanto outros são conhecidos apenas pela população do país onde foram inventados. Capitu e Mônica, por exemplo, nunca saem do Brasil”, afirma a professora, lembrando que, por outro lado, personagens da dimensão de Harry Potter e Batman aparecem entre franceses, brasileiros, tibetanos exilados na Índia e taitianos, por exemplo.

No Brasil, as personagens de ficção mais citadas são Capitu (do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis), Batman, Mônica (criação do cartunista Maurício de Souza), Sherlock Holmes, Harry Potter e Brás Cubas (do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, também de Machado de Assis), enquanto Harry Potter, Homem Aranha, Sherlock Holmes e Batman são os personagens de ficção mais amados no mundo.

“Com essa pesquisa, é possível analisar como se dá o alcance de certas culturas e conteúdos e sua memória no século 21, quando os suportes são outros e os meios de circulação são vários”, afirma a professora Marisa Midori, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, organizadora do evento. “É um tema que pode interessar muito aos estudiosos da literatura, das multimídias e das intermídias.”

Fonte:Jornal da USP

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Rua Visconde de Albuquerque, 205, sala 401, Madalena, Recife 

(Centro Executivo Empresarial – Em frente ao posto Ipiranga); 

Contato:(81) 3074-6004

Recife realiza Semana das Juventudes

 Gazeta da Torre

Oficinas, palestras e mutirões de saúde fazem parte da programação que será realizada até o dia 31 de março

De 24 a 31 de março nossa cidade celebra a Semana Municipal das Juventudes 2025. Recheada de ações e eventos, a Semana traz como tema “O Futuro é Agora: Juventude em Ação pelos Direitos Humanos”.

A Semana das Juventudes do Recife tem como objetivos a promoção da cidadania, a liderança e a conscientização sobre os direitos humanos. Ela acontece em diversas regiões da cidade, levando especialistas e líderes para compartilhar suas experiências e conhecimentos com os participantes.

A Semana Municipal das Juventudes 2025 contará com a participação de especialistas e líderes que compartilharão conhecimentos e experiências. Para participar, não é necessário realizar inscrição, basta comparecer às atividades.

Programação


Fonte: PCR

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Ortobom Carrefour Torre

Musculação = Cérebro forte!

 Estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que a musculação pode ser uma forte aliada na prevenção da demência e na proteção do cérebro de idosos.

O objetivo é manter a musculatura: quanto mais músculos, melhor a saúde do cérebro!

Que tal incluir um treino e alongamento na sua rotina?

Seu cérebro e seu corpo agradecem!

@edu.aymar Professor e instrutor de educação física

Fonte: https://agencia.fapesp.br/musculacao-protege-o-cerebro-de-idosos-contra-demencia-sugere-estudo/54124

𝗦𝗨𝗣𝗘𝗥𝗔 𝗥𝗲𝗰𝗶𝗳𝗲 𝗠𝗮𝗱𝗮𝗹𝗲𝗻𝗮 >

𝗧𝗿𝗶𝗰𝗮𝗺𝗽𝗲ã 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗲𝗺 𝗘𝘅𝗰𝗲𝗹ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗣𝗲𝗱𝗮𝗴ó𝗴𝗶𝗰𝗮

𝗥𝗲𝗰𝗶𝗳𝗲/𝗣𝗘

𝘄𝗮𝗺𝗲/𝟱𝟱𝟴𝟭𝟴𝟮𝟵𝟵𝟮𝟱𝟱𝟭

domingo, 23 de março de 2025

Um governo fechado e indisposto para interagir com a sociedade

 Gazeta da Torre

Tinham uns dois ou três xeleléus da governadora que aplaudiam o afastamento da gestão em relação à classe política, enaltecendo essa conduta em nome de uma nova forma de fazer política no estado. Tratava-se, diziam, de um novo tempo que estaria sendo rechaçado por políticos viciados nos velhos métodos de cooptação. Era assim que enalteciam o descaso de um governo fechado e indisposto para interagir com a sociedade.

Gostaria de saber o que esses porta vozes das Princesas estão dizendo agora, depois que a governadora loteou o governo no mais autêntico estilo do velho toma lá-dá-cá. Será que estão decepcionados com o que juravam ser uma revolução nas práticas políticas em Pernambuco, ou já arrumaram um discurso pra justificar a queda impiedosa dessa “nova política”?

