Gazeta da Torre
Darcy Ribeiro, reconhecido como um dos principais intelectuais do país, escritor, professor, antropólogo, sociólogo e indigenista, diz que o fracasso da educação pública não acontece por acaso, nem por falta de capacidade técnica ou recursos, mas por interesse político.
Para ele, manter a população com acesso limitado à
educação é estratégico para as elites, porque impede o desenvolvimento de uma
consciência crítica e, consequentemente, a possibilidade de transformação
social.
Neste ponto, se a educação fosse de qualidade e
verdadeiramente acessível, haveria mais igualdade, mais questionamento e menos
controle social.
Então, o “projeto” é justamente esse: manter o povo
desinformado para garantir que o sistema continue funcionando do jeito que
está: concentrando poder e riqueza nas mãos de poucos.
Darcy Ribeiro foi eleito para a cadeira número 11 da
Academia Brasileira de Letras em outubro de 1992. Faleceu cinco anos depois,
aos 74, em decorrência de câncer. Mas suas contribuições continuam sendo
referência em diversas áreas. Como um camaleão, circulava com destreza pela
antropologia, política e educação, o que desperta especial atenção ao seu
legado.
Fonte: Instituto Conhecimento Liberta (ICL)

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