Gazeta da Torre
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| Felipe Nunes, professor da FGV |
Em entrevista ao Canal UM BRASIL e à Revista Problemas
Brasileiros – ambas realizações da FecomercioSP, o professor na Fundação
Getulio Vargas (FGV), Felipe Nunes, comenta o dilema da busca por consensos em
uma nação dividida. “Num lugar com identidades tão múltiplas, só há um elemento
que pode juntar essa turma toda: o medo do outro lado tomar o poder e, de
alguma maneira, te prejudicar. E é isso que os políticos estão fazendo a cada novo
ciclo eleitoral”, explica.
O CEO lembra, ainda, que o Brasil de 1994 ou de 2002, que
conseguiu alcançar consensos bastante razoáveis, perdeu-se nas décadas
seguintes. Ele analisa a origem e a evolução da polarização política no País
desde então. Em sua opinião, em 2018, essa divisão assume um novo caráter,
atingindo o pior nível às vésperas das eleições de 2022. “É a polarização
afetiva. Isto é, quando eu passo a achar que só eu estou certo, que você está
errado e que, portanto, não devemos morar no mesmo país”, explica.
*Felipe Nunes é professor na Fundação Getulio Vargas
(FGV), CEO da Quaest e autor do livro 'Brasil no espelho: um guia para entender
o Brasil e os brasileiros' (Globo Livros). Ph.D. em ciência política e mestre
em estatística pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos
Estados Unidos. Professor de métodos quantitativos, eleições e estratégia na
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), além de ser diretor da Quaest
Pesquisa e Consultoria.
Fonte: UM
Brasil


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