Por Waldemar Borges, Deputado Estadual

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sábado, 22 de março de 2025

O famoso CARAMBOLA – Figurinha carimbada do Mercado da Madalena

Redação Gazeta da Torre

Carambola e seu amigo no teclado
em um evento no Mercado da Madalena
José Cícero da Silva, o famoso Carambola, figura pitoresca que todos os finais de semana ajuda a animar o Mercado da Madalena embalado por um violão ou teclado e voz. No seu repertório tem até música internacional cantada em seu “carambolês” (inglês de Carambola).

“O apelido vem lá do bairro de Monsenhor Fabrício há muitos anos. Na minha casa havia um pé de carambola e toda vez quando eu saía, os bebuns me pediam carambola para servir como tira-gosto e de tanto eles me pedirem, passaram a me chamar carambola”, explica José Cícero. 

Carambola iniciou sua carreira artística nos anos 60, “em plena jovem guarda”, como ele faz questão de salientar. Iniciou sua carreira no Grupo Águias de Limoeiro, seguindo seu caminho em direção ao Circo Alakazam, onde antes de cada espetáculo sua banda se apresentava. De lá passou para outro circo, o Circo Orlando Orfei, onde encerrou sua trajetória em circos, voltando para Recife, tocando nas noites em bares. Após noites mal dormidas, conseguiu um lugar fixo para cantar, o Bar do Pintão, em frente ao terminal da Caxangá.


Do Bar do Pintão, Carambola conheceu o Mercado da Madalena, foi paixão à primeira vista. Sua identificação com o público foi o atrativo que faltava. Do mercado, Carambola todos os finais de semana bate o ponto. Lugar onde fez e ainda faz boas amizades e sua clientela. Hoje, Carambola toca de vez em quando na Confraria dos Chifrudos - Mercado da Madalena e em lugares que é contratado. Para quem já viu, Carambola não é só uma apresentação, é um show à parte. Ele canta Brega, Anos 60, Bossa Nova, Internacional, Baião, Pop, Xote, Frevo, MPB, Seresta e Forró. Um verdadeiro brega star que se tornou figurinha carimbada do nosso Mercado da Madalena.

Contato para show: (81) 9 8527-3730 - Carambola.

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terça-feira, 18 de março de 2025

Pernambuco recebeu do Governo Federal novas ambulâncias do SAMU

 Gazeta da Torre

Foi entregue 64 novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Pernambuco. As unidades móveis integram um pacote nacional de ambulâncias custeado pelo Governo Federal, que foram concedidas, na sexta-feira (14), em uma cerimônia solene com a presença de Lula e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Sorocaba, São Paulo.

As novas ambulâncias fazem parte de um esforço do governo do presidente para renovar e expandir a frota do SAMU em todo o território nacional. Este esforço faz parte de uma ampla estratégia para modernizar e ampliar a estrutura do serviço, que enfrentou sérias dificuldades de manutenção e renovação durante as gestões passadas.

Aldo Vilela, jornalista

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domingo, 16 de março de 2025

De acordo com o filósofo e economista Eduardo Giannetti, no Brasil, educação de má qualidade submete indivíduos a situação análoga à escravidão

 Gazeta da Torre

O filósofo e economista Eduardo Giannetti

Não há dúvidas de que o capital humano é central no processo dos desenvolvimentos econômico e social de qualquer país — e a educação é um dos pilares da formação de um capital humano qualificado.

O filósofo e economista Eduardo Giannetti alerta: a falta de acesso à educação de qualidade e ao domínio da linguagem tolhe as capacidades de expressão e articulação de pensamentos, desejos e escolhas dos indivíduos. Segundo ele, esse cenário restringe liberdades.

“Não adianta dizer a uma pessoa analfabeta que ela é livre para ler Machado de Assis, Nelson Rodrigues ou Guimarães Rosa. Assim como dizer a alguém que está passando fome de que ele é livre para ir ao melhor restaurante da cidade. É uma liberdade completamente vazia”, explica.

“A liberdade genuína, profunda, é quando a pessoa tem meios para exercer a escolha de ler, de gastar o dinheiro dessa ou daquela maneira. Caso contrário, é realmente uma piada de mau gosto dizer que um analfabeto é livre para fazer o que quer. Ele não é”, completa.

De acordo com Giannetti, a falta de acesso à educação no Brasil faz com que muitos vivam em uma situação análoga à escravidão. “É a escravidão da ignorância. O escândalo da má qualidade do ensino no Brasil é o análogo do século 21 à escravidão. É da mesma ordem de gravidade”, explica.

Em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, Giannetti também reflete sobre o momento atual da relações políticas e econômicas entre os países e alerta a respeito da necessidade de repensar os valores que norteiam a sociedade.

O filósofo também conversou com o UM BRASIL em 2018, quando destacou o tamanho do Estado brasileiro e o seu modelo de tributação. Já em 2022, em novo bate-papo, avaliou os desafios da humanidade frente à emergência climática. Neste ano, em evento que comemorou dez anos do Canal, Giannetti abordou os rumos do País diante das mudanças nas cadeias de distribuição globais.

O fim da hiperglobalização 

A partir da década de 1980, o mundo viveu um processo de hiperglobalização que gerou grandes impactos à interdependência entre os países. “Diante da possibilidade de obter um custo de produção muito mais baixo, houve um deslocamento em grande escala dos investimentos e dos fluxos de capital, buscando eficiência, produtividade e competitividade”, explica. “Isso levou a um grau de integração, e de internacionalização das relações econômicas, como jamais visto na história da humanidade.”

Para ele, a pandemia e as recentes tensões geopolíticas mundiais sacudiram essa profunda integração entre as nações. Mercados comerciais e financeiros foram completamente afetados pela vulnerabilidade às quais as cadeias produtivas foram expostas no último período.

“Como as cadeias globais de produção ficaram muito concentradas em poucos fornecedores, o que a pandemia e as guerras demonstraram é que, se há um problema num elo da cadeia, toda essa cadeia para de funcionar”, afirma. Giannetti cita, como exemplos, o mercado de chips de alta tecnologia, concentrados em Taiwan, foco de tensões geopolíticas, e o mercado de produtos farmacêuticos ativos, até então concentrados na China e na Índia.

“Frente a essa vulnerabilidade, a lógica da eficiência e da produtividade, que presidiu a hiperglobalização, passou a ser questionada. Esta pressupõe uma estabilidade e um grau de confiabilidade de fornecedores com o qual não se pode contar”, completa. Segundo Giannetti, hoje, a tendência dos países é buscar um novo sistema que garanta segurança e diversificação às próprias economias.

Desinformação

Outra tendência global que se aprofundou na última década foi a desinformação. As fake news já se mostram um fenômeno consolidado nas dinâmicas social e política dos países em todo o mundo. Nesse contexto, o filósofo reflete sobre o que chama de “sincronia do autoengano”.

De acordo com ele, em diversas situações, as sociedades vivem algo ainda mais perigoso que a criação e a difusão consciente de mentiras e notícias falsas. Há casos em que as pessoas sabem que estão compartilhando desinformação. Em outros (ainda mais críticos), se convencem de que as mentiras compartilhadas são verdadeiras.

“Existem situações em que se tem uma espécie de sincronia do autoengano. Muitas pessoas embarcam coletivamente em uma mentira que contam para si mesmas”, ressalta. “Indivíduos contrariados, desapontados, ressentidos, que têm muito medo, acabam se apegando a tudo aquilo que reforça o que eles acreditam.”

Segundo Giannetti, muitos atores políticos se tornaram especializados em alimentar a raiva, a insatisfação e a descrença coletivas. “Esse mecanismo é tão antigo quanto a humanidade. A novidade é a tecnologia, que permite uma rápida e contagiosa viralização da sincronicidade do autoengano”, completa.

Questão ambiental

O economista ainda questiona se será necessária uma “pedagogia da dor” para que os países adotem, de fato, um desenvolvimento sustentável e preocupado com a emergência climática.

“Terá de haver muito sofrimento para que, finalmente, aconteça algum tipo de ação mais decisiva quanto às mudanças que nós vamos ter que encarar para resolver esse problema”, afirma. De acordo com ele, repensar o modelo atual de sociedade passa por ponderar acerca  da forma como países e governos lidam com a questão ambiental.

“Esse obstáculo tem duas características com as quais não estamos acostumados a lidar. A primeira nos obriga a pensar numa dimensão temporal longa, para a qual nós não estamos adaptados, que é pensar 50 ou 100 anos à frente”, diz.

Levando em conta os próprios mandatos, os governantes têm à vista apenas os próximos quatro ou oito anos. “Provavelmente, qualquer tentativa de pensar num prazo muito longo será custosa do ponto de vista eleitoral e da viabilidade política daquele grupo”, completa

Outro desafio referente ao assunto é que nenhum país pode resolvê-la de forma isolada. “É um momento no qual as fronteiras nacionais se tornam muito relativas. Os problemas que estamos enfrentando hoje são de abrangência e amplitude planetárias, que estão muito além da capacidade de qualquer nação isoladamente resolver”, conclui.

Fonte: Plataforma UM BRASIL

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